MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 13 de junho de 2026

Tietê terá ondas supersônicas por algas

 

JORNAL A REGIÃO

Uma tecnologia já utilizada em cerca de 60 países será testada pelo Governo de São Paulo para reduzir a formação da 'nata verde" em um trecho do Rio Tietê. O projeto será implantado pela Cetesb no Córrego do Esgotão, em Sabino (SP), área com histórico de florações intensas de cianobactérias.

Elas formam manchas esverdeadas na superfície da água. O anúncio foi feito durante evento alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, e faz parte de um pacote de novas medidas no contexto do Programa IntegraTietê.

A iniciativa prevê a instalação de 14 boias inteligentes interligadas, capazes de emitir ondas ultrassônicas e monitorar continuamente a qualidade da água. O objetivo é reduzir a proliferação das algas sem a utilização de produtos químicos e sem causar danos ao ecossistema aquático.

“Sabino foi escolhida porque reúne características que a tornam um ambiente ideal para testar e avaliar essa tecnologia em condições reais. A região apresenta histórico de florações de algas, conta com uma base consistente de dados de monitoramento e possui relevância para atividades de lazer, turismo e pesca," afirma o presidente da Cetesb, Thomaz Toledo.

A instalação do sistema está prevista para agosto. A expectativa é que os primeiros resultados possam ser observados a partir de 90 dias após o início da operação das boias, prazo considerado necessário para avaliar os efeitos da tecnologia sobre a proliferação de algas na área monitorada.

A área abrangida pelo projeto possui cerca de 960 mil metros quadrados, o equivalente a mais de 130 campos de futebol, e volume estimado de 7 milhões de metros cúbicos de água, suficiente para encher aproximadamente 2.800 piscinas olímpicas.

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