HOJE EM DIA
Os dados constam em boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Ao todo, 229 municípios têm notificações da enfermidade. Belo Horizonte e Uberlândia, no Triângulo, lideram as estatísticas, com 20 diagnósticos até o momento.
Na capital, porém, o número pode aumentar. São aguardados os resultados de 263 exames de pacientes que apresentaram os principais sintomas, como febre alta e manchas vermelhas pelo corpo.
Gerente de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), Patrícia Toledo explicou que as últimas confirmações na metrópole, no entanto, não são de pessoas que adoeceram recentemente. “Os quatro registros são de indivíduos que ficaram doentes entre agosto e setembro. Só foram confirmados agora porque passaram por uma série de exames”.
De acordo com a servidora, a pasta tem tomado medidas para barrar o vírus, como o “Dia D”, que conta com a abertura dos 152 postos de saúde aos sábados. O último ocorreu sábado passado. O total de pessoas vacinadas não foi informado. A próxima mobilização está marcada para 30 de outubro.
Segunda etapa da campanha nacional de vacinação começa em 18 de novembro, com foco na população de 20 a 29 anos. O “Dia D”, quando os postos de saúde abrem aos sábados, será em 30 de novembroIntensificação
Além de intensificar as ações, esse é o momento para conscientizar as famílias sobre os riscos. É o que diz a coordenadora do curso de Enfermagem das Faculdades Kennedy, Débora Cristine Gomes Pinto. “É necessário trabalhar educação em saúde com os pais. Eles precisam entender que o sarampo pode matar”, reforça a professora. “Muitos acreditam que é uma doença leve, comum na infância. Mas é muito perigosa”.
De acordo com a docente, esse “despertar” contribui para que a imunização ocorra o quanto antes. “É a única forma de proteção. Afinal, é transmitido por um vírus, está no ar. Não tem outra forma que não seja a vacina”, acrescentou Débora Cristine.

Por meio de nota, a SES-MG afirmou que tem veiculado campanha de incentivo à vacinação em BH e no interior, além de ter tomado, desde o começo do ano, medidas para interromper a cadeia de transmissão dos vírus. Durante o “Dia D” em Minas, cerca de 4 mil postos de saúde ficaram abertos. A pasta ressaltou a importância das doses como única forma de evitar a propagação da doença.
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