![TCM solicita representação ao MPE contra ex-presidente da Câmara de Cairu [TCM solicita representação ao MPE contra ex-presidente da Câmara de Cairu]](https://www.bnews.com.br/fotos/bocao_noticias/230519/IMAGEM_NOTICIA_0.jpg)
O conselheiro Raimundo Moreira, relator do processo, verificou retiradas de dinheiro para posterior restituição, prática irregular e incompatível com as normas de contabilidade pública. Em sua defesa, Brito citou a inexistência de prejuízo ao erário, alegando “equívocos em relação aos cheques sacados” e “pagamentos equivocados pela Tesouraria”, além de informar que foi feita a restituição aos cofres municipais dos valores “indevidamente sacados”.
No entanto, o conselheiro lembrou que, desde fevereiro de 2016, o gestor utilizava habitualmente a realização de saque “a descoberto” para somente devolver muito tempo depois. “Uma conduta de extrema gravidade, comprometendo toda a execução orçamentária”, avaliou Moreira. A devolução dos “supostos pagamentos efetuados em duplicidade, de modo equivocado ou indevido” aconteceu mais de ano após a data do saque.
Diante disso, o conselheiro ponderou que o simples ressarcimento “não sana a irregularidade, não sendo possível, contudo, mensurar o benefício do gestor por possível aplicação do recurso no mercado financeiro para posterior devolução, sem qualquer pagamento de juros, ou de ter-se valido dele para quitação de dívida pessoal, tornando-se possível a imputação de ressarcimento do valor correspondente aos juros relativos ao montante movimentado de R$196.785,04, no exercício de 2016”. A decisão, no entanto, ainda cabe recurso.
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