MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

PM volta a usar spray de pimenta em ato de professores na Câmara do Rio


Cinco docentes se reuniram com vereador Guaraná por volta das 15h.
Centenas de professores tentam impedir funcionários de entrarem na casa.

Isabela Marinho Do G1 Rio
 Policiais utilizam gás de pimenta contra professores em greve que participavam de protesto na entrada da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, no centro da cidade, na tarde desta segunda-feira.  (Foto: Alexandro Auler/Estadão Conteúdo) Policiais utilizam gás de pimenta contra professores  (Foto: Alexandro Auler/Estadão Conteúdo)
Cinco diretores do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) entraram nesta segunda-feira (30), por volta das 15h, na Câmara Municipal, no Centro, para se reunir com o vereador Luiz Antônio Guaraná (PMDB), da base do prefeito Eduardo Paes, para discutir o plano de cargos e salários. No entorno da Câmara, um policial militar usou spray de pimenta contra os docentes que participam de uma manifestação desde a manhã. Na madrugada de domingo (29), 20 pessoas ficaram feridas em tumulto com a PM durante a retirada de ativistas que ocupavam a casa.
Outros princípios de confustão foram registrados nesta segunda, quando os mais de 100 manifestantes tentaram impedir a entrada de funcionários na casa. O vereador Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Jairinho (PSC), foi um dos barrados.
Segundo a professora Rossana Moraes, não é ilegítimo tentar proibir a passagem de funcionários já que os profissionais de educação não podem entrar no Palácio Pedro Ernesto.
Os diretores do Sepe pediram no carro de som o apoio do vereador Luiz Antônio Guaraná para retirar a tropa da PM que cerca 20 professores na Rua Alcino Guanabara, em frente a uma das entradas da Câmara Municipal. Alguns comerciantes fecharam as portas. "Nós queremos negociar com o comandante", disse uma representante do sindicato no megafone. Em resposta, Guaraná informou que os policiais só estão no local para garantir a integridade física dos vereadores.
A PM informou, em nota, que atendeu a um pedido da presidência da Câmara, e fez um cordão de isolamento na casa. "A Câmara dos Vereadores está fechada hoje para visitação, já que a administração da casa faz uma avaliação patrimonial após a saída dos manifestantes. O controle de acesso de funcionários e de profissionais da imprensa está sendo feito pela equipe de segurança da Câmara", diz o texto.
Trabalhos serão retomados nesta terça, diz Câmara
A Câmara informou que os trabalhos da casa vão começar nesta terça (1º), no horário normal, às 14h. A votação do plano de cargos, carreiras e remunerações dos professores está prevista para 16h. Também nesta terça, está prevista uma nova assembleia do Sepe, em greve desde do dia 8 de agosto.
Batman volta à Câmara Municipal para apoiar professores em greve (Foto: Mariucha Machado/G1)Batman volta à Câmara Municipal para apoiar professores em greve (Foto: Mariucha Machado/G1)
Retorno do Batman
Famoso por participar de manifestações no Rio, o "Batman" voltou à Câmara Municipal, no Centro, para apoiar professores que acampam do lado de fora da Casa, após terem sido retirados à força pela PM do Palácio Pedro Ernesto no sábado (28).
Desta vez, além da fantasia, Eron Moraes de Melo, de 32 anos, apareceu usando correntes e criticou o prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral. "Essa corrente mostra exatamente o que estamos vivendo, a repressão, a insconstitucionalidade da lei. Esse prefeito e esse governador esqueceram o que é democracia. Se você quiser um país de primeiro mundo, você tem que ter educação de primeiro mundo. Esse é um ato simbólico da repressão", disse o "Batman".
O prefeito Eduardo Paes descartou, na manhã desta segunda-feira (30), que o Plano de Cargos e Salários dos professores, elaborado pelo município, seja retirado de votação na Câmara Municipal. O projeto foi encaminhado pelo poder executivo municipal ao legislativo na quinta-feira passada (26), mas a votação foi suspensa depois que professores invadiram o plenário da Casa. A previsão é de que o plano entre na pauta de votação nesta terça-feira (1º).
Após a desocupação da Câmara  da Municipal, na noite de sábado (28), quando a PM foi acusada de truculência no cumprimento de decisão judicial, o prefeito lamentou o ocorrido e criticou a ocupação da Casa por professores.
"É muito triste você ver professores invadindo o plenário do parlamento e as pessoas ocuparem o parlamento num estado democrático. Tem certas premissas da democracia que não podem ser feridas. E isso gera como consequência a desocupação do plenário. O bom é quando a gente senta e negocia", disse Eduardo Paes em entrevista à Rádio CBN nesta segunda-feira.
Sobre o fato do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ) exigir a retirada do plano de votação, Paes argumentou que a prefeitura enviou o projeto com pedido de regime de urgência à Câmara a pedido do sindicato.
"Eles exigiram que eu enviasse o plano em 30 dias e exigiram que eu mandasse em regime de urgência. Cumpri exatamente o que eles exigiram de mim. Agora, compete à Câmara. A gente tem que entender que as propostas tem que ser racionais. Não adianta acertar um salário que a prefeitura não poderá pagar", disse o prefeito, descartando que o projeto seja retirado de votação.
Jack Sparrow também esteve na Câmara (Foto: Mariucha Machado/G1)Jack Sparrow também esteve na Câmara (Foto:
Mariucha Machado/G1)
Plano não contempla 90% da categoria, diz Sepe
A coordenadoras do Sepe-RJ Marta Moraes afirma que o Plano de Cargos e Salários não foi apresentado pela prefeitura aos professores. "Os maiores prejudicados são os professores e alunos. Ao negar negociar, ele [Paes] está comprometendo o ano letivo. Se ele quer fazer isso a culpa é dele. Caso haja corte de ponto, nós não vamos repor as aulas perdidas. O plano dele não contempla 90% da categoria e a formação de professores e funcionários. No nosso entendimento, eles são educadores", afirmou Marta.
O policiamento na Câmara Municipal está reforçado na manhã desta segunda-feira (30). As barracas dos professores acampados ao redor da Casa estão cercadas por duas barreiras de policiais na Rua Alcindo Guanabara. "Nós temos o direito de ir e vir. Estamos vivendo no período da ditadura. Esses professores são as vítimas", disse Marta.
Uma das pessoas que estão entre as barreiras policiais, a coordenadora do Sepe-RJ Gesa Corrêa pede que os professores do lado de fora da barreira convoquem outros docentes para ir até a Cinelândia protestar. "Precisamos que todos venham para cá agora. O prefeito acabou de dar uma entrevista mentirosa. Não adianta me reprimir, esse governo vai cair", dizia pelo megafone.
Os professores voltaram a acusar a polícia de truculência. "No sábado, a gente foi encurralado. Não usaram bombas para tirar a gente de lá, mas usaram armas de choque. Um professor, depois de tomar choque, foi arrastado. Eles usaram muita violência", reclamou a professora Marcele Ribeiro, mostrando marcas roxas no braço e na barriga.
"Eles disseram que a gente tinha que sair de qualquer maneira. Nós vamos processar o camandante porque eles nos retiraram à força. Vinte e dois professores foram hospitalizados. Não tinha nenhum mascarado. Vândalos são o governo do Eduardo Paes e do Sérgio Cabral", completou Marta Moraes.
Cabral critica professores
Durante a inauguração da Cidade da Polícia neste domingo (29), o governador do Rio, Sérgio Cabral, comentou a retirada dos professores da Câmara Municipal. Citando que não acha a ocupação a melhor forma de "dialogar", Cabral afirmou que não viu as imagens da ação da Polícia Militar, e, por isso, não poderia "julgar" a violência policial, reclamada por ativistas.
"Eu não posso fazer esse julgamento porque eu não vi ainda as imagens. A ocupação do plenário não é daquela maneira que tem que ser feita para participação de um debate. A democracia estabelece ritos que devem ser feitos. Eu, como ex-parlamentar, chefe do Poder Legislativo, acho que a participação da população deve se dar sempre, mas dentro de direitos e deveres. Mas se houve enfrentamento, eu, sinceramente, não vi. Ocupar um plenário não é a melhor forma de dialogar e fazer qualquer tipo de debate", disse.
Barreira policial no entorno da Câmara nesta segunda-feira (30) no Centro do Rio (Foto: Mariucha Machado/G1)Barreira policial no entorno da Câmara nesta segunda-feira (30) no Centro do Rio (Foto: Mariucha Machado/G1

Falta material e atendimento em posto de saúde de Teresina, diz paciente


População reclama de precariedade no posto de saúde do bairro Piçarreira.
Zeladora diz que não conseguiu retirar pontos por falta de material.

