Sindicato diz que 30% do efetivo está trabalhando, e apenas prisões em flagrante e levantamentos cadavéricos estão sendo realizados
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Polícia Civil
Por: Rayllanna Lima
Os policiais civis que atuam no estado da Bahia voltaram a paralisar as atividades, desta vez por 24 horas. Ao longo de toda a quarta-feira (8), somente 30% do efetivo continuou trabalhando, atendendo apenas casos urgentes como prisão em flagrante e levantamento cadavérico. Com mais de 260 agentes infectados pelo novo coronavírus, que provoca a Covid-19, a categoria teme que as delegacias se transformem em "verdadeiros focos de proliferação do vírus".
Em entrevista à Tribuna da Bahia, o presidente do Sindpoc (Sindicato dos Policiais Civis da Bahia), Eustácio Lopes, disse que a paralisação é uma tentativa de chamar a atenção do governador Rui Costa, visto que a categoria já enviou ofícios para a Polícia Civil e para a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), alertando sobre os riscos, mas nada teria sido feito.
Os policiais externam a falta de protocolos de segurança nas delegacias desde maio, quando também houve uma paralisação, mas de menor proporção, apenas em uma unidade localizada em Salvador. Além dos infectados, quatro policiais civis morreram vítimas da doença e outros quatro seguem internados em estado grave, segundo levantamento feito pelo sindicato.
“Nossa denúncia é a omissão da Polícia Civil, que não cumpre o protocolo sanitário de segurança para evitar a Covid-19 nas delegacias. Denunciamos a falta de instalação de pias nas unidades, falta de controle no acesso das pessoas, falta de aferimento da temperatura, revezamento das equipes para não ficar pessoas aglomeradas - no DHPP, de 15 a 20 homens ficam todos amontoados em uma sala. Não tem testagem a cada 15 dias de grupo de serviço essencial. Policiais fazem diligências com postos contaminados sem saber. O quadro mais dramático é que nas delegacias têm presos. Pessoas flagranteadas sem máscaras, contaminadas, que contaminam outros presos, como ocorreu em Serrinha, Dias d'Ávila, Alagoinhas”, disse Eustácio Lopes.
Ele acrescentou outras demandas, incluindo o pedido de pagamento adicional aos agentes por insalubridade. O porta-voz reforçou que a paralisação é um pedido de socorro. “Tentamos a Polícia Civil e a SSP com ofícios, sem solução. Resolvemos parar como um pedido de socorro para que o governador tome conhecimento desse descaso. A Polícia Civil soltou na imprensa uma nota mentirosa, dizendo que não falta EPIs [equipamento de proteção individual], o que não é verdade. Para policiais no interior falta álcool em gel, máscara, não tem teste. Policiais civis recorrem às prefeituras para fazer teste”, afirmou.
Os policiais civis que atuam no estado da Bahia voltaram a paralisar as atividades, desta vez por 24 horas. Ao longo de toda a quarta-feira (8), somente 30% do efetivo continuou trabalhando, atendendo apenas casos urgentes como prisão em flagrante e levantamento cadavérico. Com mais de 260 agentes infectados pelo novo coronavírus, que provoca a Covid-19, a categoria teme que as delegacias se transformem em "verdadeiros focos de proliferação do vírus".
Em entrevista à Tribuna da Bahia, o presidente do Sindpoc (Sindicato dos Policiais Civis da Bahia), Eustácio Lopes, disse que a paralisação é uma tentativa de chamar a atenção do governador Rui Costa, visto que a categoria já enviou ofícios para a Polícia Civil e para a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), alertando sobre os riscos, mas nada teria sido feito.
Os policiais externam a falta de protocolos de segurança nas delegacias desde maio, quando também houve uma paralisação, mas de menor proporção, apenas em uma unidade localizada em Salvador. Além dos infectados, quatro policiais civis morreram vítimas da doença e outros quatro seguem internados em estado grave, segundo levantamento feito pelo sindicato.
“Nossa denúncia é a omissão da Polícia Civil, que não cumpre o protocolo sanitário de segurança para evitar a Covid-19 nas delegacias. Denunciamos a falta de instalação de pias nas unidades, falta de controle no acesso das pessoas, falta de aferimento da temperatura, revezamento das equipes para não ficar pessoas aglomeradas - no DHPP, de 15 a 20 homens ficam todos amontoados em uma sala. Não tem testagem a cada 15 dias de grupo de serviço essencial. Policiais fazem diligências com postos contaminados sem saber. O quadro mais dramático é que nas delegacias têm presos. Pessoas flagranteadas sem máscaras, contaminadas, que contaminam outros presos, como ocorreu em Serrinha, Dias d'Ávila, Alagoinhas”, disse Eustácio Lopes.
Ele acrescentou outras demandas, incluindo o pedido de pagamento adicional aos agentes por insalubridade. O porta-voz reforçou que a paralisação é um pedido de socorro. “Tentamos a Polícia Civil e a SSP com ofícios, sem solução. Resolvemos parar como um pedido de socorro para que o governador tome conhecimento desse descaso. A Polícia Civil soltou na imprensa uma nota mentirosa, dizendo que não falta EPIs [equipamento de proteção individual], o que não é verdade. Para policiais no interior falta álcool em gel, máscara, não tem teste. Policiais civis recorrem às prefeituras para fazer teste”, afirmou.
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