MEDIÇÃO DE TERRA

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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

"Guia de conduta para mulheres bravas": pesquisadora resgata história de mulheres silenciadas e desafia estereótipos com ironia e arte em novo livro

 




"Guia de conduta para mulheres bravas": pesquisadora resgata história de mulheres silenciadas e desafia estereótipos com ironia e arte em novo livro

Obra da artista e pesquisadora Marina Jerusalinsky mistura narrativa histórica, feminismo e humor ácido para questionar normas que limitam o comportamento feminino


Em "Guia de conduta para mulheres bravas" (editora orlando, 157 págs.), a escritora e pesquisadora Marina Jerusalinsky mergulha em uma história pouco conhecida: o "Juízo das Bravas", um julgamento que, entre os séculos XIV e XVIII, punia mulheres por falarem de forma "inapropriada" em espaços públicos. A obra, em pré-venda, combina pesquisa histórica, relatos de mulheres contemporâneas e um projeto gráfico ousado para expor como esses mecanismos de controle ecoam até hoje. O texto da quarta capa é assinado pela escritora, artista visual e designer gráfica Marcela Scheid. A arte da capa e ilustrações do livro são de Marina Jerusalinsky e Lídia Ganhito, designer gráfica e artista visual.


Com 59 irônicas "lições de conduta", o livro traz experiências reais de mulheres brasileiras e portuguesas, mostrando como expressões misóginas ainda as categorizam. "Essa pesquisa me ajudou a entender as origens das concepções sobre ‘a mulher ideal’ e como enfrentá-las", diz Marina, que transformou seu doutorado em uma crítica afiada aos estereótipos de gênero. 


A autora não poupa referências literárias e históricas para desmontar narrativas que buscam limitar o que mulheres podem ser ou fazer. "O livro adota um posicionamento feminista ao resgatar fatos marginalizados e dar voz às próprias mulheres sobre as palavras que as oprimem", explica. Entre os exemplos do livro, destaca-se a lição "Brava", que satiriza a criminalização da fala feminina: "Uma mulher pode ser considerada brava ao levantar a voz, ser veemente, discordar, ou falar com irritação – atos completamente inconvenientes e condenáveis. Todos esses elementos vão contra a obrigatória docilidade feminina, sem a qual seria muito mais difícil que nos dominassem como convém."


A obra também revela como estereótipos coloniais persistem, especialmente contra as brasileiras em Portugal. Em "Para Brasileiras em Portugal", ela expõe frases ditas por portugueses, como "Vocês vêm para cá para roubar nossos maridos" e "Ao menos servem para cuidar de nós", expondo as contradições e a violência dessas acusações. "Essas ‘lições’ mostram como a linguagem perpetua opressões, mas também como podemos desmontá-las com ironia", reflete a autora.


Sobre a autora


Marina Jerusalinsky é artista visual, pesquisadora e escritora. Doutora em Artes pela Universidade de São Paulo, Mestra em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trabalha com a palavra de modo transdisciplinar há mais de dez anos, em projetos de arte participativa, livros de artista e leitura crítica e revisão de textos. Também é autora do livro "Adjetivo Feminino: Dicionário de Experiências" (Bebel Books, 2022).


Sobre a orlando


A editora orlando, fundada pelos jornalistas Karol Lopes, Marcela Güther e Vincent Sesering (também sócios da agência de comunicação literária com.tato), nasceu para dar voz a escritores independentes com qualidade e profissionalismo. Com o lema “Histórias que desafiam o tempo”, oferece serviços completos de edição, revisão, design e divulgação, além de catálogos organizados em selos específicos: ziguezague (infantil), dobradura (poesia), espiral (ficção) e brecha (não ficção). Mais que publicar livros, aposta em estratégias de visibilidade para conectar autores e leitores. Saiba mais em editoraorlando.com.br e no Instagram @editoraorlando. 


