MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Polícia do RS investiga golpe contra familiares de pacientes em hospitais


Há registro de casos em pelo menos quatro municípios gaúchos.
Criminosos telefonam para exigir dinheiro de tratamentos que não existem.

Giovani Grizotti Da RBS TV
A polícia investiga um golpe aplicado contra familiares de pessoas internadas em hospitais no Rio Grande do Sul. Segundo a investigação, criminosos telefonam para os parentes e exigem dinheiro para tratamentos e despesas médicas que não serão realizados. Há registro de casos em pelo menos quatro municípios gaúchos, como mostra a reportagem do RBS Notícias (veja o vídeo).
Responsável por uma paciente internada no Hospital Regina, em Novo Hamburgo, uma mulher que prefere não se identificar conta ter recebido um telefonema de um falso médico que pediu R$ 1,2 mil para a realização de um exame. O dinheiro deveria ser depositado em uma conta bancária. "Eu recebi uma ligação dizendo que ela precisava pagar um valor, que o plano de saúde não cobria o valor do exame, que era uma tomografia com contraste", lembra. Felizmente, o hospital já estava desconfiado, alertou os pacientes e evitou o golpe.
A diretora-executiva do Hospital Regina, Joseane Kremer, diz que tomou conhecimento de que uma pessoa fez um contato por telefone com a instituição pedindo para falar com o setor de internações e se identificou fornecendo o nome de um médico que de fato faz parte do corpo clínico. Em seguida, o golpista solicitou o contato dos familiares dando referência apenas do leito em que o paciente estava.
Entretanto, quando a familiar do paciente recebeu o telefonema, percebeu que havia algo errado, já que estava sempre transitando pelo hospital e costumava receber as informações pessoalmente. Por isso, ela entrou em contato com o serviço da ouvidoria para contar o que havia ocorrido.
"Quando recebemos a informação, começamos um plano de contingência dentro da instituição, fizemos contato com os médicos e familiares dos pacientes para que ficassem em alerta. Em seguida contatamos a entidade responsável por comunicar todas as instituições e também procuramos a delegacia para que já se registrasse o fato ocorrido como sendo um possível golpe", conta a diretora-executiva do Hospital Regina.
Para conseguir o telefone da vítima, o golpista ligou para o setor de internação do hospital. Joseane, entretanto, crê que a atendente também foi vítima. "A menina, acreditando que se tratava do médico, como precisava falar com um familiar, acabou fornecendo o número do telefone. Nós temos a certeza que a funcionária foi vítima assim como todos os pacientes que receberam o contato", diz a diretora-executiva do Hospital Regina, Joseane Kremer.
A tentativa de golpe foi descoberta ainda em Santana do Livramento e em Uruguaiana, onde falsários de Mato Grosso ligavam como se fossem funcionários de um laboratório. Para uma outra vítima que também não quer ser identificada, eles pediram R$ 1,8 mil. Porém, ela não fez o pagamento. "Ele deu o nome da clínica, mas mais tarde conversando com ele, eu perguntei o endereço da clínica e ele não soube me responder. Daí que eu vi que realmente era um golpe", conta a mulher.
Em São Leopoldo, no Vale do Sinos, a polícia investiga quatro casos no Hospital Centenário. Um familiar chegou a transferir R$ 1,5 mil para um golpista. "A recomendação da polícia é de que a pessoa não haja por impulso. Procure se assegurar da informação que você está recebendo e se aconselhar com uma pessoa que não esteja envolvida com o caso emocionalmente, como um amigo, um vizinho ou um policial", diz o delegado Heliomar Franco.

Dia do Autismo em RR é celebrado com caminhada de conscientização


Programação iniciou nesta terça-feira (31) e segue até o dia 1º de abril.
Rede Cidadania Atenção Especial atende mais de 60 usuários autistas.

Do G1 RR
Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado no dia 2 de abril (Foto: Divulgação/ Secom-RR)Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado no dia 2 de abril (Foto: Divulgação/ Secom-RR)
A Rede Cidadania Atenção Especial deu início nesta terça-feira (31) a programação especial alusiva ao dia Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de abril. Durante a manhã de hoje, usuários do programa e colaboradores fizeram uma caminhada na zona Oeste de Boa Vista, com a distribuição de panfletos explicativos sobre a síndrome.
De acordo com a secretária estadual do Trabalho e Bem-Estar Social, Emília Campos, que participou da caminhada, a ação visa informar sobre o Autismo para que os pais e responsáveis possam conhecer, saber identificar e procurar o atendimento adequado.
"Essas crianças precisam ser tratadas com muito amor e atenção. O governo por meio deste programa, também promove o atendimento aos autistas”, disse.
A programação segue durante a quarta-feira (1º), na sede do Rede Cidadania, zona Oeste da capital, com a exposição "A Arte Autista", a partir das 8h, seguida de uma mesa redonda, com troca de experiências entre mães de autistas. Ao fim do debate haverá entrega de certificados. Durante toda a manhã serão realizadas atividades recreativas.
Rede Cidadania
O programa atende 62 pessoas com Autismo, promovendo atividades que garantam o bem-estar, desenvolvimento e acompanhamento deles e de seus familiares, por meio de atendimentos psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas, além de aulas de artesanato, pintura, dentre outras atividades.

Pacaraima, fronteira com a Venezuela, recebe 2ª Encontro de Fuscas


Durante a programação serão realizadas brincadeiras e show de rock.
Evento deve reunir mais de 70 veículos de vários clubes.

Do G1 RR
Dia Nacional do Fusca é comemorado nesta segunda-feira (20) (Foto: Vanessa Lima/G1 RR)Dia Nacional do Fusca é comemorado nesta segunda-feira (20) (Foto: Vanessa Lima/G1 RR)
Nesta sexta-feira (3) o Clube do Fusca de Roraima promove o 2º Encontro de VWs Brasil - Venezuela, no município de Pacaraima, a 215 km da capital Boa Vista. O evento deve  reunir aproximadamente 70 veículos entres os clubes da Venezuela, Roraima e Amazonas. Durante o encontro será realizado também uma feira de peças e churrasco de confraternização. A participação é gratuita.
Os grupos se encontrarão na BR-174, no bairro Cuamé, às 18h desta quinta (2), e saírão em comboio com destino à fronteira. A programação será realizada na quadra de esportes da cidade com brincadeiras, gincanas e show de rock com banda local.
Segundo o presidente do Clube do Fusca de Roraima, Rony Benjamin, qualquer pessoa que tenha fuscas, kombi ou derivados, pode participar do encontro. "Durante o evento estaremos realizando a arrecadação de roupas, alimentos e calçados para doar às famíias carentes de Pacaraima", explicou.
Clube do Fusca de Roraima
O grupo foi fundado em 2007 pelos amantes deste automóvel, que desperta paixões no Brasil desde a década de 60. Com atividades regulares no estado desde então, o grupo conta hoje com 21 associados.

Alunos de Rondônia são destaque em torneio de robótica, no Distrito Federal


Quatro alunos conquistaram o segundo lugar na etapa regional, em Manaus.
Projeto promove a interação entre os alunos da EJA e a tecnologia.

Do G1 RO
Alunos do Sesi/Senai de Pimenta Bueno conquistam prêmio em torneio de robótica (Foto: Fiero/Divulgação)Alunos do Sesi/Senai de Pimenta Bueno conquistam prêmio em torneio de robótica (Foto: Fiero/Divulgação)
Quatro alunos do Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional da Indústria (Senai), do município de Pimenta Bueno , foram destaque no Torneio de Robótica FLL World Class, realizado em Brasília (DF), e conquistaram o segundo lugar na etapa regional em Manaus (AM).
Os estudantes Abrahão Thomaz Neto, Jônathan Santos Machado, Matheus Platino de Souza e Vinícius Silva Souza, são do curso de Educação Básica articulada com Educação Profissional (EBEP) e formaram a equipe denominada Spartacus, que chegou à etapa nacional com o projeto “A Inclusão da Aprendizagem Digital na Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Rondônia”.
O projeto tem a finalidade de promover a interação entre os alunos da EJA e a tecnologia. Eles criaram um programa que possibilita ao aluno uma forma de aprender simples e fácil, chamado o Amigo Virtual.
O grupo Spartacus foi classificado para a regional norte Manaus, em segundo lugar na categoria geral e conquistou o primeiro lugar na categoria desafio do robô. O orientador, Luiz Vichroski, foi escolhido o melhor técnico da região norte.

