Por que um empresário, com um mínimo de bom senso e discernimento,
pagaria menos a Maria do que a João, sabendo que aquela é mais produtiva
e lhe trará maiores retornos do que este? Artigo de José Luiz Mauad,
presidente do Instituto Liberal:
Estranhamente, nunca vi ninguém reclamar que o mundo da moda paga
muito melhor às modelos do que aos modelos. Vocês conhecem algum modelo
masculino ou gay que receba salários iguais aos da Gisele Bünchen?
Empresários da moda, assim como quaisquer empresários, estão
interessados na lucratividade dos seus respectivos negócios e, portanto,
escolherão os melhores e mais produtivos. Se os melhores forem negros,
eles os contratarão a peso de ouro. Se forem mulheres, idem.
Parafraseando Deng Xiaoping, para os gananciosos empresários, não
importa a cor ou o sexo dos gatos, desde que peguem os ratos – e encham
seus bolsos de dinheiro, claro.
A liberdade de mercado já demonstrou ser o melhor remédio contra os
preconceitos e a discriminação, entre outras coisas porque discriminar
funcionários, seja pela cor da pele, pelo gênero ou pela religião
significa lucrar menos. A própria vocação do livre mercado, cujos
incentivos nos levam a não desprezar os bons negócios, assegura que os
gananciosos empresários pagarão mais a quem lhes der melhores retornos.
Por que um empresário, com um mínimo de bom senso e discernimento,
pagaria menos a Maria do que a João, sabendo que aquela é mais produtiva
e lhe trará maiores retornos do que este? Simplesmente, não faz
sentido. Afinal, como sustenta a própria esquerda em suas diatribes
anticapitalistas, os empresários são, por natureza, gananciosos – e
ganância é o tipo do troço que não combina com qualquer tipo de
preconceito.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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