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A advogada Anna Carolina Noronha, filha do presidente do STJ, João Otávio de Noronha
A advogada Anna Carolina Noronha, filha do presidente do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, saiu em
defesa do pai em sua rede social. ‘Ninna’ Noronha atacou, via Instagram,
o procurador da República Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa da
Lava Jato do Paraná, que criticou seu pai. A advogada chamou o
procurador de ‘moleque inconsequente’ e disse que ele deveria ‘deixar as
fraldas’. Ninna classificou o procurador como ‘pirralho’ e ‘podre’. No
dia 4 de março, Diogo Castor de Mattos e os procuradores Felipe D´Elia
Camargo, Lyana Helena Joppert Kalluf Pereira e Raphael Santos Bueno
publicaram o artigo ‘Após a Lava Jato, Brasil precisa de renovação na
Justiça’, no jornal Folha de Londrina. No texto, os procuradores
criticaram o ministro Noronha. “O ministro João Noronha, do STJ, não
possuía currículo que pudesse classificá-lo como pessoa de ‘notável
saber jurídico’, requisito constitucional para acesso aos cargos nos
tribunais superiores. Formou-se na pequena Pouso Alegre/MG, jamais
passou perto das cadeiras acadêmicas de mestrado e doutorado, exercendo
por toda a vida o cargo de advogado do Banco do Brasil. Ao menos é isso
que suas decisões fazem crer”, afirmaram. “No final de janeiro, faltando
apenas 4 horas para acabar o seu plantão judiciário como presidente do
STJ, sem ser o juiz da causa, sem ouvir a PGR (Procuradoria-Geral da
República) e já tendo se manifestado publicamente contra a prisão do
alvo, o que certamente afasta sua imparcialidade, usando de argumentos
que não foram apresentados nem pela defesa do preso e passando por cima
da instância do TRF 4, que seria competente para analisar o pedido de
liberdade, soltou da cadeia o ex-governador do Paraná Beto Richa, até
então preso preventivamente por corrupção”. Em sua rede social, Ninna
Noronha, conselheira seccional da OAB/DF e presidente da Comissão de
Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Juventude, declarou que o
pai foi ‘aprovado em primeiro lugar no concurso que prestou para juiz de
Direito do Estado de Minas Gerais’. “Antes de xingar Minas Gerais, seu
pirralho, o sul de Minas e a faculdade de Direito de Pouso Alegre, volta
pra casa, pra ver se sua mãe te ensina valores morais, éticos, e
sobretudo, educação! Moleque inconsequente”, escreveu.
Estadão Conteúdo
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