Do G1 PI

Os pacientes que precisam de atendimento no posto de saúde do bairro Piçarreira, Zona Leste de Teresina, reclamam da precariedade no local. De acordo com a população, a falta de material hospitalar e médicos para prestar atendimento são as principais dificuldades encontradas. Segundo a comerciante Raimunda Gomes, além da falta de profissionais especialistas em algumas áreas, ainda existe um atendimento insatisfatório por parte da única médica do posto de saúde.
“Faltam algumas especialidades como pediatra e ginecologista. Temos um clínico geral, mas a médica não nos atende bem. Fizemos vários abaixo-assinados pedindo a saída dela, mas não conseguimos. Ela só dá um encaminhamento por dia e permanece”, relatou.
Outro problema é a falta de material para a realização de procedimentos. A zeladora Maria dos Remédios Deolindo diz que não conseguiu retirar os pontos de uma cirurgia realizada no seu braço há 15 dias porque os funcionários do posto alegaram que não havia material.
“Me disseram que não tinha material para retirar os pontos. Os funcionários afirmaram que pinças e outros materiais necessários não vieram para o posto de saúde. Outro dia vim para fazer curativo e me informaram que não faziam”, disse.
Sobre a situação, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que todas as unidades de atendimento tem obrigação de ter um clínico geral. Assim, ficando a cargo de ambulatórios e centros especializados a indicação de médicos especialistas como pediatras e ginecologistas.
Já sobre a falta de material, a FMS afirmou que mantém uma rota com frequência semanal ou mensal para a distribuição de materiais dependendo da demanda de cada unidade. Ainda de acordo com a fundação, a explicação para o que foi mostrado pela reportagem, foi uma falta temporária de materiais.

Chuva alaga escola e deixa 1,4 mil alunos sem aulas em Corbélia, no PR


Problema se agravou porque o telhado da escola não tinha sido consertado.
Cidade ficou destruída após forte chuva de granizo que caiu na sexta (20).

Do G1 PR, com informações da RPC TV Cascavel

Aproximadamente 1,4 mil estudantes do Colégio Estadual Amâncio Moro, em Corbélia, no oeste do Paraná, estão sem aulas devido à forte chuva que caiu na manhã desta segunda-feira (30). A estrutura está bastante danificada, além de estar totalmente alagada. O principal motivo para os estrago é o telhado, que havia sido destruído por causa do granizo que atingiu a cidade na sexta-feira (20), e ainda não foi consertado. As aulas já estavam suspensas desde o ocorrido, porém, deveriam ter sido retomadas hoje.
Lonas plásticas foram colocadas no telhado para tentar impedir a entrada da água, mas são tantos buracos que o material não dá conta de evitar as goteiras. Na biblioteca, cerca de 1 mil livros molharam. Além disso, 20 computadores podem ter estragado no laboratório de informática. “Uma quantidade muito grande de materiais que eu não sei como e nem por onde nós vamos recomeçar construir tudo isso”, disse o diretor da instituição Francisco Rossoni Neto.
De acordo com ele, a reposição dos dias perdidos é uma indefinição, assim como o conserto dos prejuízos. O Núcleo Regional de Educação esteve no local para fazer um levantamento dos estragos, mas ainda não há uma data para o início das obras de reparo. “O núcleo regional vem nos apoiando, nos ajudando, porque é de obrigação deles também. O que a gente sente é que a burocracia acaba pecando neste momento”, complementou.

Uepa prorroga inscrição para revalidação de diploma universitário


Inscrições podem ser feitas até o dia 8 de outubro.
Graduados em Medicina por instituições estrangeiras não podem participar.

Do G1 PA

A Universidade do Estado do Pará (Uepa) divulgou nesta segunda-feira (30), em Belém, a prorrogação do prazo das inscrições para o processo de revalidação de diploma de curso de graduação expedido por instituições estrangeiras. As pessoas interessadas têm até às 23h59 do dia 8 de outubro para realizar as inscrições.
De acordo com a Uepa, para que os diplomas sejam revalidados é necessário que tenham sido expedidos por estabelecimentos estrangeiros de ensino superior que correspondam, quanto ao currículo, aos títulos ou habilitações conferidos pela Universidade do Estado do Pará.
A instituição informa ainda que não serão recebidos pedidos para revalidação de diploma de graduação em Medicina expedidos por estabelecimentos estrangeiros. Nestes casos,  a universidade seguirá as orientações da portaria conjunta do Ministério da Saúde e da Educação, n° 278, de 17 de março de 2011.

O processo tem duas etapas, sendo a primeira a inscrição e a entrega dos documentos exigidos pelo edital. Os aprovados deverão pagar uma taxa para a execução da segunda, que consiste no apostilamento e registro, pelo DCA, sendo exigido, para isso, o diploma original. Entre os documentos necessários para realizar a inscrição estão a cópia de documento com fotografia; certidão de nascimento ou casamento; cópia do passaporte; e, para os brasileiros, o título de eleitor e o certificado militar para os homens.
O edital, termo aditivo e o formulário de solicitação de validação de diplomas estão disponíveis no site da instituição.

Serviço: Inscrições prorrogadas para o processo de revalidação de diploma de curso de graduação expedido por instituições estrangeiras até o dia 8 de outubro, na Uepa. Mais informações: (91) 3299-2252.

Se Lula não teve critério no STF, imagina com assessores, diz Aécio


Ex-presidente afirmou que teria mais 'critério' na escolha de ministros.
Presidente do PSDB disse imaginar como foram escolhidos diretores.

