MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 31 de dezembro de 2022

Programa de governo sem projeto de país?

 



Precisamos nos alçar até o degrau superior de uma escada para de lá delinear de forma realista um horizonte que nos sirva como meta e aspiração. Artigo do professor Bolívar Lamounier, publicado pelo Estadão:


Se o número de ministérios do governo que ora se inicia for uma boa indicação da qualidade do programa que ele pretende implementar, estamos feitos; teremos um governo supimpa.

Infelizmente, no Brasil, em geral acontece o contrário; o presidente quebra a cabeça para encaixar três dúzias de aliados nos ministérios e depois cada um sai à cata de um programa. Ignorando, na maioria dos casos, quais deveriam ser os afazeres de cada um, prefiro me manter a uma prudente distância do emaranhado programático. Abro uma exceção para a Educação. Pelo menos nessa área, atrevo-me a pensar que o governo entrante têm ciência de que a situação brasileira é catastrófica, não comportando reforminhas encabuladas como as que temos tido há séculos.

É patente que não temos – nem o governo nem nós, cá na planície –, sequer um esboço aceitável do que precisa ser feito. Mas, relembrando o saboroso conselho de Lewis Carroll, “para quem não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve”. Esse, realmente, é o problema. Faz décadas que martelamos uma verdade elementar – não conhecemos o Brasil. Verdade já enunciada em incontáveis versões, mas hoje peço vênia para oferecer mais uma. Sugiro que não sabemos aonde queremos ir porque não nos debruçamos sobre questões inarredáveis como a de nossa capacidade de agir como povo, de nos organizarmos, de nos alçarmos até o degrau superior de uma escada para de lá delinear de forma realista um horizonte que nos sirva como meta e aspiração.

Admitamos, para abreviar a conversa, que não temos chance alguma de atingir o nível de vida da Alemanha ou dos Estados Unidos. Compreensivo, relembro o ideal do “Brasil Grande Potência” dos tempos do general Ernesto Geisel, mas apresso-me a fugir dele, pois meu medo, no momento, é o de que venhamos a perder mais uma ou duas décadas. Os economistas talvez possam estimar de uma maneira mais precisa o lapso de tempo de que precisaríamos para nos igualarmos à Alemanha de hoje. Uns 300 anos, suponho, mas ela já estará bem à frente se e quando lá chegarmos. Especular sobre os Estados Unidos parece mais simples. Nesta década, nossa renda anual por habitante deve estar em torno de um quarto da do Mississippi, o Estado mais pobre da federação norte-americana. Não tenho em mãos os dados necessários para uma comparação adequada, mas lembro que os 10% mais ricos do Brasil detêm algo como 55% da riqueza e da renda de nosso país. Essa marca, desconfio que nem o Alabama é capaz de atingir.

Estamos, pois, numa encruzilhada. Podemos insistir no projeto do Brasil Grande Potência – pelo menos é certo que podemos suprir alimentos e outras commodities para o mundo todo. O problema é que no mínimo metade de nossa população em idade escolar está num nível provavelmente inferior ao do Alabama e do Mississippi; e esse problema nem um milagre resolveria, pois de nada adiantaria educarmos tal multidão em poucos anos, se não tivermos como oferecer-lhe empregos estáveis e razoavelmente bem remunerados. Nesse particular, convém lembrar que nossa pujante agricultura já não cria tantos empregos, e que o setor industrial, que já representou 27% do PIB, hoje anda pela casa dos 11%.

Para não fechar este texto num timbre soturno, ocorre-me rascunhar alguma coisa sobre o sistema político. Se lográssemos aprimorar rapidamente as instituições de governo e a relação delas com a sociedade, quem sabe poderíamos cogitar um futuro um pouco mais ambicioso? Vejamos alguns números. Em sua valiosa publicação sobre o grau de “democraticidade” de todo o mundo relativo a 2020, a Economist Intelligence Unit (afiliada à revista The Economist) colocou o Brasil e a Argentina mais ou menos no meio da escala, numa categoria que a revista designa como “democracias defeituosas”. Referindo-se a um período de queda generalizada, devido à pandemia, a estrela do mencionado levantamento foi Taiwan, que subiu 20 posições na classificação, do 31.º para o 11.º lugar, e mudou de categoria, passando da condição de “democracia defeituosa” para a de “democracia plena”. Na direção oposta – ou seja, um desempenho notavelmente vexaminoso – sobressaíram os casos da França e dos Estados Unidos, que permaneceram bem colocados na classificação geral, mas caíram do status de “democracia plena” para a de “democracia defeituosa”. A América Latina obviamente não sai bem na foto, mas com uma importante exceção: o Uruguai, único país “plenamente democrático” da região, ocupando o 8.º lugar.

Quem sabe por aí poderíamos nos certificar se há mesmo alguma luz no fim do túnel? Esquecendo a Alemanha, os Estados Unidos e a grande potência do general Geisel, poderíamos encarar com realismo a hipótese de um país capaz de propiciar melhores condições de vida aos cidadãos, garantindo-lhes saúde e saneamento? Para tanto, o que se faz mister é reduzir drasticamente as desigualdades sociais e regionais, recuperar a indústria, a fim de assegurar um nível adequado de emprego e defesa, e manter, como o Uruguai, o devido apreço pelo regime democrático.
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Contra as autocracias, o retorno da democracia liberal.

 



2022 pode ser contado como o ano em que a democracia liberal manifestou sinais vitais e as autocracias expuseram suas patologias. Editorial do Estadão:


Autocratas ao redor do mundo esmeram-se em alardear uma versão às avessas da tese de Francis Fukuyama de que não há alternativa séria à democracia liberal. O “liberalismo” seria só a mal disfarçada fachada de um individualismo niilista, e a “democracia”, um sistema decisório disfuncional e conflitivo. Antes que a apoteose da democracia liberal, o século 21 revelaria sua natureza caótica e seu destino decadente.

O próprio Ocidente abasteceu as máquinas de propaganda autocráticas. Intelectuais multiplicam lamentos pela “morte da democracia”; políticos flertam com o autoritarismo – à direita, com o reacionarismo nacionalista de Vladimir Putin; à esquerda, com a tecnocracia centralizadora do “modelo chinês”.

