MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 1 de abril de 2018

Ministros do Supremo têm 88 folgas ao ano além dos fins de semana


O DEFENSOR

O recente adiamento por 13 dias da análise do caso do ex-presidente Lula pelo STF (Supremo Tribunal Federal) reacendeu o debate sobre a discrepância entre o calendário de trabalho do Judiciário e o da população.
Um conjunto de regras editadas durante e entre as ditaduras do Estado Novo (1937-1945) e militar (1964-1985) permite aos 11 ministros da corte 88 dias de descanso ao ano, além dos sábados e domingos, norma que se estende a todos os magistrados.
Passava das 19h do último dia 22 quando o STF decidiu que não julgaria naquele dia o habeas corpus preventivo pedido pela defesa de Lula, condenado em segunda instância na Lava Jato.
A escolha pelo adiamento foi movida, entre outros motivos, pelo apelo do ministro Marco Aurélio, que exibiu passagem aérea de viagem ao Rio, onde participaria de evento da Academia Brasileira de Direito do Trabalho.
A retomada, porém, não ocorreu no dia seguinte, uma sexta-feira, porque os ministros não fazem sessões às segundas nem às sextas.
O julgamento também não foi marcado para a semana seguinte. Lei de 1966 estabelece que, diferentemente da maioria da população, cuja garantia de folga se resume à Sexta-Feira da Paixão, a Semana Santa dos juízes engloba a quarta e a quinta.
Como as sessões plenárias do Supremo ocorrem apenas às quartas e quintas, marcou-se o julgamento do caso Lula para a semana posterior, no dia 4 de abril.
Os ministros e demais juízes do país têm direito a 60 dias de férias ao ano. No caso do Supremo, elas acontecem em janeiro e julho. Para cada um desses períodos, os 11 ministros recebem duas vezes o adicional de um terço do salário (R$ 11.254, para um salário de R$ 33.763), totalizando R$ 22,5 mil ao ano.
Alexandre de Moraes, por exemplo, assumiu a cadeira de ministro do STF em março do ano passado. Pouco mais de três meses depois, chegaram as férias de julho e ele recebeu o adicional de um terço relativo a elas, mais antecipação de metade do décimo-terceiro salário. Total de seu contracheque na ocasião: R$ 57,7 mil.
Além das férias, há o recesso de fim de ano, de 20 de dezembro a 6 de janeiro, norma prevista na mesma lei 5.010, de 1966, que organiza a Justiça Federal.

DIAS ÚTEIS

Os magistrados contam também com 18 feriados ao ano, seis a mais do que a população em geral —dois a mais na Semana Santa, um feriado forense em agosto, o dia do servidor (28 de outubro, fruto de decreto do Estado Novo), a véspera de Finados e 8 de dezembro, dia consagrado à Justiça.
Excluídas as interseções entre férias, feriados e recesso, chega-se aos 88 dias de descanso, o que resulta em 196 dias úteis ao longo do ano —contra 227 em outras áreas do serviço público e na iniciativa privada.
O argumento usado por integrantes de entidades representativas da magistratura é que a carga de trabalho dos juízes é imensa, normalmente extrapolando para horários fora do expediente e para dias de descanso. Além disso, afirmam, o peso da responsabilidade é superior ao da maioria das outras profissões.
“Os juízes não recebem hora extra por trabalharem além do horário previsto. É do conhecimento de todos que os juízes são obrigados a despachar processos fora do expediente, inclusive aos sábados e domingos. Nenhum plantão de juiz é remunerado, quando muito conseguem uma compensação sem nenhum acréscimo”, afirmou o presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), Roberto Veloso.
A assessoria da presidente do STF, Cármen Lúcia, disse que ela não se manifestará sobre o calendário dos magistrados porque pode ter que julgar o tema caso ele seja levado ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que ela também preside, ou ao próprio Supremo. Não houve manifestação também dos demais ministros.
No caso do STF, um deles fica de plantão nos períodos de férias e recesso.