Adquira o livro “Guia de conduta para mulheres bravas” na pré-venda (até dia 7 de setembro) com 10% de desconto, pelo site da editora orlando: https://editoraorlando.com.br/produto/pre-venda-guia-de-conduta-para-mulheres-bravas/ 



FICHA TÉCNICA

Livro: “Guia de conduta para mulheres bravas”

Autora: Marina Jerusalinsky

Número de páginas: 157

ISBN: 978-65-987951-1-5

Gênero: Não-Ficção 

Editora: orlando

Ano: 2025

Adquira no site da editora (pré-venda):  https://editoraorlando.com.br/produto/pre-venda-guia-de-conduta-para-mulheres-bravas/ 




com.tato - curadoria de comunicação

Jornalistas responsáveis: Karoline Lopes e Marcela Güther

Contato para atendimento: (31) 9 9445-2007 ou amanda@comtato.co

Subverter a segregação na psicanálise e na literatura: projeto “Lacan na Academia”, recebe o escritor e presidente da AML, Jacyntho Lins Brandão, em debate

 





Subverter a segregação na psicanálise e na literatura: projeto “Lacan na Academia”, recebe o escritor e presidente da AML, Jacyntho Lins Brandão, em debate

Evento acontece no dia 4 de setembro, a partir das 19h, com a mediação e entrevistas de Lucíola Macêdo, Maria Cristina Giraldo, Francisco Pisani, Pablo Russo e Fatima Pinheiro


“Subverter a segregação? Na psicanálise e na literatura” é o tema da próxima edição do projeto “Lacan na Academia: conversando com a literatura”, que acontece no próximo dia 4 de setembro, às 19h, na Academia Mineira de Letras. O encontro terá como convidado especial o professor e escritor Jacyntho Lins Brandão, presidente da AML e ocupante da cadeira 25, em conversa com Lucíola Macêdo, Maria Cristina Giraldo, Francisco Pisani, Pablo Russo e Fatima Pinheiro – psicanalistas da Federação Americana de Psicanálise da Orientação Lacaniana (FAPOL).  O evento é aberto ao público e a entrada é gratuita.


O debate pretende explorar, a partir da obra de poetas e escritores latino-americanos, o tema da segregação em sua interface com a psicanálise, a literatura e a linguagem. A atividade integra a programação que antecede o XII Encontro Americano de Psicanálise da Orientação Lacaniana (ENAPOL), a ser realizado em Belo Horizonte, entre os dias 5 e 7 de setembro, com o tema “Falar com a Criança”. Organizado a cada dois anos, o ENAPOL reúne psicanalistas das três escolas latino-americanas filiadas à Associação Mundial de Psicanálise — a Escola Brasileira de Psicanálise (EBP), a Escuela de la Orientación Lacaniana (EOL), da Argentina, e a Nueva Escuela Lacaniana (NEL), presente em doze países da América Latina. De acordo com a curadora e mediadora do evento, Lucíola Macêdo, “estes Encontros visam promover debates a partir da diversidade dos contextos que caracterizam a presença e a prática da psicanálise no continente americano", afirma.


“Lacan na Academia: conversando com a literatura” é uma iniciativa da AML, junto com a Escola Brasileira de Psicanálise, seção Minas Gerais. O projeto acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 248139)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e setecentos médicos cooperados e colaboradores. 


SOBRE O CONVIDADO

Jacyntho Lins Brandão é professor emérito da UFMG. Presidente da AML. Sócio fundador da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos. Poeta, ensaísta e tradutor.




SOBRE OS ENTREVISTADORES E MEDIADORA

Lucíola Macêdo é psicanalista, Membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise. É  mestre em Filosofia e doutora em Psicanálise e Estudos da Cultura pela UFMG. Dedica-se também à escrita. Entre as publicações mais recentes de sua autoria, podemos citar: Balões vítreos (poesia/ Quixote + Do, 2023), Amor & gozo, mais ainda ( em coautoria com Elisa Alvarenga/ Quixote, 2023,  Primo Levi e a poesia (ensaio/7Letras/2025) e o lançamento Sem amanhã: cartas, fanfics, poemas (poesia/7Letras/2025).


María Cristina Giraldo é psicanalista em Medellín (Colombia). Analista Membro da Escuela (AME) de la Asociación Mundial de Psicoanálisis (AMP) e da Nueva Escuela Lacaniana NEL-Medellín. Diretora da XV Jornadas de la NEL. Diretora do Centro de Investigación y Docencia del CID-Medellín dol Instituto Nueva Escuela (INES).


Francisco Pisani é psicanalista membro da Nueva  Escuela Lacaniana (Nel) e da Asociación Mundial de Psicoanálisis (AMP). Docente do CID Santiago de Chile. Autor de Insistencia de la literatura en psicoanálisis; El cielo es el Abismo; El Color del Vacío. Autor e organizador de Infans: psicoanálisis en el Campo de la infancia. Autor de Topologías mínimas: microensayos sobre escritura y psicoanálisis.


