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domingo, 14 de agosto de 2022

Governo russo diz que pode romper relações com EUA

 


Diretor do departamento norte-americano do Ministério das Relações Exteriores da Rússia foi questionado se a possibilidade de diminuir as relações diplomáticas entre Moscou e Washington estava sendo considerada


Tribuna da Bahia, Salvador
13/08/2022 18:48 | Atualizado há 16 horas e 15 minutos

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Foto: Reuters

O diretor do departamento norte-americano do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Darchiev, em entrevista à agência russa de notícias TASS, que é ligada ao Kremlin, disse que a Rússia alertou os Estados Unidos sobre um “ponto de não retorno” e uma possível ruptura das relações diplomáticas entre os países.

Darchiev foi questionado se a possibilidade de diminuir as relações diplomáticas entre Moscou e Washington estava sendo considerada.

“Eu não gostaria de entrar em especulações hipotéticas sobre o que é possível e o que não é possível na atual situação turbulenta, quando ocidentais liderados pelos Estados Unidos pisotearam o direito internacional e tabus absolutos na prática diplomática”, declarou Darchiev.

“Nesse contexto, gostaria de mencionar a iniciativa legislativa atualmente em discussão no Congresso para declarar a Rússia um ‘país patrocinador do terrorismo'”. “Se aprovada, significaria que Washington teria que atravessar o ponto sem retorno, com sérios danos colaterais às relações diplomáticas bilaterais, até a sua redução ou mesmo o rompimento”, finalizou o diplomata.

Em guerra

A relação entre os países entrou em fase mais crítica depois que Vladimir Putin autorizou o que ele chamou de “operação militar especial” na região de Donbass (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).

No amanhecer do dia 24 de fevereiro, as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país, iniciando uma guerra contra a Ucrânia.

O que se viu nos dias a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.

No dia da invasão, Putin se justificou por uma declaração gravada exibida na TV. O russo afirmou haver um “genocídio” em curso no leste ucraniano, promovido por tropas “neonazistas” do país contra russos étnicos e separatistas da região.

O conflito ainda não tem uma perspectiva de se encerrar, já que sucessivos encontros entre representantes dos dois países fracassaram, até o momento, em garantir um cessar-fogo definitivo.

Fonte: CNN Brasil

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