"O STF não tem direito de transformar o Brasil numa República de Bandidos", critica Carvalhosa
23/10/2019 às 17:27 JORNAL DA CIDADE ONLINE
Nesta
quarta-feira (23), o jurista Modesto Carvalhosa, declarou novamente sua
indignação contra pautas defendidas por ministros do Supremo Tribunal
Federal para aumentar ainda mais a impunidade no país. Comentando sobre a
votação sobre prisão após condenação em segunda instância que acontece
nesta tarde na corte, Carvalhosa classificou o STF como "garantistas que
certamente vão assegurar a absolvição dos corruptos e dos grandes
criminosos".
Veja a publicação indignada - e com razão - do jurista: "INÍCIO DA PROCLAMAÇÃO DA IMPUNIDADE Não
será ainda hoje que o STF irá PROCLAMAR que a nossa Constituição
“garante” a IMPUNIDADE ampla, geral e irrestrita dos criminosos. Nesta
tarde, diversos discursos encomiásticos e de louvações ao PRETÓRIO
EXCELSO serão pronunciados na tribuna daquela Augusta Casa por parte dos
interessados na LIBERTAÇÃO não dos escravos, mas dos SENHORES. A
ocasião merece especial “celebração”, mesmo porque o Brasil será o
ÚNICO PAÍS DO MUNDO a ostentar, orgulhoso, que os bandidos são presos
somente APÓS trânsito em julgado. E qual será a última
instância desse trânsito em julgado? O próprio STF dominado pelos
garantistas, que certamente vão assegurar - pela prescrição ou pelos
“excessos da Lava Jato” - a absolvição dos corruptos e dos grandes
criminosos, como, alias, já tem feito todos os dias. Insista-se: NENHUM país do mundo civilizado e não civilizado, rico ou pobre, consagra tal aberração. Ninguém
duvida de que o nosso SUPREMO irá mascarar a “DECISÃO” com uma
linguagem arrevesada, pedante, contorcida e ininteligível, a fim de
criar, PROPOSITADAMENTE, confusão total no povo. Esse
truque infame, já percebido por Fernando Gabeira (O Globo, 20/10/2019),
servirá para libertar, a partir de agora, milhares de corruptos e demais
criminosos “injustamente presos”, colocando nas ruas todos os futuros
reincidentes. O STF NÃO TEM O DIREITO DE TRANSFORMAR O BRASIL NUMA REPÚBLICA DE BANDIDOS."
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