O Brasil tem 831.064 casos de Covid, indica consórcio de imprensa no
boletim das 8 horas. O número total de mortes é de 41.952. Os números
são do boletim das 8h deste sábado do consórcio de veículos de imprensa
formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S. Paulo, UOL e O Estado de S.
Paulo, a partir das atualizações das secretarias estaduais de Saúde.
Nesta sexta-feira, o Brasil tornou-se o segundo país com maior número de
vítimas fatais provocadas pela doença, ultrapassando o Reino Unido e
ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Além disso, o Brasil registrou
24.255 novos casos esta sexta-feira. Até agora, então, a pandemia
provocou 829.902 contágios no país. Este índice também é menor somente
do constatado nos EUA.
O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira os
dados de seu balanço sobre os casos e mortes registrados pela
Covid-19. De acordo com os dados, foram registrados 25.982 novos casos
da doença nas últimas 24 horas, totalizando 828.810. Ainda segundo o
balanço, foram registradas 909 novas mortes nas últimas 24 horas,
totalizando 41.828. Segundo o último balanço divulgado pelo Ministério
da Saúde, os cinco estados com o maior número de casos da doença são:
São Paulo (167.900), Rio de Janeiro (77.784), Ceará (75.075), Pará
(66.328) e Maranhão (57.605). Os cinco estados com o maior número de
mortes são: São Paulo (10.368), Rio de Janeiro (7.417), Ceará (4.788),
Pará (4.132) e Pernambuco (3.694). Segundo Mike Ryan, diretor de
emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é agora um
dos epicentros mundiais do coronavírus, principalmente nos centros
urbanos. O sistema de saúde "ainda está suportando" a demanda por
atendimento, diz ele, mas algumas unidades de terapia intensiva (UTIs)
já estão sob forte pressão, com mais de 90% dos leitos ocupados. A
interiorização da doença, no entanto, preocupa pesquisadores, que
acreditam que a doença segue um "efeito cascata" e pode transbordar para
localidades mais isoladas. Em São Paulo, a maioria dos municípios sem
casos de Covid-19 tem menos de 5 mil habitantes. Mesmo com o avanço da
pandemia, a semana foi marcada pela reabertura de shoppings nas capitais
do Rio de Janeiro e São Paulo e em uma declaração do presidente Jair
Bolsonaro favorável ao retorno das escolas. Além disso, o presidente
também pediu a apoiadores que "arranjem" um jeito de entrar em hospitais
públicos ou de campanha que atendam pacientes com a Covid-19 para
filmarem o interior das instalações. A ideia, segundo ele, seria mostrar
a real dimensão da epidemia causada pelo novo coronavírus. Nesta
sexta-feira, políticos apoiadores do presidente atacaram a parceria
anunciada pelo governador paulista João Doria (PSDB) entre o Instituto
Butantan e farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, que busca realizar
testes de uma vacina candidata contra a Covid-19. No Twitter, usando a
hashtag #vacinachinesa, os bolsonaristas disseram que a aliança firmada
em busca da imunização é uma conspiração contra o governo federal.

Nenhum comentário:
Postar um comentário