JORNAL A REGIÃO
O senador Jaques Wagner (PT), alvo de operação da PF no âmbito do escândalo do Banco Master, emitiu nota para explicar os R$ 480 mil, em euros e dólares, apreendidos durante a operação Compliance Zero na quinta-feira, em um de seus imóveis.
Wagner declarou que o dinheiro mantido em casa foi proveniente de diárias recebidas do Senado desde 2019. A declaração tem alguns problemas. O primeiro é que o Senado só faz ressarcimento de despesas em depósito direto na conta do parlamentar, em moeda nacional.
Outro problema é que a soma de todos os ressarcimentos recebidos por Wagner no período totaliza R$ 337 mil, cerca de R$ 143 mil a menos do que o dinheiro encontrado pela Polícia Federal em seu imóvel. Para a PF, a posse do dinheiro, e da coleção milionária de relógios de luxo precisam de uma explicação melhor.
Wagner sustenta que nunca interferiu a favor do Banco Master, de Daniel Vorcaro, apesar de viajar constantemente nos jatinhos do sócio dele, Augusto Lima e de receber ingressos para shows nos Estados Unidos, inclusive os de Taylor Swift, que custaram mais de R$ 65 mil para ele e a família.
As cédulas de dólar e euro encontradas com Wagner serão periciadas pela PF para análise da origem das cédulas. A avaliação também irá analisar se as justificativas do senador, de que são valores oriundos de diárias não utilizadas em missões internacionais, são válidas.
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