Pablo Russo é psicanalista, membro da EOL e da AMP, docente do ICdeBA e do IOM3. É co-responsável do “Departamento de estudios psicoanalíticos sobre la Familia –Enlaces” do Centro de Investigaciones del ICdeBA. Criador e responsável pelo Ciclo de cine aplicado al psicoanálisis –en Noches abiertas EOL–, desde 2008, e co-coordenador do “Laboratorio/Red de Psicoanálisis y Literatura” da Fapol e supervisor de equipe dos Cosultorios externos del Htal Belgrano (desde 2021).


Fátima Pinheiro é psicanalista e escritora, membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise.  É diretora de Cartéis da Ebp- Rio e coordena a Rede de Psicanálise e Literatura da Federação Americana de Psicanálise de Orientação Lacaniana. É autora do livro Aziza (Urutau/SP/2025, e do livro sim, é, (Blanche/PR/ 2020) traduzido para o espanhol com o título sí, es, (Editorial Paradiso/Buenos Aires/2024).


INSTITUTO UNIMED-BH

O Instituto Unimed-BH completou 22 anos em 2025 e conta com o apoio de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.


Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.


SERVIÇO 

Lacan na Academia: conversando com a literatura

Subverter a segregação? Na psicanálise e na literatura

com Jacyntho Lins Brandão e mediação de Lucíola Macêdo

e entrevistadores como Maria Cristina Giraldo, Francisco Pisani, Pablo Russo e Fatima Pinheiro

Data: 04/09, quinta, às 19h 

Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 - Lourdes) 

Entrada gratuita.



INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA

Assessoria de Imprensa AML - Amanda Magalhães

(31)  9 3301-0161| comunicacao@academiamineiradeletras.org.br

Escritora paraibana Aline Cardoso aborda feminismo negro e ancestralidade em “Aldrava”, obra contemplada pela Lei Paulo Gustavo

 


Escritora paraibana Aline Cardoso aborda feminismo negro e ancestralidade em “Aldrava”, obra contemplada pela Lei Paulo Gustavo

Obra discute identidade, racismo estrutural e território a partir da perspectiva de uma mulher negra nordestina


Aline Cardoso, escritora, editora e gestora cultural paraibana, acaba de lançar Aldrava, seu mais recente trabalho literário, contemplado pelo edital da Lei Paulo Gustavo. A obra, escrita durante a pandemia, é um mergulho poético em temas como identidade negra, racismo estrutural, feminismo e território, articulando vivências pessoais e resistência coletiva. "Escrevo porque muitas mulheres antes de mim não podiam fazê-lo. Escrevo por reparação e por bem-viver, por dignidade, liberdade e fúria", afirma a autora.


Nascida e criada nas periferias de João Pessoa, Aline traz em "Aldrava" uma escrita concisa e afiada, que desafia narrativas hegemônicas. O livro, organizado a partir do poema homônimo, foi construído entre 2020 e 2023, período marcado por desafios pessoais e políticos. "'Aldrava' foi um divisor de águas. Com ela, pude expandir horizontes e cruzar fronteiras impostas a pessoas como eu", revela. 


Além da poesia, "Aldrava" reflete o ativismo literário de Aline, que fundou a Editora Triluna e o projeto afirmativo Lua Negra, dedicado a publicar autores negros. "Criei a Triluna porque, como escritora paraibana, nada era acessível. Decidi abrir caminhos para que outras vozes plurais também fossem ouvidas", explica. A editora, hoje referência em diversidade editorial, já publicou mais de 30 obras, prioritariamente de mulheres negras nordestinas.


A trajetória de Aline é marcada por premiações e atuação em políticas culturais. Mestre em Linguística e especialista em Gestão Cultural, ela coordena programas de formação na Secretaria de Cultura da Paraíba e produz o podcast Linha Negra. "Este livro representa o florescer de uma semeadura ancestral. Não é só um livro; é um ato político", destaca. 


