MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Pela extensão do coronavoucher

 


O fim do auxílio emergencial parece prematuro, dada a fraqueza do mercado de trabalho. Mesmo o que pode ter sido poupado no período não deve ser suficiente para manter as famílias livres da miséria sem sua prorrogação. Ao contrário, contudo, da experiência recente, há necessidade de pensar um programa focalizado nos mais necessitados. Artigo do economista Alexandre Schwartsman para InfoMoney:


Há vários dilemas sérios no que se refere ao futuro das contas públicas no país, mas certamente nenhum tão urgente quanto o destino do auxílio emergencial.

Não resta dúvida acerca do papel que desempenhou no período mais agudo da crise, quando – já considerando seu impacto líquido da migração do Bolsa-Família – representou transferências da ordem de R$ 45 bilhões/mês, mais tarde reduzidas a cerca de R$ 20 bilhões/mês.

Mais do que a recuperação forte no segmento de bens, conforme capturado pelo bom desempenho do varejo, que em outubro registrou vendas 5% superiores às observadas em fevereiro, o auxílio foi essencial para evitar que parcela considerável da população brasileira fosse reduzida à miséria.

Entre fevereiro e julho, o nível de ocupação no país, medido pela PNAD (mensalizada e dessazonalizada) caiu de 94 para 80 milhões. Sem o auxílio, teríamos 14 milhões de pessoas a mais desprovidas de renda (possivelmente mais, se levarmos em conta que a demanda dos que receberam a transferência ajudou a moderar a queda do emprego).

Segundo a mesma PNAD, mas agora usando os dados em termos de médias trimestrais, a renda do trabalho, já ajustada à inflação e à sazonalidade, caiu de R$ 220 bilhões/mês para R$ 205 bilhões/mês ao longo daquele período.

Desses números, se depreende que o auxílio foi instrumental em evitar a miséria, e também que ele foi maior do que o estritamente necessário para manter a renda das famílias, ponto a que retornaremos adiante.

Assim, muito embora o nível de emprego tenha se elevado a 84 milhões em setembro, 4 milhões acima do anotado em julho, permanecia ainda 10 milhões abaixo do observado em fevereiro.

Dada a recuperação relativamente lenta do setor de serviços, onde foram registradas cerca de 3 de cada 4 vagas perdidas, é difícil imaginar que no final de 2020 estejamos próximos ao nível de emprego (e, portanto, renda) vigente no começo do ano.

Posto de outra forma, o fim do auxílio emergencial deve deixar parcela significativa da população sem meios de subsistência.

É verdade que há indicações de que nem toda a transferência foi gasta, tema que tratei há algum tempo.

Como argumentei então, muitos dos recipientes do auxílio se encontravam dentre aqueles sem acesso a serviços bancários e que, dessa forma, não tiveram acesso a produtos que permitissem guardar o excedente sobre seu consumo, isto é, sua poupança.

Minha hipótese era que a elevação dos saldos de papel-moeda em poder do público (ver abaixo) refletiam esse fenômeno, dado que os recursos usados para as compras em estabelecimentos comerciais provavelmente foram transformados em depósitos bancários.


Houve, como se vê, aumento considerável do papel-moeda em poder do público, de pouco menos de R$ 220 bilhões (a preços de hoje) em fevereiro, valor próximo ao apontado pela tendência, para algo em torno de R$ 300 bilhões no período julho-outubro, bem acima da tendência (excesso pouco superior a R$ 85 bilhões).

De lá para cá, contudo, houve queda (em termos dessazonalizados) para R$ 273 bilhões, talvez já refletindo a própria redução no valor das transferências, indicando valor em torno de R$ 60 bilhões maior que o sugerido pela tendência.

Não é pequeno à luz do volume das transferências mais recentes, equivalente a algo como dois meses adicionais (com certa dose de sorte), mas provavelmente insuficiente para sustentar os desempregados por períodos mais longos.

Conclui-se, portanto, que alguma prorrogação do auxílio seria necessária.

Obviamente, considerado o que foi dito anteriormente, e em linha com a opinião dos peritos no assunto, houve exagero na nossa reação inicial, que, a bem da justiça, era difícil de prever no momento de sua criação.

Do ponto de vista da expansão de gastos públicos medidos como proporção do PIB (8%) o Brasil se encontra entre os 10 maiores, ao lado da Alemanha e do Reino Unido, cuja situação fiscal é bem melhor que a nossa.

Assim, a possível extensão do programa teria que ser repensada em termos de volume, melhorando sua focalização, ponto lembrado, por exemplo, por Ana Carla Abrão.

Não há, porém, qualquer discussão mais profunda a respeito. Não avançamos na ampliação do Bolsa-Família, apesar de propostas sérias a respeito (como a produzida pelo CDPP e encampada pelo projeto de Lei de Responsabilidade Social do senador Tasso Jereissati), que demandariam reformas profundas e, portanto, vontade política e capacidade de articulação, mercadorias escassas na atual administração.

O risco, pois, é que, em face da piora das condições de vida da camada mais pobre da população, acabemos por reeditar um programa sem as devidas preocupações em termos de focalização.

Uma abordagem mais séria do problema nos daria alguns graus a mais de liberdade para lidar com o problema sem comprometer as contas públicas além da capacidade de reparo, mas, como sempre, preferimos dançar ao lado do abismo.

Apesar disso, um ótimo 2021 para todos.
 
BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

Bolsonaro descarta auxílio emergencial e diz que “endividamento chegou ao limite”

 


Vestindo a camisa 10 do time que representa, Bolsonaro deu o pontapé inicial do jogo — Foto: Reprodução/TV Brasil

Bolsonaro parece ter engolido a bola ou é barriga mesmo?

Sarah Teófilo
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (30/12), ao falar sobre a demanda pela prorrogação do auxílio emergencial, que o país chegou ao limite quando se fala em endividamento.

“Alguns esquecem que estamos terminando um ano atípico, onde nós nos endividamos em mais de R$ 700 bilhões para conter a pandemia, dar o auxílio emergencial para quem perdeu tudo. Os informais, em grande parte, perderam tudo; a renda foi a zero. Querem que a gente renove [o auxílio emergencial], mas a nossa capacidade de endividamento chegou ao limite. A gente pede a Deus que tudo volte à normalidade. Faz um apelo a alguns governadores que teimam em fechar tudo”, disse.

EM PRAIA GRANDE – As declarações foram feitas em transmissão ao vivo pelas redes sociais do presidente, enquanto ele caminhava em direção a uma multidão na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo.

O presidente passa o feriado de fim de ano em Guarujá (SP), que fica ao lado de Praia Grande, para onde se deslocou na manhã desta quarta-feira em uma moto aquática. Sem máscara, ele causou aglomeração cumprimentando populares, tirando fotos e pegando crianças no colo. Grande parte dos banhistas que falavam com o presidente também estava sem máscara.

