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Percival Puggina
Sempre que se fala em comunismo, surge alguém com a dúvida: “Comunismo ainda existe?”. Afinal, caiu o muro de Berlim, a União Soviética entregou os pontos após sete décadas de improdutividade e fome, partidos comunistas fecharam mundo afora enquanto outros mudaram de nome, a democracia vicejou no leste europeu, a China adotou um capitalismo selvagem (sob os olhos do Estado, claro) e os raros países ainda comunistas são geopoliticamente irrelevantes.
Então, acabou? Claro que não, comunismo é ideologia e movimento político. Você pode identificá-lo de várias formas, em muitas situações. O comunismo:
O leitor destas linhas, pessoa com discernimento, saberá que descrevo situações reais e cotidianas em todo o Ocidente e que eventuais variações, aqui ou ali, são minúcias circunstanciais. Se ponderar melhor, verá que ele, seus adeptos e seus efeitos estão nítidos por toda parte. Basta ter olhos de ver. Você o verá em cores: em verde-político, significando veneração pagã à natureza onde o ser humano é mal visto e em vermelho (que diz representar o martírio da classe operária), mas significa uma história de genocídios com mais de cem milhões de vítimas. Nunca o verá em verde e amarelo.
O comunismo do século XXI largou de mão o Marx metido a economista. Por sua utilidade na retórica direcionada à conquista do poder e subsequente imposição de silêncio à divergência, acolheu os filósofos influenciados por Marx. Segundo Olavo de Carvalho, nunca foram outros os objetivos dos comunistas em seu trânsito pela História.
Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.
Pelo jornalista Daniel Thame
Lá se vão 35 anos. Manoel Leal ainda está sentado naquela mesa da redação onde, como diria Nelson, o Gonçalves, está faltando ele. Memória, apenas memória. Manoel Leal, `el viejo Capo`, agora está num local chamado eternidade, como diria, Eduardo, o Anunciação. Citações, anunciações e memórias, passado e presente. História, num jornal feito de histórias.
O jornal A Região pode ser definido mais ou menos assim: Hélio Pólvora, escritor e jornalista de renome nacional, era o arco. Manoel Leal era a flecha, tantas vezes letal, um homem que estava longe de ser santo, mas, isso tem que ser dito e repetido, tinha infinitamente mais virtudes do que defeitos. E que não fazia tipo, não posava de vestal, não bancava um personagem. Era ele mesmo e ponto final.
Um ano depois da fundação do jornal, Hélio foi gastar seu monumental talento em outras paragens. E lá fui eu, paulista recém-chegado de São Paulo, mochileiro das estradas de nuestra America, sendo devidamente arraigado neste chão que fisga e fixa, fazer a dupla improvável com Leal, duas flechas disparando sem arco, em que muitas vezes me peguei pensando se aquilo tudo era coragem ou loucura mesmo. Opção B.
Denuncias de fraude no Vestibular da Uesc, tráfico de crianças para a Itália, falcatruas no recebimento de recursos para a lavoura cacaueira, máfia dos cartões de crédito, esquema de venda da Emasa, superfaturamento de obras públicas, tentativa de fraude nas eleições para deputado estadual e federal, vendas de sentenças judiciais, irregularidades na concessão de alvarás de taxis, etc., etc., etc. e coloca ainda uma infinidade de eteceteras, tantas foram as manchetes devidamente documentadas, produzidas ao longo dessas quase três décadas.
Digna de figurar em qualquer antologia da imprensa grapiúna no século XX, é a manchete “ACABOU!”, em letras garrafais e com direito a exclamação, determinando o que ninguém queria admitir, o cacau como riqueza inesgotável e imune a crises estava entrando para a categoria papai noel, cegonha, saci pererê e quetais.
Manoel Leal era implacável, mas não menos bem humorado. Os leitores mais antigos devem se lembrar do impagável colunista social Dick Emery, que despontou em meio aos consagrados e então semi-deuses Charles Henry, Diego Caldas, Joseph Marie, Serafim Reis, Dikas e Pedro Ivo Bacelar.
De Dick Emery, sucesso instantâneo no então resplandecente high society dos derradeiros tempos áureos do cacau, dizia-se que era por demais tímido, visto que não aparecia nos regabofes. Tímido e virtual, mesmo em tempos pré-internet, já que o tal Dick era ninguém menos que o próprio Leal, num de seus típicos acessos de ironia. Dick sumiu tão misteriosamente como surgiu. O high society, como se denota, ainda finge-se de vivo, mortinho que esteja vitimado por uma bruxa vassourenta. Aparências nada mais, diria Marcio, o Greik.
Numa noite de janeiro de 1998, um divisor de águas num Mar Vermelho de sangue e vergonha. Manoel Leal era covardemente assassinado, crime de mando que até hoje surfa nas tranquilas ondas da impunidade.
Calaram uma voz, mas ao contrário do que esperavam seus covardes algozes, não calaram o jornal. E Marcel Leal, filho de Manoel, teve que deixar a zona de conforto da Rádio Morena FM para assumir o jornal, num momento que era mais cômodo recuar do que seguir no combate.
