O homem apontado pelo advogado de Bolsonaro como “testemunha-chave” do caso Adélio
17/05/2020 às 06:33 JORNAL DA CIDADE ONLIN
Cleines Pinto de Oliveira
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No
dia 11 de maio, Frederick Wassef, advogado do presidente Jair
Bolsonaro, deu entrevista à TV Bandeirantes dizendo que foi procurado
por uma pessoa que poderia provocar uma reviravolta no caso.
Essa pessoa é Cleines Pinto de Oliveira, cabo da Polícia Militar de Minas Gerais.
A testemunha
No
dia em que Jair Bolsonaro foi esfaqueado, foi Cleines que tirou Adélio
do meio da multidão, deu voz de prisão e o algemou para esperar a
chegada da Polícia Civil.
Na mesma entrevista, o advogado de
Bolsonaro também fez sérias acusações ao delegado da Polícia Federal
Rodrigo Morais, que comandou os inquéritos do caso, mencionando suas
ligações com o ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT.
Sobre a testemunha, Wasseff disse o seguinte:
“Ele
comprovou com filmes, fotos, com gravações, e esses fatos são sérios.
Fiquei absolutamente convencido de que esse policial é capacitado, fala a
verdade e não mentiu uma vírgula. Tudo o que falou provou. Foi ele quem
prendeu Adélio Bispo”.
E prosseguiu:
“Ele
é testemunha presencial que Adélio Bispo não agiu sozinho. Ele me disse
claramente o seguinte: ‘Doutor, quando Adélio enfiou a faca para
assassinar Jair Bolsonaro tinha uma pessoa próxima ao Bolsonaro e ao
federal que o carregava. Essa pessoa agarrou Adélio Bispo. Os comparsas
de Adélio Bispo efetuaram socos violentos na cara, fazendo com que
Adélio Bispo se soltasse para fugir’.”
O fato é que após
essa entrevista de Frederick Wassef, parece que a Polícia Federal
apressou-se em encerrar esse 2º inquérito do caso.
Em contrapartida, no relatório, a PF procura desqualificar o advogado de Bolsonaro:
“Frederick
Wassef, embora se apresente como advogado da vítima Jair Messias
Bolsonaro, não possui procuração nos autos deste inquérito policial,
sendo que jamais esteve nesta Polícia Federal para consultar as
investigações, para indicar testemunhas ou para propor diligencias”,
escreveu o delegado Rodrigo Morais.
E, da mesma forma, age em relação à testemunha:
“Tem-se
que as declarações feitas pelo advogado Frederick Wassef, entendidas
por ele como de enorme potencial elucidativo para a investigação, foram
detidamente investigadas neste inquérito policial, sendo que a suposta
testemunha em nada contribuiu, até o momento, para a apuração dos
fatos”.
Assim, esse 2º inquérito foi dado como encerrado.
Sem, inclusive, uma decisão final da Justiça sobre a quebra de sigilo
do celular do advogado de Adélio.
Sem dúvida, tudo muito estranho
Fonte: Revista Veja
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