A última parcela do auxílio emergencial foi depositada na terça-feira (29), para 3,2 milhões de brasileiros, encerrando os pagamentos que foram feitos a 67,9 milhões de pessoas no país durante a pandemia do novo coronavírus, com o objetivo de ajudar trabalhadores informais e os mais vulneráveis. O calendário dos saques segue até o dia 27 de janeiro de 2021.

BALANÇO GERAL – Foram feitos, desde abril deste ano, 535 milhões de pagamentos, com um custo total de R$ 321,8 bilhões.

No início, o governo anunciou seis parcelas de R$ 600 (e R$ 1,2 mil para mulheres chefes de família) e depois mais quatro parcelas do auxílio emergencial estendido, com a metade do valor (R$ 300).

Algumas pessoas receberam menos parcelas, a depender do mês que começaram a receber o benefício.


Lira defende ‘teste’ de voto impresso para acabar com ‘versões’ sobre a credibilidade das urnas eletrônicas

 


Lira defende o voto impresso sob uma justificativa esfarrapada

Anne Warth
Estadão

Candidato à presidência da Câmara apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, o deputado Arthur Lira (PP-AL) defendeu a possibilidade de se testar o voto impresso nas eleições. Lira disse que a medida pode servir para acabar com “versões” que questionam a segurança da urna eletrônica.

A adoção do modelo em que a escolha do eleitor na urna é impressa em papel é uma das principais bandeiras de Bolsonaro. Sem apresentar qualquer prova, ele afirma que a disputa em 2018 foi fraudada e, caso contrário, teria sido eleito ainda no primeiro turno.

VERSÕES – “Eu não acredito em fraude no processo eleitoral, mas quem não tem fraude não se nega a provar que o processo é lícito”, disse Lira em entrevista à rádio CBN. “Eu não devo nada a ninguém com relação ao processo eleitoral. Eu confio no processo eleitoral e, por ser um processo confiável, não vejo por que não acabar com o que tem de pior na política, que são as versões.”

A impressão do voto consta de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF). Bolsonaro já sinalizou que pedirá ao Congresso para colocar a medida em votação no ano que vem. Pautar propostas como essa é uma decisão dos presidentes da Câmara e do Senado.

Para Lira, o voto impresso poderia ser adotado na forma de um projeto piloto, em Estados e municípios menores. “Se você, por exemplo, quiser fazer um piloto de um sistema de voto impresso em uma cidade pequena ou Estado pequeno, qual o mal para a democracia que isso pode ter? Tirar uma dúvida e acabar com essas versões de que tem fraude, tem isso, que pode ser aquilo? Eu não vejo problema nenhum”, disse.

BIOMETRIA – Lira comparou o voto impresso à implantação da biometria para o título de eleitor. “Quando nós instituímos a biometria, acabou com um monte de fraudes de defuntos que votavam com títulos alheios, vocês sabem disso (pessoas que votavam usando os documentos de alguém já morto). E a biometria não foi colocada no Brasil do dia para noite em todo o País. Foram feitos pilotos, em pequenos Estados, como Alagoas e Sergipe, e dando certo o programa, ele foi instituído ao longo (dos anos) e hoje é um sucesso. A biometria evita fraudes”, disse.

A PEC apresentada por Bia Kicis foi aprovada pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara no fim do ano passado, mas ainda precisa passar por duas votações no plenário da Câmara e pelo Senado. Pelo texto proposto pela deputada, após o eleitor votar na urna eletrônica, um comprovante do voto é impresso para conferência e depositado de forma automática em um compartimento acoplado, sem contato manual. As ‘contraprovas’ do voto em papel serviriam para auditorias futuras, a serem realizadas após o fim das eleições.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já declarou em setembro a inconstitucionalidade de uma proposta que previa a impressão do voto, pois considerou que a impressão de um comprovante físico do voto coloca em risco o sigilo da votação e a liberdade dos eleitores.

URNA ELETRÔNICA – Sobre as dúvidas a respeito da segurança da urna eletrônica, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse não ter “controle sobre o imaginário das pessoas”. “Tem gente que acha que a Terra é plana. Tem gente que acha que o homem não foi à Lua. Tem gente que acha que Trump venceu as eleições nos Estados Unidos”, afirmou Barroso, há um mês, no segundo turno das eleições municipais.

A impressão dos votos nas eleições brasileiras teriam um custo de R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos ao longo de dez anos, segundo estimativas feitas pelo TSE. Seria preciso substituir os atuais equipamentos por modelos com impressoras acopladas, gerando mais custos para o processo eleitoral.

A Corte Eleitoral já testou o modelo proposto por Bolsonaro em 2002. Na ocasião, o voto impresso foi implantado em 150 municípios brasileiros, onde vivem 7,1 milhões de eleitores. Um relatório do tribunal concluiu que a experiência “demonstrou vários inconvenientes” e “nada agregou em termos de segurança ou transparência”. O tribunal apontou que nas seções com voto impresso foram observados filas maiores e um maior porcentual de urnas com defeito.

Em meio à segunda onda da covid, a gente deseja um Feliz Ano Novo, mas fica na dúvida

 


O objetivo de um ano novo não é que nós deveríamos ter um...Francisco Bendl

Quase duzentas mil pessoas morreram através da pandemia em 2020, batizada de “gripezinha” por Bolsonaro. Entramos em 2021 contabilizando mais vítimas fatais e à espera da vacina, cuja declaração do presidente é de que ele não tem pressa nem cede às pressões!

Dados que não são importantes para o povo são postados no blog por determinados comentaristas, querendo provar que a atual administração faz um bom trabalho. Não faz!

NÚMEROS INCONFIÁVEIS – O desemprego aumentou, e temos “oficialmente” – números em que não se pode confiar – 14,5% de desempregados no país (ou pessoas que ainda não desistiram de procurar trabalho).

Se contarmos os 50 milhões de cidadãos que labutam na economia informal, temos uma nação dentro da nossa sem emprego, carteira assinada e direitos trabalhistas, que governantes e políticos teimam em deletar da vida profissional dos brasileiros.

Em meio a esse quadro, desejo que todos, indistintamente, arranjem trabalho e tenham um Feliz Ano Novo! Mas tenho lá minhas dúvidas, se será possível termos um novo ano com esperança e perspectivas, pelo menos razoáveis, de avanços.

MAIS POBREZA – A meu ver, seguiremos com extremas dificuldades, aumentando a pobreza, a miséria e a fome. Enquanto o governo não se preocupar em amenizar o alto índice de desemprego – e jamais fará isso, de acordo com a índole de Bolsonaro, insensível e pelo ódio que tem pelos desvalidos –, em consequência as necessidades do povo diminuiriam, pois nada que este governo faça de “bom” poderá ser assim classificado porque o ser humano, o brasileiro, está vivendo dias amargos, difíceis, e sem possibilidade alguma de alívio ao pesado fardo que carrega em seus ombros arqueados.

Certamente, um dos fatores mais graves que impede qualquer auxílio dirigido às classes mais necessitadas, saliento a brutal e criminosa injustiça social, que caracteriza o Brasil!