Recuo não houve e, mesmo sem o espírito intrépido e indomável, no limite da irresponsabilidade, do pai, Marcel vem tocando o jornal com a mesma coragem de enfrentar poderosos e denunciar maracutaias em pequena e larga escala. O jornal não perdeu a sua essência. Denuncia sem medo, incomoda.
A Região, atualmente mais digital do que impresso e com uma assustador guinada à direita (e bota direita nisso) o que democraticamente respeito embora discorde, continua combativa e combatente, fugindo da mesmice e do oba-oba reinantes.
Resistir edição após edição, semana após semana, mês após mês, ano após ano. Esse é certamente o grande trunfo, a conquista a ser comemorada. Vitória de pirro, dirão os despeitados. Vitória de ´hombres`, direi eu paulista-baiano-cubano das terras do cacau por obra e graça de Manoel Leal.
Marcel Leal resiste. Desafia a lógica de parar com essa aventura insana e seguir sua vida. A Região caminha para os 40 anos, rumo a um futuro que hoje é apenas a edição seguinte, de vez em quando impressa, parida a ferro e fogo na entranha de dificuldades imensas.
Discordo (se fosse apenas para ficar no confete essas bem ou mal traçadas linhas se tornariam ponto fora da curva num jornal contestador por excelência) de seu antipetismo visceral, como ele certamente discorda do meu petismo-lulismo visceral. Algumas de suas Cartas ao Leitor poderiam figurar com louvor nas abomináveis vejas, folhas e globos da vida. Mas respeito, porque ambos sabemos como dói perder alguém tão querido pelo simples fato de exercer a liberdade de expressão.
Assim como o glorioso Barcelona é ´más que un club`, porque representa a insubmissão catalã à Espanha, A Região é mais que um jornal, embora seja uma exceção de inconformismo e coragem numa região que invariavelmente se dobra de joelhos ao mandatário de plantão.
Antonio Lopes, Rose Marie Galvão, Vilma Medina, Rosi Barreto, Domingos Matos, Davidson Samuel, Ailton Silva, Luiz Conceição, Walmir Rosário, Neandra Pina, Carlos Barbosa, Jorge Wilton, Vera Rabelo, Kleber Torres, Flávio Monteiro Lopes, Marcos Maurício, Mauricio Maron, Valério Magalhães. Balseros nessa travessia de muitas tormentas, mas inegavelmente gratificante, de fazer um jornal com alma.
E nem se diga que Manoel Leal é apenas um retrato amarelado na parede ou uma placa de metal na praça que leva seu nome. É ele essa tal alma que não deixa a chama se apagar.
Fogo aceso, segue o jogo, Marcel Leal…
Investigado por um dos maiores golpes na pandemia de covid, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), alegou em depoimento à Polícia Federal não saber inglês e, por isso, não sabia que pagou adiantado R$ 48 milhões a uma empresa de produtos à base de maconha, a Hempcare, para a compra de 300 respiradores.
Rui era o presidente do “Consórcio Nordeste”, que prometia comprar materiais de combate à pandemia, de respiradores e até vacinas. No final, não comprou nada e ainda perdeu o dinheiro na fraude. Os R$ 48 milhões pagos adiantados à Hempcare, na compra dos respiradores é apenas um dos casos, mas não o único.
Durante seu interrogatório na PF, Rui Costa apresentou desculpas fracas e caiu em contradição. Ele elegou à delegada Luciana Caires que não sabia que a empresa era de maconha nem que o pagamento tinha sido feito, apesar de assinar a autorização.
A delegada insistiu que o então secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, alvo da Polícia Federal, afirmou que Rui acompanhava essas questões de perto. Ele negou. A policial também perguntou ao governador petista por que o contrato com a Hempcare não estava no Portal da Transparência do Estado. A resposta foi "não sei".
Luciana lembrou que contratos firmados posteriormente ao da empresa de produtos de maconha já constavam no Portal. A resposta foi “não sei”, novamente. Rui alegou que “não olho todos os dias o Portal e não sei o que lançam. Isso não é função do governador”.
Sobre sua relação com Cleber Isaac, outro alvo da PF, intermediário da fraude dos respiradores entre o governo da Bahia e a Hempcare, o governador deu uma resposta inacreditável para quem conhece ele e seus amigos: “Nenhuma relação, nem familiar, nem pessoal, nem profissional".
A delegada perguntou se os dois não estariam juntos no gabinete do governador caso ela analisasse os sinais de celulares. “Este ano não. A última vez que ele teve, não lembro se no meu gabinete ou em Ondina, foi para me entregar um currículo, dizendo que estava querendo entrar no mercado de trabalho”, disse Rui Costa.
A Polícia Federal parece ter provas do encontro do governador com o intermediário. “A gente analisou um celular de uma das pessoas investigadas e nele consta o registro de que o senhor teria se encontrado, de que ele teria se encontrado com o senhor e conversado sobre a aquisição”. Rui Costa negou.
As investigações da Polícia Federal tornam ainda mais suspeitas e incompreensíveis as resistências da cúpula da CPI da Pandemia, que se recusou a investigar a corrupção no Consórcio Nordeste. Mas uma CPI da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte indiciou todos os envolvidos. Com Diário do Poder.