Márcio Pinho Do G1, em São Paulo
Aécio Neves em evento sobre produtividade em São Paulo (Foto: Márcio Pinho/G1)Aécio Neves em evento sobre produtividade em
São Paulo (Foto: Márcio Pinho/G1)
O senador, presidente do PSDB e possível candidato do partido à presidência da República, Aécio Neves, criticou nesta segunda-feira (30) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter dito que hoje teria mais “critério” na escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal.  Aécio disse que a declaração “surpreende” e leva a imaginar como foi feita a escolha "dos demais assessores".
Em entrevista ao jornal “Correio Braziliense”, Lula disse que faria opções diferentes.  "Eu teria mais critério. Um presidente recebe listas e mais listas com nomes", explica.
Dos atuais 11 ministros, Lula foi o responsável pela indicação de quatro ao STF: o presidente Joaquim Barbosa, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.
“[A frase de Lula foi ] algo surpreendente para todos nós. É um pressuposto de todos nós que o presidente da República escolhe, com absoluto critério, os seus ministros do Supremo, das altas cortes e até mesmo no poder executivo. Se ele se arrepende da escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, não sei avaliar por qual razão, imagine em relação a outras áreas do governo. Lamentavelmente, mostra que o PT não foi criterioso como deveria, pelas próprias palavras do presidente Lula, em suas indicações, a consequência disso são os descréditos, são os desvios suscetivos pelo Poder Executivo. Se na nomeação dos ministros do Supremo Tribunal Federal o presidente não foi criterioso, imagina nos demais assessores", disse Aécio durante  encontro Exame Fórum, em São Paulo.
Questionado se o posicionamento de Lula mudou em consequência do julgamento do mensalão, em que 25 dos 37 réus foram condenados,  Aécio disse que pode ter sido um “ato falho”, mas que não vai “julgar o presidente”.
“Me preocupa que ele não foi criterioso com os ministros do Supremo fico imaginando os critérios que ele utilizou para nomear os diretores das agências reguladoras, os assessores do palácio, os dirigentes dos bancos, taí explicada boa parte dos desencontros que o governo do PT vem tendo ao longo nos últimos anos”, completou.
Campanhas
Sobre suposto pagamento de voluntários que trabalharam na campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2010, conforme reportagem da edição de domingo (29) do jornal "Folha de S.Paulo", Aécio disse que advogados do partido vão anunciar nesta segunda medidas que o partido vai tomar.
"É extremamente grave. Os advogados estão examinando qual instrumento poderemos tomar junto ao Ministério Público Eleitoral ou ao Tribunal Superior Eleitoral solicitando revisão das contas aprovadas." O ex- governador mineiro disse também que o partido também averigua denúncia sobre critérios usados por associacões para classificar e credenciar famílias para o programa Minha Casa Minha Vida.
O senador diz ter dez ações pensadas para o Programa Bolsa Família. A primeira é a fiscalização, e as famílias receberiam em seu governo a visita anual de um assistente social para avaliar pontos como o andamento dos filhos na escola. Outra ação seria manter temporariamente o benefício para pais de família que conseguem um emprego com carteira assinada, e não simplesmente cortá-lo.
Aécio falou à plateia do encontro Exame Fórum, no hotel Sheraton WTC, em São Paulo, por cerca de 25 minutos, extrapolando os 15 estipulados pelo mediador do evento, o jornalista Ricardo Boechat.
O senador fez discurso de candidato à Presidência da República, afirmando que em um eventual governo do PSDB, o país voltará a ter 21 ministérios, número menor do que os atuais 39.
Aécio falou aos presentes, muitos representantes do mercado financeiro, que entre as principais medidas a ser tomada pelo país está "a melhoria do ambiente de negócios, com diminuição das burocracias", afirmou. O senador elencou outras medidas como investimentos em educação e citou indicadores obtidos pelas escolas mineiras, onde o tucano foi governador.
O presidente do PSDB fez críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff e afirmou que " o governo mais atrapalha o ambiente de negócios do que ajuda."

Surto de diarreia atinge mais de 1.400 pessoas em Sete Lagoas, MG


Contaminação de água ou virose são hipóteses.
Prefeitura alerta sobre prevenção em ônibus e escolas da cidade.

Do G1 MG

Desde o começo do mês de setembro, 1450 pessoas foram diagnosticadas com a doença.
Um surto de diarreia atingiu moradores de Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, no último mês. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), desde o dia 2 de setembro até esta segunda-feira (30), 1.450 pessoas já haviam sido registradas com os sintomas da doença.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica da cidade, os seis bairros onde se concentram a maioria das pessoas atingidas são de baixa renda e ainda fazem o uso de cisternas. Foram feitas coletas de água e fezes nesses lugares. Todo o material foi enviado para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. Os resultados ainda não foram concluídos. A SMS trabalha com duas hipóteses, contaminação da água dos bairros ou virose.

Apesar do surto, nenhuma pessoa precisou ser internada. Segundo a secretaria municipal de saúde, a prefeitura da cidade está se mobilizando para alertar à população sobre os hábitos que ajudam a prevenir a doença. Nos cartazes distribuídos em escolas, ônibus e na internet, orientações como a lavagem de frutas e verduras antes de cozinhar, limpeza das mãos antes das refeições e o consumo somente de água filtrada são algumas das medidas orientadas pelo órgão.

Samu recebe novas ambulâncias, mas faltam profissionais em Goiânia


Funcionários também reclamam das más condições de equipamentos.
Prefeitura promete a convocação de servidores aprovados em concurso.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

O Ministério da Saúde enviou nove ambulâncias novas para reforçar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Goiânia. No entanto, desde que chegaram, na última sexta-feira (27), os veículos estão parados por falta de documentação e profissionais.
De acordo com os servidores do Samu, seria necessária a contratação de mais 30 funcionários para incrementar as equipes. O entrave seria resolvido com a convocação de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que foram aprovados em um concurso público em julho de 2011 e até agora não foram chamados.
Em fevereiro deste ano, a equipe de reportagem da TV Anhanguera visitou a central do Samu na capital e confirmou as condições precárias de materiais usados para atender vítimas, ambulâncias sem manutenção e casos de servidores que tiveram que pagar por acessórios de proteção individual.
O problema das ambulâncias está próximo de ser sanado, com os veículos novos, porém, até que eles possam circular, o atendimento segue comprometido. “Muitas pessoas ligam aqui e a gente fala que não tem como ir. Aí nos questionam sobre os novos carros e a gente diz que eles ainda não foram liberados”, contou uma médica, que não quis se identificar. Segundo ela, atualmente o Samu conta com dez equipes para atender toda a Região Metropolitana da capital. “Os plantões estão sobrecarregados”, contou.
Três das cinco motos usadas nos atendimentos estão paradas por falta de socorristas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Três das cinco motos do Samu estão paradas por falta de socorristas  (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A falta de servidores também afeta o atendimento das motolâncias. Das cinco unidades existentes, apenas duas operam em função do número de funcionários. “Quando todas as viaturas estavam funcionando, elas ficavam em pontos estratégicos e isso aumentava o tempo de resposta aos chamados”, explicou o socorrista Rogério Cassiano.
Procurado, o diretor-geral do Samu explicou que as novas ambulâncias aguardam o emplacamento para rodar e que a contratação de novos profissionais depende da Secretaria Municipal de Saúde. “O chamamento do concurso está em andamento. Basta agora a gente acelerar o processo, já que as ambulâncias estão aí, para ampliar o atendimento a população”, afirmou Eduardo Alves Teixeira.

Regularização
O secretário de Saúde de Goiânia, Fernando Machado, informou, por sua vez, que a chegada de novos profissionais não deve demorar. “As pessoas que vão trabalhar são da própria rede municipal e também do concurso que ainda está vigente. Nós aguardávamos a chegada das novas ambulâncias e, logo que as documentações dos veículos estiverem regularizadas, os novos servidores estarão treinados”, disse.
Parte das ambulâncias vieram para substituir outras antigas. "Teremos 13 unidades básicas e cinco de atendimento avançado, que contarão com médicos. Já foi solicitado ao Detran a liberação das documentações, pois os veículos não podem circular irregularmente. Acredito que dentro de 20 dias esteja tudo certo”, reforçou o secretário.
Ambulâncias em circulação apresentam situações precárias (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Ambulâncias em circulação apresentam situações precárias (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Culinária capixaba é destaque no Festival Panela de Barro no ES


Todos os pratos serão servidos na panela de barro.
O festival vai até o dia 20 de outubro.

Do G1 ES

Frango com batata na panela de barro, no Espírito Santo (Foto: Do G1 ES)Panela de barro é típica do estado
(Foto: Reprodução / TV Gazeta)
A 4ª edição do Festival Panela de Barro reúne a partir desta terça-feira (1) 30 restaurantes de Vitória, Vila Velha e Serra. Os chefs de cozinha são os responsáveis por criar pratos exclusivos para o evento, sempre servidos na panela de barro, material típico da culinária capixaba. O evento vai até o dia 20 de outubro.
O festival busca incentivar a produção local e a utilizacão da panela de barro na gastronomia do Brasil. O evento também resgata a história do Espírito Santo e valoriza a cultura capixaba.
Na edição de 2013 os frutos do mar e a tradicional moqueca não serão esquecidas. Mas a carne seca, a rabada e a costelinha serão as estrelas na panela. Para conhecer os pratos e os restaurantes participantes, é preciso acesse o site do evento.
Panela de Barro
A expressão máxima do artesanato capixaba é a panela de barro, onde são preparados os dois principais pratos: a torta e a moqueca.  Feita de modo artesanal, sua origem está ligada às raízes indígenas, numa tradição que já passa de 400 anos.
Certamente a característica mais marcante das panelas é a sua coloração escura. Isto é obtido por meio da impregnação da peça com tanino, existente na árvore do mangue-vermelho. Depois de modeladas, as panelas ficam em lugar ventilado e protegido do sol até secarem completamente. Só após é efetuada a queima, não em forno, mas em fogueiras a céu aberto - método bastante primitivo adotado por tribos indígenas.