COTA AÉREA

A maior parte dos 11 ministros passa os fins de semana fora de Brasília, em seus estados de origem, usando nesse deslocamento a cota aérea de R$ 51.889,70 a que cada um deles tem direto ao ano.
Ricardo Lewandowski e Luiz Fux, por exemplo, usaram praticamente todo o valor da cota em 2017 para viagens a São Paulo e Rio de Janeiro —respectivamente, estados onde têm residência.
Também com gastos de passagem para seus estados, Edson Fachin (Paraná) e Alexandre de Moraes (São Paulo) usaram valores expressivos da cota em 2017, cerca de R$ 40 mil.
Dos 11 ministros, apenas Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello não utilizam a cota aérea. Por comandar um poder, Cármen tem direito a uso de aeronave da Força Aérea Brasileira, mas segundo sua assessoria só a utiliza para compromissos de trabalho.
A assessoria do tribunal afirma ainda que o uso da cota é permitido para deslocamento de ministros a seus estados de origem ou qualquer outro lugar, sem necessidade de justificativa, já que eles podem despachar e tomar decisões a distância, a qualquer momento, registrando-as de forma eletrônica.
Os ministros têm ainda à sua disposição carro com motorista (Hyundai Azera), inclusive para compromissos particulares —por questões de segurança, afirma a assessoria— e imóveis funcionais em Brasília.

Estudantes de Itabuna apresentam projetos ligados à Conferência Estadual pelo Meio Ambiente


O DEFENSOR

A etapa escolar da III Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente foi realizada durante esta semana pelas escolas da capital e do interior. No Centro Estadual de Educação Profissional (CETEP) do Litoral Sul II, em Itabuna, por exemplo, a culminância teve como temática “Percebendo a água em suas múltiplas dimensões e suas implicações no projeto de vida de cada indivíduo, mobilizando mais de 300 estudantes. As atividades envolveram a disciplina ‘Projeto de Vida’, que propõe o desenvolvimento de tarefas que beneficiem a vida pessoal e tenham relação com a futura profissão de cada um. O conferência, que este ano tem como tema “As escolas da Bahia cuidando das águas”, acontece de 7 a 9 de maio, em Salvador.
O professor do CETEP do Litoral Sul II, Adelson Menezes, conta que já trabalhava em sala de aula com o Juventude em Ação e, com a chegada da conferência, a temática da água passou a ser discutida com mais profundidade. “Tivemos duas semanas de debates por meio dos quais foram desenvolvidos projetos para que os alunos apresentassem nesta culminância. A partir de agora, enviaremos um relatório para a Conferência Estadual e os alunos ainda continuarão aperfeiçoando os trabalhos durante o ano letivo, dentro da disciplina ‘Projeto de Vida’”, explicou.
Um dos estudante que desenvolveram o projeto, Alan Santos, 15 anos, do curso técnico de nível médio em Desenho da Construção Civil, explicou que, inicialmente, foi feita uma maquete que simula um protótipo para a retirada de lixo, tratamento da água e sua distribuição. “Trata-se de uma proposta tecnológica e futurista em que estamos pensando mais para frente mesmo. É uma forma de contribuir para a formação de profissionais mais comprometidos e conscientes”.
A aluna do curso técnico de nível médio em Logística, Evely Santos, 16, completou afirmando que a temática mobiliza muitas pessoas por ser uma preocupação universal. “Sempre temos que enfatizar que a água é vida e precisamos sempre estar atentos à sua preservação. No meu grupo, apresentamos a importância da tensão superficial da água que, devido à poluição, está prejudicando muitos insetos e animais que dependem dela para se locomover. É um desequilíbrio da natureza que pode nos prejudicar futuramente”.

Nova lei trabalhista faz desaparecer ações por danos morais e insalubridade


O DEFENSOR

Nos três primeiros meses completos de vigência da reforma trabalhista, o número de novas ações abertas na Justiça caiu à metade em relação ao mesmo período de um ano atrás – de 571 mil para 295 mil. Os processos também estão mais enxutos. Pedidos de indenização por dano moral e adicional de insalubridade e periculosidade praticamente desapareceram das listas de demanda.
A nova lei determina que, se o trabalhador perder a ação, ele terá de arcar com os honorários dos advogados (sucumbências) da empresa processada. Como os pedidos de indenização por dano moral e adicional de insalubridade e periculosidade são difíceis de serem comprovados e têm sido alvos de recusa em ações julgadas com base nas novas regras, os advogados estão orientando os clientes a não incluí-los nas novas ações ou mesmo a retirá-los de processos em andamento. A reforma acabou com a gratuidade das ações para quem tem salário mensal acima de R$ 2,2 mil.
Tradicionalmente, os processos incluíam uma lista de pedidos que iam do pagamento de horas extras e verbas rescisórias até danos morais. “Como o risco era zero, pois não era cobrado nada, havia muitos pedidos nos processos e alguns não faziam sentido, diz Fabio Chong de Lima, sócio do L.O. Baptista Advogados. “Acabaram as ações aventureiras.”
Dano moral, por exemplo, é difícil de se comprovar porque depende principalmente de testemunhas. Já o adicional de insalubridade e periculosidade requer perícia técnica indicada pelo juiz e, se o trabalhador perder a ação, tem de bancar esse custo também, nesse caso para a Justiça.
“Havia irresponsabilidade, um certo exagero de pedidos. Agora, as demandas focam em itens que o demandante pode provar”, diz Luiz Fernando Quevedo, sócio do Giamundo Neto Advogados. “Com isso, os pedidos de danos morais, que antes eram banalizados, praticamente desapareceram”, diz o advogado João Acácio Muniz Jr.
Trabalhadores que tinham ações em andamento começaram a pedir a retirada desses itens do processo. “A decisão é manter apenas o que o trabalhador realmente acredita ter direito e tem provas”, diz a sócia do CSMV Advogados, Thereza Cristina Carneiro.
Muitos escritórios estão represando processos à espera de posicionamentos do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre pontos considerados inconstitucionais. O Agamenon Martins Sociedade de Advogados tem 200 processos represados.
Com sede em São Bernardo do Campo, é um dos maiores a atuar apenas na área trabalhista. Nos últimos anos, chegou a protocolar 2 mil processos por mês. “Decidimos assumir os riscos que porventura recaiam sobre o cliente, seja no que tange à custas de honorários de sucumbências ou de perícias”, diz Agamenon Martins.

