A PF está atrás de 15
figuras, entre elas operadores de propina do PMDB, que responderão por
corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de
dinheiro. É o de sempre na República podre do lulopetismo:
A Polícia Federal
está nas ruas do Rio de Janeiro, desde as 6h da manhã desta
quinta-feira, para cumprir mandados de prisão na 38ª fase da Operação
Lava Jato. São 15 mandados de busca e apreensão e outros dois de prisão
preventiva para os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho respectivamente.
De acordo com a polícia, os investigados vão responder pela prática de
corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de
dinheiro, entre outros crimes.
Jorge, de 73 anos,
era tratado pelos investigadores como uma espécie de ‘pai dos
operadores’ de propinas no esquema de corrupção na Petrobrás. Seu nome
já tinha aparecido na Lava Jato durante as delações do ex-diretor da
área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró e do operador de propinas
Fernando Baiano. Em abril de 2016, Cerveró disse ao juiz Sérgio Moro
que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) recebeu propina de US$ 6 milhões
por meio do lobista Jorge Luz, em 2006. O repasse, segundo ele, foi
acertado em um jantar na casa de Jader Barbalho, em Brasília, com a
presença de Renan Calheiros, Paulo Roberto Costa e Sergio Machado,
ex-presidente da Transpetro.
O nome da operação –
Blackout – é uma referência ao sobrenome dos lobistas e tem por objetivo
demonstrar a interrupção definitiva da atuação destes investigados como
representantes do poderoso esquema de corrupção. Os presos serão
levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, mas eles
ainda não foram encontrados e a polícia já trabalha com a possibilidade
de eles estarem fora do país.
Em despacho, o juiz
Sergio Moro ressaltou o “caráter serial dos crimes” e a “atuação
criminal profissional” de pai e filho. “O caráter serial dos crimes, com
intermediação reiterada de pagamento de vantagem indevida a diversos
agentes públicos, pelo menos dois diretores e dois gerentes da
Petrobras, em pelo menos cinco contratos diferentes da Petrobras, aliada
à duração da prática delitiva por anos e a sofisticação das condutas
delitivas, com utilização de contas secretas em nome de offshores no
exterior (cinco já identificadas, sendo quatro comprovadamente
utilizadas para repasses de propinas), é indicativo de atuação criminal
profissional”.
Pai e filho
Jorge Luz sempre foi
conhecido como homem de confiança de Renan Calheiros e Jader Barbalho e
tinha um bom trâmite entre políticos do PMDB, PT e PP. Ele costumava
abrir caminho à realização de bons negócios para empresas nacionais e
multinacionais. Em troca, receberia ‘pagamentos’, para serem divididos
com parlamentares do esquema. Em junho de 2016, a PF levantou os
registros de entrada e saída do país de Jorge e seu filho, Bruno Luz , e
descobriu que ambos viajavam com frequência para Miami, Europa e, no
caso de Bruno, para o Panamá em 2013. O país é conhecido por ser um
paraíso fiscal.
Segundo o procurador
Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa da Lava Jato, as prisões foram
decretadas “para garantia de ordem pública e para assegurar a aplicação
da lei penal, tendo em conta a notícia que os investigados se evadiram
recentemente para o exterior, possuindo inclusive dupla nacionalidade”. A
nota enviada pelo Ministério Público Federal (MPF) ressalta que, sendo
confirmada a evasão dos suspeitos para o exterior, será pedida a
inclusão deles na lista de foragidos internacionais da Interpol.
(Veja.com).
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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