MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Estudo sobre cacau vai para a Europa

 

JORNAL A REGÃO

Um novo estudo que comprova a viabilidade econômica da produção de cacau em sistemas agroflorestais será apresentado no Partnership Meeting 2026, em Amsterdam, principal encontro global do setor. A oportunidade promove o posicionamento internacional do Movimento Cacau Brasileiro.

Representantes do setor participam, de 16 a 20 de fevereiro, de uma missão institucional à Europa, que inclui reuniões nas Embaixadas do Brasil na Bélgica e União Europeia, além do Encontro Mundial do Cacau (Partnership Meeting), promovido pela Fundação Mundial do Cacau (WCF).

A delegação é formada pelo Instituto Arapyaú, CocoaAction Brasil, Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) e produtores rurais.

No encontro, o grupo apresentará experiências brasileiras com cacau em sistemas agroflorestais, modelos de financiamento associados à assistência técnica e um mapeamento de iniciativas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva.

O estudo “Viabilidade econômica de Sistemas Agroflorestais com cacau – Modelagens na Amazônia (Pará) e na Mata Atlântica (Bahia)”, desenvolvido pelo Instituto Arapyaú e o CocoaAction Brasil, analisou 11 modelos produtivos, sete na Bahia e quatro no Pará, que combinam o cacau com outras culturas e espécies florestais.

Em todos os cenários, os indicadores financeiros apresentaram desempenho positivo, com Taxa Interna de Retorno (TIR) superior à taxa de desconto, Valor Presente Líquido (VPL) positivo e renda média favorável. A publicação detalha a metodologia, modelagens econômicas e conclusões.

As modelagens incluem combinações do cacau com banana, mandioca, açaí, cupuaçu, coco e dendê, além de espécies florestais como seringueira, mogno, ipê, jatobá e andiroba. De acordo com os pesquisadores, a diversificação produtiva contribui para estabilizar a renda ao longo do tempo e reduzir riscos.

Apesar da viabilidade, o documento aponta entraves à expansão dos sistemas, como a oferta limitada de mudas e insumos, a escassez de crédito em condições compatíveis com ciclos produtivos mais longos e a baixa cobertura de assistência técnica especializada.

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