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Em entrevistas na capital, o senador Ângelo Coronel, que anunciou sua saída do PSD, trata o episódio como um recomeço, uma nova trajetória. Mas revela ressentimento com o descaso do PSD com ele. O senador contou que tem propostas de filiação do PP, União Brasil, PSDB e até do MDB, que faz parte do grupo de onde saiu.
A proposta é curiosa, porque o partido é do mesmo grupo que descartou Coronel. Também porque o máximo que o MDB poderia oferecer a ele seria a vice na chapa de onde foi expulso. Por enquanto, o senador está analisando a estrutura e a proposta de cada partido e marcou uma decisão para o final de março.
“Tem convite formal aí do PP, tanto do diretório da Bahia, presidido pelo nosso querido amigo Cacá Leão, que também nos convidou; também Ciro Nogueira, presidente nacional. Temos o próprio União Brasil também que está com as portas abertas. O PSDB também com as portas abertas”, afirmou.
“Como eu tava saindo da base, então não dava para entrar num partido da base. Ficaria até um contrassenso”, disse em entrevista em Salvador. "Não dá para você cassar uma candidatura por decreto, não dá para cassar uma candidatura por capricho,” acrescentou, mandando indiretas para Otto e o PT.
“Pecou quem lançou a chapa puro-sangue há um ano atrás (Rui). Pecou quem andou externando na mídia que romperia com o governo se Coronel não tivesse vaga na majoritária (Otto). Todo mundo pecou”, e completou: “Não fui eu que, há quatro anos, disse que não disputaria mais mandato (Wagner)".
Coronel não tem pressa. “Não adianta fazer nada com velocidade e se atropelar. Apesar que já houve um atropelo para a minha pessoa, eu não posso atropelar ninguém. Eu preciso sair com muita calma, muita tranquilidade”, disse. Apesar de ser descartado de forma afrontosa, ele encara a saída do PSD de forma positiva.
“Para mim é quase um milagre o que aconteceu. A minha alegria é vida nova, entendeu? Rejuvenescer e ser, pra que a gente possa com isso me reeleger como senador e também eleger e reeleger alguns amigos que estão também nesse projeto”, afirmou, em referência inclusive aos filhos Diego e Ângelo Filho.
O plano é caminha junto e reeleger não só os dois como todos os aliados que deixarão o grupo petista com ele, sejam deputados, pré-candidatos ou prefeitos. Angelo Filho, que é deputado estadual. diz que todos estão seguindo a orientação do senador, mas é claro sobre a posição do grupo.
"Como eles não quiseram estar com a gente, limaram Coronel, rifaram ele da chapa, cabe a gente agora procurar outro partido, outra agremiação, outro grupo político que nos queira, para a gente caminhar junto, com fé em Deus e no povo, para ganhar as eleições”, afirmou.
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