Se Biden pretende promulgar programas racialmente discriminatórios como ajuda à pandemia em nome da "justiça social", ele enfrentará os mesmos problemas morais e legais que afetam todos esses esforços equivocados. Brad Palumbo, da FEE, para a Gazeta do Povo:
Ao
lançar sua visão dos trilhões de dólares de estímulo fiscal em ajuda
para a pandemia, Joe Biden incluiu em sua proposta um toque racial.
“O
preço será alto”, admitiu Biden em discurso na sexta-feira passada (8),
“Sim, serão trilhões de dólares... [mas] se não agirmos agora, as
coisas vão piorar muito. Temos que investir agora.”
Biden
passou então a invocar raça e justiça racial como um fator definidor
sobre como ele deseja estruturar seus esforços de socorro.
"Negros,
latinos, asiáticos e nativos americanos proprietários de pequenos
negócios, empresas de mulheres serão nossa prioridade, bem como ter
igualdade de acesso aos recursos necessários para reabrir e
reconstruir", disse o presidente eleito.
O
site de sua campanha declara sua intenção de “garantir que todos os
esforços de ajuda às pequenas empresas sejam especificamente projetados
para ajudar empresas pertencentes a negros e pardos”.
Biden
e outros que adotam essa abordagem esperam resolver o problema real da
desigualdade racial. De fato, a crise da Covid-19 e os grandes bloqueios
do governo atingiram de maneira especialmente forte as empresas
pertencentes a minorias.
Os
defensores dessa tese insistem que a desigualdade persistente só pode
ser resolvida por meio de políticas que tratem diferentemente os
diferentes grupos raciais.
Isso
ocorre no contexto de o governo federal já ter gasto espantosos US$ 3,5
trilhões em dinheiro do contribuinte nos esforços de estímulo da
Covid-19 até o momento. Muitas dessas iniciativas provaram ser
ineficazes e repletas de fraudes. Ainda assim, Biden, evidentemente,
acha apenas que as mesmas iniciativas precisam ser mais focadas em
questões raciais.
Não
está claro exatamente de que forma isso ocorrerá ou o que as
especificações dessa política implicariam. Mas se Biden pretende
promulgar programas racialmente discriminatórios como ajuda à pandemia
em nome da "justiça social", ele enfrentará os mesmos problemas morais e
legais que afetam todos esses esforços equivocados.
Considere
o estado liberal de Oregon, por exemplo. Ao organizar seus esforços de
socorro da Covid-19, os legisladores do Oregon designaram
especificamente US$ 62 milhões para irem apenas a cidadãos e
proprietários de negócios negros.
“Ao
criar o Oregon Cares Fund, os legisladores deram o raro passo de nomear
explicitamente um único grupo racial como beneficiário, argumentando
que os residentes negros foram submetidos a uma discriminação única que
os colocou em desvantagem durante a pandemia”, relata o New York Times.
Agora, o dinheiro restante está aguardando processos pendentes. Nesse ínterim, a ajuda foi suspensa.
“É
discriminatório”, argumentou Walter Leja, empresário hispânico e autor
do processo. “Está bloqueando um monte de fundos que só podem ser usados
por empresas negras quando há uma tonelada de outras empresas por aí
que precisam de acesso a esses fundos. Não é uma coisa branca ou preta. É
uma coisa para todos.”
O
programa de socorro de raça específica no Oregon foi feito para ajudar
grupos desfavorecidos. Mas, claramente, tudo o que realmente conseguiu
foi mais divisão, conflito e disfunção.
Biden
e seus apoiadores devem ter isso em mente. Esses resultados
inevitavelmente atormentam quaisquer esforços, por mais
bem-intencionados que sejam, que violem o princípio fundamental de uma
sociedade classicamente liberal: a igualdade perante a lei.
“Durante
a maior parte da história da humanidade, os líderes políticos agiram
com discrição quase total, distribuindo benefícios e impostos entre seus
súditos como quisessem”, explica o economista Steve Horwitz. “Uma das
conquistas mais importantes do movimento liberal foi sujeitar as pessoas
com poder político às regras”.
Horwitz
conclui que, de acordo com este princípio, “o governo deve tratar todos
os seus cidadãos igualmente, e nada que seja pago com dinheiro de
impostos pode envolver discriminação injusta”.
A
única maneira de realmente aliviar a injustiça no longo prazo é tornar a
igualdade perante a lei um princípio inflexível na sociedade. Os
esforços de “justiça social” que enfraquecem este princípio priorizam
remendos de curto prazo sobre a solução de longo prazo. Eles reforçam as
diferenças de grupo e normalizam o tratamento racialmente disparatado.
O
economista e filósofo vencedor do Prêmio Nobel Friedrich Hayek definiu
esse tipo de “justiça social” como “uma exigência de que o Estado
deveria tratar as pessoas de forma diferente para colocá-las na mesma
posição”.
“SE
tornar as pessoas iguais fosse um objetivo da política governamental,
forçaria o governo a tratar as pessoas de maneira muito desigual”,
concluiu.
A
última promessa de Joe Biden de priorizar certas “raças” em futuros
esforços de estímulo da Covid-19 sugere que ele pode cometer o mesmo
erro. Embora o presidente eleito possa ser um democrata, não há nada de
"progressista" no que ele está sugerindo.
Brad Polumbo é um jornalista libertário-conservador e editor de opinião na Foundation for Economic Education.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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