JORNAL A REGIÃO
Entidades que representam a construção civil alertam sobre os custos de produção de imóveis após a aprovação do fim da escala 6×1 no Senado. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que a redução da jornada de trabalho poderá exigir a contratação de cerca de 288 mil trabalhadores.
Segundo a entidade, a mudança pode pressionar os custos e comprometer o ritmo das obras. O setor já enfrenta escassez de profissionais qualificados, dificuldade para atrair trabalhadores jovens e concorrência por mão de obra com os serviços por aplicativos.
No programa Minha Casa, Minha Vida, as estimativas apontam para uma redução de 30 mil unidades financiadas por ano, em razão do aumento dos custos. Já a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) estima que a redução da jornada poderá elevar em 5,5% o preço final dos imóveis.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) também fez alerta, nesta quinta-feira (15). Ela diz que a PEC deve causar um impacto anual de R$ 5,14 bilhões nos cofres dos municípios, ao reduzir a jornada de trabalho de terceirizados de 6×1 (44 horas semanais) para 5×2 (40 horas semanais).
"Para manter o mesmo nível de prestação dos serviços públicos, as empresas terceirizadas precisarão ampliar as contratações e irão repassar esses custos, o que irá gerar um desequilíbrio nos contratos públicos com as prefeituras".
"Os municípios já enfrentam orçamentos no limite e não têm recursos para custear essa medida. Sem uma previsão orçamentária devida, muitos serviços podem ser afetados, prejudicando a população”, alerta o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski. Com Diário do Poder
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