O projeto "Agrocarbon CRVE", da Máxima Consultorias, entra ´para o seleto grupo de empresas aptas atuar neste mercado
A primeira Bolsa de Ação Climática do país, a B4, acaba de anunciar a entrada do projeto "Agro Carbon CRVE" da Máxima Consultorias, no seleto grupo de empresas com listagem de créditos de carbono no setor de agronegócios.
A Máxima atua há seis anos auxiliando produtores rurais em cinco estados brasileiros (Mato Grosso, Tocantins, Rondônia, Piauí e Maranhão). Ao todo, são mais de 10 milhões de reais investidos em pesquisas, 150 mil hectares atendidos e 200 propriedades rurais com resultados comprovados, tendo a empresa como foco a entrega de soluções integradas que transformam propriedades rurais em negócios rentáveis e bem estruturados.
A decisão de entrar no mercado de carbono é intrínseca à sua destinação principal: "A principal missão da Máxima é sempre fortalecer o produtor rural," afirma Marcos Storch, CEO da Máxima Consultorias.
Dada a instabilidade enfrentada pelos produtores, como as variações climáticas e a dependência de mercados internacionais, o crédito de carbono emerge como uma solução complementar de renda.
O valor estratégico do padrão de acreditação da B4
A listagem junto à B4 é de extrema importância para a Máxima. Fundada em agosto de 2023, a Bolsa de Ação Climática é comprometida em promover compensações eficientes rumo ao Net Zero, e atua como ponte para empresas comprometidas com práticas sustentáveis.
Para a Máxima, a listagem válida o pioneirismo da empresa no segmento. "Estamos felizes em ser uma empresa listada na B4. A credibilidade que a B4 confere ao negócio é um ponto chave e de total representatividade no mercado, de maneira segura e transparente. A meta é que a preservação se torne tão rentável quanto outras culturas, como a soja e o milho ”, comenta Storch.
A Bolsa têm uma série rígida de fatores que são avaliados quando os créditos são aplicados para listagem. O processo de efetivação da listagem garante que os créditos seguem as regulamentações, trazendo segurança tanto para os produtores que vendem, quanto para os compradores nacionais e internacionais.
Além disso, a geração de créditos de carbono estimula a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis. “O produtor é incentivado a melhorar a qualidade do carbono no solo, o que pode levar a um aumento no uso de produtos biológicos e uma diminuição no uso de produtos químicos, resultando em um produto final de melhor qualidade e ambientalmente mais limpo”, comenta Odair Rodrigues, CEO da B4.
Em média, uma cultura agrícola pode gerar entre seis e oito toneladas de carbono no solo anualmente em áreas de monocultura por hectare, e com uma segunda cultura, esse valor pode chegar a cerca de doze toneladas por ano. Para as matas, o número varia de oito a quatorze toneladas por ano.
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