A decisão foi divulgada pelo Departamento de Defesa americano nesta sexta-feira (15)

A Xiaomi, fabricante chinesa de equipamentos eletrônicos, foi incluída pelo governo do presidente americano Donald Trump na lista de “empresas militares comunistas chinesas”. Com isso, a empresa é tida como ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos e ficará sujeita a novas proibições de investimentos. A decisão foi divulgada pelo Departamento de Defesa americano nesta sexta-feira (15).
Segundo o jornal Correio, investidores americanos estão obrigados a venderem sua participação na empresa até o mês de novembro deste ano, e não podem mais comprar ações da companhia. Por conta disso, as ações da fabricante despencaram 10% na Bolsa de Valores de Hong Kong na manhã de hoje.
Em comunicado oficial, a Xiaomi negou que sofra algum tipo de influência do exército chinês, e que trabalha em conformidade com as leis e regulamentos dos países em que possui negócios. “A empresa reitera que fornece produtos e serviços para uso civil e comercial”.
A Xiaomi é a terceira maior fabricante de celulares do mundo e chegou a faturar US$ 11 bilhões no terceiro trimestre de 2020, vendendo cerca de 47,1 milhões de smartphones, o que representa um crescimento de 45% em relação ao mesmo período no ano anterior.
De acordo com o portal Tecmundo, a lista de empresas suspeitas foi criada em junho de 2020 e tem como principal nome a Huawei, em atrito com os EUA desde a metade de 2019. Atualmente, a fabricante está impedida de operar no país e perdeu diversas parcerias com fornecedoras em eletrônicos, incluindo até a licença para usar o Android.
O TikTok também foi considerado uma empresa suspeita em uma ação diferente, mas o governo Trump não conseguiu fazer com que a rede social comercializasse a divisão norte-americana. Ao menos por enquanto, o app não será mais banido por lá.
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