A Volkswagen, em sua divisão de veículos comerciais, revelou detalhes da próxima geração da picape Amarok, que até então só aparecia em teaser com esboços do produto.
Dessa vez, a VW mostrou imagens do modelo camuflado em testes dentro e fora da estrada, enaltecendo as características de 4×4 da picape média alemã.
O modelo terá versões de trabalho, sem denominação, e acesso, estas chamadas Life e Style, assim como duas versões topo de linha, sendo uma focada no off road, a Amarok PanAmericana.

Já a outra opção será Amarok Aventura, que será direcionada aos clientes que gostam de usar picapes mais no asfalto.
A Nova Amarok terá uma versão a gasolina e quatro com motor diesel, usando propulsores de quatro e seis cilindros com 2.0 e 3.0 litros.
Desses, a única indicação é que o V6 3.0 TDI (EA897) será mais potente que o atual, mas a VW também falou sobre a tração, que será 4×2, 4×4 sob demanda e 4×4 permanente.

Neste último, podemos imaginar que a versão Amarok Aventura seja a opção, uma vez que a Amarok PanAmericana precisará da variação de força para lidar com o fora de estrada.
Nas demais versões, a 4×4 sob demanda continuará como existe atualmente.
Sobre a versão a gasolina, provavelmente essa Amarok Aventura buscará um lugar ao sol para se destacar e o uso de um VR6 não seria estranho para se obter desempenho no asfalto.
A VW pode dispor até do V6 2.9 TFSI da Audi (Porsche) e isso seria um indicativo de uma Amarok “anti-Raptor” com performance de fazer inveja aos americanos.

De qualquer modo, as outras três opções diesel podem se resumir em variantes com 150, 180 ou 204 cavalos, lembrando que este último 2.0 TDI (EA288) é usado no Golf GTD.
A Nova Amarok terá 5,35 m de comprimento e 3,75 m de entre-eixos, com versões cabine simples ou dupla, levando até 1,2 tonelada na caçamba ou 3,5 toneladas em reboque.
Visualmente, terá faróis Matrix LED IQ Light e rodas aro 21 polegadas opcionais, enquanto o interior terá cluster digital e multimídia de tela grande.
Com cabine mais espaçosa, a Nova Amarok promete levar três adultos atrás com conforto e terá até 30 sistemas de assistência ao condutor, sendo 20 inéditos na picape.

