MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 5 de março de 2021

Por que não para de aumentar o número de militares no Gabinete de Segurança Institucional?

 


Augusto Heleno Ribeiro Pereira: Não dá para ser filho de Maria nessa hora

Em plena crise, Augusto Heleno vai aumentando o contingente

Marianna Holanda
Estadão

Nos últimos quatro anos, o número de militares e policiais no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) aumentou em 38%, passando de 753 para 1.038. O levantamento inclui membros das três Forças, policiais militares, civis, federais e rodoviários federais. Há apenas dois registros de agentes penitenciários. Contudo, membros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica representam a maior parte: 988 dos 1.038, em fevereiro de 2021.

Desde o começo do governo Bolsonaro até fevereiro de 2021, o aumento foi de 21%, segundo dados obtidos por Lei de Acesso à Informação pelo gabinete do deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

AMEAÇA À DEMOCRACIA – “A militarização do GSI pode custar a integridade da própria democracia, sobretudo num governo que enxerga inimigos por todos os lados e não reconhece os limites institucionais do Estado Democrático de Direito”, disse Valente.

O GSI, comandado pelo general Augusto Heleno, abriga a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Tem como missão, entre outras coisas, planejar e coordenar segurança de informação. A pasta se ocupa também da segurança pessoal do presidente e de sua família.

Questionado pela Coluna, o GSI atribui o aumento na militarização da pasta ao fato de o presidente ter mais filhos que o anterior e de o País também contar agora com um vice-presidente. A justificativa não explica, contudo, o aumento de 2019 para 2021.


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