MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 16 de maio de 2020

Medida 'ditatorial' de Rui não resolveu em Itabuna

Medida 'ditatorial' de Rui não resolveu em Itabuna

itabuna vazia
JORNAL A REGIÃO

onde os casos confirmados, ao invés de diminuir, aumentaram depois que o governador ordenou toque de recolher entre 20h e 5h. A ordem só é vista em ditaduras e em favelas dominadas por traficantes ou milicianos. e não têm outro registro na história da Bahia, nem mesmo nos governos militares.
Por ordem do governador Rui Costa (PT), qualquer pessoa que esteja na rua à noite em Itabuna, entre 20h e 5h, será presa e levada para a delegacia. O decreto do Estado passou a valer na terça-feira 12 e a circulação de pessoas no município no horário caiu quase a zero.
Mesmo assim, no dia 12 o número de novos casos era 21. Na quarta, já com toque de recolher, pulou para 43, na quinta para 48 e na sexta para 114. Antes do "tranca rua", Itabuna teve 13 novos casos no domingo (10) e apenas 5 na segunda-feira (11).
Parece claro que o aumento de casos não sofre qualquer influência da circulação de pessoas à noite nem do fluxo de veículos. Várias avenidas foram fechadas por ordem do governador, como Beira-Rio, Princesa Isabel e Cinquentenário, mais as praças dos bairros Mangabinha e Santo Antônio.
Tudo trancado
Durante o toque de recolher, que vale até o dia 22, nenhum estabelecimento comercial pode funcionar, à exceção das farmácias. "Isso é uma forma de zerar contato social que, infelizmente, ainda estava acontecendo e nós não vamos admitir essa semana”, afirmou o governador Rui Costa.
Mas os dados mostram que seu "chute científico", de que os casos diminuiriam, não se confirmou. Enquanto isso, a Bahia foi o estado com maior desemprego no primeiro trimestre, com 18,7%, à frente de Amapá (17,2%), Alagoas e Roraima (16,5%), segundo o IBGE divulgou na sexta 15.
Este foi o período encerrado em março. De abril em diante será muito pior, porque vai pegar o efeito do comércio fechado desde o meio de março. A perspectiva é de um aumento enorme do desemprego na Bahia, onde centenas de empresas já fecharam de vez.

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