JORNAL A REGIÃO
A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau criticou a suspensão da importação de amêndoas da Costa do Marfim. Em nota, reconheceu a “preocupação legítima do governo federal”, mas alertou que o Brasil não produz cacau suficiente para atender a demanda interna.
Segundo a AIPC, a importação é necessária para garantir funcionamento das fábricas e abastecimento do mercado. A associação enfatiza que o preço da amêndoa é definido no mercado internacional, com base nas bolsas globais e nas condições de oferta e demanda.
A entidade classificou como “equívoco” atribuir a responsabilidade pela formação dos preços à indústria nacional. De acordo com a entidade, esse tipo de iniciativa “não enfrenta as causas reais do problema” e pode provocar redução da moagem, paralisação de unidades, perda de empregos e queda na arrecadação.
A associação alertou ainda para o risco de comprometimento das exportações brasileiras de derivados de cacau. A AIPC propôs a instalação imediata de uma mesa técnica com participação de indústria, produtores e governo para construir “soluções estruturais, eficazes e sustentáveis” para o setor.
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