R$ 0,07. Isso você não compra nem uma bala, mas você poderia levar a AvtoVAZ, maior fabricante de carros da Rússia. A empresa da marca Lada foi vendida pela Renault por apenas um rublo.
Esse é o valor exato da moeda russa no Brasil: R$ 0,068. Ou seja, está mais longe de comprar bala, o que os russos mais gastam nesse momento…
A informação veio da agência russa Interfax, que noticiou que a transferência dos 68% do controle sobre a AvtoVAZ serão passados pela Renault ao NAMI.
Este é um instituto estatal focado no desenvolvimento de automóveis e motores, que assumirá o controle da fabricante dos carros Lada, segundo o Ministério do Comércio do país.

Aparentemente, o NAMI controlará a empresa por certo tempo, visto que a Renault poderá futuramente, em algo entre cinco ou seis anos, reaver sua participação na AvtoVAZ.
Sobre a recompra da Renault, o ministério local teria informado uma cláusula dando vantagem à marca francesa na recompra da AvtoVAZ, mas suspeita-se que não será por um rublo…
Mas, quem é o NAMI? Trata-se da empresa que faz o Aurus Senat, conhecido como limusine de Putin.

O ministro russo do Comércio, Denis Manturov, disse: “Se fizermos algum investimento nesse período, também será considerado. Não haverá presentes”.
Pois é, a Renault terá que desembolsar um dinheiro para ter a Lada de volta, mas isso ainda é bem prematuro.
Agora, o NAMI será sócio da Rostec, sendo uma empresa igualmente estatal, com 32% das ações da AvtoVAZ.

Mesmo que seja entregue de bandeja ao instituto russo, a vida não será mais AvtoVAZ e muito menos para a NAMI.
Altamente dependente de peças externas, a Lada terá que nacionalizar muita coisa e modificar outras para produzir, assim como simplificar ao máximo.
A qualidade dos carros da Lada despencará e o nível de segurança, assim como o de emissão, por conta do embargo, voltará aos anos 90.
Segundo a Reuters, a Renault não comentou a informação russa.
[Fonte: Car Expert]

A linha 2023 da Volkswagen Saveiro já está no configurador da marca alemã, agora renovado, partindo de R$ 87.420.
Agora a picape leve da VW tem motor EA211 1.6 16V recalibrado para atender ao Proconve L7.
Com as mudanças feitas pela VW, que ainda não divulgou nada sobre o assunto, a Saveiro 2023 agora dispõe de 106 cavalos na gasolina e 116 cavalos no etanol, ambos a 5.750 rpm.
O torque agora é de 15,4 kgfm no primeiro combustível e 16,1 kgfm no segundo, obtidos a 4.000 rpm. A transmissão continua manual de cinco marchas.
Nessa nova proposta mecânica, a Saveiro Cross 2023 adota a mesma calibração, ante os 110 cavalos na gasolina e 120 cavalos no etanol, oferecidos anteriormente.
As versões Robust e Tredline deixaram de usar o velho EA111 1.6 VHT de 101 cavalos no derivado de petróleo e 104 cavalos no combustível vegetal.
No pacote, a Robust já vem de série com direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos, travamento central elétrico, preparação para som.
Ela tem ainda rodas de aço aro 15 polegadas com calotas e pneus 205/60 R15. Há também faróis simples com máscara escurecida, chave canivete sem controle e banco do motorista com ajuste de altura.
Com freios a disco nas quatro rodas, a Saveiro Robust com cabine dupla adiciona barras longitudinais no teto e fonte de 12V atrás.
A Trendline CS mantém a cabine simples com computador de bordo, alto-falantes dianteiros, chave canivete com controle, multimídia com bluetooth, MP3 e entradas USB, SD Card, entre outros.
Essa versão tem um pacote opcional, o Tredline Conforto com coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, câmera de ré, faróis de neblina, ganchos para amarração de carga e capota marítima.
O pacote tem ainda iluminação da caçamba, lanterna de neblina, rodas de liga leve aro 15 polegadas, sensor de estacionamento traseiro e multimídia Composition Touch com APP-Connect, saindo por R$ 8.130.
Por fim, a Saveiro Cross 2023 mantém sua proposta com controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, bancos em couro, piloto automático, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, rodas de liga leve, etc.

