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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Nava aponta 4 técnicas usadas em ataques cibernéticos contra empresas e faz alerta para a segurança da informação

 



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Nava aponta 4 técnicas usadas em ataques cibernéticos contra empresas e faz alerta para a segurança da informação

São Paulo, julho de 2026 - Enquanto o mercado corporativo prioriza investimentos em criptografia e sistemas defensivos, o cibercrime desloca sua estratégia para a exploração da conveniência e do erro humano. Com a Inteligência Artificial consolidada como o principal vetor de transformação no setor para este ano, conforme aponta o relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, o principal ponto de atenção continua sendo a falha humana. A Nava, empresa líder em tecnologia e estratégia de negócios, revela um diagnóstico estratégico sobre o setor. 

Por meio de sua vertical de Cibersegurança, a companhia identifica quatro técnicas recorrentes no modus operandi de grupos criminosos contra setores críticos, como varejo e instituições financeiras. Com apoio de IA, os adversários vêm refinando a engenharia social e ampliando a precisão dessas investidas.

1 - Troca de chip (SIM swap): A troca indevida do chip ou a ativação fraudulenta da linha em outro SIM pode comprometer o acesso com o MFA baseado em SMS. Fragilidades nos processos das operadoras, somadas à manutenção do SMS como fallback tornam esse método um vetor recorrente de comprometimento de contas e sistemas críticos.

2 - Dispositivos desconhecidos (shadow devices): A instalação de dispositivos como MikroTik ou Raspberry Pi em ambientes de acesso público, como lojas, agências e áreas de atendimento ou em espaços corporativos compartilhados por funcionários e visitantes, cria túneis persistentes. Sem controle de acesso à rede (NAC) e inspeção ativa, esses itens operam como pontos de pivoting silenciosos.

3 - Cooptação de colaboradores: O público interno é o vetor mais subestimado pelas empresas quando o assunto é cibersegurança. Por incentivo financeiro ou coação, podem ser levados a instalar softwares ou compartilhar credenciais, facilitando o acesso externo com os privilégios cedidos e permitindo que criminosos contornem barreiras físicas e digitais.

4 - Engenharia social via falso suporte de TI: Criminosos se passam por profissionais de suporte para convencer colaboradores a conceder acesso remoto, explorando a baixa conscientização dos profissionais, fragilidades nas políticas e nos procedimentos de suporte ao usuário.

De acordo com Carlos Afonso, Vice-Presidente de Operações de Cibersegurança da Nava, o cenário atual revela uma inversão perigosa de prioridades. "O atacante não tenta derrubar o muro, mas caminha pela porta da frente, usando a identidade de quem deveria proteger a entrada. A combinação de técnicas conhecidas com fragilidades em processos e autenticação mantém alta taxa de sucesso e continua colocando as pessoas no centro dos ataques", afirma.

Para Afonso, o amadurecimento da ciberdefesa exige uma abordagem de preparação: estabelecer processos robustos de acesso remoto e suporte, com ferramentas previamente definidas e critérios rígidos de segurança; adotar mecanismos de MFA resistentes a phishing, reduzindo a dependência do SMS; e manter controles para identificar ferramentas e dispositivos não autorizados. Quando o suporte remoto não puder ser realizado dentro dessas condições, a manutenção deve ocorrer presencialmente, em ambiente controlado.

Sobre a Nava

A Nava é uma consultoria brasileira de tecnologia com três décadas de atuação, especializada em transformar complexidade em crescimento. Atuando no core de grandes organizações, a companhia integra estratégia, engenharia e tecnologia de ponta, impulsionadas por GenAI, para desenhar arquiteturas, estruturar governança e gerar resultados concretos de negócio. Com cerca de 2.000 especialistas, a Nava reúne capacidades em dados, cibersegurança, cloud, observabilidade, infraestrutura e modernização de aplicações, conectando inovação, design e execução em larga escala.

Seu ecossistema inclui a GH Brandtech, que une a tecnologia à experiência, design e produtos digitais para acelerar diferenciação e competitividade; a Ventura ERM, referência em resposta a incidentes, investigação digital e gestão de crises cibernéticas; e a ®CS Global IT, que fortalece a estratégia de Cloud, Multicloud e Data Center, acelerando a jornada de infraestrutura dos clientes.

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Carlos Afonso, Vice-Presidente de Operações de Cibersegurança da Nava,
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Anna Mattos
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