MEDIÇÃO DE TERRA

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quinta-feira, 14 de março de 2019

MP não descarta ação de organização criminosa na tragédia de Suzano

POLITICA LIVRE
Foto: Reprodução/Facebook

G.T.M. postou em sua página no Facebook 30 fotos com máscara de caveira – semelhante à encontrada na escola – e arma
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, afirmou nesta quinta, 14, que o Ministério Público não descarta a possibilidade da atuação de uma organização criminosa na tragédia de Suzano, na Grande São Paulo. No mesmo dia do ataque, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi escalado para atuar nas investigações. “Iremos fazer uma investigação ampla em todas as linhas para saber como eles tiveram acesso às armas, se há um grupo que atua com eles, se há uma rede de comunicação entre eles, as motivações e a forma do crime”, afirmou Smanio. “Não descartamos nada. Se tiver outras pessoas envolvidas, vamos alcançar essas pessoas” Segundo o procurador-geral, o Ministério Público vai atuar com o núcleo de investigações cibernéticas do Gaeco para averiguar os contatos mantidos pela internet de Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e o adolescente G. T. M., de 17. Os dois foram os autores do ataque que deixou oito vítimas na Escola Estadual Raul Brasil na manhã de quarta, 13. Os rapazes faziam parte de fóruns na internet ligados a videogames de violência. Logo após o ataque, surgiram indícios da participação dos autores em um fórum virtual conhecido como Dogolachan, um grupo de ódio na deep web – espaço da internet inacessível por navegadores comuns e com menos regulação. O fórum já foi alvo de uma operação da Polícia Federal que resultou na prisão de Marcelo Valle Silveira Mello, apontado como um dos líderes do fórum. Ele já havia sido preso em 2012 e voltou à cadeira em maio do ano passado na Operação Bravata e condenado em dezembro pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, pelos crimes de associação criminosa, racismo, coação, incitação ao cometimento de crimes e terrorismo.
Estadão

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