TJ manda hospital do DF indenizar cliente por furto em estacionamento


Hospital terá de pagar R$ 5,2 mil a homem que teve moto furtada no local.
Na defesa, estabelecimento disse não ter obrigação de vigiar espaço.

Do G1 DF
O Tribunal de Justiça condenou em segunda instância um hospital em Taguatinga, no Distrito Federal, a pagar R$ 5,2 mil de indenização a um cilente que teve a motocicleta furtada no estacionamento do centro médico.
Na defesa o hospital afirmou não ter o dever de vigiar o espaço porque não cobra pelo uso da área e porque há avisos informando os usuários de que não se responsabiliza por furtos, roubos ou danos aos veículos estacionados no local.
Os juízes, no entanto, afirmaram que todo estabelecimento que disponibiliza estacionamento para clientes e visitantes responde por danos de qualquer natureza causados aos usuários por atos ilícitos praticados contra o seu patrimônio.
Os magistrados disseram ainda que o fato de o hospital não cobrar tarifa pelo uso da área não elimina a responsabilidade do hospital, uma vez que oferecer o serviço representa um aumento na clientela.
Apesar de ter condenado o hospital a ressarcir o cliente, o TJ negou o pedido indenização por danos morais. No entendimento do tribunal, os transtornos não causaram violação ao direito de personalidade do autor.

Falta de água prejudica ensino em escola da rede pública de Maceió


Funcionários usam mangueira do vizinho para encher baldes com água.
Prefeitura diz que água é filtrada antes de ser utilizada para consumo.

Carolina Sanches Do G1 AL

Escola Estadual Pompeu Sarmento sofre com falta de água (Foto: Carolina Sanches/G1)Escola Estadual Pompeu Sarmento sofre com falta
de água (Foto: Carolina Sanches/G1)
Pais de alunos da Escola Municipal Pompeu Sarmento, localizada no Barro Duro, em Maceió, denunciam que a escola está há mais de um mês sem água nas torneiras. Eles reclamam que a falta de abastecimento deixa até os alunos sem água para beber.
Os funcionários da escola informaram que mesmo com a falta de água as aulas estão sendo mantidas. Eles ainda disseram que um vizinho que mora próximo à escola está cedendo uma mangueira para encher baldes que possam ajudar nas necessidades dos alunos.
A babá Mônica Batista, que tem três sobrinhos com idade entre sete e nove anos matriculados na escola, disse que as crianças não estão frequentando as aulas. “Como eles vão se sequer tem água para beber? Ao invés de estudarem, ficam na casa da avó ou brincando na rua porque não têm nada para fazer”, reclamou.
Funcionários enchem vários baldes com mangueira do vizinho.  (Foto: Carolina Sanches/G1)Baldes são improvisados para aproveitar água
cedida pelo vizinho. (Foto: Carolina Sanches/G1)
A Secretaria de Educação de Maceió (Semed), através da assessoria de comunicação, reconhece que a escola está com falhas no abastecimento, mas que a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) informou que vai sanar o problema até o final da semana.
A Semed confirmou que as aulas só estão sendo mantidas com a ajuda do vizinho, que empresta a mangueira para encher recipientes onde a água é armazenada, e disse ainda que ela pode ser consumida porque é filtrada antes.

Banhistas flagram trator canalizando língua negra até o mar da Ponta Verde


Máquina da prefeitura de Maceió desobstruiu saída de galeria pluvial.
Canal que deveria conter apenas água da chuva acumula dejetos sólidos.

Natália Souza Do G1 AL

Um grupo de alagoanos e turistas que voltavam de um passeio nas piscinas naturais da Pajuçara, em Maceió, flagrou um crime ambiental cometido por funcionários da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum).
O registro, feito no dia 20 de setembro, trata-se da abertura de um canal na areia da praia para levar a água suja com dejetos sólidos proveniente de esgoto, que estava acumulada numa galeria pluvial, até o mar.

A naturalidade com que o operário trabalhava e com que os banhistas encaravam a cena na praia que é um dos cartões postais da capital alagoana chocou tanto o grupo, que várias pessoas filmaram o ato e divulgaram em redes sociais. Uma delas foi o jornalista Rafael Soriano, que destacou à reportagem do G1 o sentimento de indignação ao ver a cena.
“A gente pensou, inicialmente, que o trator estivesse limpando a praia, mas quando chegamos mais perto notamos que ele estava abrindo caminho para aquela água podre poder seguir até o mar. O cheiro era forte e horrível, parecia carniça”, contou.
O cheiro era forte e horrível, parecia carniça"
Rafael Soriano, jornalista
“Foi realmente um espanto ver aquilo, pois a prefeitura deveria proteger e manter a praia limpa e estava fazendo aquele tipo de serviço. As autoridades deveriam tornar as praias da orla patrimônio natural, debater uma mudança na política de tratamento dessas galerias pluviais e punir quem agrida o meio ambiente. Essa situação é perigosa e já é uma questão de saúde pública e ambiental”, disse.
Procurado pela reportagem do G1, o infectologista Fernando Maia concorda que a situação é perigosa para banhistas e para a saúde do meio ambiente. “Em caso de contato com a água poluída, é muito comum a diarreia bacteriana devido aos coliformes fecais. Quanto maior a concentração, pior. Também tem a diarreia por causa da hepatite A. Nos locais que há cólera, que não é o caso de Alagoas, a doença também pode ser contraída. Se na água suja tiver a presença de produtos químicos, pode causar irritação na pele. E a contaminação por frutos do mar também pode ocorrer”.
Galeria pluvial acumula água com dejetos sólidos na Ponta Verde.  (Foto: Jonathan Lins/G1)Galeria pluvial acumula água com dejetos sólidos na Ponta Verde. (Foto: Jonathan Lins/G1)
Procedimento necessário
Após ter acesso ao vídeo registrado pelo grupo na Ponta Verde, a Slum analisou as imagens e afirmou, por meio de sua assessoria, que o órgão não é responsável pela operação e manutenção das galerias pluviais, apenas pela limpeza das praias, mas que o procedimento realizado pelo técnico da Slum no trator foi correto.
“A maré empurra a areia e obstrui a saída das galerias pluviais, então temos que fazer aquela abertura para que a água escorra. Pior é deixar ela acumulada ali, pois quando chovesse aquela galeria ia dar retorno e alagaria toda aquela região, ou seja, estaríamos permitindo uma situação de calamidade”, afirmou o superintendente da de Limpeza do Município, Gustavo Novaes.
“Teoricamente, as galerias pluviais deveriam conter apenas água das chuvas, que desaguariam no mar sem problemas, mas esses dejetos sólidos podem estar por duas situações: ligações clandestinas de esgoto em hotéis, prédios e pontos comerciais e uma falha na rede sanitária da casal, que estaria dando um retorno no sistema de esgoto”, apontou.
Ligações clandestinas e obstrução no sistema de esgoto poluem água que vai para o mar. (Foto: Jonathan Lins/G1)Ligações clandestinas e obstrução no sistema de
esgoto poluem água que vai para o mar.
(Foto: Jonathan Lins/G1)
De acordo com Novaes, os pontos mais críticos identificados pela Slum é nas galerias pluviais nas praias de Pajuçara e Cruz das Almas. “Há alguns anos houve uma reestruturação no sistema de esgotamento, onde a prefeitura identificou e acabou com as ligações clandestinas, mas outras novas podem ter surgido”.
Fiscalização e autuação
A situação não é nova e a prefeitura já vem trabalhando para que o problema se resolva, segundo o secretário do Meio Ambiente de Maceió, Rafael Wong. “Nós estamos trabalhando constantemente com um programa de fiscalização contra ligações clandestina, identificamos e autuamos prédios, hotéis, frigoríficos, entre outros”, disse.
A Companhia de Saneamento (Casal) e seu sistema de esgotamento na parte baixa da cidade está na mira da Sempma. De acordo com Wong, a secretária já autuou o órgão e vem dialogando para que o problema de retorno do esgoto seja sanado.
“Já tínhamos solicitado a limpeza do sistema de esgoto e foi feita, mas depois de alguns dias a rede principal do esgoto continuou vazando. O problema é crônico. Acredito que a rede da Casal está subdimensionada e se com a limpeza não resolver, pode ser que tenha que ser reestruturada devido ao crescimento da população na região. Venho conversando com o diretor da Casal e cobrando medidas para resolver o problema até o final do ano. Enquanto isso, as fiscalizações serão constantes”, disse.
Desobstrução da rede de esgoto
Todo o problema no retorno do esgoto da Casal é devido a uma obstrução do interceptor que liga as estações da Praça Lions até a Praça 13 de Maio, entre os bairros da Pajuçara e Ponta Verde. O problema, segundo a companhia, já começou a ser sanado, mas o serviço de desobstrução deve durar até 120 dias.
"O interceptor é uma tubulação de 100 centímetros de diâmetro e está obstruído. O serviço é feito de noite, a partir da meia noite até as 4h. Na semana passada, a empresa contratada utilizou câmeras-robôs para filmar e identificar os pontos mais críticos de entupimento para, nos próximos dias, começar a execução do serviço", afirmou o coordenador técnico da unidade da Casal no Jaraguá, Cid Barros.
Enquanto o serviço não é concluído, a língua negra continuará recebendo o apoio de máquinas para correr até o mar. Na última semana, a água já estava acumulada novamente na saída da galeria pluvial da Ponta Verde.

