Paciente alega que espera, há 10 dias, retirada de restos de placenta do útero. Ela aguarda uma nova curetagem para que possa ter alta.
"O parto foi na terça-feira e ainda no centro cirúrgico passei por três curetagens manuais. Depois fizeram uma ultrassonografia e viram que ainda tinha placenta na minha barriga. Na quinta-feira, mais uma curetagem e aí me deram alta na sexta-feira. No sábado voltei à maternidade com febre alta, sangramento e muitas dores. Isso é negligência. Estou inconformada", afirma a paciente.
A família diz que o parto foi realizado por um enfermeiro, pois não havia médico na maternidade quando a mãe chegou para o nascimento do bebê, com 39 semanas e quatro dias de gestação. A paciente afirma que já tomou muitas injeções que, segundo os médicos, seriam para contrair o útero na tentativa de expulsar os restos placentários.
(Foto: Suzi Rocha/G1)
A diretora da Maternidade Municipal Mãe Esperança, Cláudia Rech, disse que Juliana não tomou os remédios prescritos pelos médicos de forma correta. "O que aconteceu com ela não é raro, a placenta calcificou e se aderiu ao útero. Estamos prestando toda a assistência necessária, mas ela sabe que deixou de tomar um antibiótico importante quando teve alta pela primeira vez, após o parto que foi realizado por um enfermeiro obstetra habilitado para este tipo de atendimento", disse a diretora da maternidade.
A irmã da paciente a acompanha no hospital desde o nascimento do bebê e diz que é servidora pública e está faltando ao trabalho. "Já são dez dias de sofrimento. A diretora disse que eu posso entrar com um processo e aí vão abrir uma sindicância para apurar os fatos, mas que se eu levasse o caso à imprensa estaria colocando em risco o atendimento de diversas mulheres. Não acho justo que todas sofram caladas", disse a tia do bebê, que também não quis se identificar.
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