De fato, indicadores da vitalidade das democracias e das liberdades fundamentais – como os da Freedom House, do V-Dem ou da Economist Intelligence Unit – registram uma recessão na última década: o número de democracias declinou; há menos pessoas vivendo em democracias; pessoas e países têm menos liberdades; mais nações estão se autocratizando e mais pessoas vivem sob regimes autoritários.

Mas 2022 pode ser contado como o ano em que a democracia liberal manifestou sinais vitais e as autocracias expuseram suas patologias.

Na França, o centrista Emmanuel Macron venceu a reacionária Marine Le Pen. No Reino Unido, a rejeição ao amoralismo político de Boris Johnson e ao voluntarismo econômico de Liz Truss vindicaram instituições democráticas, como o Parlamento e o Tesouro, e os impactos econômicos do Brexit estão derretendo o capital político dos “brexiteers”. Nos EUA, o eleitorado impôs perdas ao trumpismo nas eleições de meio de mandato. A agressão à Ucrânia uniu o Ocidente. A Otan ganhou um novo senso de propósito e novos membros.

Enquanto isso, a teocracia iraniana sofre há meses pressão das ruas. As aventuras de Putin empobrecem e isolam ainda mais a Rússia e desmoralizam o último legado da URSS, o seu poderio militar. Na China, uma elite política paranoica e controladora submete a população a políticas sanitárias draconianas e reverte a liberalização econômica que garantiu décadas de crescimento e inovação.

Isso não significa que os regimes autoritários não tenham condições de se perpetuar no poder nem que o iliberalismo no Ocidente esteja com os dias contados, como mostram os surtos populistas na Itália ou Israel e a multiplicação de trincheiras protecionistas nas economias desenvolvidas. O tempo dirá se 2022 foi um ano de inflexão das democracias liberais ou só um sobressalto em uma trajetória de deterioração.

O Brasil ilustra esse suspense. Na década passada, farto da degradação econômica, política e moral promovida pela demagogia lulopetista, o povo foi às ruas; o Judiciário escrutinou os crimes e o Parlamento depôs um governo irresponsável. Mas a Justiça cometeu abusos, e humores antipolíticos elevaram o populismo reacionário ao poder. Jair Bolsonaro se elegeu como candidato antissistema, mas seu pior legado foi o empoderamento do fisiologismo. Toda a sua truculência golpista, contudo, não foi capaz de normatizar nenhuma distorção substancial das instituições republicanas. O Judiciário cumpriu seu papel, a imprensa resistiu a intimidações e o eleitorado lhe negou um novo mandato. Mas não encontrou alternativa senão resgatar o lulopetismo, que agora promete remediar os estragos de Bolsonaro com mais populismo fiscal, enquanto a Suprema Corte lida com franjas antidemocráticas flertando com novas arbitrariedades.

Há 200 anos ninguém gozava dos direitos democráticos que hoje abrigam bilhões de pessoas. A democracia já passou por outras crises, nos anos 30 e depois nos anos 60 e 70 do século passado. Isso não significa que a atual recessão seja só um ciclo “natural” e que a democracia esteja predestinada a um inexorável triunfo. Mas a história mostra que as populações foram capazes de reverter ondas autocráticas para governar a si mesmas e ampliar suas liberdades, e podem fazê-lo de novo. Hoje as batalhas são diferentes, as armas são novas, mas a guerra continua.
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O respeitinho é muito feio

 



Uma burla com a dimensão da TAP não cabe numa democracia: ou há democracia ou há burla. Via Observador, a crônica de Alberto Gonçalves para o Observador:


Na terça-feira, em Murça, dois homens abeiraram-se do prof. Marcelo e, em vez de pedirem “selfies”, retribuíram-lhe um milésimo do desprezo que Sua Excelência nos dedica. Para uns, entre os quais me incluo, a cena serviu de consolo, ainda que singular e escasso, pelos vastos enxovalhos presidenciais. Para outros, aquilo foi uma brutal insolência, que não devia ter acontecido e, li algures, no limite não devia ter sido transmitida. Esta escola de pensamento defende, sem assumir que defende, que os poderosos – logo que não sejam de “direita” – merecem a total reverência da ralé. Em tempos, houve uma polícia especialmente empenhada em zelar por isso. Tais cautelas garantem a polidez das massas e, ao filtrar as críticas, permitem aos senhores que mandam continuar a mandar com a desejável impunidade. E incompetência. E arrogância. Em suma, é preciso que os responsáveis pela ruína do país não sejam responsabilizados. Em nome da paz social, é preciso que sejam louvados.

Vem isto a propósito do bonito coro de encómios que, um par de dias decorridos, acompanhou a demissão do ministro Pedro Nuno Santos. Assim sim, é que os grandes estadistas devem ser tratados: o “Pedro Nuno” tem dinamismo, o “Pedro Nuno” tem visão, o “Pedro Nuno” tem iniciativa, o “Pedro Nuno” tem coragem, o “Pedro Nuno” tem o futuro à sua frente. O que fez o “Pedro Nuno” para suscitar tamanha enxurrada de salamaleques? Fora uns desvarios com sucata ferroviária, usou 3.200 milhões do nosso bolso para brincar com a TAP e, quando se aborreceu, devolvê-la ao ponto de partida. Não parece uma proeza formidável. Na verdade, parece configurar uma coisa digna de julgamento, em praça pública ou cave privada. Mas, conforme recomenda o protocolo, o “Pedro Nuno”, que do alto das suas aptidões espera reentrar primeiro-ministro, saiu sob aplausos.

E o patrão do “Pedro Nuno”, que patrocinou com dinheiro alheio a brincadeira da TAP, ficou. Em nações com menor civismo, ou maior quantidade de cidadãos de Murça, o dr. Costa e o governo (desculpem) não ficariam. A TAP poderia ser apenas um pretexto no meio de inúmeros abusos de igual ou superior dimensão, como os 500 mil euros daquela dona Alexandra foram um pretexto no meio do criminoso processo da “companhia de bandeira”, idealmente a meia haste. O certo é que, em qualquer sociedade onde a maioria das pessoas tivesse a vergonha na cara que falta aos políticos, o dr. Costa estaria a esta hora num voo “low cost”, disfarçado e rumo a destino desconhecido. Ou agachado num esgoto, estilo Kadhafi.