O Novo Kia Sportage Mild Hybrid foi confirmado para julho no Brasil durante o encontro de carros clássicos de Araxá, Minas Gerais.
A Kia também confirmou a chegada do Niro Full Hybrid, que chega em agosto.
Após o Stonic Mild Hybrid, que chegou em novembro, a Kia acelera sua eletrificação com o Sportage Mild Hybrid, que chegará com motor 1.6 TGDI de 180 cavalos a 5.500 rpm.
O torque é de 27 kgfm entre 1.500 rpm e 4.500 rpm, tendo transmissão automatizada de dupla embreagem com sete marchas e tração dianteira.
Ele possui um sistema micro-híbrido de 48 volts que ajuda a reduzir o consumo de combustível, bem como a emissão de poluentes.

Além de confirmar os dois próximos lançamentos, a Kia também anuncia que não participará do São Paulo Motor Experience, no autódromo de Interlagos, na zona sul da capital paulista.
José Luiz Gandini, presidente da Kia Brasil, diz: “Decidimos por patrocinar o evento e realizar o lançamento do novo produto durante o Brazil Classics Kia Show por entender que se trata de um espaço seletivo, ao qual participam somente pessoas apaixonadas por automóveis.
Gandini completa: “E também porque, este ano, decidimos por não participar do São Paulo Motor Experience, o antigo Salão do Automóvel. Além disso, entendemos que o lançamento do moderníssimo Sportage faz um contraste muito interessante em relação à mostra de carros clássicos, que contam a história automobilística do Brasil e do mundo”.

Com Stonic, Sportage e Niro, a Kia completará sua gama eletrificada com o EV6, totalmente elétrico.
O Niro Full Hybrid será a versão híbrida sem fonte de recarga externa, com motor 1.6 GDi Smartstream-G com motor elétrico de 44 cavalos, entregando assim 141 cavalos e 27 kgfm.
A nova geração do Niro tem ainda uma versão plug-in com motor elétrico de 60 cavalos, mas com o mesmo propulsor a gasolina. No primeiro, a bateria tem 1,32 kWh, mas o PHEV tem células de 12,9 kWh.

Enquanto o Chevrolet Equinox 2023 mexicano prepara sua chegada ao Brasil, no Canadá, o SUV de porte médio da GM sai de linha em prol da eletrificação.
Fabricado na CAMI, localizada em Ingersoll, na província de Ontário, o Equinox canadense deixou a linha de montagem, que dará lugar a veículos comerciais elétricos.
Estes são os modelos Zevo 400 e Zevo 600 da BrightDrop, uma nova marca de veículos que a GM criou para atuar no transporte de mercadorias nos centros urbanos.
Como havia prometido antes, a GM decidiu pelo Canadá para a fabricação dessa dupla de pequenos caminhões com baú integrado, que serão totalmente elétricos.
Os modelos Zevo 400 e Zevo 600 – rebatizados há algum tempo – possuem um conceito modular de pequenos baús móveis conectados para distribuição de encomendas.

Já tendo sido feito em San Luis de Potosí, o Equinox continua sua produção no México, mas em Ramos Arizpe.
No entanto, essa última planta da GM passará por uma extensa mudança de modo a produção veículos elétricos.
Isso significa que o Equinox voltará ao norte do México para atender a demanda pelo SUV nas Américas.
Marissa West, presidente e diretora-gerente da GM Canadá, disse: “CAMI Assembly está desempenhando um papel fundamental na visão da GM para um futuro de zero emissões”.

