Em julho, grupo havia se comprometido a deixar o terreno na capital paulista.
Após acordo, serão construídas 2,6 mil apartamentos populares no local.
O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, disse ao G1 na época que o movimento concordou em desocupar a área mediante o compromisso de todas as esferas de viabilizar a construção de cerca de 2,6 mil apartamentos populares no mesmo local. Ele ressaltou que a saída do grupo é necessária porque a Caixa Econômica Federal não pode comprar uma área ocupada.
No acordo, a empresa dona da área também se comprometeu a firmar opção de compra e venda no prazo de 30 dias. Após a desocupação neste domingo, os integrantes do movimento fizeram uma passeata até a Arena Corinthians. De acordo com a Polícia Militar, duas mil pessoas caminharam até o estádio em Itaquera.
O empreendimento habitacional no terreno da Copa do Povo contará com recursos federais do programa federal Minha Casa, Minha Vida (MCMV) com complemento de subsídio do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo. Em maio, às vésperas da abertura da Copa do Mundo em Itaquera, a presidente Dilma Rousseff visitou o estádio e recebeu representantes do MTST.
Na ocasião, ela prometeu atender, por meio do Ministério das Cidades, as reivindicações dos manifestantes por construção de moradia na ocupação. Em junho, a Câmara de Vereadores aprovou um projeto de lei que tratava da regularização da ocupação Copa do Povo.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), sancionou com vetos a lei, que possibilita a construção da habitação popular. O texto original do projeto foi redigido em meio a negociações realizadas pouco antes da aprovação da revisão do Plano Diretor.
A partir da sanção da lei, criam-se condições legais para a construção de moradias populares no terreno ocupado: a Prefeitura ou o governo federal podem incluir o terreno e seus invasores em programas habitacionais. Os sem-teto pretendem que a construção de moradias ocorra pelo Minha Casa, Minha Vida Entidades.
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