DAVIDSON MAGALHÃES É O BAIANO QUE MAIS GASTA DINHEIRO PÚBLICO NO CONGRESSO

VAL CABRAL

Existem mais de 400 parasitas na Câmara dos
Deputados e Davidson Magalhães é um deles!
Os deputados federais baianos gastaram, entre janeiro e este mês de março, R$ 2,4 milhões. E o parlamentar Davidson Magalhães (PCdoB) foi o que mais utilizou a verba a que tem direito. O comunista fez um gasto total de R$ 106,6 mil nos três meses. O mês em que mais gastou foi fevereiro, quando foram destinados quase R$ 35 mil somente em divulgação das atividades do mandato. Ronaldo Carletto (PP) é o segundo colocado no ranking dos gastos. O pepista também teve o mês de fevereiro como o de maior dispêndio, puxado pela contratação de consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos, que representaram R$ 28 mil. O deputado Daniel Almeida (PCdoB) gastou R$ 98 mil no período analisado e é o terceiro na lista. O parlamentar gastou somente em janeiro um total de R$ 63 mil, incluídos os R$ 36 mil destinados à contratação de serviços para divulgação do mandato. Com um gasto de R$ 92 mil, o petista Waldenor Pereira ocupa o quarto lugar no levantamento. Pereira também teve o mês de janeiro como o de maior custo e a maior despesa foi com divulgação das atividades parlamentares: R$ 23,3 mil. Os números são parciais, uma vez que o mês de março ainda está em curso e muitas despesas são reembolsadas dias após o efetivo consumo. No mesmo período do ano de 2017, os legisladores baianos custaram aos cofres públicos um montante de R$ 3,7 milhões.
Confira a lista completa:
Deputado (a)
Despesa
 R$            106.681,12
 R$            102.309,93
 R$              98.582,49
 R$              92.754,85
 R$              90.107,65
 R$              87.448,36
 R$              82.825,05
 R$              81.004,18
 R$              80.501,86
 R$              78.610,35
 R$              77.087,27
 R$              75.080,34
 R$              73.484,91
 R$              72.024,34
 R$              70.444,62
 R$              69.171,48
 R$              67.068,48
 R$              65.939,80
 R$              65.839,87
 R$              65.541,24
 R$              62.630,39
 R$              62.278,00
 R$              61.189,42
 R$              59.741,87
 R$              58.792,11
 R$              57.039,41
 R$              56.936,55
 R$              54.710,13
 R$              52.398,22
 R$              46.763,91
 R$              45.812,40
 R$              39.222,19
 R$              34.436,59
 R$              32.673,51
 R$              29.593,36
 R$              29.145,97
 R$              24.335,30
 R$              14.529,55
 R$                8.747,22
Total
 R$        2.433.484,29

Papa Francisco polemiza: "O inferno não existe"


O Papa Francisco disse que “o inferno não existe; o que existe é o desaparecimento das almas pecadoras”. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao fundador do jornal italiano La Repubblica, Eugenio Scalfari, publicada no último dia 29 de março. “Não existe um inferno em que sofrem as almas dos pecadores por toda a eternidade”, afirmou o pontífice. “Aqueles que não se arrependem e portanto não podem ser perdoados desaparecem”, completou o papa. As afirmações colocam Francisco em choque com o próprio Cristianismo, já que a crença na existência do Céu e do Inferno são presentes nos escritos bíblicos.