
Charge do Dogo (dogosalles.com.br)
Em uma entrevista a Murilo Rodrigues Alves e Adriana Fernandes, edição de ontem de O Estado de São Paulo, o novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou estar sendo alvo de pressões de políticos para nomear pessoas e também para não fazer cortes nas despesas. Pedro Guimarães disse que, além das pressões, está sofrendo ataques para que não corte as despesas da Autarquia, como pretende, no total de 3,5 bilhões de reais.
Guimarães destacou também que irá reduzir as compras da CEF e atribui também a este fator a contrariedade que está despertando nos fornecedores tradicionais.
LINHA DE DEFESA – Na minha opinião, qualquer administrador de uma empresa estatal (caso da CEF) deve incluir na sua estratégia uma linha de defesa contra as indicações com base em partidos políticos. Não é que pressões políticas deixem de existir, mas compete ao presidente de uma estatal o combate às indicações que não incluam a capacidade técnica dos indicados. É a regra do jogo.
Pedro Guimarães não deve se surpreender com isso. Pelo contrário, deve absorver as pressões como algo inevitável na administração. Ele pode, claro, receber as indicações, mas isso não tem nada a ver com sua disposição em concordar ou não com esse processo.
PROBLEMA COMUM – O presidente da CEF, com sua entrevista, abriu um processo que deve estar ocorrendo em todas as empresas estatais. Os políticos que não foram atendidos no primeiro escalão voltam-se para o segundo. E também estão se equilibrando para sustentar as despesas longe dos cortes de 3,5 bilhões de reais.
Os orçamentos das estatais são de grande porte, como é o caso da Petrobrás e Banco do Brasil, e as pressões são inerentes à realidade eterna, e ninguém conseguirá mudar a face oculta das indicações partidárias.
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