West falou ainda: “Planejamos reequipar nossa fábrica de Ingersoll em tempo recorde para apoiar o início da produção do BrightDrop EV no Canadá antes do final do ano”.
Com baú de 16.990 litros, o BrightDrop Zevo 600 tem autonomia de 400 km e com dois motores elétricos, sendo um em cada eixo.
Já o Zevo 400 tem 11.326 litros de espaço útil e terá o mesmo alcance, usando igualmente as baterias Ultium, mesma tecnologia dos automóveis da GM para os EUA.
No caso do Equinox, a geração atual será substituída por um novo crossover elétrico no mercado americano, mas na China, ele pode assumir um formato mais convencional.
[Fonte: GM Authority]

Na Agrishow 2022, a Nissan aproveitou para lançar a Frontier Attack 2023, trazendo novamente a versão famosa da picape japonesa, custando R$ 263.690.
Amplamente renovada, a Nissan Frontier Attack 2023 vem com detalhes personalizados, como maçanetas externas, retrovisores, estribos laterais e rack de teto em preto, além dos faróis de máscara negra.
As rodas de liga leve aro 17 polegadas também vêm na mesma tonalidade, tendo ainda santantônio personalizado e estribos laterais para facilitar o ingresso na cabine.
Por dentro, a Nissan Frontier Attack 2023 vem com itens de destaque, como cluster com display TFT de 7 polegadas, multimídia com tela de 8 polegadas e projeção para Android Auto e CarPlay.
Além disso, a Frontier Attack 2023 tem caçamba com 1.054 litros e capacidade de carga de 1.043 kg, com motor diesel 2.3 biturbo de 190 cavalos e 45,9 kgfm.
Com transmissão automática de sete marchas e tração 4×4 com reduzida, a Nova Frontier Attack ressurge para reforçar as vendas das versões mais simples da picape média da Nissan.
Entre os equipamentos, destaque para controles de tração e estabilidade, assistente de rampa, controle de descida, seis airbags, faróis de neblina, direção hidráulica, câmera de ré, bancos em tecido, ar condicionado manual, entre outros.
A Frontier 2023 é oferecida nas versões S manual com tração 4×4, Attack automática 4×4, Platinum automática 4×4 e Pro4X automática 4×4, sendo que a primeira tem 163 cavalos, enquanto as demais com os mesmos 190 cavalos mencionados.
A Pro4X é a mais completa e chama atenção por seu conjunto ótico full LED com quatro projetores e mais luzes diurnas em LED num formato de arco.
Esta tem bancos em couro, sendo os dianteiros Gravidade Zero, ar condicionado dual zone, entrada presencial, botão de partida, monitoramento em 360 graus, teto solar elétrico, controle de cruzeiro e retrovisores com rebatimento elétrico.
Na Frontier Pro4X tem ainda alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência, alerta de mudança de faixa, alerta de ponto cego e de tráfego traseiro, alerta de fadiga, entre outros.

(Ford/Divulgação)
Desde que a Ford fechou suas fábricas no Brasil, a marca norte-americana resolveu deixar de ser uma fabricante de modelos de baixo custo para engrenar numa onda premium. Nos Estados Unidos, a marca de luxo da Ford Motor Company se chama Lincoln. Mas por aqui, os carros da marca adquiriram um status de automóveis da realeza.
De fato, a marca comercializa produtos mundanos dos Estados Unidos, mas que estão muito à frente do padrão de qualidade nacional. Razões que fazem com que ela posicione seu portfólio num patamar superior e atinja um público que ainda pode gastar de R$ 250 mil a R$ 500 mil num automóvel. É o preço que se paga para ter um pedacinho da América na garagem.
E depois de importar o Bronco Sport, Mustang Mach 1 e Maverick, a Ford agora se prepara para trazer a picape F-150. A gigante chega para disputar terreno no segmento mais alto das caminhonetes, onde a rival Ram vendeu quase 3 mil unidades em 2021.
A marca confirmou a chegada para 2023. O anúncio foi feito durante um evento agrícola, que é o público alvo dessa picape, assim como as concorrentes da marca do carneiro maltês. </CW>
A F-150
A Ford F-150 faz parte da família F-Series. Trata-se do modelo mais vendido nos Estados Unidos há mais de 40 anos. Os volumes dessa picape humilham qualquer outro automóvel. É um carro que já vendeu mais de um milhão de unidades por ano e em seus piores momentos não ficou abaixo das 400 mil unidades.
A Ford, no entanto, ainda não bateu o martelo de qual será a versão e nem mesmo do pacote de conteúdos que a picape terá por aqui. Mas, a julgar pela estratégia de todos as marcas que apostam em importados por aqui, ela irá trazer o que há de mais sofisticado, para justificar o preço elevado.
Assim, podemos limitar em duas versões: Lariat e King Ranch. Nos Estados Unidos, seus preços variam de US$ 48 mil a US$ 59 mil, que numa conversão direta daria algo em torno de R$ 237 mil e R$ 291 mil. Com todos os custos de importação somados, podemos imaginar que hoje, os valores girariam em torno de R$ 400 a R$ 550 mil.
Motores
Por lá, a F-150 é oferecida com motores V8 5.0 (igual ao do Mustang) ou V6 EcoBoost 3.5, ambos a gasolina. Há também uma opção híbrida, assim como configurações 4x2 e 4x4, além de transmissão automática de 10 marchas.
Por aqui, a turma do agro gosta de motor diesel, o que não é oferecido por lá, nem mesmo linha Super Duty, que conta com as versões F-250, F-350 e F-450, que podem equipadas com gigantescos V8 de 6.3 e 7.3 litros.
Resta saber como ela irá resolver essa questão, pois a Ram oferece um generoso Cummins turbodiesel para os modelos 2500 e 3500. Mas sejamos francos, a Ford deveria mesmo trazer a versão Raptor. Pois trata-se de um carro de nicho, com comportamento esportivo e com argumentos mais emocionais para convencer um consumidor endinheirado a pagar US$ 70 mil dólares num dinossauro sobre rodas.