Por sorte, os portugueses são parcos em vergonha e ricos em obséquio, natureza que possibilita ao dr. Costa anunciar com doce cinismo que continuará a afundar-nos gloriosamente até 2026, quiçá, confessou ao dr. Balsemão (!), 2030. Francamente, não será necessário tanto. Os avanços em matéria de nepotismo, compadrio, autoritarismo e corrupção, e os recuos na economia, na saúde, no ensino e na justiça já se encontram razoavelmente adiantados. Mais um ano disto e não sobrarão muitos empregos e verbas para distribuir, nem muitas vidas para arrasar. Se o dr. Costa permanecer por aí, movido pelo sentido de Estado que não possui e amparado por um chefe de Estado que não saberia chefiar uma claque de dominó, o único motivo imaginável é o vício do poder, por parte dele, e o vício da submissão, por parte dos súbditos.

Reparem que não falo exclusivamente dos fiéis do PS, ou do PS e das agremiações leninistas, que hoje na AR chegam a três. Vi gente que nunca votaria em nenhum dos partidos acima apresentar o episódio de Murça enquanto um exemplo de inadmissível má-criação. E não, não se referiam à atitude do prof. Marcelo, tipicamente medrosa durante o confronto e insultuosa depois. Com ou sem a ajuda dos “media”, quase todos convertidos à difusão da propaganda oficial, há uma espantosa percentagem da população que continua a defender – e, por pressão, a impor – a cortesia na abordagem a criaturas que inequívoca e drasticamente lhes são prejudiciais. Ninguém pode acusar os portugueses de morder a mão que lhes dá de comer: aqui beija-se a mão que nos rouba a comida.

Além de não se esgotar em personagens menores nem em análises às fascinantes guerrilhas no Rato, uma burla com a dimensão da TAP não cabe numa democracia: ou há democracia ou há burla. À semelhança do que aconteceu com o BES, a EDP e centenas de casos e casinhos, o povo cala-se e calando-se opta por ser burlado. O povo não se pode queixar. Ou melhor: o povo poderia e deveria queixar-se, queixar-se imenso e com proporcional estrondo, queixar-se de modo a criar dez, cem, mil Murças, queixar-se a ponto de fazer tremer as pernas em fuga dos espécimes que o desgraçam.

Mas, por razões diversas ou pura irracionalidade, o povo não se queixa. E os espécimes continuam à solta. E não só à solta: alguns mantêm-se em cargos de decisão. E não só em cargos de decisão: estão prontos para, com pausa para férias e tirocínio no Brasil do sr. Lula, acabar de espremer uma nação apática. O sr. Feliz pede “confiança”. O sr. Contente recomenda “estabilidade”. Eu traduzo: ambos exigem respeitinho. O respeitinho é muito feio. Se não o perdermos com urgência, vai deixar-nos num lugar medonho.
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Vítimas de execução sumária, morreram ontem as plataformas de Paulo Figueiredo

 


 

Percival Puggina

A guilhotina jurídica continua em pleno funcionamento. Ceifam-se meios de comunicação como se ceifaram cabeças nas guilhotinas do jacobinismo francês. Qualquer coincidência é mera semelhança.

Em tempos atuais de comunicação, suprimir de alguém seu acesso às plataformas, sempre disponíveis para quem comete esse abuso, é transformar essa pessoa numa não pessoa, impedindo-a de trabalhar, obrigando-a a emigrar (mudar-se para alguma outra plataforma no exterior). O sujeito vai para o exílio da comunicação. Quantos brasileiros estão nessa situação? Qual a repercussão disso em suas vidas? Qual razão foi apresentada a elas para tais excessos? Que dizem seus advogados?

Eu não monetizo. Portanto, não escrevo em causa própria. Aliás, sim, escrevo em causa própria porque sou cidadão e toda injustiça praticada contra alguém incide também sobre mim, que vivo numa polis.

Por isso, em vão procuro quem tenha assistido, lido ou ouvido na “mídia tradicional” matéria analítica, com substância e abrangência, quantitativa e qualitativa, sobre essa pena sem lei chamada “desmonetização”, seus fundamentos e/ou abusos nas plataformas das redes sociais, por si mesmas ou por ordem do nosso jacobinismo judicial. Sempre sob silêncio servil que acometeu a dita “mídia tradicional” brasileira. 

Bahia registra 523 casos de Covid e mais 2 óbitos

 



Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 523 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,03%), 910 recuperados (+0,05%) e 2 óbitos. Dos 1.769.586 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.734.824 já são considerados recuperados, 3.530 encontram-se ativos e 31.232 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações. O boletim epidemiológico deste sábado (31) contabiliza ainda 2.073.628 casos descartados e 371.764 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas deste sábado. Na Bahia, 71.364 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Em 2022, a Bahia registrou 498.728 novos casos de Covid-19. Em 2021, este número chegou a 777.458 casos.


coluna malha fina - jornal a região - 31/12 /2022

 

Flanelinha é azarado

Governador flanelinha por uma semana, Adolfo Menezes mostrou que tem uma boca de lacraia. Foi só ele abrir a boca para dizer que as enchentes na Bahia não deixaram vítimas e isso "foi obra de Deus”, que duas pessoas morreram em consequência das chuvas. Ô, boca!

O prato principal

O prefeito de Itabuna reuniu a imprensa num belo jantar, onde fez um balanço das ações deste ano e contou os planos para o próximo. Mas a fala que mais agradou o pessoal foi a de que a Prefeitura ia quitar todos os contratos de propaganda atrasados nesta semana.

Azedaram o jantar

Deve ter esquecido de avisar o pessoal do financeiro, porque a maioria dos veículos de comunicação não recebeu nada, nem uma quitaçãozinha sequer. Vai ver que foi por isso que o anúncio dos projetos teve zero de repercussão e só apareceu em dois veículos... 


Apagando com copo d'água

conquista Um incêndio na loja da Havan em Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, revelou o descaso do Governo do Estado. A cidade só tem um caminhão de Bombeiros e o fogo, que pegou um quarteirão, foi combatido por 2 bombeiros. Que chegaram bem atrasados.

Como no século passado

Voce espera que uma cidade de 380 mil habitantes tenha uma frota de caminhões e um pelotão de Bombeiros mas, pelo jeito, o pessoal tem que combater o fogo como antigamente, reunindo os vizinhos com balde, mangueira de jardim e extintor de carro.