Correios e bancários mantêm greve no Acre


Sindicato dos Correios espera contraproposta em Brasília.
Mais agências bancárias devem ser fechadas para fortalecer paralisação.

Tácita Muniz Do G1 AC

Greve dos Correios no Acre (Foto: Rayssa Natani / G1)Greve dos correios foi deflagrada no último dia 18  (Foto: Rayssa Natani / G1)
Os sindicatos dos bancários e dos Correios confirmaram, na manhã desta segunda-feira (30), que o movimento da greve não previsão para acabar. De acordo com as categorias, as empresas negam entrar em acordo com o que os servidores estão pedindo. Enquanto os Correios tentam uma negociação em Brasília, os bancários se moblizam para fortalecer o movimento fechando algumas agências do interior do Acre que ainda estavam em funcionamento.
Em Brasília desde da útlima terça -feira (24), a presidente do sindicato dos Correios, Suzy Cristiny, disse que foi participar da negociação. Ela afirma que a previsão para um possível acordo está marcado para o dia 14. "A empresa já tinha confirmado que não ia mais negociar, nos mobilzamos e protocolamos uma contraproposta no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A empresa ficou de nos retornar hoje, o julgamento está marcado apenas para o dia 14 de outubro. Pode ter uma audiência extra, se não tiver negociação, a expectativa para o desfecho é somente no dia 14", disse.
Presidente do sindicato dos Bancários, Edmar Batistela, reafirma que os banqueiros não aceitaram a proposta da categoria e se negam a negociar com a classe. Nenhuma agenda nova de negociação está marcada para os próximos dias e a greve segue por tempo indeterminado. "Eles continuam com uma posição irresponsável com a sociedade, mantendo uma proposta indecente que não atendem nem a inflação do período", explicou.
greve bancos paralisação rio branco acre (Foto: Tácita Muniz/G1)Parados desde o último dia 19, bancários querem fortalecer movimento  (Foto: Tácita Muniz/G1)
Para fortalecer o movimento, Batistela disse que a intenção agora é fechar agências que ainda estavam funcionando. "Vamos fechar algumas agências do interior, como Senador Guiomard, a intenção é que os banqueiros se sintam pressionados e voltem para a mesa de negociação. Na ganância pelo lucro a qualquer custo, eles não se dispõem a uma negociação".
Sobre os prejuízos causados à população, Batistela afirma ter conhecimento, mas pede apoio da sociedade. Ele afirma que a categoria também está lutando para melhorias nos serviços bancários. "Nós sabemos dos transtornos da sociedade, pedimos apoio. Qualquer reclamação, acionem a central dos bancos e também se encaminhem ao Procon, porque só assim eles se sentirão pressionados para que tudo volte a normalidade", enfatiza.
De acordo com o presidente do sindicato, a categoria também luta pelo aumento de números de agências e também mais contratações para qualificar o atendimento nos bancos. Porém, se deparam com a negativa na retomada das negociações. "Lucro para atender nossas negociações eles têm, só que pela ganância, eles não querem abrir mão e voltarem a negociar", finaliza.

Baleia aparece morta em praia no extremo sul da Bahia


Animal da espécie jubarte foi localizado na manhã desta segunda-feira (30).
Populares avistaram o animal logo cedo, já sem vida,

Do G1 BA

baleia (Foto: Diógenes Cunha/Primeiro Jornal)Animal foi localizado sem vida, nesta segunda
(Foto: Diógenes Cunha/Primeiro Jornal)
Uma baleia da espécie jubarte foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (30), no bairro Novo Prado, na Praia do Centro, cidade de Prado, extremo sul da Bahia.
Especialistas do Instituto Baleia Jubarte form encaminhados para avaliar a situação do animal e investigar as causas da morte.
Populares informaram terem visto o animal já sem vida por volta das 5h desta segunda-feira, encalhado

Cardiologista propõe normas para avaliar atleta paralímpico

Cristina Indio do Brasil | Agência Brasil

  • Agência Brasil
    Atletas paralímpicos agora terão parâmetro para análises médicas
Pela primeira vez no mundo, os médicos vão ter um conjunto de normas para avaliar as condições de pessoas com deficiência física para a prática de esportes. A avaliação faz parte do documento Diretriz do Esporte e do Exercício. Avaliação Cardiológica e do Deficiente Físico, apresentado durante o 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia.
"Colocamos um item inédito no mundo inteiro, que é a avaliação dos paralímpicos, que nunca tiveram nada relacionado a eles. Como está crescendo a participação deles nas competições mundiais, fizemos questão de ter um capítulo de como preparar e como avaliar um paralímpico", disse o cardiologista e editor do documento, Nabil Ghorayeb, em entrevista à Agência Brasil.
Os estudos para a elaboração da Diretriz levaram quase três anos e contaram com a participação de 40 especialistas em cardiologia e medicina de esporte da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). "Convidamos pessoas que tinham convivência com coração de atletas, com esporte competitivo e com nível de intensidade de exercício", esclareceu o professor de pós-graduação em cardiologia e medicina esportiva.
A Diretriz é um documento, com atualizações em períodos de dois ou três anos, utilizado pelos médicos para orientar os profissionais de saúde sobre exames a serem solicitados para avaliação e acompanhamento da evolução de pacientes. No caso das normas de avaliação dessa última Diretriz, o cardiologista informou que foram designados três subgrupos - um de avaliação prévia para a participação em esportes, academias e lazer. O grupo 2 foi focado nas principais doenças que matam nas atividades físicas ou que complicam a vida das pessoas ou pacientes quando fazem atividades físicas; e o terceiro foi para estudar os atletas paralímpicos.
Para o médico, com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas deve aumentar o número de pessoas que vão buscar as atividades esportivas, por isso aumenta a importância da elaboração da Diretriz. "Vai ser fácil seguir uma conduta uniforme. Os médicos faziam os exames que achavam que deveriam ser feitos. Agora será uniformizado. E no próprio Congresso vamos discutir o documento e os que tiverem dúvidas poderão apresentar", acrescentou, informando que a revisão das normas, para incluir os avanços na medicina, será feita em 2015.
O diretor da Divisão Clínica do Laboratório de Pesquisa, Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Sérgio Timerman, disse que a preocupação é que muita gente, na busca por uma vida mais saudável, começa a fazer exercícios físicos sem procurar um especialista antes para uma avaliação médica. "Procurar uma vida saudável significa procurar saber também se a pessoa está saudável para uma atividade física", contou.
O médico alertou para os casos de morte súbita que ocorrem durante a prática de exercícios sem uma avaliação preliminar das condições físicas da pessoa. "Nessa avaliação inicial pode-se detectar o risco ou não de essa pessoa fazer uma atividade que, em vez de melhorar a qualidade de vida, leve a uma morte súbita", explicou.
Sérgio Timerman defendeu que as academias façam sempre testes físicos na admissão de novos usuários. "Existem academias facilitando a entrada de pessoas sem nenhuma análise", disse.
Pelos dados da SBC, atualmente apenas 10% da população fazem exercícios na frequência recomendada, de cinco vezes por semana.

