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terça-feira, 14 de julho de 2026

Pilotos, não promessas: como transformar IA em resultado de negócio

 

Twilio

Pilotos, não promessas: como transformar IA em resultado de negócio

Por José Eduardo Ferreira*

A inteligência artificial deixou de ser uma aposta e passou a ocupar o centro das estratégias de negócio. Para as empresas, a questão já não é se vão adotá-la, mas como fazer isso com segurança, capturando valor de forma consistente e mantendo a agilidade necessária para evoluir em um cenário de mudanças contínuas. Nesse contexto, a resposta costuma ser mais simples do que parece: começar pequeno, com iniciativas controladas que permitam aprender antes de escalar.

Em um mercado marcado pela velocidade das mudanças, os projetos piloto se consolidaram como uma das formas mais eficazes de incorporar novas tecnologias. Em vez de grandes implementações de uma só vez, eles permitem testar, aprender, falhar rapidamente e ajustar antes de escalar para toda a organização. Mais do que reduzir riscos, ajudam a estabelecer uma cultura de aprendizado contínuo, o que é especialmente relevante quando falamos de inteligência artificial.

Diferentemente de outras ondas tecnológicas, a IA evolui em ritmo acelerado. Novos modelos surgem em questão de meses, as capacidades se expandem rapidamente e as expectativas dos clientes acompanham esse movimento. Nesse cenário, estratégias rígidas tendem a perder fôlego antes mesmo de saírem do papel. Não por acaso, as organizações mais maduras têm priorizado arquiteturas flexíveis e modelos de adoção que permitam incorporar inovação de forma contínua.

Um levantamento global da Twilio mostra que 81% das empresas já combinam diferentes modelos de IA conforme a necessidade de cada área de negócio, deixando para trás a ideia de uma solução única. Além disso, 65% apontam que arquiteturas modulares facilitam a evolução gradual, sem a necessidade de substituir sistemas existentes. Na prática, isso significa criar as condições para evoluir continuamente — e os projetos piloto são a forma mais concreta de fazer isso acontecer.

Na prática, um piloto permite atacar um problema específico com foco e rapidez. No atendimento ao cliente, por exemplo, a IA pode automatizar a triagem inicial, identificar o motivo do contato e sugerir respostas, liberando os atendentes para interações mais complexas e aumentando a eficiência da operação.

À medida que a maturidade avança, a tecnologia passa a apoiar decisões mais estratégicas, ajudando a identificar padrões de comportamento, gargalos recorrentes e oportunidades de melhoria ao longo da jornada do cliente. A evolução acontece por etapas, com ganho acumulado de conhecimento e ampliação progressiva do papel da IA dentro da organização.

Cada interação vira aprendizado. Os dados refinam os modelos, expõem limitações, indicam novas oportunidades de automação e sustentam decisões baseadas em evidência, em vez de expectativa. Ao mesmo tempo, as equipes ganham familiaridade com as ferramentas, reduzindo resistências e fortalecendo uma cultura de inovação orientada a resultados.

Há também um impacto direto na alocação de recursos. Ao validar casos de uso antes de grandes investimentos, os pilotos ajudam a direcionar esforços para aquilo que realmente gera retorno. Em um ambiente de evolução acelerada, testar antes de escalar deixa de ser cautela e passa a ser vantagem competitiva.

Os dados da pesquisa também expõem um ponto de atenção. Embora 90% das empresas acreditem oferecer boas experiências com IA conversacional, apenas 59% dos consumidores concordam. Esse descompasso mostra que implementar tecnologia não é o mesmo que entregar valor. No fim do dia, o sucesso da IA está menos na sofisticação dos modelos e mais na sua aplicação em problemas reais.

É nesse ponto que o modelo híbrido ganha força. A IA funciona melhor quando adiciona uma camada de inteligência aos processos existentes - traz contexto, velocidade e personalização, enquanto as pessoas seguem responsáveis pelas decisões críticas e pela construção de confiança com o cliente.

Os movimentos do mercado reforçam essa direção. Segundo a Twilio, 99% das empresas pretendem evoluir suas estratégias de IA conversacional no próximo ano, com foco em personalização, integração entre canais, automação inteligente e experiências mais proativas. Nada disso acontece de uma vez. São ciclos contínuos de teste, aprendizado e evolução, que são viabilizados pelos projetos piloto.

Entrar na era da inteligência artificial, portanto, não é apostar todas as fichas em uma única tecnologia. É construir uma organização capaz de testar, aprender, adaptar e evoluir continuamente.

Na corrida da IA, é importante se aliar a parceiros que capacitem sua organização e que sejam agnósticos, permitindo conexões tecnológicas que considerem a complexidade da orquestração de dados e CX, mas mantendo a liberdade de escolha do "cérebro" que vai guiar o atendimento. 

*José Eduardo Ferreira é Vice-Presidente Regional de Vendas para a América Latina da Twilio.

Sobre a Twilio  

A Twilio (NYSE: TWLO) é a infraestrutura para o engajamento do cliente na era da IA. Ao combinar comunicações globais, memória e orquestração de IA com identidade, governança e observabilidade, a Twilio permite que as empresas ofereçam conversas contínuas, contextuais, pessoais e seguras em todos os canais e participantes — humanos ou IA.

Em mais de 180 países, centenas de milhares das empresas mais inovadoras — desde as empresas da Fortune 500 até startups — e milhões de desenvolvedores confiam na plataforma global da Twilio em mensagens, voz, e-mail e muito mais, para impulsionar experiências confiáveis do cliente que geram resultados reais.

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