Foto: Reprodução/Facebook
G.T.M. postou em sua página no Facebook 30 fotos com máscara de caveira – semelhante à encontrada na escola – e arma
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio,
afirmou nesta quinta, 14, que o Ministério Público não descarta a
possibilidade da atuação de uma organização criminosa na tragédia de
Suzano, na Grande São Paulo. No mesmo dia do ataque, o Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi escalado para atuar
nas investigações. “Iremos fazer uma investigação ampla em todas as
linhas para saber como eles tiveram acesso às armas, se há um grupo que
atua com eles, se há uma rede de comunicação entre eles, as motivações e
a forma do crime”, afirmou Smanio. “Não descartamos nada. Se tiver
outras pessoas envolvidas, vamos alcançar essas pessoas” Segundo o
procurador-geral, o Ministério Público vai atuar com o núcleo de
investigações cibernéticas do Gaeco para averiguar os contatos mantidos
pela internet de Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e o adolescente G.
T. M., de 17. Os dois foram os autores do ataque que deixou oito
vítimas na Escola Estadual Raul Brasil na manhã de quarta, 13. Os
rapazes faziam parte de fóruns na internet ligados a videogames de
violência. Logo após o ataque, surgiram indícios da participação dos
autores em um fórum virtual conhecido como Dogolachan, um grupo de ódio
na deep web – espaço da internet inacessível por navegadores comuns e
com menos regulação. O fórum já foi alvo de uma operação da Polícia
Federal que resultou na prisão de Marcelo Valle Silveira Mello, apontado
como um dos líderes do fórum. Ele já havia sido preso em 2012 e voltou à
cadeira em maio do ano passado na Operação Bravata e condenado em
dezembro pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara da
Justiça Federal de Curitiba, pelos crimes de associação criminosa,
racismo, coação, incitação ao cometimento de crimes e terrorismo.
Estadão
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