(VW/Divulgação)
O conceito de carro do povo da Volkswagen já deixou de existir faz tempo. A marca alemã acaba de lançar a linha 2023 do Jetta GLI. A versão esportiva do sedã montado no México tem como destaque a nova caixa de dupla embreagem e sete velocidades. A transmissão substitui a antiga unidade DSG de seis marchas. Com leves ajustes nos para-choques, o modelo é oferecido por R$ 216.990.
Trata-se de um valor elevado quando se trata de um sedã médio. No entanto, conta a favor do GLI seu motor TSI 350 2.0 de 231 cv e 35 kgfm de torque. A unidade ganhou um cavalo-vapor a mais em relação à linha anterior.
Mas, sejamos francos, é um dos esportivos menos caros do mercado e um carro irrepreensível para quem busca alta performance. Além do motor apimentado, o sedã ainda conta com suspensão independente com acerto esportivo e generosos discos de freios de 312 mm (frente) e 300 mm (atrás). Tudo isso garante um comportamento invejável ao GLI.
Os retoques visuais foram mínimos. Na dianteira, o para-choque recebeu novos nichos nas extremidades. Já na traseira, ele ganhou novas molduras na parte inferior que adornam as ponteiras duplas do escapamento.
Interior
O interior também não mudou muito. Equipado com quadro de instrumentos digital, ar-condicionado eletrônico de duas zonas, ajuste de comportamento dinâmico e tudo mais que já era visto na linha passada. A novidade foi a inclusão da central eletrônica VW Play.
Esse multimídia, que estreou no Nivus em 2020, permite conexão sem fio com smartphones e ainda conta com download de aplicativos nativos. Completa o conjunto, o controle de cruzeiro adaptativo (ACC), monitor de permanência em faixa e alerta de ponto cego.
O acabamento é invocado, com tonalidade preta nos carpetes, forro de teto e no couro dos bancos. Apliques em vermelho seguem o padrão do exterior. Ele ainda pode ter iluminação ajustada, inclusive com tom avermelhado que transforma o sedã numa boate

