Bombons originais com recheios de jaca, umbu, goiaba, cupuaçu e abacaxi,
além de barras de chocolate com concentrações de cacau variadas é o
carro chefe da Bahia Cacau, marca da agricultura familiar que vem
conquistando o mercado baiano e de outros estados. O sele envolve a
produção cacaueira de 118 agricultores familiares, entre eles, 58
assentados baianos. Atualmente, o mix de produtos com o selo Bahia Cacau
fatura uma média de R$ 150 mil ao mês. Nessas quinta (14) e sexta-feira
(15), com um caminhaozinho com baú refrigerado, a Cooperativa da
Agricultura Familiar e Economia Solidária e Adjacentes (Coopfesba),
detentora da marca, está levando as iguarias da cadeia do cacau, para
serem comercializadas, em venda direta aos consumidores, em bairros da
capital baiana, como Ondina, Pituba e Barra, além da Superintendência
Regional do Incra na Bahia, que fica no Centro Administrativo da Bahia
(CAB). Os valores dos produtos variam de R$ 2 a R$ 15. Metade dos
produtos da marca é comercializada em Salvador. Há pontos em shopping
centers e delicatessens que revendem as variações de chocolates e
bombons. O restante da produção vai para estabelecimentos localizados em
Pelotas (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF) e São Paulo (SP), como
também, para outras cidades baianas, entre elas, Vitória da Conquista,
Itabuna, Ilhéus e Juazeiro.
Situada no município de Ibicaraí, a Coopfesba envolve
agricultores cooperados de 16 municípios do Território de Identidade do
Litoral Sul, inclusive, dos assentamentos Etevaldo Barreto, Vila Isabel
e Loreta Valadares, implantados pelo Incra, que ficam no mesmo
município. Segundo o presidente da Coopfesba, Osaná Crisostomo do
Nascimento, que é assentado na área de reforma agrária Etevaldo Barreto,
a cooperativa compra a arroba da amêndoa do cacau por R$ 220, enquanto
no mercado o valor é de R$ 140. “Queremos chegar a R$ 300 por arroba
para cooperados fidelizados”, planeja Nascimento. Criada em 2010, a
agroindústria surgiu da necessidade de fortalecer a produção cacaueira e
da cadeia do cacau para assentados e pequenos agricultores. A
cooperativa atualmente trabalha com 22 famílias de agricultores que
estão sendo incentivadas a produzir um cacau diferenciado, adotando
novas técnicas de cultivo e cuidados específicos. Nascimento frisa que o
Crédito Instalação do Incra e a assistência técnica foram importantes
para o desenvolvimento da cooperativa. “Fomos beneficiados com os
créditos Apoio e Fomento. Também recebemos o Pronaf. Boa parte desses
recursos foi aplicada na melhoria das lavouras cacaueiras”, conta o
presidente da cooperativa. As famílias assentadas aguardam o recebimento
do Crédito Cacau que será aplicado na implantação de seis hectares de
lavoura cacaueira irrigada por família. Como também, as mulheres
assentadas estão na expectativa de serem beneficiadas com o Fomento
Mulher. “Elas pretendem investir na fabricação da amêndoa cacau
cristalizada e de cocadas”, acrescenta Nascimento. Além dos derivados do
cacau, a cooperativa produz também leite, aipim, banana e geléias. As
barras de chocolate são comercializadas nas versões de 70%, 60%, 50% e
35% de concentração do cacau. Também são manufaturados mel de cacau,
amêndoas caramelizadas, bombons e nibs. Explorando novos caminhos, a
cooperativa está começando a investir na linha orgânica. “O mercado está
pedindo por isso e já estamos pesquisando formas de cultivo para
atender essa demanda. Atualmente, parte do cacau que adquirimos é
orgânica”, conta Nascimento. Os produtos da marca Bahia Cacau podem ser
adquiridos através do site www.bahiacacau.com.br. A Coopfesba recebe
encomendas pelo endereço eletrônico: bahiacacau@hotmail.com. De acordo
com Ozaná Nascimento, a cooperativa tem parcerias comerciais com uma
empresa de ônibus e de viação aérea para a entrega de produtos da marca
em outras cidades e estados.
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