Brasileiro pede barcos maiores, dizem executivos no Rio Boat Show


Estaleiros registram crescimento; feira tem público acima do esperado.
Para atender ao gosto do brasileiro, popas dos barcos aumentam.

Lilian Quaino Do G1 Rio
F400 Gran Coupé (Foto: Divulgação/Paulo Schlick)F400 Gran Coupé: 20 iates já vendidos em 2015 a um preço a partir de R$ 950 mil
(Foto: Divulgação/Paulo Schlick)
O Rio Boat Show, considerado um dos maiores salões náuticos da América Latina, terminou sua 18ª edição na terça-feira (31) no Riocentro com mais de 33 mil visitantes, acima do inicialmente esperado pelos organizadores, que era um público de 30 mil pessoas. Durante seis dias, empresas ligadas à cadeia produtiva do setor apresentaram novidades e lançamentos entre embarcações, equipamentos, acessórios, peças e motores. Os praços variavam entre uma lancha de R$ 60 mil até um iate de 64 pés, com preços a partir de R$ 8 milhões.

“Os números de visitação foram excelentes e atraímos um novo público comprador. Muitos negócios foram concretizados e negociações iniciadas", afirma Ernani Paciornik, organizador do Rio Boat Show.
As incertezas da economia e a disparada do dólar parecem não ter afetado a programação de grandes estaleiros de barcos de luxo. A marca italiana Azimut, que produz seus iates de luxo em Santa Catarina, num estaleiro que emprega 300 funcionários, vai fechar 2015 com 30 barcos produzidos no Brasil, mais que os 26 produzidos em 2014. E a meta para 2017 é produzir 50 barcos por ano no Brasil.
Mas para o CEO da empresa no Brasil, Davide Breviglieri, o mais importante desse crescimento em unidades, é que vem acompanhado do aumento expressivo do tamanho médio dos barcos, atendendo à demanda dos consumidores brasileiros.
“O mercado náutico brasileiro vem evoluindo e vendas e vem crescendo em tamanho. É de fato nosso produto forte, barcos maiores. Tem cliente que abandona casa para ficar com o barco. Estou negociando com cliente que quer um barco de 70 pés para, assim, vender a casa e viver no barco”, contou.
Cozinha do Azimut (Foto: Lilian Quaino/G1)Conforto e luxo na cozinha do iate da Azimut (Foto: Lilian Quaino/G1)
Cabine do Azimut (Foto: Lilian Quaino/G1)Cabine do iate Azimut (Foto: Lilian Quaino/G1)
O executivo anunciou que o estaleiro começa a produzir iates de 83 pés (25 metros de comprimento).
O mercado brasileiro é tão importante para a marca que adaptações têm sido feitas nos barcos para atender aos desejos do cliente.
“Andamos ouvindo os desejos cliente brasileiro de aproveitar um pouco mais a área de popa do barco. Mundialmente aproveita-se a parte de cima, o fly-bridge, mas o brasileiro usa muito a popa para um churrasco, para um momento de festa e descontração. Absorvemos esse pedido e colocamos essa proposta em todos os barcos. São adicionais que não tiram nada da beleza do projeto, mas agregam o conteúdo específico. Mais riqueza onde o cliente brasileiro gosta de estar”, explica o CEO.
Segundo Breviglieri, a indústria náutica andou redefinindo o patamar de números depois de anos de benefícios com o câmbio favorável e hoje o patamar é um pouco menor.
“Nem todos os estaleiros estão confortáveis, mas nossa proposta é de um grupo internacional que investiu na marca, no design, no equipamento”, disse.

O estaleiro Azimut vai fechar 2015 com um faturamento de R$ 100 milhões, que representa 10% do faturamento do grupo. Em 2017, a meta é alcançar 15% do volume global. Começar a produzir para a América Latina também é um projeto já iniciado pela companhia. Um dos focos é o Caribe.
“Isso é algo importante num momento de grande turbulência, e um projeto robusto, com proposta de marca forte consegue. Queremos ser número 1 no mercado. Sou o único internacional que produz no Brasil”, disse Breviglieri.
Allysson Yamamoto, diretor de Marketing do estaleiro Intermarine, baseado em Osasco, na Grande São Paulo, concorda que o momento é desafiador na economia e delicado na política, mas diz que a empresa não pode reclamar.
“Estamos vendendo bem mesmo com todas as incertezas e aumentando a produção em 40% em 2015 em relação ao número de unidades produzidas em 2014. O aumento se deve a uma série de estratégias envolvendo desde área comercial, ao lançamento de novos produtos, marketing, assistência técnica, um trabalho que permite que tenhamos esse crescimento consistente”, disse.
Segundo Yamamoto, em 2014 foram vendidos 29 iates, e 2015 fechará com 42 vendidos. Ele não cita o faturamento do grupo.
“O que vendemos mais é o de 60 pés. Para este ano tem sete unidades de 80 pés vendidas, algo que nunca aconteceu antes”, explica, confirmando ainda a preferência dos brasileiros por barcos maiores.
A exportação está planejada para o fim 2015 e início de 2016, com foco na comunidade latina que vive em Miami, na Flórida. E logo depois, o público americano.
Estaleiro já tem 20 vendidos em 2015
O Fibrafort, considerado o maior estaleiro em quantidade produzida na América Latina, entrou na produção de embarcações de grande porte com o F400 Gran Coupé de 40 pés (12 metros) fabricada em parceria com a Porsche Consulting.
A primeira lancha foi entregue em janeiro, e mais de 20 da frota de 2015 já foram vendidos e estão em fabricação e serão entregues ainda em 2015. O barco sai por um preço a partir de R$ 950 mil.
O gerente de Marketing e Negócios, Rafael Ferreira também afirma que o setor náutico está em expansão e o mercado brasileiro apresenta potencial para crescer ainda mais.
“A popularização do mundo náutico não é tão acelerada, mas existe. Linhas de crédito disponíveis e o aumento da capacidade financeira da população possibilitam uma maior abertura de mercado”, disse o gerente da Fibrafort.
A empresa catarinense está presente em 42 países, é especializada na fabricação de embarcações de 16 a 40 pés, e já produziu mais de 13 mil barcos desde a fundação em 1990.
O estaleiro Schaefer Yachts lançou a Phantom 375, um dos barcos mais visitados na feira, e expõs a Phantom 620, de 62 pés.
“Consideramos o Rio Boat Show 2015 um sucesso. O público compareceu em peso e mostrou a força do evento e sua paixão por barcos. Saímos muito satisfeitos”, afirma Márcio Schaefer, presidente do estaleiro.
Phantom 375 (Foto: Divulgação/Schaefer Yachts)Phantom 375, o barco mais procurado do estaleiro Shaefer (Foto: Divulgação/Schaefer Yachts)
Iate da Intermarine de 65 pés (Foto: Lilian Quaino/G1)Iate da Intermarine de 65 pés, o maior em exibição na feira (Foto: Lilian Quaino/G1)

Procon-RJ interdita dois hotéis para cães e autua outros sete


Operação Guia Quatro Patas foi realizada nesta quarta-feira (1º).
Ao todo, dez estabelecimentos foram vistoriados.

Do G1 Rio
Ação do Procon autuou sete hoteis para cães no Rio (Foto: Divulgação/Procon RJ)Ação do Procon autuou sete hoteis para cães no Rio (Foto: Divulgação/Procon RJ)
Sete hotéis para cães foram autuados pelos fiscais do Procon Estadual durante a primeira ação da Operação Guia Quatro Patas nesta quarta-feira (1º). Com foco em hotéis exclusivos para cães, os fiscais vistoriaram dez hotéis e verificaram o cuidado prestado e a segurança dos animais neles instalados, assim como a conservação e limpeza destes ambientes.
A ação interditou um estabelecimento de Itaipú, em Niterói, na Região Metropolitana e outro no Itanhangá, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, por ausência de alvará de funcionamento. (Veja o balanço completo abaixo).

Balanço da Operação Guia Quatro Patas (informações do Procon-RJ):
1 - Matilha Escola Para Cães (Rua Honório Bicalho, 113 – Penha): Apresentado cartão de CNPJ e certificado de condição de MEI. Ante as atividades desenvolvidas: guarda/alojamento de cães ficou determinada a apresentação dos Alvarás/Licenças pertinentes junto ao PROCON-RJ.