(CBMM/Divulgação)
O Rali dos Sertões completa este ano três décadas como uma das provas mais desafiadoras do automobilismo. E para celebrar a marca, que coincide com o bicentenário da independência do Brasil, a edição será especial, com mais de 7 mil quilômetros cortando o país de ponta a ponta.
O rali terá largada em Foz do Iguaçu (PR) e terá linha de chegada em Salinópolis (PA), sendo que serão quase 5 mil quilômetros de estágios especiais. “Chegou o nosso grande momento, o ano histórico de comemoração dos 30 anos deste rali, que coincide com a celebração do bicentenário da Independência do Brasil.</CW><CW-5> O Sertões tem como objetivo revelar um Brasil que poucos brasileiros conhecem, através do esporte e de experiências em lugares fascinantes. É sinônimo de aventura e orbita nos sonhos de muitas pessoas. Trabalhamos muito para chegar até aqui e é motivo de muito orgulho poder anunciar esse super roteiro, o maior do mundo! Vamos fazer um tributo ao nosso país”, explica o CEO do Sertões, Joaquim Monteiro.
E para encarar um desafio tão pesado é preciso resistência e eficiência. Para isso a Giaffone Racing se uniu a CBMM, empresa mineira especializada em produção de nióbio, para desenvolver um UTV (um tipo de bugue off-road) que fosse capaz de percorrer grandes distâncias sem a necessidade de um volume muito elevado de combustível, o que elevaria demais o peso do veículo e comprometeria sua competitividade.
Assim, o time desenvolveu peças estruturais que com ligas metálicas que levem nióbio. Elas elevaram a rigidez a torção, sem impactar no peso total do UTV. Batizado de EXO Nb-Hybrid, o veículo utiliza motorização híbrida, que combina uma unidade a combustão, abastecida com etanol e um módulo elétrico.
“O Sertões, como principal evento do automobilismo off-road realizado no Brasil, é a plataforma ideal para mostrarmos as tecnologias que somos capazes de desenvolver no país, em terras mineiras. Estamos muito felizes em representarmos, juntos da Giaffone Racing, a bandeira da indústria automobilística e da tecnologia nacional nessa edição especial em homenagem ao bicentenário da independência do nosso país”, afirma o gerente de Marketing e Comunicação da CBMM, Giuliano Fernandes

(Porsche/Divulgação)
O Porsche 911 é um dos carros mais emblemáticos da indústria. Está em linha há 61 anos e ostentou apenas duas carrocerias, que receberam várias gerações. Cada vez mais potente, rápido e sofisticado, o Nine Eleven, como dizem os gringos, é um ícone.
Mas esse baluarte perdeu boa parte de sua “pureza” com o implemento de tecnologias e comodidades. Transmissões automáticas, tração integral, gerenciamento eletrônico, assistentes de condução tiraram um pouco do brilho do 911. Brilho que a marca quer recuperar com o 911 Sport Classics.
Trata-se de uma edição limitada a 1.250 unidades, que tem como espelho o lendário Carrera RS 2.7 de 1972, considerada como a melhor versão já criada para o 911. Claro que a Porsche não abriu mão de sua tecnologia e nem dos sistemas de segurança que são obrigatórios para homologar um automóvel. Mas ela retirou o máximo que pode de intervenções eletrônicas.
Raiz
Na prática, ele é um 911 Turbo S, topo de linha da gama urbana, mas com jeitão raiz. A começar pela transmissão. Esse 911 utiliza caixa manual de sete marchas combinada com tração traseira. Para quem não sabe, o Turbo há muito utiliza tração integral, que rouba um pouco do “perigo” que é guiar um 911.
O Sport Classic utiliza motor boxer 3.7 biturbo de 550 cv e 61 kgfm de torque, além da carroceria alargada do Turbo. A suspensão foi recalibrada e ficou ainda mais firme e com altura reduzida em 10 mm.
Já os freios utilizam composto de cerâmica nos discos, para garantir que esse monstro consiga ancorar. Tudo isso faz dele um carro purista, como era o RS há 50 anos.
Visualmente ele se destaca pelas belas rodas, com desenho das clássicas Fuchs dos anos 1960, mas com aros 20 e 21 polegadas. Outro elemento retirado do passado foi o aerofólio tipo “Duck Tail”, ou rabo de pato. Fixo, ele não tem esses modernismos de asa móvel, como na maioria das versões atuais.
Interior
Por dentro, o Sport Classic é vintage. Bancos com revestimento em couro e tecido xadrez. O pedal da embreagem e a grelha das marchas desenhadas no pomo do câmbio indicam que não se trata de um carro para iniciantes.
Mas ele mantém as comodidades de um carro de luxo. Recursos como quadro de instrumento digital (que simula os cinco mostradores dos antigos 911), assim como multimídia com conexões com telefones, freio de estacionamento eletrônico e climatização digital estão lá.
Enfim, este é um Porsche para chamar de seu... Desde que você tenha 270 mil euros e bom relacionamento com os vendedores da marca