JORNAL A REGIÃO
Um grupo de prefeitos baianos estão discutindo as festas juninos deste ano, com foco especial na contratação de atrações artísticas. A reunião, na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador, estuda um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em parceria com o Ministério Público.
A proposta surgiu a partir de uma comissão formada por gestores de cidades conhecidas por grandes festas de São João. Participaram do encontro representantes de municípios como Serrinha, Jequié, Senhor do Bonfim, Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Ibicuí, Capim Grosso, Ipirá e Conceição da Feira.
O presidente da UPB, Wilson Cardoso, diz que a iniciativa tem como objetivo estabelecer critérios claros para os gastos, "garantindo equilíbrio financeiro, legalidade e maior transparência na aplicação dos recursos". Ele considera que a medida é "uma demanda crescente da sociedade por mais controle" nos gastos.
A proposta fixa um valor máximo de R$ 700 mil por cachê. O TAC também estabelece que artistas contratados em anos anteriores não poderão receber reajustes acima da inflação, além de limitar o aumento do orçamento total das festas juninas de 2026 ao índice inflacionário aplicado sobre os gastos de 2025, que já foram altos.
As regras incluem as contratações feitas por Parcerias Público-Privadas (PPPs), ampliando o alcance da fiscalização e evitando distorções nos cachês. "A intenção é preservar os cofres públicos e assegurar que áreas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura, não sejam comprometidas," diz a UPB.
Nenhum comentário:
Postar um comentário