2 - Petlar (Rua Marina do Bosque, 22 - Itanhangá): Ausência do certificado do Corpo de Bombeiros. Ausência do alvará de funcionamento.  Não emite nota fiscal de serviço. Remédios vencidos: 500mg de cefalexina; 800g de doxitrat; 500mg de dipirona sódica; 40g de unguento veterinário; 400mg de metronirazoli; 30g de creme 6A, 60ml de furanil. Ausência do CDC para consulta. Ausência do Livro de Reclamações.  Ausência do cartaz do Disque 151. Fica o estabelecimento interditado até que regularize a documentação para funcionamento. Fiscais determinaram que se entrasse em contato com os donos dos animais para a retirada dos mesmos.

3 - Top Line Kennel (Rua 47, lote 1, Quadra 97 – Itaipú):  Não possui alvará de funcionamento.  Não possui certificado CRMV.  Mau cheiro no local devido às más condições de higiene. Local interditado.

4 - Pet In Rio (Estrada Francisco da Cruz Nunes, 10031 -  Itaipú): Contrato de internação retido para análise do jurídico. Produtos vencidos: 12 ampolas butilbrometo de escopolamina de 4ml e 9 ampolas de 4ml fosfato de clindamicina.
5 - Território Pet (Est. do Tindiba, 3327 – Jacarepaguá): Ausência de alvará de funcionamento. Ausência do Livro de Reclamações. Ausência do CDC para consulta. Ausência de cartaz do Disque 151.

6 - Rio Pet Hotel (Rua Dilermando Cruz, 142 – Tijuca): Ausência do CDC para consulta. Ausência do Livro de Reclamações.

7 - Royal Fashion Pet Resort (Rua Camorim, 678 - Vargem Grande): Ausência do certificado do corpo de bombeiros, prazo de 48h para apresentar. Ausência do Livro de Reclamações. Ausência do CDC para consulta.  Ausência de cartaz do Disque 151. Alvará não autoriza funcionamento com hospedagem de animais, fica interditada a área de hospedagem até que regularize. Não foi apresentado certificado de potabilidade da água. Não foi apresentado certificado de registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária. Mais de 20 tipos de Remédios com validade vencida alguns em 2009, em 2013 e 2014.

Pacientes renais reclamam da falta de transporte para tratamento no interior


Devido o problema, pacientes chegam a gastar R$ 600 com deslocamento.
Falta de médicos é confirmado pelas técnicas em enfermagem da cidade.

Do G1 PI
Pacientes com problemas renais denunciam que a prefeitura de Miguel Alves não fornece veículo para o transporte de quem precisa fazer tratamento em Teresina. Além disso, com pouco mais de 32 mil habitantes, a cidade que fica a 116 km ao Norte de Teresina, enfrenta também a falta de médicos no principal hospital do município. A prefeita do município disse que a responsabilidade é do Estado e que pacientes recebem ajuda para o tratamento.

Os problemas são confirmados pelas técnicas em enfermagem da unidade de saúde. “Aqui só tem cinco médicos, só que eles faltam. A responsabilidade é dos médicos que são contratados, pagos e recebem em dias, mas faltam ao trabalho”, denunciou Maria Lia da Cruz.

O maior problema é para pacientes graves que precisam de tratamento continuado e específico. Com os rins sem funcionar, Francisco Gomes da Silva enfrenta uma viagem de duas horas até Teresina três vezes por semana para a realização de hemodiálise, uma filtragem do sangue que é feito por uma máquina que substitui os órgãos paralisados. Mas ele reclama da falta de veículo para voltar para sua cidade.

“O ruim é quando vamos pegar o ônibus mesmo, pois a gente já sai cansado, debilitado, muitas vezes com chuva e ainda temos que esperar um ônibus. A gente se sente mal com essa situação”, disse.

Outra que enfrenta o mesmo problema é Laila Rebêlo. A mulher relatou que há dois anos não precisava passar por isso, já que a prefeitura disponibilizava o carro para os 11 pacientes renais, mas o serviço deixou de ser oferecido. “Todos os meses temos que gastar R$ 600 com deslocamento. Temos que sair 6h de casa, esperar para o atendimento até meio dia e só terminamos às 16h. Quando a gente chega em casa já são 21h, ou seja, é um dia inteiro dedicado ao tratamento”, afirmou.

A mulher disse que já deixou de fazer o tratamento por falta de dinheiro, mas médicos alertam para o perigo. “Um dia pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Esse tratamento precisa ser feito rigorosamente, pois o paciente tem que atender todas as recomendações”, explicou o doutor Genival Nascimento.

A prefeita de Miguel Alves, Salete Rêgo, disse que a responsabilidade é do Estado e que a prefeitura também ajuda os pacientes financeiramente. “Existe uma portaria de 1999 onde diz que o Estado é responsável pelos pacientes que fazem tratamento fora de seu domicílio. Nós temos em Miguel Alves 13 pacientes cadastrados que recebem ajuda para o tratamento, onde incluímos o transporte e alimentação”, afirmou.

Chef ensina receita de salada de bacalhau com batata doce


Prato combina com Páscoa, época em que muitos trocam carne por peixe.
Preparo é rápido e custo é baixo.

Do G1 PE
O NETV 1ª Edição convidou o chef Leandro Ricardo para ensinar a fazer uma receita especial para aSemana Santa: salada de bacalhau com batata doce, delícia que combina bem com a época de Páscoa, quando muita gente troca a carne vermelha pelo peixe.
O preparativo é rápido: cerca de meia hora, o que também é muito bom em dias de feriado. Essa receita pode servir até dez pessoas. O custo dos ingredientes é de aproximadamente R$ 60,00.
Ingredientes da salada:
1 kg de bacalhau dessalgado descongelado
1 kg de batata doce cortado em lâminas
6 dentes de alho cortados em lâminas
1 pimentão verde, 1 amarelo e 1 vermelho, todos cortados em tiras
1 cebola média cortada em tiras
150 ml de azeite
Sal e pimenta a gosto
Ingredientes do molho:
100 ml de leite de coco
Suco de um limão e raspas da casca
100g de azeitona preta
Uma pitada de sal
Duas colheres (sopa) de salsinha picada
Modo de fazer:
Cozinhe a batata doce em uma panela. Em outra, coloque o azeite, o alho, a pimenta, a cebola e os pimentões. Mexa um pouco. Tampe e espere cerca de três minutos, apenas para perder o gosto de cru. Deverá ser o mesmo tempo de cozimento da batata doce. Se precisar, acrescente água para amolecer mais.
Para fazer o molho, ponha um pouco do refogado feito com os pimentões no liquidificador, acrescentando azeite e os ingredientes do molho. Bata tudo e reserve.
Leve as postas de bacalhau ao microondas por 6 minutos e depois solte as lascas. Em seguida, misture na panela com o restante do refogado. Acrescente a salsinha, mais azeitonas e coloque as batatas cozidas também, mexendo levemente.
Para finalizar, coloque na travessa de servir e decore com mais batatas e azeitonas. Cubra com o molho de leite de coco.