Sobre a autora


Aline Cardoso, 33 anos, é escritora, editora e gestora cultural paraibana. Licenciada em Língua Portuguesa e mestre em Linguística pela UFPB, fundou a Editora Triluna e o Sarau Selváticas. Premiada em editais como Maria Pimentel e João Balula, atua na Secult/PB coordenando projetos pioneiros em formação cultural. Seu trabalho literário e editorial é reconhecido por promover diversidade e resistência negra na literatura. "Aldrava" é seu quinto livro, seguindo obras como "Harpia" (2020) e "Ritos Encantatórios" (2021).


com.tato - curadoria de comunicação

Jornalistas responsáveis: Karoline Lopes e Marcela Güther

Contato para atendimento: amanda@comtato.co ou (31) 9 9445-2007



Saúde: IA acelera testes e aproxima pesquisa da prática clínica

 

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Eduardo Betinardi

P+G Trendmakers

Fone: (41) 98838-8686

E-mail: eduardo@pmaisg.com.br

Site: www.pmaisg.com.br

 

Saúde: IA acelera testes e aproxima pesquisa da prática clínica

Saúde digital avança no Brasil com assistentes virtuais que engajam pacientes, interpretam dados complexos e monitoram segurança dos medicamentos após aprovação

 

Brasil, setembro de 2025 – A busca por novos medicamentos é longa, cara e repleta de riscos. Em média, um fármaco leva até 12 anos para chegar ao mercado e custa mais de 2 bilhões de dólares, segundo a consultoria Deloitte. No Brasil, o processo pode ser ainda mais desafiador diante das burocracias regulatórias. Neste cenário, a inteligência artificial generativa surge como aliada para encurtar caminhos e reduzir custos.

 

Instituições de referência já começaram a adotar a tecnologia. A Fiocruz lançou recentemente a Rebec@, a primeira IA generativa do mundo dedicada ao registro de pesquisas clínicas. A ferramenta funciona 24 horas por dia, com base em normas da Organização Mundial da Saúde, e tem como missão agilizar a análise de projetos e ampliar a transparência na ciência. O Instituto Butantan, por sua vez, estuda aplicações para otimizar protocolos de testes e gestão de processos internos relacionados à pesquisa e desenvolvimento.

 

Para Fábio Tiepolo, fundador da StaryaAI, referência na criação de agentes de inteligência artificial generativa aplicada, a grande promessa está em transformar dados hoje dispersos em insights estratégicos. “Cerca de 80% das informações clínicas e operacionais estão em textos e relatórios não estruturados. A IA consegue interpretar esses dados em segundos, permitindo identificar padrões, reduzir erros e acelerar desde a triagem de voluntários até o monitoramento pós-lançamento de medicamentos”, afirma.

 

Segundo ele, os agentes inteligentes já ajudam a reduzir taxas de desistência em testes clínicos, engajando pacientes por canais digitais, e têm papel crescente na farmacovigilância ativa, registrando efeitos adversos em tempo real. “Se no passado a indústria dependia de processos manuais e lentos, hoje conseguimos acompanhar milhares de interações de forma contínua. Isso aumenta a segurança e a eficácia dos tratamentos”, explica.

 

O impacto pode ser significativo. Relatório da consultoria McKinsey estima que o uso da IA generativa na saúde pode gerar ganhos de até 150 bilhões de dólares por ano em eficiência no setor global. No Brasil, os primeiros projetos sinalizam uma mudança estrutural: de uma indústria guiada por etapas rígidas para um modelo mais ágil e dinâmico, em que a tecnologia atua como catalisadora da inovação.

 

Apesar do otimismo, especialistas destacam que a aplicação exige cuidado, principalmente devido a questões regulatórias. Mas, se bem conduzida, a IA generativa pode representar um divisor de águas. “Estamos diante de uma oportunidade única: acelerar a descoberta e o monitoramento de medicamentos sem abrir mão da segurança. A tecnologia não substitui o cientista ou o médico, mas amplia radicalmente sua capacidade de atuar”, complementa Fabio Tiepolo.

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA ESTREIA OBRAS INÉDITAS NA ESTAÇÃO MOTIVA CULTURAL

 


 


SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA ESTREIA OBRAS INÉDITAS NA ESTAÇÃO MOTIVA CULTURAL

As criações fazem parte do programa “Ateliê de Criação”, iniciativa que estimula coreógrafos brasileiros e propõe novos olhares para a dança contemporânea

Yoshi Suzuki - Crédito: Iari Davies | Christine Ceconello - Crédito: Gregory Batardon | Willer Rocha - Crédito: Iari Davies

Fotos em: https://drive.google.com/drive/u/0/folders/17xeY_lvBraLV8crcOX4kyXpyK-4SJ8nG