Amnésia eleitoral comunista

O cururu Wenceslau deve ter esquecido como seus "cumpanhêro" do PT desprezam o PCdoB. E como o cacique comunista, Deividissom Magalhães, só pensa nele mesmo. Na campanha, Deividissom fez Wenceslau abandonar sua candidatura para apoiar outro candidato. 


Meu pirão (sempre) primeiro

Depois da eleição, Wenceslau esperava no mínimo uma secretaria para chamar de sua, mas Deividissom não quis saber de largar o osso. Como não tem moral para o ministério do Ludrão, garantiu logo a secretaria que já tinha com Rui e deixou o cururu amigo com cara de poucos amigos.

Calma, tem tetinha por aí

Mas Wenceslau não precisa ficar tão chateado assim. Do mesmo jeito que aconteceu na eleição de Ruim Costa, ele vai ser abrigado numa lagoa da Bahiagás, como a tetinha que curtiu nos últimos quatro anos na empresa estadual. Se Deividissom não der para certa amiga...

Rui bateu sua carteira

Prepare seu bolso. Primeiro o tiranete Ruim Costa fez igual trombadinha que bate sua carteira e foge. No último minuto de seu governo, ele aumentou o ICMS geral para 19% e fugiu correndo para Brasília. Agora é a vez da Embasa, que deve aumentar a água em 13,5%. 

 

 

Descendo quadrado

Mas os "presentes" de Natal de Ruim Costa não ficaram só nisso. Ele aproveitou os últimos minutos como governador para também acabar com a alegria dos baianos no verão. O petista aumentou o ICMS da cerveja para extorsivos 27%. Mas "faz o L" que desce melhor...

Músculo com tubaina

Segundo as associações dos fabricantes, além de salgar sua conta e diminuir o consumo, a venda menor pode desempregar muita gente não só nas fábricas como em bares e restaurantes. É mais um presentinho do PT para os baianos que acreditaram na história da "picanha e cerveja".

Prepare o balde do choro

O paraíso petista está quase pronto e voce não pode reclamar: a redução do ICMS vai ser revogada e telefone, gasolina, diesel, internet e energia elétrica vão disparar em 2023. E se quiser afogar as mágoas, não vai ser com cerveja, que vai subir também aqui na Bahia. 

 

 

Desprezo pelos baianos

jeronimo O governador Rui Costa (PT) deixou o cargo duas semanas antes, ignorou a tragédia das cidades baianas alagadas e viajou para a Europa a passeio. Fez Poste Rodrigues trabalhar antes da hora socorrendo as pessoas e voltou no último dia só para fazer politicagem.

Desprezo é um 'deja vu'

Na enchente de 2021, Ruim Costa demorou a oferecer ajuda, não doou nada nem construiu as casas que prometeu aos desabrigados. Agora, sobrou para Jerônimo antecipar seu trabalho para cobrir a farra de Ruim na Europa. Que sai pela porta dos fundos.

A única escolha do Poste

Depois de declarar que ia "trocar todos os ocupantes do primeiro escalão", parece que Poste Rodrigues caiu na real. Mais da metade dos secretários de Rui fujão foram mantidos e os poucos diferentes foram "indicados" por Rui e Wagner. Jerônimo só escolheu mesmo a primeira-dama.

 

 

Nem todos fazem sentido

Até fez sentido manter Adélia Pinheiro, agora em sua área, a Educação; André Curvello, que fez um bom trabalho na Comunicação ou Manoel Vitório, um monstro na Sefaz. Mas renovar o contrato de Deividissom na Setre, de resultados quase ridículos, foi bola fora.

Secretária com folha corrida

Vendo seu cacique "eleito" presidente, cuja formação do ministério parece mais formação de quadrilha, de tantos ministros indiciados por corrupção, Poste Rodrigues fez igual. Nomeou para a Sedur Jusmari Oliveira, condenada por fraude em licitações da saúde.

Bonde do terror na rua

Não é de hoje que os usuários denunciam os péssimos ônibus da São Miguel e da Viametro em Ilhéus, com pneus carecas, tomados por ferrugem, queimando óleo, emperrando em ladeiras, perdendo a porta na rua. E a Prefietura se omite, $abe-$e lá por que razõe$.

Fogueira fora de época

Mas a coisa (literalmente) esquentou nesta sexta à noite, quando uma lata velha da Viametro pegou fogo no distrito de Santo Antonio, deixando os passageiros em pânico. Por sorte ninguém ficou ferido nem morreu, mas ninguém sabe se na próxima vez vai dar tempo de escapar.

Ó paí ó, tchê!

A Bahia tem uma cultura riquíssima, com influências africanas e européias, e mais artistas por metro quadrado que o resto do Brasil. Por isso ninguém entendeu a nomeação de um jornalista gaúcho para comandar a Secretaria de Cultura. Será que não temos nenhum baiano à altura? 

 

 

Omissão também é vexame

Nós nem culpamos Poste Rodrigues, porque é óbvio que ele não escolheu ninguém, todos foram indicados por Ruim Costa ou Jaques Wagner. Mas como governador eleito ele podia, aliás devia, bater o pé e não aceitar a afronta de ter um turista gaúcho na Cultura.

Uma questão de prioridade

Uruçuca promove Reveillon popular em Serra Grande, com boa estrutura. Canavieiras, que recebe um FPM duas vezes maior, decidiu não fazer alegando falta de dinheiro. Mas o prefeito Almeida patrocinou a festa particular dos "parças" que sempre ganham licitações com ele.

Odeia os produtores

Quando foi secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo acabou com a EBDA e deixou os produtores familiares sem assistência. Agora governador, parece que ele continua desprezando os agricultores baianos, porque reduziu o orçamento da pasta para 2023 em 25%.

Sempre pode ficar pior

Azar também de quem depende das péssimas estradas do estado, onde nenhum trecho é considerado bom na pesquisa da CNT. A secretaria de Infraestrutura vai ter R$ 190 milhões a menos para trabalhar em 2023. Se já foi ruim em 2022, imagine perdendo uma grana dessas. 

 

 

Esqueceram de Mim, mesmo

Poste Rodrigues terminou de anunciar os secretários e - surpresa! - não nomeou o finado Gelado Limões para nenhum cargo. O "cumpadi" Ludrão, que Gelado jura ser "amigo de fé, camarada" também não deu nada para o petista, sepultado pelos eleitores desde 2006.

