Título: Ivan, O TerriRvel (Ivan, The Terrible)
Direção: Mario Abbade
Roteiro: Mario Abbade e Leonardo Luiz Ferreira
Produção: Abbade
Entretenimento
Distribuição: Fênix
Distribuidora de Filmes
Exibição: a partir de 25 de agosto (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Recife)
Fotos e trailer:
https://drive.google.com/drive/folders/1PI7fSOY7Oe5zCydjzoXVWz6uqxbQ7-Qo?usp=sharing
O
cineasta Ivan Cardoso é o inventor de um subgênero cinematográfico, o
terrir. Uma mistura de comédia, ao molho de chanchadas brasileiras, e de
filmes de terror e suspense clássicos norte-americanos. Ainda que
cultuado por uma parcela da crítica nacional e internacional, e
participado de festivais estrangeiros, o seu legado segue sem a
visibilidade merecida. O documentário “Ivan, O TerriRvel” promove um
resgate de sua obra mesclando material de arquivo, cenas documentais,
animações e reconstruções ficcionais buscando refletir sobre sua
importância cinematográfica e traçar o retrato de um personagem marcante
na historiografia do cinema brasileiro. Também vamos retratar a sua
parceria com o artista plástico Hélio Oiticica.
Ivan
do Espírito Santo Cardoso Filho nasceu no Rio de Janeiro em 1952. O seu
contato com a arte tem início quando edita no colégio um jornal em que
publica sobre poesia e artes plásticas. Em 1968, quando assiste ao
clássico “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, decide
abraçar o cinema e a fotografia como formas de manifestação artística. O
seu primeiro trabalho é a assistência de direção em “Sem essa, aranha”,
de Sganzerla. Passa a frequentar as rodas do cinema udigrudi e a
realizar trabalhos como assistente, still de produção e making-off. É
dessa forma que constrói um arquivo imagético impressionante do cinema
brasileiro; material preservado até os dias de hoje e que será um dos
pontos estruturais do documentário “Ivan, o terrível”.
Os
temas apresentados em “Ivan, O TerriRvel” seguem uma organização
pensada e estruturada a partir de uma roteirização prévia. Apesar da
anarquia e comicidade nas produções, Cardoso é um cineasta de
referências que transitam entre a cultura pop e a vanguarda intelectual.
Portanto, é importante que isso seja traçado e mostrado dentro da
narrativa: qual a inspiração para o terrir? O cinema de Cardoso deixou
um legado no Brasil?
Assim
como tantos cineastas brasileiros, Cardoso tem inúmeros projetos
inacabados e produções recentes que só chegaram a um público reduzido
por intermédio de festivais. O documentário resgata esse material, em
alguns casos com imagens inéditas, e traz pela primeira vez uma série de
fotos e filmagens raras que Ivan Cardoso capturou durante seus mais de
40 anos de carreira. Além do arquivo, a narrativa apresenta sua vida
pessoal (o cuidado com o irmão) e paixões (Botafogo e corrida de
cavalos).
“Ivan,
O TerriRvel”parte de indagações: quem é Ivan Cardoso? É o mestre do
terrir? Cineasta ou fotógrafo? Arte ou sacanagem? Pop ou cult? E busca
respostas em meio a um passeio fascinante pela trajetória de um dos mais
criativos e anárquicos cineastas brasileiros.
O
documentário irá apresentar um vasto material de arquivo inédito que
contém as filmagens dos bastidores dos filmes feitos pelo Ivan, como
também os bastidores dos filmes dos colegas Glauber Rocha, Rogério
Sganzerla, Joaquim Pedro de Andrade, entre outros,
fotografias,
seus trabalhos de arte contemporânea, entrevistas feitas pelo Ivan com
grandes mestres do cinema internacional como Jean-Luc Godard, Dario
Argento, Roger Corman, George A. Romero, Michelangelo Antonioni, entre
outros, em diversos festivais (Cannes, Berlim, Veneza, Toronto, Roterdã e
etc) que ele frequenta até hoje. Esse material de arquivo do cineasta
Ivan Cardoso representa mais de 50 anos da história não só do cinema
internacional, como nacional. Ivan Cardoso é considerado pelos
especialistas como o cineasta que possui o maior arquivo do cinema
mundial. Material totalmente inédito.
O filme ganhou quatro prêmios internacionais:
"Award
of Recognition" por longa-metragem em documentário e direção no Impact
Docs 2020; melhor Edição,Uso de Material de Arquivo e Montagem no Lonely
Wolf London International Film Festival 2020; “Award of Recognition”
por longa-metragem em documentário e direção no Accolade Global Film
Competition; e de melhor documentário no Festival de Sitges 2020, o mais
importante festival de cinema fantástico do mundo. No Brasil, ganhou o
prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de
2020.
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