Aprender a gerenciar o dinheiro desde a infância garante uma relação mais saudável com as finanças na vida adulta.
Recentemente, Hebert Mendes, pai da Malu de 10 anos, começou a perceber a necessidade de ensinar finanças para a filha, que utiliza a mesada em passeios, como teatro e cinema, para comprar lanches na escola e, eventualmente, com vestuário e acessórios.
"Percebi que, atualmente, a independência das crianças se dá de forma mais precoce. Por isso, senti a necessidade de procurar uma solução que me permitisse garantir o aprendizado dela de forma responsável e supervisionado", comenta. Com o ensino na prática, pela Mozper, há três meses, Mendes já percebe que a filha está mais consciente sobre a necessidade de poupar.
Aprender lições de educação financeira, desde cedo, pode fazer toda a diferença na vida adulta."Como as crianças e adolescentes aprendem pelo exemplo, o assunto não deve ser considerado um tabu no ambiente familiar", afirma. Para a especialista, é preciso parar de propagar o mito de que dinheiro é coisa de adulto e incluir os filhos nas conversas para eles compreenderem que as escolhas monetárias fazem parte da vida de todo mundo.
"Envolver os filhos no planejamento do orçamento e apresentar o valor do dinheiro contribui no desenvolvimento de hábitos mais saudáveis, no consumo consciente e autocontrole. Por isso, se as finanças não estiverem boas, é recomendado não esconder: os filhos não precisam saber de todos os detalhes das finanças da família, nem participar de todas as conversas e decisões, mas, para o aprendizado, é importante que eles saibam das estratégias para economizar, pagar contas e dívidas e ter consciência do contexto financeiro da família”, explica.
Independência financeira
Para estimular o aprendizado e o consumo consciente é preciso que exista repetição de atividades que simulam a criação de hábitos positivos.“É necessário apresentar como ganhar, economizar e gastar com responsabilidade. Além de monitorar as compras para o garantir o desenvolvimento de um relacionamento saudável com o dinheiro."
Também é importante estar ciente da tendência de transição do dinheiro físico para o dinheiro digital e entender as implicações dessa mudança de comportamento. "Certamente, isolar as crianças dessa tendência poderá impactar negativamente na vida financeira como adultos: o dinheiro digital é um conceito abstrato e os gastos não parecem 'reais' - é muito mais impactante quando em um minuto eles têm uma nota de cinco na mão e após gastar, a nota não existe mais. Com os cartões, isso não existe, ele continua lá. É muito fácil para as crianças não compreenderem por completo a tangibilidade do dinheiro que estão gastando e perderem de vista o valor do dinheiro."
Nesse sentido, fornecer uma conta com cartão é uma escolha inteligente, já que permite ensinar educação financeira, na prática, e dessa maneira, as crianças conseguem vivenciar a experiência real de compra e consumo consciente para minimizar essa percepção distorcida do dinheiro digital.
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