Pegou o bonde errado

Parece que a derrota de ACM Neto levou muita gente para a depressão. A maioria sumiu sem deixar rastro. Como Enderson Guinho, vice-prefeito de Itabuna que contava com Grampinho do governo do estado para peitar Augusto na eleição de 2024. Sem chance...

Memorial dos culpados desconhecidos

 


 

Percival Puggina

         Passei o dia de ontem, 30 de dezembro, lendo discussões nas redes sociais entre cidadãos cujas opiniões se dividiam sobre a quem atribuir responsabilidades e culpas pelos acontecimentos que sobrevirão à posse de Lula e seu séquito de malfeitores.

Existem as culpas indiscutíveis. A culpa dos que, no juízo das “maiorias de circunstâncias” (palavras indignadas de Joaquim Barbosa), extinguiram o cumprimento de penas após condenação em 2ª instância, acabaram com a colaboração premiada e sepultaram a Lava Jato. Quatro mil e novecentas rolhas de espumantes espoucaram nos presídios do Brasil! Há a culpa dos ministros que, passados três anos, num instante de arrebatamento “iluminista”, mudaram o endereço dos processos em que Lula et caterva foram condenados. E a não esquecer: há a culpa dos ministros que – com criminosa informação de um hacker – exigiram de Sérgio Moro a isenção que alguns deles costumam deixar em casa quando a pauta do STF é de interesse político – porque os manés têm que perder, porque missão dada é missão cumprida, porque poder a gente toma e porque um tapinha carinhoso no rosto é o reconhecimento facial dos justos...

A estas, somam-se as imensas culpas das duas casas do Congresso Nacional, colegiados da representação política onde a falta de virtude prende aos próprios vícios o bem do povo brasileiro. E há a culpa dessa coisa horrorosa em que se transformou nossa “imprensa tradicional”, verdadeira massaroca de fatos, versões, narrativas, ocultações explícitas e fins implícitos.

O objeto real das discussões que acompanhei, porém, era outro. Envolvia possíveis responsabilidades das Forças Armadas e do próprio presidente Bolsonaro. Vejo essas altercações como uma armadilha criada por nós mesmos para nos capturar e dividir quando tanto iremos precisar de unidade.

Há muito trabalho pela frente! Objetivos a alcançar, tanto para frear os abusos de que temos sido vítimas quanto para sustar as ameaças e planos sinistros anunciados e já acionados por ministros do STF e pelo governo por instalar-se na virada da folhinha. Há um imenso dever de casa que nunca foi feito! 2018 foi o ano em que conservadores e liberais, ceguinhos e descuidados, acharam um vintém. Só por milagre, cegos acham vinténs. Há que vencer em 2026 por méritos, não por sorte ou milagre. A presidência de Bolsonaro mostrou-nos um quadriênio em que o bem realizado foi extraído a fórceps, de contexto adversário, que a toda hora quebrava regras e comandava o jogo.

O tema desta crônica, no entanto, era a busca de responsáveis pelo desastre de amanhã nos bate-papos de ontem nas redes sociais.

Neles não li uma única palavra sobre a responsabilidade por omissão dos 31 milhões de eleitores que ficaram em casa num dia como o 30 de outubro de 2022! Nem sobre outros quase 6 milhões que compareceram, mas votaram branco ou nulo!

Se um em cada dez desses cidadãos tivesse um pingo de juízo, o resultado da eleição seria outro. Sim, porque eleitores petistas, eleitores de esquerda, gente que acredita em mentiroso, que vai esperar o vale-picanha com cervejada, que precisava, por essas e outras, “trazer os criminosos de volta ao local do crime” (se o Alckmin pode, eu também posso), foram ávida e esperançosamente para a fila da seção eleitoral.

Uma pequena fração do bloco dos omissos daria ao Brasil outro 1º de janeiro. Enorme responsabilidade cabe, sim, à turma de “nojinhos” e comodistas a quem tanto escrevi e com quem tanto debati sempre que apareceu a oportunidade. Cidadãos que só votarão quando surgir candidato tão perfeito quanto eles mesmos; então, sobre as ruínas de sua omissão, comparecerão, vaidosos de si mesmos, às sessões eleitorais. Cidadãos que não gostam dos modos de Bolsonaro e com esse elevado critério viabilizaram números que “deram” vitória aos “modos” de Lula e seus comparsas. Quanta tristeza! Bastaria que pequena fração desse enorme contingente tivesse usado a consciência e a cabeça para que não estivéssemos, agora, às portas do nosso inferno astral, prometido pelo petismo e jurado por Xandão.

Com o que vem por aí, esse imenso grupo e os futuros congressistas são nosso campo prioritário de trabalho e conscientização cívica.

Percival Puggina (78), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 Pode ser uma imagem de carro

Boteco Português terá música ao vivo e menu especial de réveillon

 


Ricardinho do Sax fará a trilha sonora da Noite da Virada 


Tribuna da Bahia, Salvador
30/12/2022 09:49
1 dia, 1 hora e 2 minutos
Foto: Divulgação

Conhecido entre o público frequentador por oferecer as delícias da culinária Lusitana, o Boteco Português promoverá uma Virada de Ano memorável para aqueles que curtirão a festa de Réveillon no restaurante, localizado na Rua Borges dos Reis, 16, no Rio Vermelho. A casa abrirá, no dia 31/12, com horário especial das 12h às 03h, ao som do musicista Ricardinho do Sax, que embalará a noite da chegada de 2023. Para aproveitar a comemoração, os interessados deverão efetuar as reservas de mesas com antecedência, através do site www.botecoportugues.com.br/ ou pelo contato (71) 3565-0599, e efetivar o pagamento do couvert artístico no valor de R$50,00 (por pessoa), com a liberação da taxa para crianças de até 12 anos. Todos os espaços do estabelecimento – dois salões e um lounge privativo – estarão disponíveis para maior comodidade dos clientes, além do recém-inaugurado espaço instagramável, que tornará os registros fotográficos do dia ainda mais especiais!