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) — corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Pró-Dança — apresenta, no dia 12 de setembro, às 20h30, na Estação Motiva Cultural, um programa inédito com três criações brasileiras: Alvorada, de Yoshi Suzuki; Rostos à Deriva, de Christine Ceconello; e LÖYLY, de Willer Rocha. No dia 11, às 20h30, acontece um ensaio aberto e gratuito para o público. Os ingressos estão à venda, a partir de R$ 20,00 (meia-entrada) e podem ser adquiridos em: https://salasaopaulo.byinti.com/#/event/atelie-de-criacao-spcd 


As obras fazem parte do Ateliê de Criação, iniciativa da SPCD que promove a experimentação coreográfica e a valorização de diferentes vozes da criação contemporânea. Neste ano, duas delas foram selecionadas por edital público, enquanto a terceira é assinada por um dos bailarinos da Companhia, integrante do Programa de Desenvolvimento das Habilidades Futuras do Artista da Dança (PDHFAD) - Ações para Bailarinos - Transição de Carreira, que incentiva os intérpretes a expandirem sua atuação profissional.


“O Ateliê de Criação reforça o compromisso da Companhia no fomento da dança e novos olhares, abrindo caminhos entre artistas, instituições e públicos. Cada uma dessas obras traduz a potência da dança como espaço de invenção, diálogo e transformação. É um encontro entre diferentes gerações e olhares, que se complementam na busca por novas possibilidades para o corpo e para o movimento”, afirma Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança.


AS OBRAS

Em sua estreia como coreógrafo, o bailarino Yoshi Suzuki — que integra a SPCD desde sua fundação — cria uma ode ao recomeço. Alvorada traduz em dança a sensação de renovação que acompanha os primeiros raios do dia. A obra transita entre solos, duos e movimentos coletivos, explorando a delicadeza e a potência do diálogo entre música e corpo. Dividida em três partes, a coreografia mergulha em paisagens sonoras de Carlos Gomes, trazendo à cena uma escrita que mescla tradição clássica e liberdade contemporânea.


Já Rostos à Deriva, de Christine Ceconello, é inspirada na teoria da modernidade líquida de Zygmunt Bauman e reflete sobre identidade e autonomia em tempos de hiperconectividade. Em cena, corpos que se movem como um organismo coletivo, por vezes mecânico, tensionam a relação entre escolha e controle, liberdade e padronização. Uma narrativa coreográfica que questiona os limites da individualidade em um mundo regido por algoritmos invisíveis.


Por fim, com poesia e humor, Willer Rocha cria uma experiência sensorial que celebra calor, vulnerabilidade e conexão humana. Inspirada no universo simbólico da sauna, LÖYLY percorre rituais de purificação, contrastes térmicos e estados de presença que evocam intensidade, intimidade e renascimento. O título vem do finlandês e designa o vapor que sobe das pedras incandescentes — metáfora para a transformação e o sopro vital que atravessam a obra.


SERVIÇO

SPCD na Estação Motiva Cultural

Data: 12 de setembro, às 20h30

Endereço: Estação Motiva Cultural – Praça Júlio Prestes, 16 - Campos Elíseos, São Paulo - SP, 01218-020

Ingressos: a partir de R$ 20,00 (meia-entrada) | https://salasaopaulo.byinti.com/#/event/atelie-de-criacao-spcd

Classificação: Livre


FICHAS TÉCNICAS

Alvorada (2025)

São Paulo Companhia de Dança

Direção Artística: Inês Bogéa

Codireção: Milton Coatti

Coreografia: Yoshi Suzuki

Músicas: 10 Lo schiavo, Activ Preludio. Sonata para Cordas – III – Largo – Adagio Lento e Calmo, composição de Antônio Carlos Gomes, versão com a Orquestra Ouro Preto, com regência de Silvio Viegas. Salvator Rosa - Sinfonia (Overture), composição de Carlos Gomes, versão com a Minas Gerais Philharmonic Orchestra & Fabio Mechetti.

