Pastagens foram prejudicadas por chuvas e seca durante o ano.
Preço da carne deve aumentar, alerta Serviço de Aprendizagem Rural.
(Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
De acordo com o superintendente do Senar, Neuzedino Assis, com a escassez de chuvas falta alimento para o gado de corte, ocasionando grandes perdas nos rebanhos. “Há pouco gado no pasto atualmente, além disso os animais estão magros e impróprios para comercialização e abate”, explicou.
Em fevereiro, a arroba custava R$ 100 e em outubro, o valor foi de R$ 123, ou seja, 23% de aumento. O mercado internacional e o crescimento de exportações para a Rússia também influenciou o aumento.
Segundo o vice-presidente da Associação Capixaba dos Criadores de Nelore (ACCN), Victor Paulo Silva Miranda, a tendência é que o preço aumente ainda mais no estado. “O gado de confinamento está no final e entre 30 a 40 dias vai faltar carne. Os estados de São Paulo e Goiás já estão com o preço mais alto que no Espírito Santo, onde registra-se um dos menores preços do país”, alertou.
De acordo com Neuzedino, mesmo com a expectativa de chuvas para os próximos meses, apenas em janeiro as pastagens devem começar a se recuperar e somente após o mês de março a oferta de animais mais gordos deve começar a aparecer. Antes disso, a produção será rapidamente absorvida pelo mercado internacional, que é um grande comprador da carne brasileira
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