Para a degustação dos quitutes e bebidas  no local, indispensáveis na festividade, o Boteco disponibilizará seu menu oficial completo para pedidos. Assim, os presentes poderão apreciar a alta gastronomia portuguesa sem tirar os pés de solos brasileiros, nesse espaço que representa um pedaço de Portugal na Bahia! Para delivery, o restaurante apresenta um menu especial de réveillon, que serve de duas à dez pessoas – composto por três etapas: entrada, prato principal e sobremesa. O serviço de encomenda funcionará através do número (71) 3565-0599, com a possibilidade de realização de pedidos até o dia 31/12.

O menu exclusivo ceia de Réveillon (Delivery)

Como toda boa comemoração pede uma cardápio especial, e  sempre pensando na comodidade e conforto dos seus clientes, o Boteco Português lança Menu Exclusivo para a Noite da Virada, com entrega a domicílio. Contendo entrada, prato principal e sobremesa, baianos e turistas terão a oportunidade de se deliciar com as iguarias lusitanas, conhecidas pela riqueza de sabores.

Para a celebração do dia 31, o restaurante oferece como entrada: Bolinho de bacalhau, Rissois de Leitão, Croquete de alheira ou Rissois Negro de cabrito. Entre os pratos principais: Arroz de Pato, Arroz de Polvo, Bacalhau à Gomes de Sá, Bacalhau com Natas ou Leitão Assado da Bairrada. A cozinha portuguesa é lembrada também, e principalmente, pelos doces, geralmente feitos com gemas de ovos. Para adoçar a noite de festa, as  sobremesas são: Pastel de Nata, Travesseiro de Sintra ou Toucinho do Céu. Além da sobremesa, não pode faltar vinho para harmonizar a refeição. Para tanto, o Boteco Português dispõe de uma adega climatizada que armazena os melhores rótulos da bebida mais amada do mundo.

A ceia da virada do Boteco Português serve de duas à dez pessoas, com entrada, prato principal e sobremesa. Um jantar para duas pessoas, com 1 opção de entrada, 1 opção de prato principal e 2 sobremesas, sai por R$289,90. A Ceia para quatro pessoas, com 2 opções de entrada, 2 opções de prato principal e 4 sobremesas, o valor é de  R$569,90. Para servir seis pessoas, com 3 opções de entrada, 3 opções de prato principal e 6 sobremesas, o valor fica R$ 849,90. Jantar para oito pessoas, com 4 opções de entrada, 4 opções de prato principal e 8 sobremesas, sai por R$1.109,90. Para servir 10 pessoas, Leitão da Bairrada Assado (inteiro), acompanhado de batata chips, arroz de tomate e salada de tomate, por R$1.190,00.

SERVIÇO

BOTECO PORTUGUÊS

Endereço: R. Borges dos Reis, 16 - Rio Vermelho, Salvador - BA,

Horário de Funcionamento:

Segunda à Quinta: 12h às 23h

Sexta e Sábado: 12h às 01h

Domingo: 12h às 21h

Reserva de mesas com antecedência: através do site (www.botecoportugues.com.br) ou através do WhatsApp: 71 – 3565.0599.

Make de Réveillon: dicas para a maquiagem durar mais tempo no calor

 


É preciso tomar alguns cuidados para garantir que a maquiagem não derreta.


Tribuna da Bahia, Salvador
31/12/2022 09:47 | Atualizado há 1 hora e 2 minutos

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Foto: Flávio Melgarejo

Com o início da estação mais quente, procuramos soluções para a durabilidade da maquiagem. O visual mais natural é super bem-vindo, mas para quem gosta de uma make mais completa, é preciso tomar alguns cuidados para garantir que a maquiagem não derreta. Para ajudar, a Mary Kay separou algumas dicas e produtos para apostar neste Réveillon.  

O primeiro passo é a preparação da pele, o que vai ajudar a fixar a maquiagem. Por isso, invista em produtos menos oleosos e comece com a limpeza para remover as impurezas, com Kit Microdermoabrasão TimeWise®, que combina um esfoliante avançado e um sérum leve e nutritivo. Os produtos combatem a aparência de linhas finas, refinam os poros e proporcionam uma pele suave e radiante, de forma imediata.

Para a parte de make, comece utilizando um primer, que ajudará a reter os produtos e uniformizar a pele. É importante escolher uma base matte - a Base Líquida Matte Mary Kay At Play® é uma boa opção para dar o aspecto sequinho.

Para finalizar, é importante selar a pele, o Pó Finalizador Acabamento Acetinado, além de aumentar a durabilidade, também reduzirá o brilho. E para o blush, prefira o em pó.

Pelé ajudou Brasil a ser vanguardista na proteção aos jogadores de futebol

 


A Lei Pelé foi vanguardista e corajosa ao terminar com o "passe" nas relações entre atletas e clubes brasileiros


Tribuna da Bahia, Salvador
30/12/2022 15:19 | Atualizado há 19 horas e 24 minutos

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Foto: Redes Sociais

O legado de Pelé no futebol, esporte o qual lhe pertence a coroa de Rei, não se limita apenas aos gramados. Morto na última quinta-feira, 29, em decorrência de um câncer de cólon, o jogador deu nome a uma lei que mudou os rumos do futebol brasileiro, a Lei Pelé.

De acordo com a análise de Eduardo Carlezzo, advogado especialista em direito desportivo, sócio do Carlezzo Advogados, a lei foi vanguardista e apesar de não ser "perfeita" é o "melhor" que o futebol brasileiro poderia ter.

"A Lei Pelé teve origem em um momento em que a organização dos clubes de futebol no Brasil era precária, permeada por gestões amadoras e inadimplência generalizada. Assim, atrasos no pagamento de salários de atletas por 6, 7 ou 8 meses eram corriqueiros, sem que tivessem qualquer proteção legal", afirmou

Inspirada em um caso "revolucionário" que aconteceu na Europa em 1995, o Caso Bosman, que foi uma sentença ditada pelo Tribunal de Justiça da União Europeia em uma ação movida pelo atleta belga Jean-Marc Bosman que declarou que os regulamentos das federações de futebol não poderiam limitar a livre movimentação de atletas quando o prazo do contrato de trabalho tivesse terminado. Isso significou a extinção do chamado "passe", que era o vínculo desportivo eterno que ligava clubes e jogadores, independente do prazo do contrato de trabalho.