Moralidade e omissão na gestão da coisa pública


Ives Gandra Martins
Alegra-me ter o Clube Militar dado início à campanha pela moralidade no país – tão pisoteada, nos últimos 12 anos com escândalos diários desvendrados ao público pela imprensa. Nunca o Brasil viveu, no âmbito do governo federal, tamanho desvio de recursos públicos, cujos valores representam, de rigor, um verdadeiro assalto à sociedade, pelo Estado representada.
O último dos escândalos ─ e maior deles, em que se fala em, pelo menos, 10 bilhões de reais, o que é superior aos orçamentos de muitos Estados da Federação (!!!) ─, está a demonstrar que nunca foi tão aplicável ao Brasil a famosa frase, em “Hamlet”: “Há algo de podre no Reino da Dinamarca”.
Com efeito, duas seriam as vertentes para examinar-se uma eventual responsabilidade da presidente da República e de seu antecessor nos desvios constantes e permanentes de recursos públicos. A de prática de dolo, fraude ou má-fé, que só com provas materiais pode ser demonstrada, e a de culpa decorrente de omissão, imperícia e negligência, por não se ter detectado, ao longo de tantos anos, este verdadeiro saque aos recursos públicos para benefícios pessoais, por parte dos gestores da coisa pública.
CULPA OU DOLO
Prefiro ainda não falar, no caso do “Petrolão”, de responsabilidade por dolo dos governantes, pois esta matéria está sob investigação e será, à evidência, objeto de profunda análise por acusadores, defensores e pelo Poder Judiciário.
Quero analisar, exclusivamente, e de forma sucinta, a culpa como geradora de responsabilidade, inclusive de ressarcimento por parte do agente que gerou lesão, como claramente comprovado nos episódios da Petrobrás.
A presidente da República foi presidente do Conselho de Administração da empresa, durante parte do tempo em que ocorreram desvios ilícitos dos recursos da empresa. E, como Presidente da República, nomeou a nova gestora, em cuja administração os desvios continuaram.
Ora, o § 6º do artigo 37 da CF declara que a lesão causada pelo Estado, ao cidadão ou a sociedade gera a obrigação do Estado de indenizar, determinando, o § 5º, que tal lesão terá que ser ressarcida ao ente estatal pelo agente público que a gerou, por culpa ou dolo.
Os dois dispositivos estão assim redigidos:
  • 5º – A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.
  • 6º – As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA
Como se percebe, a responsabilidade do Estado é objetiva, vale dizer, independe de culpa ou dolo, bastando haver o nexo de causalidade entre a ação do agente público e o dano provocado. Mas a do agente, só ocorrerá por culpa (negligência, omissão, imperícia) ou dolo (fraude e má-fé). Esta, todavia, é imprescritível.
Ora, salvo melhor juízo, quem foi presidente do Conselho de Administração da Petrobrás e presidente da República, convivendo durante oito anos com este assalto de mais de 10 bilhões de reais – fatos estes comprovados – sem nada ter percebido, teria sido diligente no exercício desses cargos? À evidência, a conduta adotada nos seus anos de gestão direta e indireta, estão a demonstrar omissão, negligência ou imperícia, vícios de conduta que caracterizam a figura da culpa.
FALA DA PRESIDENTE
Para mim, a fala da presidente, declarando que, se tivesse sido alertada, na celebração de um negócio de dois bilhões de dólares (!!!), dos pormenores do contrato, não teria autorizado a compra da empresa americana, serve como demonstração de que não exerceu suas atribuições da forma como deveria, lastreando-se apenas em informações superficiais, sem examinar os aspectos inerentes a compra de tal magnitude.
É matéria que merece reflexão. O suceder dos fatos demonstrará se houve comportamento doloso dos detentores atuais do poder, nos desvios da Petrobrás. Para mim, todavia, a improbidade administrativa por culpa já está caracterizada por omissão, imperícia ou negligência.
(artigo enviado pelo comentarista Celso Serra)

Praças deverão ser adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida


Prefeitura deverá adaptar as praças Gonçalves Dias e Maria Aragão.
Determinação é resultado de ação do Ministério Público.

Do G1 MA
Praça Gonçalves Dias deverá receber adaptações para pessoas com mobilidade reduzida (Foto: Biné Morais/O Estado)Praça Gonçalves Dias deverá receber adaptações para pessoas com mobilidade reduzida (Foto: Biné Morais/O Estado)
Após audiência de conciliação entre o Minstério Público e a Prefeitura de São Luís, o município reconheceu a obrigação de adaptar, em até 180 dias, as praças Gonçalves Dias e Maria Aragão para receber pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. A conciliação é resultado de Ação Civil Pública ajuizada, em 2010, pela 1ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Pelo acordo, o Poder Executivo tem prazo de 30 dias para apresentar projeto de adaptação das praças e as obras só podem ser iniciadas após a aprovação do MPMA e do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A Prefeitura de São Luís também se comprometeu a concluir, no prazo máximo de 30 dias, um cronograma de execução de obras para tornar todas as ruas da capital acessíveis no prazo de dez anos. O documento deve ser elaborado em parceria com o Ministério Público. As obras devem obedecer a NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que sistematiza acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
Pelo acordo, as adaptações nos primeiros 12 meses devem ser feitas no Tibiri e no Planalto Vinhais I. Também ficou acertado que o Município de São Luís deve promover medidas de estímulo ao piso tátil nos espaços públicos e realizar ações integradas para assegurar a acessibilidade na capital.

Justiça determina que Prefeitura crie 100 novos leitos hospitalares


Sentença é resultado de um acordo entre Prefeitura e Ministério Público.
Serão 60 leitos no Socorrão II e 40 em outros pontos da cidade.

Do G1 MA
Pacientes são atendidos no meio dos corredores do Socorrão II (Foto: Diego Chaves/O Estado)Pacientes são atendidos no meio dos
corredores do Socorrão II (Foto: Diego Chaves/O Estado)
O juiz titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, Douglas Martins, determinou que a prefeitura da capital deve criar 160 novos leitos de hospital. A sentença é resultado de um acordo feito com a prefeitura na última sexta-feira (27) durante uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual. O prazo de execução é de um ano a partir da data de publicação da homologação do acordo.

Além dos novos leitos, a prefeitura também terá que finalizar a reforma e adaptação do Hospital Municipal Clementino Moura, conhecido como Socorrão II, também no prazo de um ano. As obras estão em andamento desde junho de 2014.

Ao todo, serão 60 leitos novos no próprio Socorrão II e outros 40 em unidades hospitalares escolhidas pela prefeitura. O juiz estabeleceu uma multa de R$ 2 mil por dia se houver descumprimento de algum dos itens do acordo.

O G1 procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Luís para que eles se posicionassem sobre o acordo, porém, não houve retorno até o momento.

Professores municipais protestam em frente à Prefeitura de Vitória


Avenida Beira-Mar chegou a ser parcialmente fechada durante o protesto.
Eles pedem melhores condições de trabalho e aumento de vale-alimentação.

Do G1 ES
Parte de avenida Beira-Mar foi fechada durante a manifestação (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Parte de avenida Beira-Mar foi fechada durante a manifestação (Foto: Jhonatan Nunes Dutra/ Vc no G1)
Um grupo de professores da rede municipal de Vitória realizou uma manifestação na tarde desta quarta-feira (1), em frente à prefeitura da cidade. De acordo com a organização, cerca de 500 pessoas participaram do momento. Os profissionais pedem melhores condições de trabalho e a realização de um cronograma de perdas históricas, entre outras reivindicações. De acordo com a prefeitura, a situação está sendo discutida com a categoria.
De acordo com o professor Rafael Ângelo Brizotto, nos últimos anos a prefeitura não tem realizado ações para valorizar os profissionais da educação. "Hoje é o dia 1 de abril, dia da mentira. Então é o melhor momento para cobrar todas as questões que foram prometida, mas que não foram cumpridas", disse.

Durante a manifestação, o grupo chegou a bloquear duas faixas da avenida Beira-Mar, deixando uma faixa liberadada para a passagem dos veículos. A categoria pede que a reposição da inflação de cada ano seja paga no mês de janeiro. De acordo com Rafael, atualmente o pagamento é feito nos meses seguintes, dividido em parcelas.
Eles também pedem melhores condições de trabalho na escolas, a aumento do valor do auxílio-alimentação, que atualmente é de R$ 200; o pagamento de dois auxílios-alimentação para quem possui duas cadeiras; e um cronograma das perdas salariais. "Nós já chegamos a ganhar o equivalente a oito salários mínimos. Hoje nós ganhamos 2,5 salários", contou Rafael.
O professor ainda contou que durante o período de manhã, um outro protesto com cerca de 600 pessoas também foi realizado. Em nenhuma dos dois momentos eles conseguiram se reunir com representantes da administração municipal. A categoria pretende esperar que a prefeitura convoque uma reunião até o dia 16 de abril, quando uma nova assembleia vai ser realizada. "O que nós não queremos é entrar em greve. Eu espero que isso não aconteça", concluiu o professor.
Outro lado
A Secretaria Municipal de Administração (Semad) informou que as reivindicações estão sendo debatidas com a categoria. Sobre o pleito desta quarta-feira, a secretaria disse que foi marcada uma reunião na última semana, mas por divergência interna da categoria, o encontro não foi realizado. A Semad concluiu dizendo que outro encontro será remarcado e que mantém  diálogo aberto para chegar a um consenso.
Manifestantes ficaram parados em frente à prefeitura da cidade (Foto: Jhonatan Nunes Dutra/ Vc no G1)Manifestantes ficaram parados em frente à prefeitura da cidade (Foto: Jhonatan Nunes Dutra/ Vc no G1)

Com 20 kg, ovo de Páscoa de 1 metro é vendido por R$ 4 mil em Brasília


Guloseima é feita de chocolate belga e não tem conservantes.
Comércio espera aumento de 3% nas vendas de ovos neste ano.

