Em Belarus, representantes de Rússia e Ucrânia concluíram ontem a terceira rodada de negociações, sem avanços significativos.
Foto: Konstantin Zavrazhin/Getty ImagesA Rússia disse à Ucrânia que está pronta para interromper as operações militares "em um momento" se Kiev cumprir uma lista de condições, disse o porta-voz do Kremlin Dmitri Peskov ontem. Entre as reivindicações estão o fim das operações militares da Ucrânia, o reconhecimento da Crimeia e das províncias de Donetsk e Luhansk como território russo. O Kremlin também exige que Kiev altere sua Constituição para garantir a neutralidade entre Moscou e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), comprometendo-se a não aderir à aliança.
Foi a declaração russa mais explícita até agora dos termos que quer impor à Ucrânia para interromper a invasão, que já dura 12 dias. Depois do começo relâmpago da ofensiva, os russos controlam quase toda a costa do Mar Negro e avança pelo norte da Ucrânia rumo a Kiev e Kharkiv. Há relatos de que as tropas russas preparam um cerco dessas cidades, as maiores da Ucrânia e de ataques indiscriminados a civis.
Em Belarus, representantes de Rússia e Ucrânia concluíram ontem a terceira rodada de negociações, sem avanços significativos. Segundo o negociador ucraniano Mykhailo Podolyak, as conversas tiveram pequenos avanços na melhoria da logística dos corredores humanitários. Houve discusões sobre um cessar-fogo e garantias de segurança para a retirada de civis, mas ainda não há resultados que melhorem significativamente a situação. O enviado russo disse que ambas delegações concordaram num quarto encontro, na semana que vem.
Registro
Peskov disse à Reuters, em entrevista por telefone, que a Ucrânia estava ciente das condições. "E eles foram informados de que tudo isso pode ser interrompido em um momento."
Não houve reação imediata do lado ucraniano.
O porto de Mariupol vive um cerco e está sem água, luz e gás, com a comida começando a ficar escaça. A invasão, lançada em 24 de fevereiro, causou a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com 1,7 milhão de pessoas fugindo para outros países do leste europeu, como a Polônia, a Romênia e a Eslováquia.
Fonte: Agência Estado
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