Na
semana em que é celebrado o Dia Mundial do Rim (10/3), o Hospital
Regional do Sudeste do Pará - Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá (PA),
alerta para os perigos de doenças renais e dá dicas de prevenção.
A
unidade, que pertence ao Governo do Estado e é gerenciada pela
Pró-Saúde, é referência para mais de um milhão de pessoas de 22
municípios da região, e possui um moderno Centro de Hemodiálise, com
máquinas de diálise, salas de observação, e consultórios ambulatoriais.
Segundo
a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) um em cada dez adultos
sofrem com problemas renais no mundo, e mais de 140 mil pessoas fazem
diálise no país.
Para a
médica Ivellyn Pereira Nunes, nefrologista no HRSP, a doença renal
geralmente é silenciosa, não dando sinais ou sintomas, sobretudo no
início, por isso é fundamental a prevenção.
“Sintomas
como perda de apetite, inchaço nos pés, pernas ou rosto, cansaço,
anemia, pressão alta, e urina com espuma escura, podem ser sinais da
doença. É importante sempre consultar um especialista para o diagnóstico
correto", enfatiza a nefrologista.
A
especialista explica que os rins filtram os produtos tóxicos que
resultam da atividade celular, possuindo uma função reguladora, que
contribui para a manutenção adequada de algumas substâncias existentes
no sangue, como a água e os sais minerais, além de contribuir na
regulação da pressão arterial e na produção de hormônios.
“A
doença renal crônica é causada principalmente por enfermidades como
diabetes, hipertensão arterial, e aquelas próprias dos rins, como as
glomerulopatias”ressalta Ivellyn.
Para evitar doenças renais, a especialista da 6 dicas simples de prevenção:
• Praticar exercícios físicos regularmente;
• Evitar o excesso de sal, carne vermelha e gorduras;
• Controlar o peso corporal, colesterol, glicose e pressão arterial;
• Não fumar e não abusar de bebida alcoólica;
• Ingerir água regularmente, e ter cuidado com quadros de desidratação;
•
Realizar, uma vez por ano, exames laboratoriais para avaliar a saúde
dos rins: dosagem de creatinina no sangue e análise de urina.
Humanização
A
venezuelana Betzabeth Yurima, de 54 anos, é paciente renal crônica.
Morando no Brasil há três anos, na cidade de Jacundá, ela realiza há um
ano tratamento médico no Hospital Regional do Sudeste do Pará.
"A
vida de um paciente renal não é fácil, venho três vezes na semana ao
hospital e fico mais de três horas em uma poltrona fazendo hemodiálise. O
que me conforta, é saber que sou sempre bem acolhida e tratada com
dignidade", conta a paciente.
Betzabeth destaca ainda
diferenciais no atendimento do Regional. "Aqui temos um crachá de
identificação, que dá prioridade de acesso a emergência do hospital,
refeições balanceadas e atendimentos psicossociais, coisas que não vi em
outras unidades de saúde".
De acordo com Ana Thais, psicóloga
do HRSP, o atendimento humanizado, estreita e solidifica a relação com
os pacientes. “A humanização contribui no processo de adaptação e adesão
ao tratamento. Os pacientes respondem melhor aos procedimentos clínicos
e terapêuticos, e se mantêm com a saúde mental em dia", reforça.
A
Hemodiálise é o procedimento onde uma máquina filtra e limpa o sangue,
executando parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. Neste
processo, são retirados do corpo os resíduos prejudiciais à saúde, como o
excesso de sal e de líquidos.
"Atendemos cerca de 80 pacientes,
que diariamente se deslocam de vários municípios da região, para
realizar tratamento na instituição. Somos referência no interior do
Pará, devido a qualidade das nossas dependências e do serviço de
excelência prestado a sociedade", ressalta James Vinicius, enfermeiro
nefrologista do Hospital Regional de Marabá.Atenciosamente,
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