Do G1 DF
A chocolatier Anna Kaebisch mostra o ovo de Páscoa de 20 kg à venda em Brasília por R$ 4 mil (Foto: Gabriela Berrogain/G1)A chocolatier Anna Kaebisch mostra o ovo de Páscoa de 20 kg à venda em Brasília por R$ 4 mil (Foto: Gabriela Berrogain/G1)
Fãs das Páscoa ganharam uma opção "ostentação" em Brasília: uma loja vende ovos de 20 kg e um metro de altura, feitos de chocolate belga. A guloseima custa R$ 4 mil – o equivalente a R$ 200 por quilo – e não tem gorduras hidrogenadas ou conservantes.
Sempre querem tirar fotos com ele. Várias pessoas perguntam se é realmente de chocolate, porque não acreditam"
Anna Kaebisch, chocolatier
Responsável pelo produto, a chef chocolatier Anna Kaebisch conta que já é o terceiro ano em que exibe o ovo gigante na loja, na 214 Norte. Anna recebeu cinco encomendas do ovo em 2013 – um deles foi doado a uma creche.
A produção leva quatro dias, dois para cada lado do ovo. Por causa do peso, ele fica apoiado em uma estrutura feita de pneu. “Sempre querem tirar fotos com ele. Várias pessoas perguntam se é realmente de chocolate, porque não acreditam”, conta.
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Ovo de Páscoa de 20 quilos vendido em Brasília (Foto: Gabriela Berrogain/G1)Ovo de Páscoa de 20 quilos vendido em Brasília (Foto: Gabriela Berrogain/G1)
Ovo de Páscoa de 20 quilos vendido em Brasília (Foto: Gabriela Berrogain/G1)Ovo de Páscoa de 20 quilos vendido em Brasília (Foto: Gabriela Berrogain/G1)
Vendas
O Sindicato do Comércio Varejista espera aumento de 3% nas vendas de ovos neste ano no DF. O crescimento esperado é menor do que o do ano passado, de 4%, e estaria relacionado à alta do dólar e da inflação.
Na média, os preços dos ovos variam entre R$ 5 e R$ 980 – os mais caros têm brinquedos como brindes. A expectativa é de que 1,7 milhão de itens sejam vendidos.
O presidente do sindicato, Edson de Castro, afirma que muitas pessoas compram mais de 30 ovos todo ano, para presentear amigos e familiares. “A Páscoa é a primeira data especial do ano para o comércio. E, se as vendas forem positivas, isso significa que teremos o mesmo cenário no Dia das Mães, 10 de maio, e no Dia dos Namorados, 12 de junho”, diz. A Páscoa é em 5 de abril.

Projeto da UnB que debate racismo e cotas ganha mil seguidores na web


Aluna produziu série de fotografias para disciplina de antropologia visual.
Ela tirou fotos de negros no campus citando as frases racistas mais ouvidas.

Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo
Daniella Leite foi uma das dezenas de participantes do projeto idealizado por Lorena Monique dos Santos (Foto: Divulgação/Lorena Monique dos Santos)Daniella Leite foi uma das dezenas de participantes do projeto idealizado por Lorena Monique dos Santos (Foto: Divulgação/Lorena Monique dos Santos)
O projeto de uma estudante da Universidade de Brasília (UnB) para instigar o debate sobre racismo na universidade ganhou pelo menos mil seguidores na internet, dez dias após seu lançamento. Batizado de "Ah, branco, dá um tempo", o site publica fotos tiradas com estudantes negros e negras da UnB, que mostram as frases racistas que eles ouvem com mais frequência. Lançado na internet no dia 19 de março, o blog já tinha cerca de mil seguidores na noite de domingo (29), segundo a autora do projeto, Lorena Monique dos Santos.

Segundo a jovem, que tem 21 anos e atualmente está no quinto semestre do curso de ciências sociais, o objetivo do projeto é é demonstrar que o racismo no Brasil é algo sutil. "Apesar de o racismo ser racismo em qualquer lugar, ele se expressa de diferentes formas de acordo com cada realidade. No Brasil, existe o lance da cordialidade, da democracia racial que são formas de esconder as práticas racistas e tentar fazer com que as pessoas negras sejam excluídas no acesso aos direitos e a determinadas posições sociais", disse ela ao G1.
"A ideia é demonstrar para as pessoas não-negras que o racismo se esconde em palavras e atos sutis. Apesar de que em algumas fotos a gente pode perceber que ele não é tão sutil assim", explicou ela.
Até a noite desta segunda-feira (30), o site tinha mais de 60 imagens. Registradas em diversos pontos do campus da UnB, elas mostram estudantes segurando uma lousa branca, sempre com frases escolhidas por eles.
Preconceito dentro e fora da faculdade
Daniella Leite, estudante de história da UnB, diz que sofreu com a frase que negava sua condição de negra desde criança, dentro da própria família. "Entrei por cotas e ouvi novamente essa frase. Uma amiga me disse isso quando prestei vestibular. Ela acha que só optei pelas cotas por ser mais facil", afirmou ela ela ao G1.
Estefany Alves, de 23 anos, é estudante de geologia na UnB, e também participou do projeto. Ela foi fotografada no campus da instituição segurando a lousa com a frase "você tem sorte em ser negra, nem precisa, nem precisa estudar para passar no vestibular".
"Escolhi essa frase porque ela é bastante corriqueira no meio da universidade, ainda mais aqui na UnB, onde o sistema de cotas é aceito", explicou.
Outro participante do projeto é Matheus Henrique Ramos, estudante de matemática, que escolheu uma frase relacionada ao seu cabelo agora. "É uma pergunta recorrente que me fazem. Associam o cabelo black power sempre a falta de higiene, de cuidados, desleixo, sem ao menos buscar saber o quão trabalhoso é manter o cabelo assim. Mal sabem quanto cuidado se deve ter", diz ele, que acredita que as pessoas têm um "pré-conceito formado sobre o cabelo crespo fora do padrão imposto, o curto".
A UnB foi a primeira universidade federal a ter cotas raciais; estudantes cotistas, como Estefany Alves, dizem que sofrem e preconceito por causa disso (Foto: Divulgação/Lorena Monique dos Santos)A UnB foi a primeira universidade federal a ter cotas raciais; estudantes cotistas, como Estefany Alves, dizem que sofrem e preconceito por causa disso (Foto: Divulgação/Lorena Monique dos Santos)
Inspiração em Harvard
Lorena, a idealizadora do blog, explica que a ideia do blog surgiu em 2014 a partir de vídeos que ela já produzia e publicada no YouTube, e um projeto semelhante feito por estudantes da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que também debate a inclusão e a diversidade no campus. Na mesma época, ela fazia uma disciplina sobre antropologia visual e decidiu botar o projeto em prática como trabalho final da disciplina.
As fotos foram tiradas em novembro, durante a Semana da Consciência Negra.
"Entreguei o quadro e o pincel para que as pessoas escrevessem suas frases. Para ajudá-las fiz uma lista com cerca de 20 frases semelhantes às frases do projeto de Harvard. Algumas pessoas utilizaram as frases da lista, mas a grande maioria escreveu frases próprias", lembra ela.
A maior parte das frases diz respeito a preconceitos ouvidos na universidade, de que estudantes cotistas não precisam estudar para passar no vestibular. Há, porém, frases relativas à cor da pele, traços faciais e tipo de cabelo de cada estudante. "Seus traços são finos e a sua pele nem é muito escura", "que beleza exótica você tem", "que cabelo diferente, posso tocar?" são algumas das frases que integram o projeto.
"Agora estou organizando um vídeo no formato de mini-doc para apresentar uma discussão sobre o assunto", diz Lorena.
Matheus Henrique Ramos, estudante da UnB, também se deixou fotografar para o projeto (Foto: Divulgação/Lorena Monique dos Santos)Matheus Henrique Ramos, estudante da UnB, também se deixou fotografar para o projeto
(Foto: Divulgação/Lorena Monique dos Santos)
UnB reduziu cota racial em 2014
A Universidade de Brasília é pioneira nas políticas de ações afirmativas no Brasil. A UnB adotou o sistema de cotas raciais em 2003, após um caso de discriminação na pós-graduação ganhar notoriedade. O primeiro vestibular com reserva de 20% das vagas para estudantes negros foi realizado em junho de 2004. Na ocasião ficou decidido que o sistema seria rediscutido em 10 anos.
"A discriminação sempre existiu. A diferença é que antes das cotas não se falava sobre o assunto e as pessoas negras estavam fora das universidades. Hoje em dia, existe um número considerável de pessoas negras nas universidades e algumas dessas pessoas tenta estabelecer uma discussão franca e aberta sobre o assunto", explicou a estudante.
Em abril de 2004, a UnB decidiu reduzir para 5% a reserva de vagas para negros. Entre os argumentos está o fato de que a lei federal de cotas, que prevê 50% das vagas guardadas para estudantes oriundos da rede público, aumentaria essa porcentagem de 5%.
Mesmo com a experiência de cotas na UnB durar mais de dez anos, Lorena diz que o debate ainda precisa ser mais incentivado. "Ainda existe muita resistência. Sempre que se tenta falar sobre o assunto, a primeira reação é afirmar que as pessoas negras são 'vitimistas'", disse.
Ela afirma que a repercussão de seu projeto tem sido positivo, mesmo que haja discordâncias quanto ao formato e ao nome escolhido. "Algumas pessoas concordam, outras discordam, mas que se discuta o assunto! O silêncio é algo aterrador. Escutar essas frases e ficar imaginando que isso é coisa da sua cabeça é enlouquecedor."

