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A Prefeitura de Itabuna e comerciantes da Avenida Amélia Amado discutiram medidas para remover moradores de rua que transformam as calçadas das lojas em dormitórios à noite e nos finais de semana e feriados. Os lojistas contam que no dia seguinte o local amanhece cheio de lixo e com mal cheiro.
O encontro, conduzido pelo secretário de Promoção Social Erasmo Ávila, contou com os titulares de Segurança e Ordem Pública, Roberto José, e de Desenvolvimento Econômico, Marcos Souza, além do presidente da CDL de Itabuna, Carlos Leahy. No encontro, foram apresentadas algumas sugestões.
Uma delas é o fechamento do espaço sob as marquises com grades móveis. Outrá é oferecer condições para a pessoa voltar para seus locais de origem, após cadastro e assinatura de termos, incluindo passagens para a cidade dela, conta Roberto José.
Erasmo Ávila disse que o problema de pessoas que buscam abrigo nas calçadas e sob marquises é antigo, mas a SEMPS dispõe do POP Acolhimento, que é voltado para o acolhimento dos moradores de rua. "Vamos chamar novamente essas pessoas ao acolhimento", afirmou.
Na pauta, a execução de um Plano de Ação que reforce o encaminhamento dessas pessoas aos locais de origem, ao vínculo familiar e sua à reinserção na sociedade. Numa fase preliminar do cadastramento, foi identificado que cerca de 50 homens e mulheres perambulam pelo centro e bairros da cidade.
“Atualmente, a legislação prevê que mensalmente o Centro POP atende a 80 pessoas, mas esse número é registrado a cada dia,” contou a diretora da Média Complexidade da SEMPS, Maria D’Ajuda Cavalcanti Lucas.
De acordo com ela, algumas pessoas chegam sem dinheiro nos guichês da Rodoviária pedindo apoio para voltar para casa e acabam sendo encaminhadas ao Centro POP, no Jardim Grapiúna, próximo à Estação Rodoviária, o que superlota a unidade.
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