Milhões de pessoas tentando sobreviver às custas de latas de lixo que contenham restos de comida, e as castas do Judiciário e do Legislativo em franca demonstração de desprezo pelo povo, usando o dinheiro público para se locupletarem imoral e ilicitamente.

ESTÁ TUDO ERRADO – Mordomias, regalias, privilégios, direitos adquiridos, proventos milionários … Não bastassem tantas concessões, uma parte substancial desses gastos reverte para o bolso dos parlamentares advindos da corrupção, do roubo contra o cidadão e erário público!

Desejo que tenhamos todos um Feliz Ano Novo, mas para aquelas pessoas que se preocupam ou têm empatia pelos necessitados, certamente elas não poderão ter um 2021 como lhes desejo.

Haverá muita tristeza entre milhões de brasileiros; falta de comida; falta de emprego; falta de uma dignidade perdida por causa de governos incompetentes, corruptos, mal intencionados, cujo resultado é este que constatamos:

O PAÍS DAS ELITES – É uma nação sem futuro, presa pelas castas, elites de poder econômico, que somente visam o seu bem-estar em detrimento do bem comum.

E, tendo nos governos municipais, estaduais e federal, um Executivo operante, pródigo, voluntarioso, em cada vez mais oferecer benefícios e concessões tiradas do povo, dos desvalidos, dos necessitados, para satisfação dos poderosos!

Podemos acreditar em Feliz Ano Novo? Será?

Em março, Moraes decide se pedirá que Bolsonaro seja processado e afastado do governo

 


Charge Erasmo Spadotto - Sou Pleno Tribunal Federal - Portal Piracicaba Hoje

Charge do Erasmo (Arquivo Google)

Carlos Newton

Um dos quatro ministros que abriram mão do recesso e estão despachando durante as férias do Supremo é Alexandre de Moraes, justamente o relator de três dos quatro inquéritos abertos no tribunal contra o presidente Jair Bolsonaro. Pode ser coincidência, mas no último dia 15 Moraes prorrogou por mais 90 dias as três investigações – fake news, atos antidemocráticos e interferência indevidamente na Polícia Federal.

Apesar da Procuradoria-Geral da República estar fazendo corpo mole, aguardando passivamente que a Polícia Federal apure os fatos sozinha, os três inquéritos estão avançando e acumulam provas  que podem provocar a abertura de processos no Supremo, que na prática significa o afastamento do chefe do governo por 180 dias, para ser julgado.

PROCESSO NA CÂMARA – Durante esse prazo, transcorre na Câmara Federal o processo para autorizar que o presidente seja julgado pelo Supremo por crimes comuns, segundo o artigo 127 do Regimento. Na Constituição, não existe a obrigatoriedade dessa licença a ser concedida pela Câmara. Portanto, o dispositivo inserido no Regimento é francamente inconstitucional, mas esta é uma discussão a ser travada na hora certa.

As investigações da Polícia Federal, conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, já fecharam o cerco ao chamado “Gabinete do Odio” e a uma série de blogueiros e youtubers bolsonaristas que chegam a faturar, por mês, mais de R$ 100 mil, conforme revelou o Estadão, atuando na convocação de manifestações antidemocráticas e na distribuição de “fake news”.

EM PLENO PLANALTO – As investigações já provaram que o “Gabinete do Ódio” funciona no terceiro andar do Planalto (reservado à Presidência, comandado diretamente por Carlos Bolsonaro, o filho O2, e atua sob coordenação de Tercio Arnaud Tomaz, assessor especial do Planalto, que até agosto já tinha viajado 16 vezes com Bolsonaro.

O terceiro inquérito conduzido por Moraes, sobre interferência na Polícia Federal, curiosamente foi aberto pelo próprio presidente da República, que determinou ao procurador-geral Augusto Aras que processasse o ex-ministro Sérgio Moro por denunciação caluniosa e outros seis crimes. No decorrer do inquérito, Bolsonaro deixou de ser a “vítima” e passou a ser investigado por tentar interferir na Polícia Federal.

ACÚMULO DE PROVAS – A acusação feita por Moro se fortaleceu com o chamado Caso Abin, que investiga a determinação dada pelo presidente para que a Agência Brasileira de Inteligência encontrasse uma forma de anular os inquéritos contra o senadoRr Flávio Bolsonaro, sua mulher Fernanda, o ex-assessor Fabricio Queiroz e o resto da “quadrilha”, no dizer do Ministério Público estadual do Rio.

As provas já coletadas nos primeiros inquéritos (“fake news” e atos antidemocráticos) se conectam e interligam. O mesmo fenômeno acontece nas outras duas investigações (interferência na PF e atuação da Abin), e o advogado de Moro já pediu que as provas sobre a Agência sejam incluídas no inquérito sobre a Polícia Federal.


Pendências eleitorais impedem que 96 prefeitos eleitos tomem posse nesta sexta-feira

 


Candidatos vitoriosos tiveram registro indeferido na Justiça Eleitoral

Carolina Brigído
O Globo

Em 96 municípios do país, não haverá posse no dia 1° de janeiro de 2021 dos prefeitos eleitos em novembro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesses lugares venceram a disputa candidatos que tiveram o registro indeferido pela Justiça Eleitoral. Enquanto a situação não for juridicamente definida, assumirão o cargo provisoriamente os presidentes das Câmaras de Vereadores.

Entre estas cidades, há recursos de eleitos que ainda não foram julgados. Se o recurso for deferido, o vencedor tomará posse depois. Há, ainda, casos em que o TSE já determinou não conceder o registro para o candidato mais votado. Nessas situações, serão realizadas novas eleições. A previsão é de que isso aconteça a partir de março.

NAS MÃOS DO STF – A definição sobre parte dessas prefeituras está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). No sábado, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, suspendeu a tramitação de um processo sobre o alcance da Lei da Ficha Limpa até que o Supremo julgue a liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques que tornou mais branda a pena imposta pela lei. Como o STF está em recesso, o tema só deve ser analisado a partir de fevereiro.

Barroso analisou o pedido de um candidato a prefeito de Pinhalzinho (SP) que teve o seu registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral por ainda estar dentro do prazo de inelegibilidade previsto na Lei da Ficha Limpa. O presidente do TSE manteve o impedimento da candidatura. Outros quatro recursos semelhantes chegaram ao TSE e devem ter a mesma solução.

IMPASSE – Com a decisão de Barroso, o candidato considerado inelegível não pode tomar posse, mas também não se convoca nova eleição. Portanto, nas cidades com essa situação, o presidente da Câmara de Vereadores assumirá a prefeitura até a solução da questão.

Nunes Marques decidiu que a contagem do prazo de inelegibilidade não deve correr após o cumprimento da pena imposta ao político, como diz a lei, mas depois da condenação em segunda instância que gerou a perda dos direitos políticos. Antes, se o político fosse condenado a seis anos, somados aos oito de inelegibilidade previstos em lei, ele não poderia disputar eleição antes do período de 14 anos. Com a nova interpretação, o prazo é menor.