'Lista de espera é de 60 pessoas', diz gerente de loja de extintores no AC


Denatran adiou até 1º de julho exigência do extintor veicular 'ABC'.
Estabelecimento aguarda 30 dias para a chegada de extintores.

Iryá Rodrigues Do G1 AC
Denatran adiou até 1º de julho exigência do extintor veicular ABC (Foto: Iryá Rodrigues/G1)Denatran adiou até 1º de julho exigência do extintor veicular ABC (Foto: Iryá Rodrigues/G1)
A gerente de uma loja de extintores de Rio Branco, Verônica da Silva Tavares, diz que 60 pessoas estão em uma lista de espera pelo extintor veicular do tipo 'ABC'. Segundo Verônica, a loja só possui um dos modelos do extintor e fica cerca de 10 dias aguardando o produto chegar. O Denatran adiou, no dia 25, por mais 90 dias a obrigatoriedade do uso do extintor 'ABC'. A nova data prevista para início da fiscalização será 1º de julho.
"Temos uma lista de 60 pessoas aguardando a chegada dos extintores. Assim que o produto chega, nós entramos em contato com o cliente de acordo com a ordem da lista, e ele vem buscar. Como a procura aumentou, quando o extintor chega na loja fica no máximo 15 dias e já acaba novamente. Aguardamos, em média, 30 dias para reabastecer o estoque", explica a gerente.
Verônica conta ainda que muitos clientes acabam optando por comprar o único modelo do extintor 'ABC' que tem na loja, mesmo não sendo o adequado para seu veículo, para não correr o risco de ser multado. "Os clientes preferem fazer adaptações no suporte do extintor, pois estamos só com um modelo", afirma.
Desde dezembro, pouco antes da medida entrar em vigor, os consumidores reclamam da falta do item no comércio.
A multa começaria em 1º de janeiro deste ano, mas, no dia 7 de janeiro, o governo anunciou o primeiro adiamento da exigência para 1º de abril. De acordo com o Ministério das Cidades, o motivo para adiar mais uma vez a obrigatoriedade é que o equipamento continua em falta nas lojas.
Sobre o valor do extintor veicular 'ABC', a gerente diz que o modelo de 1kg custa R$ 180 e o de 2 kg está saindo a R$ 230. "Quando começamos a vender mais esse modelo, no início da medida, o valor do extintor 'ABC' era R$ 80 e hoje tivemos que aumentar, já que a cada novo pedido, as fábricas reajustam o valor e isso reflete no preço cobrado pela loja", diz Verônica.
De acordo com a gerente, muitos clientes reclamam do aumento no valor, mas acabam se conformando por conta da validade do produto, que é de cinco anos. Verônica ressalta que por isso, fica praticamente o mesmo valor de recarregar todo ano.
O proprietário de outra loja de extintores da capital, Erick Batista, afirmou que sua loja não chegou a ficar sem o produto no estoque nenhum dia. Segundo ele, a demanda está bem maior nos últimos três meses, aumentando cerca de 50% nas vendas. O valor do extintor de 1 kg está R$ 130.
A mototaxista Maria de Jesus encontrou o extintor após pesquisar em várias lojas (Foto: Iryá Rodrigues/G1)A mototaxista Maria de Jesus encontrou o extintor após pesquisar em várias lojas (Foto: Iryá Rodrigues/G1)
"Consigo cobrar esse preço, pois eu compro de terceiros. Como o produto está em falta nas indústrias, nós estamos adquirindo o produto por meio de outras alternativas. Por isso, o valor acaba variando, de acordo com o preço do revendedor. Por dia chego a vender 40 extintores, e não fiquei sem o produto nenhum dia", afirma.
A mototaxista Maria de Jesus, de 41 anos, disse que precisou comprar o extintor 'ABC' e após pesquisar o valor em várias lojas da cidade acabou encontrando por um preço melhor. "Eu tenho carro e vi no jornal que se for pego usando extintor vencido, a pessoa perde cinco pontos na carteira e mais uma multa, então corri atrás para resolver isso. Andei em várias lojas, e a maioria não tinha mais. Encontrei uma que tinha e o preço ainda era R$ 50 mais barato", conta.

No AC, famílias realizam passeata de conscientização sobre autismo


Famílias saíram da Praça da Revolução e caminharam até a Aleac.
Dia 2 de abril é o Dia Mundial do Autismo.

