Departamento de Justiça americano abriu investigação criminal para
apurar possíveis desvios; enquanto isso, SBM Offshore admitiu pagamento
de subornos no País
por Redação
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publicado CARTA CAPITAL
Arte: CartaCapital
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos
abriu uma investigação criminal para apurar suspeitas de corrupção e de
desvios de recursos da Petrobras em favor de políticos e funcionários
públicos, informou o jornal britânico Financial Times.
Como a estatal brasileira tem ações negociadas na Bolsa de Valores de
Nova York, ela está sujeita à legislação americana. “Faz parte da regra
do jogo”, resumiu Dilma Rousseff, durante escala no Catar, antes da
chegada à Austrália para a reunião do G-20.
E há outras frentes internacionais. Na Holanda, a SBM
Offshore, fabricante de plataformas petrolíferas, fechou um acordo de
240 milhões de dólares com o Ministério Público de seu país após admitir
o pagamento de subornos na Guiné Equatorial, em Angola e no Brasil. Em
abril, a empresa reconheceu ter distribuído cerca de 200 milhões de
dólares em comissões para agentes públicos entre 2007 e 2011.
À época, a Petrobras informou não ter encontrado indícios
de pagamento de propina a seus funcionários. Agora, a
Controladoria-Geral da União abriu um novo procedimento investigatório. A
SBM procurou o órgão para fazer um acordo de leniência. Está disposta a
colaborar com as investigações para voltar a fazer negócios no Brasil.
Após seis adiamentos, a Comissão de Constituição e Justiça
da Câmara rejeitou, na terça-feira 11, um recurso do deputado André
Vargas, ex-PT, e confirmou o parecer do Conselho de Ética pela sua
cassação. O processo por quebra de decoro irá a Plenário, com votação
aberta. Vargas é acusado de associação com o doleiro Alberto Youssef,
preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Segundo a PF, Youssef
comandou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou 10 bilhões de
reais, boa parte deles desviada de contratos da Petrobras.
Na sexta-feira 14, a Polícia Federal deu início à sétima fase da Operação Lava Jato, que deu origem à prisão de, entre outros, Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, Sergio Cunha Mendes, vice-presidente da construtora Mendes Júnior, e Otto Garrido Sparenberg, diretor da Iesa Óleo e Gás.
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