MEDIÇÃO DE TERRA

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Imigrantes que fugiram do Haiti ajudam a ampliar hospital no Paraná


São 44 haitianos que ficaram no Acre por dois meses.
Eles vão trabalhar em hospital universitário de Cascavel, no oeste do estado.

Bibiana Dionísio Do G1 PR
Saint Vil Jean, de 26 anos, aprendeu a falar português no Acre e está feliz com a nova oportunidade (Foto: Divulgação/ FAG)Saint Vil Jean, de 26 anos, aprendeu a falar
português no Acre e está feliz com a nova
oportunidade (Foto: Divulgação/ FAG)
Quarenta e quatro haitianos que ficaram no Acre por dois meses terão a chance de recomeçar a vida em Cascavel, no oeste do Paraná. Eles vão trabalhar na ampliação do Hospital São Lucas, que pertence à Faculdade Assis Gurgacz (FAG). O acordo entre a faculdade e cada um dos imigrantes foi firmado nesta segunda-feira (30). Os haitianos foram contratados conforme a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

“Nós estamos felizes. Aqui é muito bom, a cidade é muito grande e se paga bem” disse Saint Vil Jean, de 26 anos. Ele conta que no período em que ficaram no Acre, o governo brasileiro os ajudou pagando estadia em um hotel de Rio Branco e três refeições diárias.

“Nós chegamos ilegalmente, mas agora está tudo certo temos CPF e Carteira de Trabalho”, contou entusiasmo o jovem haitiano. Saint disse que ele não tem parentes no Haiti, mas que muitos amigos possuem e, se tudo der certo no Paraná, pretendem buscá-los.
A situação é muito difícil. Depois do terremoto, o país está destruído e não tem trabalho"
Saint Vil Jean
Dois anos depois do terremoto, que matou 250 mil pessoas, o Haiti entrou em uma crise humanitária e os problemas econômicos pioraram. A solução encontrada por muitos moradores foi abandonar o país e vir para  Brasil em busca de emprego e melhor condição de vida.

“A situação é muito difícil. Depois do terremoto, o país está destruído e não tem trabalho”, explicou Saint Vil Jean. Ele contou que perdeu uma tia e dois primos na tragédia.

Homens, mulheres e crianças deixaram o Haiti pela República Dominicana, passando por Equador, Panamá e Peru. Em terras brasileiras, eles costumam entrar pelo Acre. Estima-se que quatro mil refugiados haitianos estejam no país.
Um tradutor auxiliou os haitianos na hora de assinar os contratos (Foto: Divulgação/ FAG)Um tradutor auxiliou os haitianos na hora de assinar os contratos (Foto: Divulgação/ FAG)
No primeiro mês, a FAG se comprometeu a arcar com as despesas dos imigrantes com moradia e alimentação. Eles também vão passar por curso de capacitação profissional. Até sexta-feira (3) eles vão ficar alojados no ginásio esportivo da faculdade e depois serão acomodados em apartamentos.
Em entrevista ao G1, o diretor presidente da FAG, Assis Gurgacz, afirmou que a falta de mão-de-obra em Cascavel motivou a contratação dos haitianos, mas também destacou que esta poderia ser uma chance da faculdade ajudar os imigrantes.

“Tem um cunho social. Nós vamos, além de prepará-los para o trabalho da área civil e também em outras áreas, nós vamos fazer esta adaptação cultural, como a familiarização com a Língua Portuguesa”, afirmou Gurgacz.

A princípio os cursos serão voltados para contrução civil, mas existe o projeto de ampliar as opções, já que outras áreas da faculdade, segundo o siretor-presidente, estão carentes de profissioanis.
A falta de mão de obra é tão significativa que se esta primeira experiência com os haitianos for bem sucedida, a faculdade cogita contratar mais 40 imigrantes. De acordo com Gurgacz, o déficit na área de construção civil para as obras da instituição chega a 160 profissionais.

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