MEDIÇÃO DE TERRA

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sábado, 19 de setembro de 2026

Salvador ganha novo viveiro de restinga

 

JORNAL A REGIÃO

O segundo viveiro de restinga de Salvador foi entregue nesta sexta-feira (18) no Jardim de Alah e recebeu 515 mudas produzidas no primeiro, que fica na Praia do Flamengo. O espaço mais antigo será responsável por abastecer o novo viveiro, onde as espécies passarão por um período de adaptação.

O processo, conhecido como rustificação, prepara as plantas para condições mais adversas do ambiente litorâneo, como a alta salinidade e a incidência de ventos.

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade (Secis), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), o novo viveiro integra as ações de recomposição da vegetação de restinga e recuperação ambiental da orla da cidade.

Durante a inauguração, a vice-prefeita Ana Paula Matos enfatizou a importância da adaptação das espécies antes do plantio definitivo. “Estamos cuidando da cidade como um todo, fazendo os corredores verdes, mas, em especial, os viveiros de restinga surgem a partir de um cuidado de salvaguarda da revitalização da orla de Salvador".

"Aqui onde estamos há um cuidado maior, porque o índice de salinidade é alto. Primeiro, essas plantas vão se adaptar ao local por seis meses, para depois serem plantadas em outras regiões”, disse Ana Paula.

A gestora também pediu a colaboração da população para preservar as áreas arborizadas. “Muitas pessoas têm vandalizado, têm quebrado as árvores. É importante para o nosso povo ter uma cidade mais arborizada, não só pela beleza, mas também para diminuir o calor. Esse tipo de projeto é importante",

De acordo com o titular da Secis, Ivan Euler, “esse viveiro tem tamanho e características diferentes. As mudas que não estão sendo criadas através de sementes ou propágulos no outro viveiro serão trazidas para um ambiente mais natural e mais agressivo, pela salinidade. Após um período de alguns meses, se adaptando e crescendo, a gente vai colocar as mudas em toda a orla”.

Inicialmente, foram trazidas 515 mudas de quatro espécies. “A expectativa é que elas passem seis meses aqui. É um projeto-piloto. Podem ocorrer algumas perdas, é normal; e depois desse período vamos entender se já podemos levá-las para a orla e começar a arborizar”, acrescentou Euler.

A Prefeitura projeta, para 2027, a implantação de um novo horto florestal voltado à produção de espécies destinadas às áreas interiores da cidade. A primeira unidade está prevista para o Parque Socioambiental de Canabrava, com foco na produção de mudas de espécies da Mata Atlântica.

Entre as espécies levadas para o novo viveiro, está a Coccoloba uvifera, conhecida como uva-da-praia, considerada adequada para ambientes litorâneos por apresentar resistência à salinidade e aos ventos. Além da Coccoloba, o espaço recebeu mudas de Sagres schyphlora, Guapira pernambucencis e Eugenia sp.

18:52  |  

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