Na esteira deste acontecimento, a Lei Pelé, de 1998, quando o Rei do Futebol era Ministro dos Esportes do governo de FHC, entrou em vigor, foi vanguardista e corajosa ao terminar com o "passe" nas relações entre atletas e clubes brasileiros, tendo sido o primeiro país da América do Sul a tomar esse rumo e, inclusive, realizado esta modificação antes mesmo da Fifa, que só veio a reconhecer internacionalmente a extinção do passe a partir de 2001.

Fonte: Estadão Conteúdo

Fiéis lotam o Bonfim para agradecer na última sexta do ano

 


O povo baiano criou a devoção de subir a Colina Sagrada toda última e primeira sexta-feira do ano


Tribuna da Bahia, Salvador
31/12/2022 09:12
1 hora e 28 minutos
Foto: Romildo de Jesus

Por Cleusa Duarte

Última sexta-feira do ano é dia de agradecer, pedir, orar ou simplesmente assistir uma missa na sagrada Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim. Ontem não foi diferente. Baianos, turistas  e fiéis lotaram a região, que teve até operação especial,   pela Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), para organizar a multidão que se dirigiu à Colina Sagrada. No total, foram treze missas.

Tradição secular, mas colocada em evidência, quando padre Edson Menezes da Silva, atual reitor da Basílica Santuário, sentiu a necessidade de valorizar este ato de fé e religiosidade popular. “Sempre digo que as tradições, devoções e expressões da religiosidade popular nascem da espontaneidade das pessoas. O povo baiano criou essa devoção de subir a Colina Sagrada toda última e primeira sexta-feira de cada mês. A última para agradecer e a primeira para pedir proteção. No final e início de cada ano, este ato ganha uma proporção maior.”, destacou.

Ontem, às 13 missas foram celebradas pela Sexta-feira da Gratidão: às 5h, às 6h, às 7h, às 8h, às 9h, às 10h, às 11h, às 12h, às 14h, às 15h, às 16h, às 17h e às 18h. A primeira foi uma missa Campal.

Já na Sexta-feira da Proteção, que é sempre a primeira do ano (em 2023, 6 de janeiro), serão realizadas 12 missas, nos seguintes horários: às 5h, às 6h, às 7h, às 8h, ás 9h, às 10h, às 11h, ás 12h, às 14h, ás 15h, às 16h e às 17h.

A pedagoga gaúcha Karina Oliveira veio a Salvador para curtir o réveillon com o sobrinho Thiago, que reside na capital baiana há 17 anos. “Já conheço a tradição e aderi, porque sou devota do Senhor do Bonfim. Vim agradecer pela saúde da nossa família e pelo novo emprego”.

A enfermeira baiana Solange Anunciação foi ao Bonfim para pedir sucesso ao filho que aguarda o resultado das provas do Enem e da Uneb. “Ele aguarda o resultado do Enem, mas tem todo um processo de classificação e Sisu. Como é para Medicina estamos na expectativa. No começo de janeiro vai tentar a sorte na Uneb. Está se preparado vim pedir que senhor do Bonfim ilumine ele”

Ao longo do dia foram realizadas 13 missas, levando muitos devotos ao Bonfim | Foto: Romildo de Jesus

Padre Edson Menezes finaliza destacando os agradecimentos. “Devemos agradecer a Deus pelo dom da vida. Pela saúde, por estarmos vivos e vencendo a pandemia do Coronavírus. Aqui no coração da cidade de Salvador na Colina Sagrada sob esta súplica de agradecimento a Deus,  acompanhada de um pedido de paz como fruto da justiça”.

Na Sexta-feira da Proteção, que é sempre a primeira do ano (em 2023, 6 de janeiro), serão realizadas 12 missas, nos seguintes horários: às 5h, às 6h, às 7h, às 8h, às 9h, às 10h, ás 11h, às 12h, às 14h, ás 15h, às 16h e às 17h.

A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) realizou uma operação especial na região do Bonfim, na Cidade Baixa, ontem e volta a realizar outra na primeira sexta-feira do ano de 2023. O esquema tem como objetivo organizar o trânsito no entorno da Basílica do Senhor do Bonfim. As alterações ocorrem das 4h às 21h.

Banho de folhas é tradição no fim de ano entre baianos

 


Para se livrar das energias ruins e começar o ano com o “pé direito”, muita gente segue o ritual na Bahia


Tribuna da Bahia, Salvador
31/12/2022 09:26
1 hora e 11 minutos
Foto: Romildo de Jesus

Por Qúezia Silva

Tradicionalmente, nos últimos dias do ano, baianos e turistas buscam por ervas para realizar o banho de folhas. Tipos, como a Guiné, abrem caminho e arruda fazem parte dos rituais. Equilíbrio das energias, limpeza, descarrego, prosperidade e começar bem o ano são alguns dos motivos pelos quais adeptos se banham com as folhas. O tradicional banho com ervas não está diretamente ligado a uma única religião. Independente da crença, ele pode ser feito, basta que a pessoa entenda a importância das folhas.

Para praticantes de religiões de matriz africana, tal ritual é frequente. A fitoenergia é a energia que emana das folhas consideradas sagradas. No âmbito religioso, desde a escolha das ervas até a finalização, há um processo que deve ser seguido. Os benefícios são válidos para o físico, o mental e o espiritual de cada pessoa. A folha de arruda, por exemplo, é uma das mais famosas. Seu uso vai além dos tradicionais banhos. Ela também é utilizada em benzimentos, defumações e tem poder de cura.

Na última sexta-feira do ano, adeptos do banho estavam à procura de ervas nas principais feiras de Salvador: feira de São Joaquim e Sete Portas. O administrador de empresas, Josemar Leite (60), é um exemplo. Ele afirma que tomar banho de folhas é tradição no estado e na capital. "Ao longo do ano recebemos vários tipos de energias. Então no final do ano, além de agradecer, precisamos tirar as energias negativas", declarou. Além disso, Josemar ressalta que é necessário fazer dois banhos de folhas, um deles é específico para tirar a energia negativa, mais conhecido como banho de descarrego. O outro é para energizar o corpo.

Nas feiras é possível encontrar as diversas folhas, a depender o desejo de cada um | Foto: Romildo de Jesus

De acordo com o feirante, Adailton Nery (44), para cada banho, existem ervas sagradas específicas. Para quem deseja ser próspero em 2023, o ritual deve ser realizado com a folha macassá. O manjericão, a palma da rainha e arruda são algumas das ervas mais requisitadas para quem gosta da tradição. Mas antes do tradicional banho da prosperidade, é preciso fazer o ritual de  final do ano. "Abre caminho, comigo ninguém pode e vence tudo são plantas grossas. É com elas que são feitos os banhos de descarrego", declarou.