Especialistas destacam desafios em aplicar a Maria da Penha

Luana Almeida
A TARDE
  • Raul Spinassé | Ag. A TARDE
    Vítima de violência é atendida em uma das cabines da Deam
As duas cicatrizes no braço esquerdo causadas por queimaduras feitas com um ferro de passar roupas são as únicas lembranças que a professora Maria*, 35, têm do ex-marido, *Renato.
Há cerca de dois anos, ele foi preso em flagrante, após tentar assassinar Maria por sufocamento na própria casa, na presença dos dois filhos.
A detenção de Renato é mais uma entre as 1.554 prisões registradas de janeiro de 2009 a agosto deste ano na 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, na capital baiana.

Tal pena é uma das punições previstas pela Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher e que, desde 2006, tem mudado o destino de Maria e de muitas outras mulheres violentadas pelos próprios companheiros.
Em vigor há sete anos, a Lei já acumula cerca de 700 mil procedimentos judiciais -  atendimentos, medidas de proteção e prisões - contra agressores de mulheres em todo o Brasil, de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na Bahia, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), foram registrados 11.312 casos de lesão corporal, 22.166 de ameaça e 173 mortes violentas de janeiro a julho de 2013.
Embora os números sejam expressivos, autoridades baianas que atuam no combate à violência de gênero afirmam que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que a lei seja aplicada de forma efetiva.
Estrutura
A ampliação da capacidade de armazenamento de dados relativos à violência doméstica contra a mulher ainda é fundamental para o combate efetivo para esse tipo de crime. É o que acredita a promotora de Justiça e coordenadora do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher (Gedem) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Márcia Teixeira.
"Quando há uma ocorrência que envolve violência contra a mulher, ela é registrada em delegacias comuns. Muitas vezes, não são aplicadas medidas protetivas. A fragilidade de dados é tamanha que, quando há um feminicídio, sequer sabemos se aquela mulher que foi morta havia prestado queixa anteriormente", afirmou.
Para a promotora, há, ainda, entraves, como a falta de investimento nos equipamentos como varas, juizados e demais centros de referência e locais de atendimento já existentes. "É preciso ampliar as estruturas de forma inteligente, pensada, em locais onde os crimes e agressões são mais recorrentes", disse.
Além da ampliação dessas estruturas, a promotora acredita que seja necessária a convocação de mais profissionais para atuarem nesses espaços. "É clara a ausência de promotores, defensores e juízes que se dediquem à causa. Esse reforço de pessoal precisa ser feito, sobretudo, no interior, onde é grande o número de casos",  afirmou.
Qualificação
Além do quantitativo, a qualificação dos profissionais que atuam no combate à violência doméstica se mostra necessária, não apenas no município, mas também em toda a rede de proteção.
Segundo a juíza titular da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Márcia Lisboa, os atores envolvidos no processo de atendimento a vítimas de agressão devem ser devidamente capacitados para lidar com essas mulheres, que, na maioria das vezes, além de marcas físicas, sofrem danos psicológicos.
"Trata-se de um trabalho de conscientização, que deve alcançar todos os envolvidos no atendimento, desde agentes de saúde até o júri. As pessoas precisam acreditar na causa", afirmou.
Para ela, a cultura brasileira é um dos principais obstáculos que dificultam a aplicação da Lei: "Sete anos é um tempo curto para mudar a consciência das pessoas, moldada há séculos por uma sociedade machista e patriarcal, que vê a mulher como objeto".

Políticas públicas são ferramenta complementar

Um dispositivo que promove o trabalho conjunto e intersetorial, de ampla divulgação e de constante provocação. Assim a secretária estadual de Políticas para Mulheres (SPM), Vera Lúcia Barbosa, define a importância da Lei Maria da Penha para o estado.
Para a secretária, a Lei é um grande avanço na luta contra a violência e no combate às desigualdades de gênero. Ela vê nas políticas públicas uma forma de propagar e reforçar a aplicação.
“Existem leis que as pessoas sequer conhecem. A Lei Maria da Penha tomou grandes proporções e tem provocado um avanço na tipificação da violência”, disse.
Além disso, segundo a titular da SPM, o dispositivo é responsável por criar uma maior consciência entre homens e mulheres a respeito das formas de violência. “Após a Lei, as pessoas estão mais intolerantes a qualquer demonstração de violência doméstica. O que antigamente achavam ‘normal’, hoje, é visto de outra forma”, disse.
Avanços
Para a juíza da 1° Vara de Violência contra a Mulher, Márcia Lisboa, a Lei é um marco que representa grandes mudanças no sistema criminal brasileiro. “Além de tentar modificar uma questão cultural secular, ela já nasce avançada, pois abarca questões relativas à união homoafetiva. Ou seja, ela combate todos os tipos de violência que ocorrem dentro de casa ou fora dela e que envolva casais, independentemente da questão de gênero”, disse.
A juíza a considera, ainda, uma lei democrática: “Atende a todos os tipos de caso da mesma forma. O agressor, seja ele pobre ou rico, está sujeito às mesmas punições”.

Criadores baianos têm prejuízos com doenças em rebanhos

Juliana Brito A TARDE

  • Edamar Melo | Ag. A TARDE
    Ovinos da raça dorper são vulneráveis à doença conhecida como scrapie
A detecção de enfermidades em rebanhos baianos, nas últimas semanas, salienta falhas, entre os criadores locais, nos cuidados com os animais. As doenças - brucelose, em bovinos; scrapie, em ovino dorper; e mormo em um cavalo  - não  comprometem a pecuária local, mas causam prejuízos aos criadores.
De acordo com o diretor de Defesa Sanitária Animal da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), Rui Leal, o trabalho de verificação da sanidade dos rebanhos e do  trânsito animal tem sido realizado regularmente. Ele afirma que nos últimos três anos a fiscalização do órgão tem sido mais ativa, com a implantação do postos móveis, reduzindo problemas como a falsificação de documentação.
"A sanidade da propriedade é de responsabilidade do criador, que deve verificar a guia de trânsito animal e o cartão de vacinação", ressalta.