Aline Nascimento Do G1 AC
Familiares se reuniram em na Praça da Revolução na manhã desta quarta-feira (1) (Foto: Aline Nascimento/G1)Familiares se reuniram em na Praça da Revolução na manhã desta quarta-feira (1) (Foto: Aline Nascimento/G1)
Vestidos com camisas azuis e levando cartazes e apitos familiares de portadores de autismo realizaram uma passeata de conscientização sobre a doença nesta quarta-feira (1), em Rio Branco. A concentração foi realizada na Praça da Revolução e, logo depois, as famílias seguiram pelas ruas do Centro da capital acreana até a Assembleia Legislativa (Aleac), onde foi apresentado o Projeto de Lei que visa reconhecer os direitos do portador de autismo. A proposta é do deputado estadual Daniel Zen.
A funcionária pública Kamila da Rocha, de 30 anos, participa da passeata com o filho João Lucas, de 3 anos. Sem um laudo conclusivo, Kamila conta que descobriu que o filho tinha a doença quando ele tinha 1 ano e 8 meses. A partir de então começou o tratamento com o filho.
Para Kamila, a passeata é uma forma de mobilizar a opinião pública sobre a doença e sobre o tratamento realizado nos portadores. "A passeata é importante para divulgar para as pessoas mais sobre a doença e seus efeitos. É uma luta diária que a gente tem com eles.  Então, é bom que as pessoas se conscientizem  que existem vários graus da doença e que tem tratamento. Quando eu digo que o João tem autismo, ninguém acredita porque ele parece uma criança normal", revelou.
De acordo com a funcionária, a família só descobriu que a criança era autista, porque sua irmã, que é pedagoga, percebeu os sintomas em João. "Minha irmã começou a verificar alguns traços da doença nele, porque ele se isola, não gosta de barulho e tem dificuldades para falar e se expressar", conta.
Mãe de duas crianças, sendo que a mais nova é autista, Gleide Cavalcante, de 38 anos, trouxe os filhos para a passeata com o intuito de conhecer as demais famílias dos portadores e mostrar para a sociedade que a filha pode ser uma criança como as demais.
A funcionária pública Kamila com o filho João Lucas, de 3 anos, durante passeata (Foto: Aline Nascimento/G1)A funcionária pública Kamila com o filho João Lucas, de 3 anos, durante passeata (Foto: Aline Nascimento/G1)
"Estamos mostrando que uma criança autista é capaz de lutar por seus direitos, porque elas têm direitos e às vezes as pessoas não sabem o que é e pensam que são crianças birrentas  e que não podem nada. As crianças com autismo são super inteligentes, minha filha é meiga. Queremos mostrar para a sociedade que a criança autista é capaz de qualquer coisa, tem que ser amada e respeitada", argumenta.
As famílias que participaram da passeata fazem parte da Associação Família Azul do Acre (Afac). De acordo com o presidente da Afac, Arthur Leite, a associação serve para buscar ajuda para o tratamento e orientar as famílias sobre os cuidados com os portadores. Atualmente, segundo Arthur, existem mais de 11 mil pessoas com o transtorno no estado.
"A Afac começou com um grupo de família na rede social que começaram a trocar informações para se ajudar, amparar quem acabou de receber o laudo, informar sobre os médicos. Auxiliar sobre a doença. Hoje temos 83 famílias no estado, temos todo um trabalho de identificar e ajudar as famílias de baixa  renda mostrando os direitos que ela têm, ajudando os pais a procurar medicação, consulta, ajudar com a parte do acesso aos benefícios e principalmente trabalhar a parte de orientação familiar".
Passeata passou por uma das principais ruas do Centro de Rio Branco, Getúlio Vargas, e terminou na Aleac (Foto: Aline Nascimento/G1)Passeata passou por uma das principais ruas do Centro de Rio Branco, Getúlio Vargas, e terminou na Aleac (Foto: Aline Nascimento/G1)
Ainda de acordo com o coordenador,  a passeata também é uma forma de comemorar o Dia Mundial do Autismo, comemorado nesta quinta-feira (2).
"Amanhã é o Dia Mundial do Autismo e como é feriado e não haveria sessão  na Aleac, nós antecipamos para hoje nossa passeata. As famílias sofrem todo tipo de preconceito, com laudo médico equivocado, preconceito  na escola, desagregação familiar, é um problema que fica escondido. Queremos dar visibilidade para o problema", explica.
Projeto de lei
Além de chamar a atenção da sociedade sobre os portadores de autismo, a passeata realizada pelos familiares foi uma forma de juntar os membros da Afac para participar de um sessão ordinária na Aleac, onde o deputado estadual Daniel Zen apresentou o projeto de lei que protege os direitos da pessoa com autismo.
"Vamos até a Assembleia Legislativa porque o Daniel Zen vai reapresentar o projeto que está parado há três anos. O projeto de política estadual que estabelece direitos à pessoa com autismo e isso infelizmente nunca andou dentro da casa, então, a família azul pediu que o projeto fosse revisado e que tivéssemos o mínimo de política voltada para esse assunto que é tão esquecido", diz.
Segundo o deputado estadual Daniel Zen, o projeto visa proteger aos direitos dos portadores da doença, oferecendo mais um atendimento melhor, com médicos especializados no atendimento e na educação.
" O projeto estabelece uma série de parâmentos  e protocolos de atendimento tanto na educação como na saúde e na assistente social. Na educação ele estabelece como será o atendimento e a inclusão da criança com autismo nas classes comuns  no ensino regular e o também no atendimento educacional domiciliar. Já na saúde, ele estabelece a necessidade de que o estado designa onde as unidades de saúdes sejam referência no atendimento do portador da doença", diz.
Familiares e portadores de Autismo durante a seção ordinária onde seria apresentado o projeto de lei (Foto: Aline Nascimento/G1)Familiares e portadores de Autismo durante a seção ordinária onde seria apresentado o projeto de lei (Foto: Aline Nascimento/G1)

Após ter perna amputada, idoso usa prótese improvisada de madeira


Ex-seringueiro perdeu a perna após ter sido picado por uma cobra.
Prótese é adaptada para região às margens do Rio Juruá, no interior do AC.

Adelcimar Carvalho Do G1 AC
Ex-seringueiro diz preferir prótese de madeira por ser mais leve  (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)Ex-seringueiro diz preferir prótese de madeira por ser mais leve (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
O ex-seringueiro Francisco Alves Pedrosa, de 77 anos, mora na estrada da Variante, que liga a BR-364 à cidade de Cruzeiro do Sul, distante 648 km da capital Rio Branco. Aos 25 anos, em 1963, Francisco perdeu parte da perna direita após ter sido picado por uma cobra. Cansado de usar muletas, ele começou a fabricar próteses com madeira da região do Juruá.
A retirada de látex das seringueiras exigia que Francisco ficasse muito tempo na floresta. Ele conta que foi picado outras três vezes por cobra, mas conseguiu atendimento rápido no hospital e ficou sem novas sequelas.

A ideia de usar a madeira partiu do próprio ex-seringueiro. "Durante 20 anos, andei de muleta. Depois, passei a usar a perna de pau, feita de madeira. Passei muitos anos [assim], eu mesmo fazia. A que uso hoje aqui foi um vizinho já falecido, que trabalhava fazendo embarcações, que me presenteou. As primeiras eu mesmo fazia, pegava um pedaço de madeira, cavava com um formão e fazia por conta própria. Para calçar, forrava com pano para evitar calos", explica.
Em 2014, Francisco chegou a ganhar uma prótese de alumínio, mas opta pela de madeira por conta do local onde mora, uma área úmida às margens do Rio Juruá.
"Tenho uma nova, mas não abro mão desta. Aqui é muito molhado, tem muita lama, então procuro usar esta para poupar a nova, que é melhor de andar. Mas, com essa aqui ando bem, ando por toda a cidade. É mais leve", destaca.
De acordo com ele, o material usado para fazer a prótese é aguano, uma espécie de madeira da região. "Foi um amigo que fez pra mim. Quando o pé fica ruim, vou a um carpinteiro, e ele faz outro pé”, finaliza.
Prótese é feita com madeira e adaptada para a área onde o ex-seringueiro mora, às margens do Rio Juruá (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)Prótese é feita com madeira e adaptada para a área onde o ex-seringueiro mora, às margens do Rio Juruá (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)

Aprenda receita de peixe ao molho branco


Dica para a Semana Semana Santa vem de Barreiras, região oeste da BA.
Prato pode ser servido com arroz branco.

Do G1 BA, com informações da TV Oeste
Aprenda uma receita de peixe ao molho branco, que é opção para a ceia de Semana Santa. A dica vem da cidade de Barreiras, na região oeste da Bahia.
"Nesse período de quaresma, o peixe ele é muito mais consumido. Esse peixe é muito prático, muito rápido e muito saboroso. Tanto você pode usar agora [na Semana Santa], como você pode usar em qualquer outra ocasião", diz a culinarista Olíbia Barbosa, que ensina a fazer o prato.
Ingredientes
1 kg de filé de peixe, nesta receita vamos usar o linguado
200 ml de leite de coco
1 copo de requeijão cremoso
200 ml de vinho branco
1 pacote de creme de cebola
Queijo ralado, ervas finas e azeitonas à gosto
Modo de fazer:
Tempere o peixe com limão, sal e alho. Em seguida, forre um refratário com o requeijão cremoso e coloque o peixe por cima. Salpique com as ervas finas e despeje o leite de coco por cima, e reserve. Misture o vinho branco com o creme de cebola. Depois, jogue por cima do peixe. Por fim, acrescente o queijo ralado e as azeitonas. Leve ao forno a 180° por 30 minutos ou até dourar. Sirva com arroz branco e bom apetite.

Bebê de um ano morre à espera de cirurgia no coração em hospital da BA


Criança aguardava cumprimento de decisão que determinou transferência.
Corpo do menino foi enterrado nesta quarta-feira (1º), em Vitória da Conquista.

Do G1 BA
Um bebê de um ano e 15 dias, que estava internado no Hospital Esaú Matos, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, à espera de uma cirurgia no coração, não resistiu e morreu nesta quarta-feira (1º).
A criança aguardava desde o dia 11 de março pelo cumprimento de uma decisão judicial que determinou a sua transferência para outro hospital que pudesse realizar o procedimento, que não é feito em Vitória da Conquista.
O corpo do menino foi enterrado, também nesta quarta, na cidade de Cândido Sales, onde a família dele mora.
Outras duas crianças que estão no mesmo hospital da cidade enfrentam a mesma situação, e estão internadas em estado grave, enquanto aguardam transferência para que possam ser submetidos a cirurgias que não são realizadas na unidade médica.

