Nunca tão poucos tiveram poder para censurar tantos. Nem Hitler e Stálin conseguiram controlar a opinião como fazem as Big Techs. Leia o manifesto da Associação Nacional dos Comunicadores Independentes (Anci), via Brasil Sem Medo:
Na
última semana, as empresas de tecnologia que administram as redes
sociais deram um duríssimo golpe na democracia. O Twitter bloqueou
permanentemente o perfil do Presidente dos Estados Unidos, simplesmente
por ele se opor à narrativa que essas empresas defendem. Talvez tenha
sido a mais ousada manobra dos grandes oligarcas da tecnologia contra a
liberdade de expressão. Além disso, o Facebook anunciou que irá impor
aos usuários do WhatsApp o consentimento de novas regras de
compartilhamento de dados, que podem incluir localização e contatos.
Essas medidas, vindas de empresas que vigiam opiniões e bloqueiam
usuários alegando supostas incompatibilidades com “políticas da
comunidade” ― que, por sinal, mudam frequentemente ― ampliaram a
suspeita de cidadãos em todo o mundo.
A
Associação Nacional de Comunicadores Independentes (ANCI) posiciona-se
em defesa das vozes dos cidadãos comuns, uma das bandeiras da
comunicação independente fortalecida com a internet, e considera as
medidas dessas empresas como ataques abertos a um dos direitos humanos
mais básicos: o direito à livre expressão.
Facebook,
Twitter e Google, além da Apple, Amazon e outras que sucumbem às
ameaças de radicais da supressão de vozes, representam hoje o mesmo que
representaram velhas dinastias e impérios do terror. Nunca se viu tanto
poder nas mãos de tão poucos.
A
narrativa de liberdade e privacidade, que enfeita os slogans dessas
empresas, deve ser vista como uma gigantesca e monstruosa propaganda
enganosa a serviço de interesses daqueles que precisam suprimir opiniões
para se manter em pé. O debate, velha ferramenta de conhecimento em
épocas democráticas, parece ter ficado no passado. Agora, basta tachar
uma mensagem como “fake news” ou um simples usuário como “disseminador
de ódio” para que não se precise debater com ele.
A
censura promovida pelas Big Tech converte-se na mais cruel e mortal
forma de discriminação e segregação. O risco que o mundo corre é o de se
tornar refém dos mesmos oligarcas que impuseram seus monopólios ao
longo do século XX e colaboraram com os regimes mais genocidas da
história.
As
grandes corporações, ao invés de investirem no fomento dos mesmos
valores que os fizeram crescer e obter poder na democracia, trabalham no
sentido de acorrentar e amordaçar as vozes do cidadão comum,
aparentemente com o único fim de escravizá-lo como mão-de-obra barata em
suas multinacionais aliadas a governos como os da China. Não é à toa
que o Fórum Econômico Mundial mantém como inspiração para o seu Great
Reset nada menos que o regime chinês ― a maior, mais cruel e mais
longeva ditadura do planeta, além de ser um regime recordista em prisões
e perseguições a jornalistas.
Este é o mundo das Big Techs.
O
crescimento da participação popular na política deve muito ao advento
dessas ferramentas de debate e discussão. Mas quando as empresas de
tecnologia assumiram o papel de garantidoras das vozes na democracia,
passaram a fornecer um serviço público, representando uma instância que
não pode sucumbir à tentação da formação de cartéis e monopólios
ideológicos.
Estamos
vivenciando uma revolução das elites contra o povo, um ataque violento
contra o patrimônio mais sagrado da humanidade que é a sua cultura e a
sua liberdade de expressar-se.
A
atitude dessas empresas em limitar a liberdade coincide com as
iniciativas de regimes totalitários que mataram e calaram milhões de
pessoas no século XX, seja por meio de prisões ou da destruição de meios
de informação, como livros e publicações vistas como proibidas.
Cenas
do passado, como uma fogueira de livros durante a Segunda Guerra, estão
sendo revividas agora na era da Internet, com perfis e páginas sendo
sumariamente calados sob acusações de disseminação de informações
contrárias à narrativa oficial. Não é coincidência que a era do combate
às fake news seja a mesma em que se ambiciona suprimir, até em obras da
literatura, expressões vistas como inadequadas.
Nem
Stálin, Mao ou Hitler tiveram nas mãos tanto poder de censura quanto as
Big Techs. Se você escrever ou falar algo que contrarie as famosas
“políticas”, a articulação do terror formada por radicais tem o poder de
eliminar o seu sustento, levando à falência ou à fome qualquer voz que
pareça dissidente. O mundo está vendo, aterrorizado, uma censura
levantada a partir de elites poderosas contra o cidadão comum. Nunca a
voz popular foi tão inconveniente quanto agora.
ANCI – Associação Nacional de Comunicadores Independentes
Assinam esta nota:
Bernardo Küster (BSM)
Flavio Morgenstern (Senso Incomum)
Silvio Grimaldo (BSM)
Paulo Briguet (BSM)
Mauro Ventura (IVIN)
Cristian Derosa (Estudos Nacionais)
Ricardo Roveran (Terça Livre)
Enrico Bianco (Coalizão Conservadora)
Lucas Campos (Coalizão Conservadora)
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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