MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Quebrado, Correio aplica calote geral

 

JORNAL A REGIÃO

Abalados por um fluxo de caixa negativo e quedas sucessivas em suas receitas, os Correios deixaram de honrar o pagamento de R$ 3,7 bilhões referentes a impostos, faturas de fornecedores e compromissos com fundos assistenciais de seus colaboradores.


A estratégia de postergar os desembolsos foi estabelecida formalmente em junho, por meio de um Comitê Executivo de Contingência ligado diretamente à presidência da estatal, visando enfrentar o cenário de crise econômica. A gravidade do desequilíbrio financeiro é detalhada em relatórios internos da empresa.

Entre janeiro e setembro de 2025, a arrecadação somou R$ 16,9 bilhões, montante insuficiente para cobrir os R$ 20,6 bilhões em obrigações totais do período. Segundo a administração da estatal, caso todas as contas tivessem sido liquidadas dentro do cronograma original, o prejuízo operacional teria alcançado R$ 2,7 bilhões.

O detalhamento do passivo acumulado revela as áreas mais afetadas pelos adiamentos:

INSS patronal: R$ 1,44 bilhão

Fornecedores: R$ 732 milhões

Postal Saúde: R$ 545 milhões

PIS/Cofins: R$ 457 milhões

Remessa Conforme: R$ 346 milhões

Postalis: R$ 135 milhões

A situação se deteriorou rapidamente no segundo semestre. Em julho, o montante em aberto era de R$ 2,7 bilhões, um crescimento de quase R$ 1 bilhão em dívidas nos meses seguintes. Nesse intervalo de pouco mais de 90 dias, o débito com o INSS quase duplicou, enquanto a inadimplência de tributos federais mais que dobrou.

A diretoria atribui parte desse cenário a passivos herdados de 2024 e entraves para captar recursos no fim do último ano. Embora o terceiro trimestre tenha registrado prejuízo de R$ 6 bilhões, a cúpula financeira trabalha com uma projeção de perda contábil consolidada de R$ 5,8 bilhões para o fechamento de 2025. Com Diário do Poder

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