Saiba mais

Tanto o presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia (Accoba), Almir Lins, quanto o da Associação dos Criadores de Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste), César Busato, acreditam que os casos não surgiram por falhas na defesa animal do estado.
Mas, ao contrário do diretor da Adab, Lins acredita que o caso de scrapie foi uma fatalidade, já que a doença tem um período de incubação. Ele acredita que falhas na assistência técnica rural têm um impacto maior nessas ocorrências.
"A maioria do rebanho ovinos está no sertão. Os criadores dessa área às vezes não usam direito os remédios e não vacinam os animais com regularidade. Nosso rebanho não cresce em parte por causa disso", diz Almir.
Na avaliação de Busato, a enfermidade que realmente preocuparia os criadores de bovinos, do ponto de vista comercial, é a febre aftosa. Mas o controle rigoroso  garante a segurança do rebanho.
Prevalência
Os casos de scrapie e mormo detectados são o segundo de cada enfermidade no estado. A prevalência  de brucelose (2,6%) e de tuberculose (0,6%) é muito pequena.
A transmissão também não é fácil, tanto de animal para animal quanto do animal para o ser humano, no caso das zoonoses.
O problema causado por essas enfermidades é a perda do animal e a redução de produtividade. Um exemplo do potencial de prejuízo está no rebanho equino. O setor tem grande fonte de lucro nos eventos agropecuários.
"O rebanho movimenta R$ 7 bilhões por ano, 10% disso só na Bahia. Um animal  de raça vale em média de R$ 10 mil a R$ 18 mil", diz o coordenador do programa de sanidade equina da Adab, Davi Freitas.

Conheça os sintomas:

Brucelose - As fêmeas têm aborto ao final da gestação; dificuldades de concepção; e retenção da placenta
Tuberculose - O bovino perde peso; come menos; tem dificuldade respiratória; e fica apático
Scrapie - Os ovinos começam a ter  inibição do apetite; falta de coordenação motora; coceira forte; e olhar disperso
Mormo - Os equinos apresentam problemas respiratórios; feridas cutâneas; e perda de peso
Zoonose - Brucelose, tuberculose e mormo são transmissíveis ao homem. No caso das zoonoses bovinas, uma precaução para humanos é não ingerir o leite in natura
Procedimentos - O criador deve fazer exames periódicos nos animais e manter a vacinação em dia. É importante exigir esses certificados ao comprar um animal. Em caso de suspeita de enfermidade, a Adab deve ser avisada.

Prazo para fazer a declaração do ITR termina nesta segunda-feira (30)


Declaração é obrigatória para proprietários com área acima de 30 hectares.
Quem não cumprir o prazo paga multa sobre o imposto devido.

Do Globo Rural

O prazo para a entrega da declaração do Imposto Territorial Rural (ITR) termina nesta segunda-feira (30).  A declaração é obrigatória para todos os proprietários com área acima de 30 hectares.

Quem não cumprir o prazo terá que pagar multa de 1% ao mês sobre o imposto devido. O proprietário que deixar de fazer a declaração não pode tirar a Certidão Negativa de Débitos, documento necessário para financiamento agrícola e registro de compra ou venda da propriedade. A declaração do ITR só pode ser feita pela internet.

Família é suspeita de receber R$ 1,6 mi da Assembleia Legislativa de AL


Ministério Público investiga o pagamento de supersalários a funcionários públicos do estado. Desvio de dinheiro pode passar dos R$ 70 milhões.

Em quatro anos, mais de 100 mil depósitos suspeitos foram parar nas contas bancárias de funcionários da Assembleia Legislativa de Alagoas. O desvio de dinheiro público pode passar dos R$ 70 milhões.
Pai, mãe e filha que moram em uma casa na periferia de Maceió são funcionários da Assembleia Legislativa de Alagoas. Nas contas bancárias de Joana d’Arc da Silva, do marido dela e da filha apareceram 277 depósitos suspeitos em um ano e meio, entre janeiro de 2012 e julho de 2013. No total, mais de R$ 1,6 milhão pago pela Assembléia.
“Se entrou na minha conta, é meu”, disse.
Joana ainda recebe o Bolsa-Família, o programa federal que atende pessoas pobres, com renda de até R$ 70 por mês.
O caso da família Gouveia é só um dos que estão sendo investigados pelo Ministério Público.
De 2009 para cá, houve cerca de 108 mil depósitos suspeitos nas contas de funcionários do Poder Legislativo alagoano. O desvio pode passar dos R$ 70 milhões.
“Os vestígios são claros. Quem praticou essas ilicitudes não teve a preocupação em apagar os seus rastros”, disse o procurador geral da Justiça de Alagoas Sérgio Jucá.
O Fantástico teve acesso à folha de pagamento dos últimos quatro anos da Assembleia de Alagoas. Há indícios de várias irregularidades. Por exemplo: mesmo depois de morrerem, dois ex-deputados receberam salários durante três meses. Também tem gente bem viva acusada de ganhar duas, três vezes mais que o salário oficial. E há os fantasmas: funcionários que recebem, mas não trabalham.
“Existe, na Assembleia Legislativa, um bando de parasitas, servidores que não sabem nem onde fica a Assembleia Legislativa, que nunca deram um dia de trabalho”, afirma o procurador.
Nesta semana, a equipe de reportagem do Fantástico esteve várias vezes na Assembleia. Nunca foi encontrado nenhum pediatra, neurologista, psicólogo ou dentista.
Segundo o Ministério Público, 23 profissionais de diversas especialidades deveriam  trabalhar no ambulatório.
“Esses médicos não comparecem. Esse é um fato notório em Alagoas”, destaca o procurador.
Se alguém se machucar, falta até esparadrapo. No estoque do ambulatório, não tem praticamente nada.
Em 2013, a Assembleia vai receber R$ 143 milhões do governo do estado. Nas folhas de pagamento obtidas pelo Fantástico, existem mais de 1.500 funcionários. Três vereadores de Maceió também receberam salários da Assembleia. Mas funcionários dizem que eles não aparecem para trabalhar.
Antonio Holanda Costa, que assumiu o mandato este ano, é um deles. Tem um salário de R$ 15 mil na Câmara. Já na Assembleia, entre janeiro e agosto passado, recebeu um total de R$ 18 mil, como secretário parlamentar.
“Ele pode acumular os vencimentos, desde que exista compatibilidade de horários. Não havendo compatibilidade de horários, ele deve optar por um ou outro. Dois cargos, não. Isso fere a Constituição”, explica Adib Kassouf Saad, presidente do comitê de direito administrativo da OAB.
A equipe de reportagem foi à Câmara de Maceió atrás de Antonio Holanda Costa, que foi demitido da Assembleia em setembro.
Um vereador avisa: “Ele disse para mim que não queria falar sobre essa matéria”.
O Ministério Público também investiga o pagamento de supersalários na Assembleia.
O deputado João Henrique Caldas percebeu a irregularidade: “Recebi a noticia dos meus servidores que seus salários vieram em dobro nas suas contas bancárias. Oficialmente, existia um salário no contracheque e, na conta bancária, um salário em dobro”.
João Henrique Caldas, o JHC, conseguiu na Justiça informações sobre a movimentação financeira da Assembleia, foi ao Ministério Público e devolveu o dinheiro.
“Eu pedi para que meus servidores não mexessem nesses recursos”, diz. Segundo ele, o valor devolvido é de aproximadamente R$ 650 mil. De acordo com JHC, ele foi o único deputado a devolver o dinheiro.
Entre os 108 mil depósitos suspeitos, estão cerca de 300 para a família Gouveia. Joana é assessora administrativa especial. O marido dela, Gildo, e a filha do casal, Iris, são secretários parlamentares. O salário oficial de cada um é de cerca de R$ 12 mil.
Repórter: No mês 10 de 2012, olha quantos depósitos entraram na conta do senhor: R$ 14 mil, R$ 14 mil, R$ 10 mil, R$ 2, R$ 6 mil, R$ 3 mil e R$ 2,5 mil.
Gildo: Se entrou na minha conta, é meu.
Repórter: Se o senhor ganha ‘x’ e está entrando ‘3x’, a conta não bate, não é? Somando o senhor, a filha do senhor e a dona Joana, vocês receberam R$ 1,6 milhão.
Gildo: Certo.
Repórter: Eu queria saber se esse dinheiro entrou mesmo na conta.
Gildo: Eu só posso falar na frente do meu advogado.
Esta semana, a equipe de reportagem do Fantástico só viu Joana e Gildo indo trabalhar. “Minha filha trabalha à tarde”, justificou.
Pai, mãe e filha são funcionários do presidente da Assembleia.
Segundo o advogado da família, Luiz Gustavo Gonçalves, não há irregularidade nos salários. “Foram quantias que não foram depositadas no tempo correto na conta. Foram feitos requerimentos administrativos para poder solucionar essa situação”, afirma.
Quanto ao Bolsa-Família de R$ 70 por mês que Joana recebe, o advogado garante: “Tudo que for apurado que foi recebido de forma ilegal vai ser devolvido”.
O Fantástico descobriu que o escândalo é maior: outros dez servidores também ganham o Bolsa-Família. Funcionários que trabalham no local há 20, 30 anos, não conhecem essas pessoas que recebem o benefício.
A equipe de reportagem do Fantástico foi aos endereços que constam no cadastro do programa. Marcelo da Silva moraria em uma casa, em um bairro pobre de Maceió. Mas, segundo a mãe, ele vive no interior.
Repórter: Consta que ele recebeu da Assembleia R$ 424 mil, e ele ainda recebia o Bolsa-Família.
Mãe: Isso não existe.
Em outro bairro, mora Maxwell Santos. Na conta dele, foram parar mais de R$ 626 mil da Assembleia. A mulher de Maxwell atendeu a equipe. Ela confirma que o dinheiro entrou na conta dele. Por telefone, o funcionário avisa que não quer conversa.
O Fantástico foi a outro endereço, também na periferia. No local mora Maria Silvania Gama Macedo. Ela apareceu, mas ao ser questionada que teria entrado na conta dela R$ 687 mil e ela ainda recebe Bolsa-Família, Maria Silvania se escondeu. Segundo a Assembleia, ela foi demitida este mês.
O Ministério do Desenvolvimento Social informou que vai pedir uma reavaliação financeira das famílias mostradas na reportagem. O pagamento pode ser suspenso.
Agora, a Procuradoria-Geral de Justiça quer saber o paradeiro do dinheiro depositado de forma suspeita. Os funcionários ficaram com tudo ou houve repasse para assessores e deputados?
“Eu asseguro ao povo de Alagoas que ninguém ficará impune”, declara o procurador.
No cargo há cinco anos, o presidente da Assembleia diz que houve um erro administrativo nos depósitos.
“Já foram detectadas essas informações no momento em que foram vistos os lançamentos fracionários nos extratos bancários, e as providências já foram tomadas. Mas não quer dizer que haja nenhuma ilegalidade nem tenha ultrapassado os limites constitucionais”, presidente da Assembleia, deputado Fernando Toledo.
Depois da equipe de reportagem insistir, o deputado disse: “Se houver alguma irregularidade, a Assembleia vai cobrar para que isso seja devolvido”.
Ele também foi perguntado sobre a biblioteca da Assembleia. No papel, ela recebeu R$ 1 milhão. Só que não tem uma estante ou um livro sequer. “Não há esse recurso para a biblioteca. Houve um redirecionamento desse recurso para recursos humanos. Esse dinheiro foi usado para pagar pessoal”, diz Toledo
A Controladoria-Geral da União vai ajudar nas investigações para descobrir o que está acontecendo com o dinheiro da Assembleia de Alagoas.
“Que o Ministério Público e os órgãos de fiscalização e controle possam se debruçar sobre toda essa documentação, para que possamos ter acesso a quantos milhões foram desperdiçados de dinheiro público pela Assembleia Legislativa”, destaca o deputado João Henrique Caldas.
FANTÁSTICO

