No Tribunal de Justiça da Bahia, quatro desembargadores se dizem suspeitos para julgar a reintegração de posse.
Foto: ReproduçãoO Jornal Nacional desta última sexta feira (19), abordou o tema 'Invasão das fazendas no trevo de Trancoso', numa reportagem de mais de 5 minutos. Trancoso é um paraíso natural, patrimônio da Bahia e do Brasil, celeiro de desenvolvimento, polo turístico mundial, geração de emprego e renda para a Bahia.
A matéria mostrou de um lado a autoridade municipal, o secretário de Desenvolvimento Urbano do município de Porto Seguro, governado por um prefeito politicamente ligado ao Governo Federal, e o advogado dos proprietários das terras. Do outro lado dois jovens, que pertencem a um grupo que se intitula “Movimento de Resistencia Camponesa” que atua no Estado da Bahia, fomentando e invadindo terras, alegando a legitimidade das invasões na Constituição da República, com o intuito de dar a terra para aqueles que “necessitam” alegando um suposto direito constitucional para invadi-las por quem dará a função social à terra.
O Secretário do Município afirma que não tem mais que 10% dos invasores que de fato precisariam de um teto ou um terreno para sobreviver e que todo o restante, está constatado que são invasores profissionais, com veículos novos, motos, são empresários e grileiros querendo se aproveitar da situação para auferir ganhos financeiros numa área valorizada pelo turismo nacional e internacional, portanto a invasão se revela como um movimento com fins mercadológicos e não de reforma agrária.
O advogado informa que no Tribunal de Justiça da Bahia, quatro desembargadores se dizem suspeitos para julgar a reintegração de posse. E fica a pergunta de toda a sociedade baiana, por quê estas autoridades declinam de julgar esta causa, o que torna os senhores Desembargadores suspeitos para tal julgamento?
Na região, afirma-se que há um deputado federal envolvido com as invasões, e que supostamente estaria sendo investigado pela Polícia Federal por suposto financiamento dessas ocupações, principalmente em anos de eleição. Um vereador do município chega a afirmar que quase tudo é pago com verba de gabinete, verbas públicas, ônibus com invasores são pagos por ele, grileiros financiados, além de uma sala ao lado da rodoviária de Brasília para apoio a excursões de líderes do movimento.
Afirma ainda que viagens de líderes são financiadas para serem treinados na Venezuela por paramilitares com o objetivo de comandar um braço armado do movimento para enfrentamento nas operações.
O advogado das propriedades invadidas, afirma que os proprietários e a sociedade baiana esperam que as autoridades do poder judiciário do Estado cumpram o seu papel e enfrentem a questão jurídica com altivez, garantindo o direito a quem os tem, que as autoridades policiais do poder executivo do Estado cumpram as decisões judiciais e restabeleça a ordem, numa região que tem uma população que não merece viver o que está vivendo.
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