Um deles é o pequeno Miquéias, de sete meses, que desde que nasceu está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por conta de um problema no coração. A mãe dele, Renata Oliveira, está desesperada.
"Eu quero que eles deem uma resposta, porque meu filho vai ficar aí. Ele vai ter que morrer para depois eles darem uma resposta? Não adianta", desabafou. Ela conta que já procurou o Ministério Público para pedir ajuda, mas que não obteve resposta.
Os pais de Noemi, de apenas 29 dias, também estão angustiados com a situação da filha. Paloma Silva, mãe da menina descobriu com cinco meses de gestação que a filha nasceria com um problema no cérebro.
O bebê, que também está no Hospital Esaú Matos, precisa com urgência de uma cirurgia, que também não é feita em Vitória da Consquista. "Foi encaminhado aqui para o hospital para fazer o encaminhamento, mas até agora eles alegam que não tem vaga para fazer a cirurgia", diz a mãe.
O pai da criança, Joelson Silva, conta que também procurou o poder público, mas não obteve sucesso. "Fui no Ministério Público, levei todos os laudos dela, levei as tomografias e as fotos. Eles pediram para eu aguardar. Disseram que iriam entregar para a juiza e que eu ficasse aguardando. Faz dez dias e até agora nada".
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) confirmou a solicitação de transferência dos dois bebês e disse que a Central de Regulação da cidade de Vitória da Conquista está buscando vagas em hospitais que tenham atendimento adequado para tratar os problema das crianças.

Veja 10 carros e 10 motos mais vendidos em março de 2015


Fiat Strada lidera, com 9.946 unidades, e Chevrolet Onix está em 2º.
Entre as motos, Honda CG 150 segue na ponta, com 34.617 unidades.

Do G1, em São Paulo
A picape Fiat Strada foi o modelos mais emplacado em março, entre automóveis e comerciais leves (picapes e furgões) com 9.946 unidades emplacadas, segundo a federação dos concessionários, a Fenabrave.
Em segundo, ficou o hatch Chevrolet Onix (9.548), seguido pelo Fiat Palio (9.232), que segue como o carro mais vendido no acumulado do ano.
Nas motos, a liderança foi novamente da Honda CG150, com a Biz em segundo.
VALE ESTE - mais vendidos vendidos em março de 2015 (Foto: Arte G1)

O sonho acabou e o desemprego aumenta assustadoramente


1,2 milhões de empregos serão fechados em 2015
Simone Kafruni
Correio Braziliense
Último bastião do governo Dilma Rousseff, o baixo índice de desemprego não resistiu à estagnação do país e começou sua derrocada, em linha com todos os outros indicadores econômicos, que se deterioraram antes. O ano começou com demissões em massa e, até que termine, mais de 1,2 milhão de trabalhadores terão perdido seus empregos, conforme a consolidação de estimativas dos principais setores da economia.
O nível de desocupação cresce assustadoramente no país, algo decorrente não só da Operação Lava-Jato e da suspensão de pagamentos da Petrobras a fornecedores, como quis minimizar o ministro do Trabalho, Manoel Dias, ao divulgar o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro. Os dados apontaram o fechamento de 84 mil postos de trabalho apenas no primeiro bimestre do ano.
Desde o fim do ano passado, vários setores estão demitindo fortemente (leia quadro). Além das empresas vinculadas à Petrobras, o setor automotivo, a construção civil, os serviços, as mineradoras e as metalúrgicas também estão em maus lençóis por conta da fraca atividade econômica do país. Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ficou estagnado, com avanço de apenas 0,1%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2015, a perspectiva do mercado é de retração de 1,5%, enquanto o Banco Central estima queda de 0,5% no PIB.
CORTAR CUSTOS
Os setores produtivos mais afetados pela conjuntura econômica iniciaram as demissões para cortar custos. A construção civil, que já demitiu 250 mil trabalhadores nos últimos cinco meses, deve fechar mais 300 mil postos em 2015, projeta o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-SP). O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada estima que, pelo menos, 20,1 mil trabalhadores de 38 empresas, em sete projetos da Petrobras, tenham sido demitidos nos últimos meses.
Quase 2 mil mineradores perderam seus empregos. O setor automotivo, que já demitiu 12,4 mil pessoas em 2014, deve cortar mais 350 mil vagas. Apenas em fevereiro, o setor de serviços, o que mais emprega no país, fechou quase 200 mil postos de trabalho.
O setor de serviços foi o que mais dispensou em fevereiro, de acordo com o IBGE, com queda de 3,7% no número de empregados e dispensa de 165 mil pessoas. O auxiliar de cozinha Patricio Wanderson, de 26 anos, perdeu o emprego porque o restaurante em que trabalhava fechou as portas. Ozinelia Barros da Fonseca, de 49 anos, conta que a idade atrapalha a recolocação. “É mais uma barreira, como se a gente não tivesse mais utilidade. Fui caixa de supermercado, mas me demitiram quando acabou o contrato de experiência”, diz ela, que procura vaga desde outubro.

Piada internacional: Dilma exigirá que EUA não a espionem


Patrícia Campos Mello
Folha
A presidente Dilma Rousseff quer que o americano Barack Obama garanta, na conversa que os dois devem ter às margens da Cúpula das Américas, a exclusão do nome dela na lista de líderes estrangeiros espionados pela NSA.
Essa seria a condição para reagendar a visita de Estado a Washington, que ocorreria em outubro de 2013, mas foi cancelada por Dilma após o escândalo de espionagem.
O Conselho de Segurança Nacional dos EUA está revendo a lista de líderes mundiais espionados pela NSA. Obama já tinha ordenado publicamente que a NSA deixasse de monitorar a chanceler alemã, Angela Merkel.
Mas, segundo reportagem do “The New York Times” em fevereiro, líderes do México e do Brasil continuam sob vigilância.
“FORA DE SI”
Dilma teria ficado “fora de si” com a informação e exigiria uma “garantia” de Obama de que ela também está fora da lista, segundo a Folha apurou com duas pessoas que acompanham a negociação.
Só assim ela dará início à série de diálogos ministeriais que preparam o terreno para a visita à Casa Branca.
O encontro entre os dois no Panamá, durante a cúpula que se realiza nos próximos dias 10 e 11, pode ser uma reunião bilateral ou simplesmente o chamado “pull aside”, uma conversa informal no intervalo dos compromissos.
Já está descartada a possibilidade de uma visita em maio ou junho, pois não haveria tempo para prepará-la. Setembro e outubro são meses congestionados em Washington: duas visitas de Estado, dos líderes do Japão e da China, e duas visitas “de trabalho”, menos solenes, dos líderes da Indonésia e da Coreia do Sul.
VISITA DE TRABALHO
Portanto, caso seja reagendada para este ano, a visita de Dilma será meramente de trabalho. Se ocorrer ano que vem, poderá ser uma visita de Estado.
Para Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute do Woodrow Wilson Center, o restabelecimento das relações com os EUA, estremecidas desde o escândalo de espionagem, vem crescendo.
Visitas recentes do ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, a Washington, e do subsecretário do Tesouro, Nathan Sheets, ao Brasil, são sinais disso.
A conversa do chanceler Mauro Vieira com Susan Rice, assessora de Segurança Nacional, e o telefonema do vice, Joe Biden, a Dilma em março, reiterando o convite, também.
ENGAJAMENTO
“Esse encontro [de Dilma e Obama] durante a cúpula é importante para o reengajamento”, afirma Sotero.
Mas a agenda para uma possível visita continua anêmica. Um dos anúncios seria a liberação da entrada de carne in natura brasileira nos EUA. Isso já foi anunciado pelo menos duas vezes antes pelos dois governos, mas esbarrou em obstáculos.
Já o acordo de facilitação de comércio entre os dois países está bem encaminhado.
Outro possível avanço, que seria anunciado durante a visita de 2013, é o Global Entry, sistema que facilita a entrada de viajantes internacionais cadastrados.
A isenção de visto, um dos grandes temas bilaterais, é mais difícil. “E pode ser contraproducente, porque pode haver brasileiros embarcando sem visto só para serem barrados nos EUA”, diz uma pessoa próxima às negociações.