Alcolumbre deve rejeitar ministério, mas quer emplacar sua mulher no Sebrae/Amapá

 


Charge do Son Salvador (Estado de Minas)

Bárbara Baião e Thais Arbex
CNN Brasília,

Sondado pelo Palácio do Planalto para assumir um ministério, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, articula para assumir a primeira vice-presidência da Casa em uma eventual gestão do senador Rodrigo Pacheco, do DEM. As conversas envolvem a cúpula do PSD que, segundo relatos feitos à CNN, deve ter a maior bancada no bloco, com onze parlamentares, e teria de ceder o espaço na Mesa a Alcolumbre. 

A ofensiva do atual presidente do Senado para emplacar Pacheco ganhou força após um almoço com o presidente Jair Bolsonaro, na semana passada. Os dois correligionários pretendem iniciar a campanha com um giro por 15 estados ao lado de aliados, a partir do dia 5 de janeiro. Além disso, o senador Flavio Bolsonaro, do Republicanos, ajudaria no pedido de votos com senadores.

SEDE DE PODER – Desde que o STF vetou a possibilidade de recondução na mesma legislatura, Alcolumbre tem trabalhado para emplacar um sucessor do DEM com aval do governo. Mas, as negociações tem deixado de fora o MDB que, diante do cenário, busca viabilizar uma candidatura própria sob o argumento da proporcionalidade, já que tem a a maior bancada da Casa, com 13 senadores. 

No próximo dia 6, o partido quer oficializar a filiação dos senadores Vital do Rego e Rose de Freitas. O próximo passo seria construir consenso em torno de um nome da bancada que represente uma relação de maior independência ao presidente Jair Bolsonaro. Entre os cotados, estão a senadora Simone Tebet e o senador Eduardo Braga.

MULHER NO SEBRAE – O site O Antagonista revela que o empresário Iraçu Colares, presidente do Sebrae no Amapá, pediu apoio aos dirigentes nacionais da entidade para barrar uma “sórdida armação jurídica” de Davi Alcolumbre para destitui-lo do cargo e emplacar, em seu lugar, sua mulher, Liana Andrade.

Na semana passada, a juíza Elayne Cantuária, investigada no CNJ por causa da proximidade com o senador, anulou a eleição de Iraçu, ocorrida em novembro de 2018.

A chapa de Liana Andrade, derrotada na disputa, apresentou a ação à Justiça em fevereiro do ano passado, logo depois que Alcolumbre foi eleito presidente do Senado.

USO DO JATINHO – E a Folha informa que a Justiça de Pernambuco pediu explicações ao governo do Amapá sobre uma aeronave cedida ao Estado pela Polícia Federal. A juíza Amanda Torres de Lucena Diniz Araujo, que autorizou o uso do avião, quer saber se existiram questões políticas envolvidas no processo. Ela pergunta também se os requisitos que determinou foram cumpridos.

Como mostrou a Folha no início do mês, Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi quem intermediou o empréstimo da aeronave ao estado. O ligação de um delegado da PF como senador gerou mal-estar no órgão.


“Logística” de Pazuello fracassa e governo só garante menos de 3% das seringas necessárias

 


Pazuello e a Covid - Nando Motta - Brasil 247

Charge do Nando Motta (Brasil 247)

Mateus Vargas
Estadão

Enquanto muitos países já iniciaram a imunização contra a covid-19, o Ministério da Saúde fracassou na primeira tentativa de comprar seringas e agulhas para a vacinação no Brasil.  Das 331 milhões de unidades que a pasta tem a intenção de comprar, só conseguiu oferta para adquirir 7,9 milhões no pregão eletrônico realizado nesta terça-feira, 29. O número corresponde a cerca de 2,4% do total de unidades que a pasta desejava adquirir.

Agora, o Ministério da Saúde terá que realizar novo certame, ainda sem data definida. A compra de seringas e agulhas costuma ser feita por Estados e municípios. Durante a pandemia, porém, o ministério decidiu centralizar estes insumos.

EM FEVEREIRO? – A previsão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é iniciar a vacinação contra covid-19 no País em fevereiro. A imunização da população brasileira, porém, ainda depende de alguma vacina obter o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A estimativa otimista é que 108 milhões de doses sejam aplicadas ainda no primeiro semestre.

Além da vacinação contra a covid-19, as seringas e agulhas adquiridas pelo Ministério da Saúde serviriam para a campanha de imunização contra o sarampo.

Mas a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo) afirma que desde julho alerta o ministério sobre a necessidade de planejar a compra das vacinas.

PRODUÇÃO NACIONAL – Superintendente da entidade, Paulo Henrique Fracarro afirma que a indústria nacional teria condições de oferecer cerca de metade das seringas procuradas pela pasta caso o lance mínimo permitido fosse mais alto. Ele disse que a produção destes insumos está mais cara pela variação do câmbio e inflação.

Apesar da falta de lances, Fracarro afirma que o ministério não deve aceitar ofertas de produtos sem registro na Anvisa. “Não é porque não houve oferta de empresa brasileira que deve ser aceito um produto lá de fora, sem registro. Pode ser de um oportunista por esse momento.” Fracarro afirma que a compra tem de ser planejada, com entrega em parcelas.

DIFERENTES TIPOS – No pregão desta terça-feira, o ministério buscava ofertas para conjuntos de seringas e agulhas de diferentes tipos. Dos 4 itens procurados pela pasta, 3 não tiveram propostas válidas. Nestes casos, os preços oferecidos podem ter superado valores fixados pelo ministério ou as empresas não apresentaram a documentação necessária. O quarto item teve lance válido apenas para parte do que era ofertado.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que “o pregão para compra de seringas e agulhas ocorreu dentro do trâmite legal”. “A fase de recursos está prevista pela Lei 8.666. O governo federal acredita que assinará os contratos ainda em janeiro”, diz a pasta.


Exceção feita ao agronegócio, a verdade é que o Brasil país está parado ou até retrocedendo

 


Wilson Vieira - Jornalismo e Cultura: Charges do dia - a festa continua...

Charge do Nani (nanihumor.com)

Bolívar Lamounier  Estadão  

Sei que não é de bom tom fechar o ano numa nota pessimista, mas parece-me pior fazê-lo numa nota mentirosamente otimista. Quantos de nós conservamos a esperança que tínhamos até poucas décadas atrás, a de que nossa geração veria um País mais desenvolvido, com mais bem-estar, escolaridade e civilidade?

O problema, como ninguém ignora, é que não temos sido capazes de retomar o crescimento econômico em bases sustentáveis e, quiçá pior, nem temos uma consciência exata das raízes sociais e institucionais de nossa estagnação.

SEM PLANEJAMENTO – Há exatos 30 anos, dissecando o período Geisel-Collor, o economista Alkimar Moura definiu o objetivo de seu texto com estas palavras proféticas:

“A ênfase reside nas políticas macroeconômicas de curto prazo, pois as preocupações mais largas com crescimento econômico, mudança estrutural e justiça social foram soterradas pelas violentas flutuações conjunturais que assolaram a economia brasileira nos últimos anos. Além disso, não se pretende oferecer nenhuma interpretação original para nossas recorrentes mazelas econômicas, pois a literatura econômica disponível é pródiga a esse respeito”.

Para chegarmos exatamente ao mesmo quadro, e torná-lo mais aterrador, basta acrescentar a pandemia às “violentas flutuações conjunturais” a que Alkimar Moura se referiu. Com uma ressalva: a pandemia já matou e ainda vai matar muita gente, mas por si só não explica o pessimismo (realista) que hoje permeia nossa sociedade.

DEITADOS ETERNAMENTE – Exceção feita ao agronegócio, cujo desempenho é formidável, a verdade é que estamos parados, ou retrocedendo. Deitados eternamente num modesto catre de madeira.

Igualmente incapaz de oferecer alguma interpretação original, tocarei mais uma vez em questões já bastante exploradas. A questão central é, a meu juízo, a perda do dinamismo. O Brasil atual carece de impulso, de uma força ou um processo que o leve a superar a chamada “armadilha do baixo crescimento”.

O leitor poderá objetar que, mesmo com o produto interno bruto (PIB) crescendo a taxas medíocres, o País poderia estar melhorando. Poderia estar aprimorando suas instituições, revolucionando seu sistema de ensino, reduzindo a violência endêmica e, não menos importante, alojando os corruptos nos aposentos que lhes seriam adequados.

ESTAMOS REGREDINDO – É óbvio que nada disso está acontecendo, e que não há exagero em afirmar que estamos regredindo em todos esses aspectos.

Esquematicamente, podemos identificar três causas para a falta de impulso: uma, derivada da estrutura social lato sensu; outra, devida à má organização das instituições de governo; e uma terceira, de mais difícil identificação, decorrente da inexistência entre nós de uma elite digna de tal denominação. No tocante à estrutura social, o termo estrutura nem parece apropriado.

Não temos uma classe média, ou camadas médias bem delineadas, assentadas em pequenas e médias propriedades, urbanas e rurais. Temos um enorme conjunto informe, ameboide, constituído por pessoas que vivem de empregos mal remuneradas e de má qualidade, sem perspectiva e sem incentivos de ascensão.

ETERNO DESEMPREGO – Nesse conjunto é preciso incluir os desempregados e os que não estão tecnicamente desempregados porque já não têm ânimo para procurar emprego. Pessoas que pagam seus impostos (até porque a maioria deles está embutida no preço dos produtos), cumprem seus deveres eleitorais, etc., mas das quais não é razoável esperar pressões contínuas e racionais sobre as autoridades – menos ainda agora, que estão desmobilizadas pela pandemia – com vista a engendrar o impulso a que me referi.

Nossa organização institucional acopla o sistema de governo presidencialista a um multipartidarismo alucinado, sem dúvida a pior combinação jamais inventada. A dúvida que alguém pudesse ter a respeito dessa afirmação foi para o espaço, na era Lula, com o mensalão e o petrolão.

O orgulho de termos ampliado generosamente o eleitorado, tornando-o tão abrangente como o dos países mais desenvolvidos, foi desmontado com um peteleco pela megacorrupção empresarial, que esfarelou todo o sistema de partidos.

FALTA ORGANIZAÇÃO – No Brasil, a fragilidade da estrutura social e das instituições políticas é agravada pela inexistência de uma elite dotada de certa organicidade. Nas ciências sociais, há quem empregue o termo elite para se referir apenas aos ápices de quantas pirâmides queiramos construir com base em critérios de prestígio, renda, escolaridade, etc. Essa acepção é pobre, pois designa apenas agregados estatísticos.

O sentido que ora nos interessa diz respeito a grupos reais, que se destacam não apenas por possuir recursos vultosos, mas também por certa autoconsciência e coesão e exemplaridade no tocante a valores. É graças a tal combinação de atributos que elites influenciam a política pública, balizam as ações dos governos e, em certas conjunturas críticas, os próprios destinos do país. Isso, decididamente, é o que não temos atualmente no Brasil.

Precisamos de ânimos desarmados, não de mais radicalização. Como está não pode dar certo.

Governo Bolsonaro teve agilidade com cloroquina, mas nega ao país empenho na vacinação

 


Bolsonaro se manteve empenhado na campanha do curandeirismo

Bruno Boghossian
Folha

Em março, Jair Bolsonaro se reuniu com o ministro da Defesa e ordenou que o Exército ampliasse imediatamente sua produção de cloroquina. A equipe técnica do governo dizia que o remédio não funcionava contra a Covid-19, mas a ordem foi cumprida em tempo recorde: em três semanas, os militares fabricaram 2 milhões de comprimidos.

A obediência inspirou Bolsonaro. Meses depois, ele escolheu um general para comandar o Ministério da Saúde. Eduardo Pazuello seguiu as vontades do chefe e moveu as engrenagens da máquina pública para distribuir um medicamento ineficaz. Com a cloroquina, o presidente teve uma pressa que foi negada ao país no planejamento da vacinação.

MOROSIDADE – O governo assinou no início de junho a adesão do Brasil a um consórcio internacional para a fabricação de imunizantes contra o coronavírus. No mesmo mês, a equipe econômica perguntou ao Ministério da Saúde se havia previsão de importar material para vacinação. A pasta levou quase seis meses para publicar um edital para a compra de seringas.

Bolsonaro foi mais ágil na campanha do curandeirismo. Ainda em abril, o presidente conversou com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e pediu matéria-prima para a fabricação de cloroquina. Um carregamento chegou ao Brasil em menos de uma semana. No mês seguinte, os Estados Unidos enviaram mais 2 milhões de doses do medicamento.

RISCO – O estoque de comprimidos está garantido, mas o país corre risco de ficar sem seringas e agulhas para a vacinação contra a Covid-19. O pregão aberto pelo governo para comprar 331 milhões de kits fracassou e só deve atingir 2,4% da demanda.

Quando o TCU pediu explicações ao Exército sobre a fabricação de cloroquina a preços acima do normal, os militares disseram que o objetivo era “produzir esperança para corações aflitos”. Sobre as cobranças públicas por um plano de vacinação, o ministro da Saúde fez pouco caso: “Para quê essa ansiedade, essa angústia?”. Entre a angústia e a esperança, há um governo incompetente.

Contas do governo fecham novembro no vermelho e no ano o rombo é de R$ 699,1 bilhões

 


Charge do Adão (Arquivo do Google)

Laís Lis
G1

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 18,241 bilhões em novembro, informou nesta terça-feira, dia 29, a Secretaria do Tesouro Nacional. Déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas. Nessa conta não são considerados os gastos do governo com o pagamento de juros da dívida pública.

Os resultados negativos de 2020 das contas do governo são reflexo da pandemia da Covid-19. As medidas de restrição adotadas para frear o contágio derrubaram a atividade econômica, o que resultou em queda da arrecadação com impostos e tributos. Além disso, o governo elevou os gastos neste ano para financiar medidas de enfrentamento à pandemia, entre elas despesas com saúde e com o auxílio emergencial pago a trabalhadores informais.

AUXÍLIO EMERGENCIAL – Segundo o Tesouro Nacional, em novembro de 2020 as despesas primarias relacionadas ao combate à crise da Covid-19 totalizaram R$ 18,5 bilhões. A maior parte dos gastos foi com o auxílio emergencial – R$ 17,8 bilhões – e com o benefício de manutenção do emprego e renda – R$ 2,537 bilhões. De janeiro a novembro, as despesas primárias em resposta à pandemia totalizaram R$ 487,4 bilhões.

O déficit de R$ 18,241 bilhões registrado em novembro é 5,5% superior ao verificado no mesmo mês do ano passado, quando o déficit primário foi de R$ 16,574 bilhões.

Segundo o Tesouro Nacional, o resultado do mês passado foi impactado positivamente pelo recolhimento de parte dos impostos adiados no início da pandemia.  “A receita total de novembro de 2020 cresceu 5,4% em termos reais”, na comparação com novembro de 2019. Já no acumulado do ano até novembro, a receita total caiu 9,7% em relação ao mesmo período de 2019. Foram R$ 143,6 bilhões a menos.

PARCIAL DO ANO –  No acumulado de janeiro a novembro, as contas do governo apresentaram um déficit primário recorde de R$ 699,105 bilhões. Esse é o pior resultado para o período, da série histórica iniciada em 1997. De janeiro a novembro do ano passado, o rombo fiscal somou R$ 80,428 bilhões.

Segundo o Tesouro Nacional, em novembro as despesas primárias relacionadas ao combate da pandemia totalizaram R$ 18,5 bilhões. A maior parte dos gastos foi com o auxílio emergencial – R$ 17,8 bilhões – e com o benefício de manutenção do emprego e renda – R$ 2,537 bilhões. De janeiro a novembro, as despesas primárias em resposta à pandemia totalizaram R$ 487,4 bilhões.

ENDIVIDAMENTO –  No relatório divulgado nesta terça, o Tesouro Nacional informou que o espaço fiscal para novas medidas de enfrentamento aos impactos econômicos e sociais da pandemia é limitado. “Dessa forma, mantém-se a recomendação de que a necessária retomada do processo de consolidação fiscal passa pela garantia de que despesas temporárias não se tornem permanentes e pela discussão sobre o ritmo de crescimento das despesas obrigatórias”, informou.

Em entrevista à imprensa nesta terça, o secretário substituto do Tesouro Nacional, Otavio Ladeira, destacou que, além dos limites fiscais impostos pelo fim do decreto de calamidade pública, o Brasil tem que enfrentar a sustentabilidade da dívida. A dívida bruta vai ficar acima de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e deve se estabilizar acima 95% do PIB no médio prazo.

“É um número bastante desafiador se comparado aos nossos pares. Não é simples refinanciar uma dívida com esse percentual em um país emergente como o Brasil”, avaliou.

Promotoria pede quebra de sigilo telefônico de aparelhos apreendidos na casa de Crivella

 


MPRJ diz que Crivella obteve informações e soube antes de operação

Marcelo Bruzzi
G1

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu à Justiça a quebra do sigilo dos dados de três telefones celulares, de um tablet e de um computador apreendidos no apartamento do prefeito afastado do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. Na justificativa, o MPRJ afirma que Crivella “tem atuado de forma a obstruir, sorrateiramente, o acesso a provas, inclusive por meio de expedientes maliciosos”.

Para o MPRJ, há “indícios suficientes indicando que Crivella se valeu de informações privilegiadas, obtidas de forma criminosa” da segunda fase da Operação Hades, em 10 de setembro, quando o então prefeito foi alvo de busca e apreensão. A primeira etapa foi deflagrada em março. Os promotores ressaltam que, naquela manhã de setembro, um porteiro revelou que Crivella havia acabado de chegar em casa, “tendo passado a noite em endereço ainda não revelado”.

IMAGENS –  Ao pedido, o MPRJ anexou imagens das câmeras da portaria do condomínio de Crivella, “comprovando que ele havia regressado à sua casa poucos minutos antes da chegada das equipes policiais”. “Para surpresa de todos, em cerca de apenas 5 ou 10 minutos, dois advogados chegaram, o que indica que ambos já estavam ‘a postos’ nas imediações da casa de seu cliente e prontos para atendê-lo, circunstância deveras inusitada, dado o horário em que foram acionados”, escreveram os promotores.

No pedido, o MPRJ narra que, em 10 de setembro, a equipe solicitou que Crivella entregasse seu telefone celular. O prefeito, então, “ofertou um iPhone 7 que estava desligado e repousava sobre a sua mesa de cabeceira”, mas se negou a fornecer a senha de desbloqueio do aparelho.

A análise do conteúdo, segundo o MPRJ, “evidencia que tal celular não era o seu aparelho de uso pessoal”. “Crivella entregou, deliberadamente, um aparelho usado por terceiros como se fosse o seu próprio, com o inequívoco intuito de perturbar e obstruir o bom andamento da investigação”, disse.

TELEFONE FUNCIONAL – A análise dos dados mostra que tratava-se de um telefone funcional usado por algum assessor, já que as ligações feitas por ele aconteceram predominantemente na região da Cidade Nova, onde fica a sede da Prefeitura do Rio.

De acordo com os promotores, existem evidências de que um dos telefones celulares, que estava em posse da primeira-dama, Sylvia Jane, teria sido dado ao prefeito afastado por Rafael Alves, outro dos investigados. Os aparelhos cujo sigilo o MPRJ quer quebrar foram apreendidos no último dia 23 de dezembro, antes de Crivella seguir para prisão domiciliar. Ele foi preso no dia 22 em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o MP-RJ.

A investigação aponta a existência de um “QG da Propina” na Prefeitura do Rio. No esquema, de acordo com as apurações do MP, empresários pagavam para ter acesso a contratos e para receber valores que eram devidos pela gestão municipal.

Secretariado oficializado. Castro assume o comando de Itabuna

 


Retorno dos ônibus urbanos, combate a pandemia e a dinâmica na coleta de lixo são os objetivos do prefeito Augusto Castro, a partir de amanhã (1º), quando assume o comando do município de Itabuna. "Se os ônibus não voltarem a rodar amanhã, a prefeitura vai contratar uma nova empresa", sacramentou. O anúncio das prioridades e da equipe foram feitos na manhã desta quinta-feira (31) no Teatro Candinha Dórea. Veja a equipe: Júnior Brandão (Governo), Andrea Simas (Promoção Social e Combate à Pobreza), Janaína Araújo (Educação), Enderson Guinho (Esportes e Lazer), Lívia Maria Bomfim Mendes Aguiar (Saúde), Ricardo Xavier (Indústria, Comércio, Emprego e Renda), Sônia Fontes (Planejamento), Thales Rodrigues Silva (Transporte e Trânsito), Davi Freitas Dantas Dultra (Fazenda e Orçamento), Mariana Alcântara (Segurança e Ordem Pública), Almir Melo Júnior (Desenvolvimento Urbano), Moacir Smith Lima (Agricultura e Meio Ambiente), Raymundo Carvalho Mendes Filho (Emasa), Aldo Rebouças (Ficc), Valter Silva (Fundação Marimbeta), Humberto Mattos (Arsepi), Eduardo Kowalski (Fasi-Hospital de Base), José Alberto Lima (Gestão e Inovação), Álvaro Ferreira (Procuradoria), Nadilson Francisco Alves Esteves (Controlador Geral), Alcântara Pelegrini (Secretaria de Relações Institucionais e Comunicação Social), Afonso Dantas (Coordenação de Comunicação Social); Lânia Peixoto (Sub-Secretária de Saúde) e Roberto José (Sub-Secretário de Transporte e Trânsito). Bernardo Pinto, Cláudio Rodrigues e Luiz Conceição serão responsáveis pela Assessoria de Imprensa.

Sem plantonista, maternidade de Ilhéus suspende atendimento

 


A Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus decidiu suspender, a partir desta sexta-feira, primeiro dia do ano de 2021, o atendimento na maternidade Santa Helena, a única da cidade para atender toda a região. Por meio de nota, o diretor clínico da maternidade, o médico Carlos Alberto de Lira, informou que a prestação de serviço materno foi interrompido por falta de médico plantonista. A nota ainda alerta que não encaminhe gestantes para unidade hospitalar porque não haverá atendimento. Com a suspensão repentinamente do serviço, as gestantes terão que arriscar atendimento na maternidade Ester Gomes ou Hospital Manoel Novaes, na cidade de Itabuna. O fato ganhou repercussão nas redes sociais, Facebook e grupos de Whatsapp, e gerou bastante indignação de quem precisa do atendimento e foi suspenso em plena virada de ano. (Fábio Roberto)

Navio é liberado após tripulação testar negativo em Ilhéus

 


A tripulação do navio Discover, bandeira Ilhas Marshall, que saiu da Rússia e que está desde 23 de dezembro em Ilhéus, testaram negativo Covid-19. Parte da tripulação estava com Covid-19. Dois tripulantes ficarão em observação pois apesar de livres do ciclo da doença, restam sequelas em 25 a 50% dos pulmões. Os exames foram realizados na última segunda-feira (28). A informação foi dada à redação do site O Tabuleiro pelo comandante da Capitânia dos Portos de Ilhéus, Giovanni Andrade na manhã desta quarta-feira (30). Com isso, todos os tripulantes da embarcação que estavam em isolamento estão liberados para seguir viagem. A embarcação saiu da Rússia para buscar uma carga de eucalipto em Ilhéus, que será levada para Portugal.O navio não estava no porto da cidade, o isolamento está sendo feito em alto mar. A saída do litoral de Ilhéus ocorre após liberação da Anvisa. A embarcação tem 19 Tripulantes e 01 passageiro.

Nova variante do coronavírus é detectada em São Paulo

 


O laboratório de diagnóstico Dasa informou nesta quinta-feira (31) que encontrou dois casos da nova variante do coronavírus em São Paulo. Segundo a empresa, essa é a mesma cepa que surgiu no Reino Unido. A descoberta foi comunicada ao Instituto Adolfo Lutz e à Vigilância Sanitária. A empresa afirmou que foram analisadas 400 amostras de saliva, coletadas por testes de RT-PCR. Esse tipo de teste, considerado padrão ouro de diagnóstico, detecta o código genético (RNA, nesse caso) do vírus nas amostras. A confirmação da cepa foi feita por meio de sequenciamento genético, em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMT-FMUSP). A variante, chamada de B.1.1.7, já foi registrada em pelo menos outros 17 países. Ela tem mutações que afetam a maneira como o vírus se fixa nas células humanas e é 56% mais contagiosa. Não há evidências de que a variante provoque casos mais graves ou com maior índice de mortes, nem mesmo que seja resistente às vacinas. No Reino Unido, ela já representa mais de 50% dos novos casos diagnosticados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo do laboratório brasileiro que identificou essa versão do coronavírus foi iniciado em meados de dezembro, quando o Reino Unido publicou as primeiras informações científicas sobre a variante. O laboratório disse que está trabalhando com o Instituto de Medicina Tropical da USP para gerar material que permita testar a eficiência de alguns tipos de testes do coronavírus. (Isso não se aplica aos testes PCR, que são capazes de detectar o vírus mesmo na nova variante). A preocupação é que alguns atuais possam apresentar falsos negativos – quando uma pessoa está doente mas o exame não aponta a presença do vírus. "Estamos antecipando a avaliação para definir os exames que sofram menos interferência em seu desempenho de diagnóstico, numa eventual expansão desta variante no Brasil”, acrescentou. Para a cientista Ester Sabino, do IMT da USP, a nova variante reforça a necessidade da quarentena. "Dado seu alto poder de transmissão, esse resultado reforça a importância da quarentena, e de manter o isolamento de 10 dias, especialmente para quem estiver vindo ou acabado de chegar da Europa", disse.

Bahia: 493.400 casos (+2.862) e 9.129 óbitos (+29) (Sesab)

 



Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.862 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,6%) e 2.587 recuperados (+0,5%). Dos 493.400 casos confirmados desde o início da pandemia, 478.198 já são considerados recuperados, 6.073 encontram-se ativos. Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático. Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (22,54%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (10.318,70), Muniz Ferreira (8.420,91), Conceição do Coité (8.376,87), Pintadas (8.019,55), Jucuruçu (7.944,33). O boletim epidemiológico contabiliza ainda 884.927 casos descartados e 123.183 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quinta-feira (31). Na Bahia, 36.655 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 29 óbitos que ocorreram em diversas datas. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 9.129, representando uma letalidade de 1,85%. Dentre os óbitos, 56,57% ocorreram no sexo masculino e 43,43% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,84% corresponderam a parda, seguidos por branca com 18,90%, preta com 14,61%, amarela com 0,67%, indígena com 0,13% e não há informação em 10,86% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 70,81%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,53%).

Descoberta inédita coronavírus: Pesquisadores da Dasa anunciam a chegada da nova variante no Brasil

 

Dasa


São Paulo, 31 de dezembro de 2020 – A cepa B.1.1.7 do SARS-CoV-2 detectada na Inglaterra e em diversos países da Europa e do Mundo* acaba de ser identificada no Brasil, informa a Dasa, líder brasileira em medicina diagnóstica. empresa já comunicou a descoberta ao Instituto Adolfo Lutz e à Vigilância Sanitária.   

O estudo foi iniciado em meados de dezembro, quando o Reino Unido publicou as primeiras informações científicas sobre a variante, que se caracteriza por apresentar grande número de mutações, 8 delas ocorrendo na proteína da espícula viral (spike)Foram analisadas 400 amostras de RT-PCR de saliva, método que identifica três alvos distintos e não apenas o gene Sda proteína spikee dentre elas, duas amostras apresentaram a linhagem B.1.1.7. spike é a proteína que o vírus usa para se ligar à célula humana e, portanto, alterações nela podem tornar o vírus mais infeccioso. Os cientistas ingleses acreditam que seja esta a base de sua maior transmissibilidade”, explica o virologista da Dasa, José Eduardo Levi.   

Além do sequenciamento, a Dasa está com outra pesquisa em andamento em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-FMUSP)de isolamento e cultivo dessa linhagem do vírus em meio de cultura, no laboratório, para gerar material que permita testar a eficiência dos testes de diagnósticos que só se baseiam em proteína S com esta variante. Alguns testes de imunologia e de sorologia que só identificam proteína S podem apresentar resultados falso negativos nos diagnósticos dessa nova variante. Estamos antecipando a avaliação para definir os exames que sofram menos interferência em seu desempenho de diagnóstico numa eventual expansão desta variante no Brasil”, explica o diretor médico da Dasa, Gustavo Campana.   

confirmação da cepa em dois pacientes foi feita por meio de sequenciamento genético realizado em parceria com o IMT-FMUSP. “O sequenciamento confirmou que a nova cepa do vírus chegou ao Brasil, como estamos observando em outros países. Dado seu alto poder de transmissão esse resultado reforça a importância da quarentena, e de manter o isolamento de 10 dias, especialmente para quem estiver vindo ou acabado de chegar da Europa”, conclui Ester Sabino, pesquisadora do IMT-FMUSP.    

A mutação não é mais letal do que outras cepas dominantes, mas pode ser mais transmissível. No Reino Unido, ela já representa mais de 50% dos novos casos diagnosticados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. “A prevenção ainda é o método mais eficaz para barrar a propagação do vírus: lavar as mãos, intensificar o distanciamento físico, usar máscaras e deixar os ambientes sempre ventilados. Apesar das festas de fim de ano e das férias que se aproximam, é imperativo reforçar os cuidados”, finaliza Campana.  

 

Fontes disponíveis para a imprensa:  

  • José Eduardo Levivirologista da Dasa 
  • Gustavo Campana, diretor médico da Dasa 
  • Ester Sabino, pesquisadora do IMT/USP 
  •  

 *Números de casos detectados em cada paísInglaterra (+ de 3 mil), Portugal (20), Itália (17)Dinamarca (9), Irlanda (7), Holanda (3), Noruega (2), França (1)Espanha (1), Suécia (1), Finlândia (2), Austrália (4), Israel (4), Coréia do Sul (3)Índia (2), Hong-Kong (2), Canadá (1), Singapura (1).  

 

Sobre a Dasa 

A Dasa é líder em medicina diagnóstica no Brasil e na América Latina e 5ª maior do setor no mundo, com foco em análises clínicas, diagnóstico por imagem e medicina genômica. A companhia conta com um time de mais de 20 mil colaboradores e 2 mil médicos renomados no Brasil e no exterior, que atuam em uma rede robusta e capilarizada de cuidados com a saúde em todo o país. Por meio de suas mais de 40 redes de laboratórios distribuídas em cerca de 900 unidades – como Delboni Auriemo e Salomão Zoppi (SP), Sérgio Franco e CDPI, (RJ), Laboratório Exame (DF), entre outros, a Dasa realiza mais de 270 milhões de exames por ano.  

Considerado um dos mais importantes players de Saúde, a Dasa atua com o propósito de impactar positivamente a saúde das pessoas e tem como compromisso ser um agente de conexão do setor por meio de uma medicina mais inteligente, preditiva e personalizada. Em 2019, uniu-se à GSC Integradora de Saúde, com mais de 20 anos de existência, referência em Coordenação de Cuidado e Gestão de Saúde, e a Rede Ímpar, segunda maior rede independente de hospitais do Brasil, que reúne hospitais como 9 de Julho (SP), Santa Paula (SP), São Lucas (RJ), CHN (RJ), Hospital e Maternidade Brasília (DF) e Hospital Águas Claras (DF). 

 

Informações para a imprensa: 

Fátima Santos: (11) 9.8999-0042 | fatima.santos@bowler.com.br 

Daiane Leide: (11) 9.8609-1540 | daiane.leide@bowler.com.br 




Bowler

Daiane Leide
Gerente de Atendimento da Dasa
daiane.leide@bowler.com.br
(11) 98609-1540



Caio cancela evento para 1.000 pessoas em Comandatuba

 


O ex-jogador, atualmente comentarista esportivo da Globo Caio Ribeiro entrou em uma sinuca de bico. Após participar de debates acalorados na emissora criticando Neymar por realizar evento de cinco dias em Mangaritiba (Neymarpaloosa), no Rio, em meio a pandemia, Caio se viu pressionado por evento bem maior, marcado para janeiro e organizado por ele. Teve de cancelar tudo, de última hora. Trata-se de um mega evento, que ocorreria de 9 a 16 de janeiro, para cerca de 500 famílias, mais de 1500 pessoas, em um hotel de luxo em Comandatuba, na Bahia. O evento, batizado de Caioba Soccer Camp, promoveria a reunião de várias famílias em um hotel luxuoso, com uma espécie de escolhinha de futebol para crianças e diversas atividades em grupo. O hotel confirma realização do evento promovido por Caio entre os dia 9 e 18, e disse que já está praticamente lotado de participantes. Só consegue participar do evento quem estiver hospedado do hotel do pacote, que não sai por menos de R$ 11 mil por pessoas, pelos sete dias, sem a passagem aérea. A realização do evento caiu no ouvido de dirigentes da Globo, que gostariam que Caio cancelasse tudo, pois está diretamente ligado ao esporte do grupo, que vem batendo forte em Neymar por conta da ‘aglomeração’ na mansão do jogador, durante o réveillon. O mal-estar é grande na emissora foi grande, tanto é que Caio cancelou o evento de última hora! Até as 12h de hoje (30) nem o hotel nem os clientes foram avisados disso ! Nas mesas redondas de futebol, a festa de Neymar tomou conta do assunto .Caio inclusive pediu cautela ao falar sobre a festa de Neymar, afirmando que o risco é de Neymar ao promover aglomeração.

BAHIA REGISTRA MAIS 2.847 CASOS DE COVID-19 E 28 ÓBITOS EM 24 HORAS

 


  • pimenta
Bahia registra 2.847 casos de Covid-19
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Nas últimas 24 horas, a Bahia registrou 2.847 casos de novo coronavírus. Dos 490.538 casos confirmados desde o início da pandemia, 475.611 já são considerados recuperados e 5.827 encontram-se ativos.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (22,54%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (10.286,05), Muniz Ferreira (8.420,91), Conceição do Coité (8.297,30), Pintadas (8.000,38) e Jucuruçu (7.900,50).

O boletim epidemiológico desta quarta-feira (30) contabiliza ainda 882.701 casos descartados e 123.539 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quarta-feira (30). Já são 36.515 profissionais da saúde com Covid-19.

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 28 óbitos que ocorreram em diversas datas. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 9.100, representando uma letalidade de 1,86%.