Figurinos: Tatiana Dal Paschoale / Laviendanse


Rostos à Deriva (2025)

São Paulo Companhia de Dança

Direção Artística: Inês Bogéa

Codireção: Milton Coatti

Coreografia: Christine Ceconello

Assistente de coreografia: Irupé Sarmiento

Músicas: Nieve Pertinentes 1, Thomas Köner; Umgewissheit im Sinus, Alva Noto; O Matador, Sepultura, trilha de Lisbela e o Prisioneiro, Compositores: João Falcão & André Moraes

Figurino: Cássio Brasil 

Iluminação: Mirella Brandi


LÖYLY (2025)

São Paulo Companhia de Dança

Direção Artística: Inês Bogéa

Codireção: Milton Coatti

Coreografia: Willer Rocha

Assistente de coreografia: Mirko Ingrao

Dramaturgia: Mirko Ingrao

Músicas: Sigur Rós, Jon Hopkins, Abbas Kamandi, Tigran Hamasyan

Figurino: Cássio Brasil 

Iluminação: Mirella Brandi


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SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA

A São Paulo Companhia de Dança se destaca pela sua versatilidade e inovação, desde sua criação em 2008, pelo Governo do Estado de São Paulo. Gerida pela Associação Pró-Dança, é dirigida por Inês Bogéa e codirigida por Milton Coatti. Reconhecida pela crítica como uma das mais prestigiadas companhias da América Latina, seu repertório abrange tanto criações exclusivas, quanto remontagens de grandes obras da dança mundial. Com apresentações que atravessam fronteiras, a Companhia leva sua arte a diversos públicos, tanto no Brasil, quanto no exterior. Já foi assistida por um público superior a 2 milhões de pessoas em 22 diferentes países, passando por cerca de 180 cidades em mais de 1.300 apresentações, acumulando mais de 50 prêmios e indicações nacionais e internacionais. Além disso, ações educativas e projetos voltados à preservação e difusão da memória da dança são parte essencial de sua missão, perpetuando esse legado cultural para as futuras gerações. São Paulo Companhia de Dança: excelência que inspira, movimento que transforma.


DIREÇÃO ARTÍSTICA | Inês Bogéa, doutora em artes, atua na interseção entre dança, educação e gestão cultural. É bailarina, documentarista, escritora e professora. Desde 2008, é diretora artística da São Paulo Companhia de Dança, criada pelo Governo do Estado de São Paulo, onde já conduziu mais de 1.300 espetáculos em 22 países e recebeu 38 prêmios e indicações internacionais. Desde 2021, também é diretora artística e educacional da São Paulo Escola de Dança, com destaque para sua atuação voltada à inclusão social e à formação de mais de 1.300 estudantes, sendo 50% oriundos de contextos de vulnerabilidade. É diretora artística da Mostra Internacional de Dança de São Paulo (MID-SP), realizada pela Associação Pró-Dança em parceria com o Itaú Cultural. Colaboradora regularmente com a Revista CONCERTO e é co-criadora da coluna Dança em Diálogo. Leciona na USP (Universidade de São Paulo) e na FURB (Fundação Universidade Regional de Blumenau) e foi idealizadora de iniciativas como o curso Dança para Educadores, do Sesc-SP. Reconhecida com a Medalha Tarsila do Amaral, foi nomeada pela Critic’s Choice of Dance Europe e condecorada com o título de Chavalière de L’Ordre des Arts et des Lettres pelo Ministério da Cultura Francês.


ESTAÇÃO MOTIVA CULTURAL

A Estação Motiva Cultural — equipamento que faz parte do Complexo Cultural Júlio Prestes — é gerida pela Fundação Osesp, organização social de cultura que mantém contrato de gestão com o Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Este novo espaço cultural, inaugurado em 25 de janeiro de 2025, foi pensado para receber diferentes expressões artísticas, entre músicas clássica e popular, dança, teatro, literatura e cinema, além de atividades educacionais e socioculturais. A Estação Motiva Cultural tem o objetivo de reforçar o compromisso da Fundação Osesp em atuar como um reflexo da sociedade plural e dinâmica em que vivemos, e fortalecer toda a cadeia de pessoas que experienciam ou vivenciam as atividades que oferecemos. A transformação deste patrimônio histórico em sala de espetáculos foi feita graças à parceria da Fundação Osesp com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e com o Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A manutenção pelos próximos três anos acontece graças ao patrocínio institucional da Motiva, através de seu Instituto, também pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.


PARA ENTREVISTAS OU MAIS INFORMAÇÕES:


São Paulo Companhia de Dança

Renata Faila – Coordenadora de Comunicação e Marketing

renata.faila@prodanca.org.br | (11) 3224-1380 ramal 345 | (11)9.9378-2765


Rafaela Eufrosino – Analista de Comunicação

rafaela.eufrosino@prodanca.org.br | (11) 3224-1380 ramal 364


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Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo

Assessoria de Imprensa

(11) 3339-8062 / (11) 3339-8585

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