MEDIÇÃO DE TERRA

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Paraguai, México e Colômbia: como esses países atraem empresas brasileiras?

 


Por Cássio Menezes e Guilherme Kleinert 

Paraíso das compras. Durante anos, esse foi o principal motivo da ida de brasileiros ao Paraguai. Mas essa realidade mudou. Hoje, vemos cada vez mais empresários cruzando a Ponte da Amizade incentivados pela busca por um ambiente de negócios que oferece benefícios fiscais e custos operacionais reduzidos. Não à toa, dados internos indicam que mais de 200 empresas nacionais já estão em atividade no país vizinho. 

Embora a capital paraguaia esteja nos holofotes, a Colômbia também tem gerado forte atratividade. De acordo com a revista britânica The Economist, a economia colombiana registrou, em 2025, o melhor desempenho da América Latina e o quarto melhor do mundo. 

Por falar em vizinhança, não podemos deixar de lado o México. Desde 2023, o país vive um forte boom industrial impulsionado pelo nearshoring (a relocalização de cadeias produtivas para mercados próximos ao consumidor final). A nação segue atraindo investimentos estrangeiros em automação, setor automotivo e tecnologia. No quarto trimestre de 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi), o PIB cresceu 0,8%, revertendo a contração de 0,3% registrada no terceiro trimestre do ano passado. 

Certamente, esse breve histórico ajuda a demonstrar o que torna essas nações atrativas para o mercado brasileiro: vantagens tributárias, custos laborais competitivos e leis trabalhistas menos burocráticas. Contudo, por mais que o processo de internacionalização pareça simples, cada mercado possui particularidades que precisam ser respeitadas. Entre os principais passos para o sucesso, destacam-se: 

#1 Estudo de mercado: Antes de realizar a mudança, é fundamental analisar a viabilidade da expansão. Apesar de sermos latino-americanos, existem barreiras que vão desde a língua até diferenças culturais que precisam ser ponderadas na escolha do destino. 

#2 Avaliação da cultura local: Complementando o tópico anterior, a expansão internacional não é uma mera replicação. Por mais que existem semelhanças por pertencermos ao mesmo continente, cada mercado possui processos específicos e legislações próprias que exigem conformidade total (compliance). 

#3 Gestão de questões legais e burocráticas: Após o reconhecimento do mercado, a organização precisa estruturar a operação — desde a abertura do CNPJ até a viabilização de contas bancárias. Na prática, são tarefas que envolvem assinaturas, traduções juramentadas e validações que exigem rigor técnico. 

#4 Estabelecimento de operações rotineiras: Com a empresa constituída, é necessário recrutar mão de obra, gerenciar a contabilidade, exercer a gestão fiscal e instituir a tesouraria local. A falta desse gerenciamento pode resultar em multas e prejuízos que comprometem o desenvolvimento da operação. 

#5 Escolha do parceiro ideal: São diversas etapas e, nesse sentido, contar com uma consultoria que ofereça serviços integrados em todas as fases da internacionalização é uma estratégia inteligente para reduzir custos e mitigar riscos. 

Essa jornada não precisa ser um "bicho de sete cabeças", mas o apoio de especialistas é crucial para uma caminhada assertiva. O movimento de empresas brasileiras expandindo para países vizinhos deve se tornar ainda mais recorrente, pois as vantagens vão desde a diversificação cambial até o acesso a novos mercados, garantindo sustentação em caso de adversidades econômicas no Brasil. 

O crescimento da Colômbia e do México, somado à migração para o Paraguai, elucida que as companhias brasileiras não precisam ir longe para se internacionalizar. A América Latina oferece um mar de oportunidades, mas, para aproveitá-las, é preciso saber remar a favor da maré. 

Cássio Menezes é Sales Manager na H&CO Brasil. 

Guilherme Kleinert é Global Expansion Advisor na H&CO. 

Sobre a H&CO:  
https://www.hco.com/   

A H&CO é uma das principais empresas internacionais de consultoria em tecnologia e terceirização de serviços profissionais. Com 30 anos de história, a empresa está presente em 29 países com mais de 900 pessoas comprometidas em prestar serviços de qualidade em contabilidade, impostos internacionais, implantação de soluções SAP, gestão de entidade global, entre outros.    



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Cássio Menezes, Sales Manager na H&CO Brasil.
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Guilherme Kleinert, Global Expansion Advisor na H&CO
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Marília Cardoso
Assessoria de Imprensa

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