Leitor cultiva paixão louca por perua Maverick


Administrador Paul Gregson levou quatro anos e meio para restaurar exemplar 1976 do modelo Ford
Belisa Frangione  ESTADÃO

Ford Maverick 1976 - Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão
Ford Maverick 1976
 "Uma paixão que renderia até atestado de insanidade". É assim que o administrador Paul Gregson define o seu "relacionamento" com a linda e rara perua Maverick 1976. "Sou apaixonado por todos os Ford Maverick. Mas esse, por sua exclusividade, sempre foi meu maior sonho de consumo", conta.

Em 1999, em uma viagem de negócios a Itu, no interior do Estado, para visitar um cliente, Gregson se perdeu e acabou passando em frente a um ferro-velho. Foi em meio a sucata que ele viu um exemplar do carro de seus sonhos - em péssimo estado. "Acabei ficando por lá mesmo para tentar comprar o modelo. Cliente eu até encontraria outro, mas a perua não", brinca.
Ele estava tão empolgado que levou apenas três horas para fechar negócio. Nesse meio tempo, ele viajou até Sorocaba para buscar um documento do carro e providenciou um guincho para trazê-lo a São Paulo.

A restauração levou quatro anos para ficar pronta e incluiu a compra de um Maverick SL 1978 que virou "doador de peças". Como alguns componentes não existiam mais, foi preciso recorrer a artesãos. "Mandei fazer os vidros laterais traseiros e os puxadores das portas são de fibra de vidro", diz Gregson.
Bem equipado, o carro tem direção hidráulica e ar-condicionado. Os bancos são revestidos de courvin e veludo.
Quando a perua voltou à ativa, em 2003, Gregson a levou ao tradicional encontro de Águas de Lindoia, no interior do Estado. E a estreia ocorreu com chave de ouro. A Maverick recebeu um prêmio na categoria veículos nacionais da década de 70.

O motor 302 V8 gera 200 cv, segundo Gregson. O câmbio, que tem haste na coluna de direção, é automático de três marchas. O consumo, estimado pelo colecionador, é de 4,5 km/l.
A paixão de Gregson por antigos rendeu dois livros: "Maverick - um ícone dos anos 70" e "Galaxie, o grande brasileiro", em parceria com Dino Dragone - ambos pela editora Alaúde.
História. Da Ford, a perua Maverick só tem o nome. O modelo surgiu como uma sugestão da concessionária Souza Ramos para concorrer com a Chevrolet Caravan.
Como a Ford não bancou a ideia, a própria Souza Ramos resolveu dar vida ao projeto por meio de um de seus "braços", a SR Veículos. Isso foi em 1976.
Como vantagens ante a rival, a perua Maverick tinha quatro portas e motor V8. A Caravan tinha versão duas-portas e opções de quatro e seis cilindros.
Como fim da produção do Maverick, em 1978, a perua também saiu de linha. Foram feitas entre 50 e 100 unidades.

Nova fábrica da Mercedes será em São Paulo


Montadora se reunirá com governo paulista na terça-feira para anunciar decisão. GLA será o primeiro produzido
Tião Oliveira  ESTADÃO

Mercedes-Benz GLA será o primeiro nacional - Mercedes-Benz/Divulgação
Mercedes-Benz/Divulgação
Mercedes-Benz GLA será o primeiro nacional
A decisão foi tomada: a nova fábrica da Mercedes-Benz no Brasil ficará no Estado de São Paulo. O anúncio será feito nesta terça-feira, 1º de outubro, em reunião entre os diretores da montadora alemã e o governo paulista.
Será a segunda planta da Mercedes-Benz a produzir automóveis no País. Até 2005, a montadora fabricava a primeira geração do Classe A em Juiz de Fora (MG). Depois, esta unidade passou a dedicar-se à montagem do cupê CLC, também já descontinuado. Agora, foi adaptada para a produção de caminhões.
A cidade mais cotada para receber a fábrica é a pequena Iracemápolis, na região de Limeira, a 153 quilômetros da capital paulista. O primeiro modelo a sair da linha de montagem será o utilitário GLA, o que ocorrerá em 2015, quando a planta ficará pronta - data que foi anunciada pelo presidente da Mercedes-Benz do Brasil e América Latina, Philipp Schiemer, em meados do mês.
Além do GLA, também será feito na fábrica paulista o sedã CLA. A Mercedes-Benz estuda ainda a nacionalização de seu modelo mais vendido no País, o Classe C, que em breve mudará de geração, assim como a do hatch médio Classe A.
Colaborou Rafaela Borges