Roberta Almeida, (40) escolheu as folhas de guiné, alfazema e macassá. Ela explica a importância das plantas. "Elas servem para abrir caminho e trazer prosperidade. O banho é bom ser tomado no dia 31 para já começar o ano bem, disposto". Roberta ainda diz que ir à Feira das Sete Portas tornou-se tradição na família. "Todo ano é religioso, minha mãe, minha irmã e eu virmos aqui. Já é roteiro de família", afirmou.


Acelen anuncia redução de 13,2% no gás de cozinha

 


Os preços seguem critérios de mercado, que levam em consideração o custo do petróleo


Tribuna da Bahia, Salvador
31/12/2022 09:33 | Atualizado há 1 hora e 3 minutos

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Foto: DIRCEU PORTUGAL/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Nesta sexta-feita (30), a Acelen anunciou que o gás de cozinha (GLP) comercializado pela Refinaria Mataripe, em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, para as distribuidoras ficará 13,2% mais barato a partir deste próximo domingo (1º).
 
De acordo com a empresa, através de nota, "os preços dos combustíveis produzidos na Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado, que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que são adquiridos a preços internacionais, dólar e frete", tal cenário pode fazer com que haja uma variação para cima ou para baixo.
 
Segundo a Acelen, ela "possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado".

Fonte: Portal Muita Informação

Papa Bento XVI morre aos 95 anos

 


Primeiro Papa da história a renunciar por falta de “ânimo” para governar, Bento XVI morreu neste sábado (31), aos 95 anos, anunciou o Vaticano. "É com pesar que informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 no Mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano. Mais informações serão fornecidas o mais breve possível", escreveu o perfil de notícias do Vaticano no Twitter. A saúde de Joseph Ratzinger vinha se debilitando nos últimos anos. O Vaticano havia dito em um comunicado que ele sofreu uma "piora" repentina de sua saúde e que sua condição estava "sob controle", com atenção médica constante. Desde a renúncia, em 10 de fevereiro de 2013, o teólogo alemão vivia em um pequeno mosteiro no Vaticano. Embora o gesto mais marcante de seu pontificado tenha sido a própria renúncia, os quase oito anos no comando da Igreja Católica também foram marcados por textos teológicos de fôlego, uma linha conservadora nas questões morais, e escândalos de disputas políticas e vazamentos de documentos do Vaticano – os chamados Vatileaks. “Houve tempos difíceis, mas sempre Deus me guiou e me ajudou a sair, de modo que eu pudesse continuar o meu caminho”, disse Ratzinger no seu aniversário de 90 anos, já aposentado.

A PICANHA PROMETIDA AO POVO POR LULA

 

Sabidamente,o pessoal do PT,e “familiares”,tem muita afinidade com os negócios da carne, Investiram pesado nesse negócio. Tem “petralha” por aí com tanta terra povoada de bois que nessas terras o sol nunca se põe.

Por outro lado, o maior exportador de carne bovina fresca e congelada do Brasil integra o grupo da JBS,”íntima” do PT,e que se viu às voltas com inúmeros processos de corrupção durante as gestões do PT,de 2013 a 2016,com muita propina distribuída entre os “fiéis” dessa legenda partidária.

Qualquer dona de casa brasileira  tem curso de posgraduação no assunto e bem sabe  que o marco divisório entre a facllidade e a dificuldade,pelo alto preço, de comprar carne, especialmente de gado bovino, pode ser fixado no ano de 2016,final do governo de Dilma Rousseff,do PT,que em agosto desse mesmo ano foi impichada pelo Congresso Nacional.

Mas um pouco antes de deixar o Governo,Dilma foi “credenciada” pela JBS para ir aos Estados Unidos vender a carne bovina brasileira,da qual era o principal exportador.Com todas as pompas do mundo,Dilma  embarcou no “seu”Airbus Presidencial A-219,voando para os Estados Unidos          para “cumprir” missão que lhe fora dada de vender  a carne da JBS para os “gringos”,bem mais ricos que os brasileiros. Lá chegando,“festivamente” foi recebida pelo Presidente americano  “esquerdopata” Barack Obama,que lhe abriu as portas para os negócios  que viera fazer.

Durante o IX Comitê Consultivo Agrícola (CCA),realizado no primeiro semestre 2016,em washington,D.C,finalmente foi aprovada a compra da carme bovina brasileira fresca e congelada,logrando êxito a viagem presidencial  para vender a carne da JBS.

Os “economistas”informais que vivem o dia-a-dia das famílias brasileiras conseguem perfeitamente distinguir que principalmente a partir da abertura do mercado norte-americano para a carne bovina brasileira começou a ficar quase impossível aos brasileiros consumir carne de gado,em virtude de uma “concorrência desleal” entre os consumidores “gringos”,com dólares no bolso e maior poder aquisitivo, e os brasieiros,com “reais”,e menor poder aquisitivo. É claro que a partir desse marco, o refererencial para fixação do preço da carne no Brasil passou a ser em dólares dos Estados Unidos,praticamente tornando impossível  a compra de carne pelos brasileiros de mais baixa renda. De modo especial o quilo do corte de “picanha”passou a ser cobrado hoje  no Brasil em torno de 17 a 18 dólares,só acessível aos ricos. A costela, que “era” o churrasco dos pobres,está sendo comercializada  em torno dos 8 dólares,também inacessível.

“Engraçado”em toda essa história é ´que essa alta extraordinária do preço da carne bovina no Brasil deu-se exatamente durante um governo do PT,que deveria ser para os “pobres”,como costumam dizer,mas que acabaram favorecendo  um determinado “financiador” de campanhas do PT e corruptos.

“Picanha-para-o-trabalhador”,conforme a promessa descarada de Lula,durante a sua campanha eleitoral,jamais será possível com um salário mínimo de  pouco mais que  200 dólares. Seria preciso um salário mínimo de 1.000 dólares para poder  comer picanha.

Sou gaúcho,da classe média,e por tradições culinárias de vez em quando me “cobram” fazer algum churrasco. Mas minha churrasqueira nem se “lembra” mais o que é uma picanha.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo