MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 10 de janeiro de 2026

Redução da jornada de trabalho no Brasil: o que realmente está em discussão?

 


Por Amanda Alves

O debate sobre a redução da jornada de trabalho e a revisão de modelos tradicionais de escala, como a 6x1, voltou a ganhar força no Brasil. Embora muitas vezes seja tratado como novidade, trata-se de uma pauta histórica, já tendo sido defendida por diversas categorias profissionais. O que se observa, agora, é a convergência entre esse histórico já testado nas relações de trabalho e as transformações tecnológicas, que indicam que jornadas menores não apenas são possíveis, como também podem gerar ganhos de eficiência quando acompanhadas de melhores processos e gestão. 

Há décadas, sindicatos de diversas categorias defendem a diminuição da carga horária semanal como instrumento de promoção da saúde, da produtividade e do equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Ao longo dos anos, a redução da jornada para 40 horas semanais já foi incorporada por diferentes categorias profissionais por meio de negociações coletivas, demonstrando, na prática, que a diminuição da carga horária é operacionalmente viável. 

Além disso, a discussão brasileira dialoga com um contexto internacional mais amplo. Nosso país integra a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que, historicamente, acompanha e orienta debates sobre limites de jornada e tempo de descanso, sendo que a referência de 40 horas semanais já é adotada ou considerada em diversos países. 

Atualmente, o Congresso Nacional discute diferentes propostas legislativas voltadas à revisão da jornada de trabalho no país. Entre elas, há iniciativas que propõem a redução da carga semanal máxima de 44 para 40 horas, outras que ampliam o descanso semanal remunerado para dois dias, aproximando o regime do modelo 5×2, além de propostas mais abrangentes que tratam da adoção de jornadas de até 36 horas semanais, com reorganização dos dias trabalhados.  

Essas matérias tramitam tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, e se apresentam sob duas naturezas jurídicas distintas: Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e Projetos de Lei (PLs). Enquanto as PECs promovem alterações diretas no texto constitucional e exigem quórum qualificado, com dois turnos de votação em cada Casa Legislativa, os PLs atuam no âmbito da legislação infraconstitucional, especialmente da CLT, seguindo o rito legislativo ordinário.  

Apesar das diferenças de alcance e de tramitação, todas as iniciativas convergem para um mesmo propósito: a adequação do tempo de trabalho às transformações das dinâmicas produtivas contemporâneas, buscando consolidar, em regra geral, práticas que hoje já são adotadas de forma negociada em diversos setores. 

Para empresários e profissionais de Recursos Humanos, o avanço desse debate exige atenção estratégica e planejamento antecipado. Eventuais mudanças legais impactam diretamente a organização das escalas, os modelos de banco de horas, os acordos coletivos vigentes, o dimensionamento de equipes e a forma como produtividade e desempenho são medidos. Mais do que uma simples adaptação jurídica, trata-se de uma revisão estrutural da forma de trabalhar.  

A experiência acumulada de setores que já operam com jornadas de 40 horas semanais por acordo coletivo indica que o sucesso da transição está menos na redução formal das horas e mais na organização dos processos, na clareza das regras e na eficiência operacional. 

Outro ponto relevante está na gestão de pessoas e na comunicação interna. Alterações na jornada influenciam expectativas dos colaboradores, o clima organizacional e as relações sindicais. Nesse contexto, previsibilidade, transparência na aplicação das regras e alinhamento interno tornam-se fatores essenciais para evitar insegurança e interpretações equivocadas, contribuindo para a redução de riscos trabalhistas e para a preservação da estabilidade das relações de trabalho em períodos de mudança. 

Sob a ótica dos empregados, a redução da jornada para 40 horas semanais representa um avanço significativo. Caso aprovada em lei, a medida ampliaria esse direito de forma mais homogênea, consolidando uma conquista concreta a ser valorizada pelos empregados, com impactos diretos na saúde física e mental, no convívio familiar e na qualidade de vida, sem que isso signifique, necessariamente, perda de produtividade. Não é à toa, 65% dos brasileiros são favoráveis a essa redução, segundo dados divulgados pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados. 

Para as empresas, esse movimento também pode — e deve — ser compreendido como uma oportunidade estratégica. Menos horas disponíveis impulsionam a busca por eficiência, estimulam a revisão de processos e ampliam a necessidade de decisões orientadas por dados e uso inteligente da tecnologia. Nesse cenário, a adoção de soluções de automação e inteligência artificial deixa de ser apenas um diferencial competitivo e passa a integrar a sustentabilidade do negócio, permitindo ganhos consistentes de produtividade, redução de retrabalho e melhor alocação do capital humano. 

A discussão sobre jornada, portanto, não se limita ao tempo de trabalho, mas se conecta diretamente à capacidade das organizações de evoluírem seus modelos operacionais e avançarem em competitividade, sustentabilidade e maturidade organizacional. 

Amanda Alves é Coordenadora de RH na PKF BSP.  

   

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Nathália Bellintani


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No Flamengo, Projeto Capacita oferece cursos gratuitos para comunidade

 

LETICIA  PORAT  /  UNINASSAU

Atividades abordam temas como bem-estar animal, direitos do cidadão e uso de telas na infância

 

A UNINASSAU Rio de Janeiro, por meio do projeto Capacita, promove, nos dias 02, 03 e 06 de fevereiro, cursos gratuitos voltados à qualificação profissional e ampliação de conhecimentos em diferentes áreas. As atividades são abertas ao público e acontecem na Instituição de Ensino Superior, localizada na Rua Marquês de Abrantes, 55, no Flamengo.

No dia 02 de fevereiro, é realizado o curso “Práticas de bem-estar animal e produção de brinquedos pet recicláveis”. Ele aborda orientações sobre cuidados responsáveis e propõe atividades de reaproveitamento de materiais para a criação de itens sustentáveis para os bichinhos.

Na data seguinte, a programação segue com o curso “Como entrar com um processo sem advogado”. O objetivo é apresentar noções básicas sobre acesso à Justiça, direitos do cidadão e principais passos para ingressar com ações judiciais de menor complexidade sem a necessidade de representação jurídica.

Encerrando a programação, no dia 06, acontece o curso “Entre likes e laços: o efeito das telas na infância e adolescência”. Nessa atividade, a proposta é refletir sobre o impacto do uso excessivo de dispositivos digitais nos desenvolvimentos emocional, social e comportamental de crianças e adolescentes.

De acordo com a coordenadora acadêmica da UNINASSAU Rio de Janeiro, Luciana Guerim, o projeto tem um papel social relevante ao aproximar a Instituição da comunidade. “O Capacita se destaca por democratizar o acesso ao conhecimento, oferecendo cursos que ampliam a compreensão sobre diferentes áreas de atuação profissional e sua relação com a sociedade. É uma oportunidade para os participantes entrarem em contato com temas diversos e atuais”, destaca.

Com uma proposta prática e acessível, o Capacita busca ampliar o acesso ao conhecimento e oferecer oportunidades de formação alinhadas a temas atuais e demandas sociais. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio do site GoKursos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dicas para praticar exercícios físicos no verão

 

LETICIA  PORAT  /  UNINASSAU

Especialista fornece alternativas para manter o corpo ativo mesmo com as altas temperaturas

Com a chegada do verão e as altas temperaturas, ter uma rotina de exercícios físicos pode se tornar um desafio. O calor intenso costuma afastar muitas pessoas das academias e desestimula a prática regular de atividades. No entanto, é possível manter o corpo ativo, saudável e em movimento com opções acessíveis, que não exigem mensalidades e podem ser adaptadas.

Segundo Diogo Van Bavel, educador físico e coordenador do curso de Educação Física da UNINASSAU Rio de Janeiro, atividades aeróbicas realizadas ao ar livre ou em casa são boas alternativas para quem busca qualidade de vida durante os dias mais quentes. “O mais importante é respeitar os limites do corpo, escolher horários mais amenos e manter a hidratação. O exercício continua sendo essencial, mesmo no calor”, orienta.

A dança é outra opção indicada para esse período. Além de divertida, pode ser praticada em ambientes ventilados, dentro de casa e contribui para o gasto calórico, a coordenação motora e o equilíbrio. Já a caminhada e corrida, quando realizadas no início da manhã ou no fim da tarde, ajudam a melhorar a capacidade cardiorrespiratória e permitem adaptação da intensidade, conforme o condicionamento físico.

“Outra alternativa são trilhas e passeios em áreas verdes, unindo exercício e contato com a natureza. Esses ambientes costumam ser mais frescos e favorecem a redução do estresse, além de promoverem estímulos físicos variados. O ciclismo também se destaca como uma prática eficiente, fortalecendo músculos, melhorando a resistência e podendo ser realizado em ciclovias, parques ou ruas menos movimentadas”, destaca

Diogo reforça que, independentemente da escolha, é fundamental adotar cuidados básicos durante o verão. Usar roupas leves, protetor solar, manter uma boa ingestão de água e evitar os horários de sol mais intenso são medidas essenciais para garantir segurança e bem-estar. Com planejamento e atenção ao corpo, é possível ter uma rotina ativa e saudável sem depender da academia, mesmo nos dias mais quentes do ano.

domingo, 4 de janeiro de 2026

 Pode ser uma imagem de ‎texto que diz "‎E NOCENTRO NO CENTRO DO PODER د( MUNDO Ministros da Suprema Corte da Venezuela estão escondidos e devem ser presos nas próximas horas‎"‎

Resort de Ilhéus sofre golpe interno

 

JORNAL A REGIÃO

A Polícia Civil da Bahia deflagrou operação para combater uma quadrilha que lesou um resort de Ilhéus em mais de R$ 300 mil. Não é a primeira vez que hoteleiros do sul da Bahia são vítimas de golpes. Em 2020 e 2021 várias pousadas enfrentaram um grupo de criminosos que se passava por elas e vendiam hospedagem inexistente.

Os policiais civis cumpriram nove mandados de busca e apreensão em Ilhéus e Jequié. A investigação começou com um inquérito aberto para apurar um esquema fraudulento envolvendo a venda de pacotes de hospedagem falsos. O grupo oferecia diárias bem abaixo do preço oficial, especialmente para a alta temporada, Carnaval e Réveillon.

Vendedoras sem qualquer vínculo com o resort negociavam os pacotes através do WhatsApp. Elas informavam aos cúmplices dentro do resort, que usavam o sistema de reservas para registrar como pagas as reservas falsas. Assim, a hospedagem fantasma constava como paga, mas o dinheiro não entrava no resort.

Ele era desviado direto para as contas da quadrilha. Para dificultar o rastreamento, os pagamentos eram fracionados e feitos por diferentes pessoas físicas e jurídicas. O prejuízo estimado até o momento é de aproximadamente R$ 300 mil. Os responsáveis vão responder por estelionato e organização criminosa.

Salvador vai comprar mais 300 ônibus

 

JORNAL A REGIÃO

A Prefeitura de Salvador firmou contrato de R$ 264 milhões com o BNDES para a compra de 300 ônibus Proconve-P8 (Euro VI). A iniciativa representa a maior aquisição simultânea de ônibus da história da capital. Os ônibus seguem o mesmo padrão dos veículos em operação, com melhorias importantes para o conforto dos passageiros.

Todos eles contam com ar-condicionado mais potente e o retorno do letreiro traseiro, ampliando a informação e a visibilidade das linhas. O processo também é histórico por registrar o menor preço pago por ônibus desse modelo em todo o país. A previsão é de que os novos veículos sejam incorporados ao sistema ao longo de 2026.

De acordo com o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, o contrato marca a renovação do transporte público da cidade. “São equipamentos novos, zero quilômetro, que vão atender a diversos bairros da cidade como Fazenda Coutos, Cosme de Farias, Engenho Velho, entre outros”, destacou.

O secretário também ressaltou o resultado obtido no processo licitatório. “São veículos modernos e menos poluentes, conseguimos o menor valor de compra de ônibus Euro VI do país, fruto de um trabalho sério e do compromisso com os recursos públicos”, afirmou Pablo Souza.

Itabuna triplica empregos em novembro

 

JORNAL A REGIÃO

Itabuna teve uma geração de empregos em novembro quase três vezes melhor que a do ano passado, criando 455 novos empregos contra 159 de 2024. O melhor setor foi o Comércio, abrindo 248 vagas, seguido dos Serviços, com 102. A Indústria gerou 64 pontos de trabalho e a Construção, 42. Só a Agropecuária foi negativa, com menos um.

Já Ilhéus teve um desempenho em novembro deste ano pior que o de 2024, abrindo 201 postos de trabalho contra os 393 do ano passado. O melhor setor foi Serviços, com 113 novas vagas, depois a Construção com 62, o Comércio com 39 e a Agropecuária com 1. A Indústria foi a responsável pela redução geral, eliminando 14 empregos.

A Bahia teve um desemprenho um pouco melhor que em novembro de 2024, gerando 8.763 postos de trabalho contra os 7.078 do ano passado. Os Serviços abriram 5.050 vagas, seguidos do Comércio com 4.405 e a Construção com 709. Já a Indústria baiana eliminou 16 emporegos e a Agropecuária fechou 1.386 vagas.

Em novembro de 2024, o Brasil criou 105.133 empregos, no deste ano a conta caiu para 85.864, com apenas dois setores positivos: o Comércio, que abriu 78.249 vagas, e Serviços, com 75.131. A agropecuária, que ainda sustenta o país quase sozinha, perdeu 16.566 empregos e a Construção mandou para casa 23.804 emrpegados.

A Indústria, que viu várias fábricas fechando e mudando para o Paraguai para fugir da altíssima carga de impostos do governo Lula, encerrou o mês fechando 27.135 postos de trabalho. A quantidade de empregos perdidos nestes três setores foi 67.505, igual à população inteira de Bertioga/SP ou 2 mil desempregados a mais que a de Itapetinga/BA.

Água vai ficar mais cara em Itabuna

 

JORNAL A REGIÃO

O itabunense vai começar o ano com um aumento de 7,5% no preço da água fornecida pela Emasa, o que também aumenta a taxa de esgoto, que é de 70% sobre o consumo e quase dobra a conta. O percentual é bem maior que a inflação dos últimos 12 meses, mas a empresa alega ser "necessário".

O prefeito Augusto Castro já autorizou o novo custo da água em decreto publicado nesta terça. O rejuste passa a valer 30 dias após a publicação, ou seja, a partir da conta de fevereiro. A Emasa deu a justificativa costumeira, de que "estudos mostram que o percentual recompõe apenas parte das perdas dos últimos anos" e não cobre tudo.

A Emasa aponta o aumento da energia elétrica, que responde por cerca de 20% dos custos operacionais, além da elevação nos preços de insumos químicos, tubos, componentes de PVC, cimento e massa asfáltica. A empresa cita falta de reajustes "entre 2020 e 2023". Porém, a informação é falsa. O correto é em 2020 e em 2023.

Em 2021, a Emasa conseguiu um reajuste de 9% nas contas de água e esgoto. O aumento entrou em vigor em novembro daquele ano. No final de 2022 houve outro aumento, este de 6,59%. Em dezembro de 2024, a água foi reajustada mais uma vez, em 18%, alegando o período de 2023 e 2024. A inflação do período foi de 9,45%.

O presidente da Emasa, Ivan Maia, declarou que o reajuste é necessário para manter a operação dos sistemas, preservar a qualidade e dar continuidade aos investimentos estruturais. "É essencial para a sustentabilidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, bem como para a manutenção dos investimentos".

Lula bate recorde... de dívida pública

 

JORNAL A REGIÃO

Se o governo de Lula da Silva (PT) fosse uma empresa, teria a falência decretada e seus bens leiloados para pagar as dívidas. Como não é, ele apenas cria e aumenta impostos para que a população pague pelo descontrole das contas.

Pela primeira vez na História, o governo federal vai fechar o ano com a dívida pública acima dos R$ 10 trilhões. Ou seja, sob a batuta de Lula e cia., a dívida astronômica do setor público brasileiro supera, em 2025, o Produto Interno Bruto de 180 países, segundo dados do Banco Central.

Para piorar, a dívida do governo brasileiro representa quase 80% do PIB nacional e, segundo projeção do Instituto Fiscal Independente (IFI) do Senado, o comprometimento do PIB deve superar os 82% em 2026. A informação é destaque da Coluna Cláudio Humberto desta terça-feira (30).

A “Dívida Bruta do Governo Geral” inclui também governos municipais e estaduais, mas o governo federal é responsável por 80% do rombo. Diretor do IFI, Marcus Pestana compara gastos do governo federal com doença crônica: “O desequilíbrio contamina e limita o horizonte do País”.

A oposição lembra: em só três anos, Lula torrou R$ 324,3 bilhões fora do teto das regras fiscais, inclusive aquelas que ele e seu governo criaram. Mesmo com arrecadação recorde, os gastos sem controle fizeram a dívida aumentar ao invés de diminuir. Com Diário do Poder